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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Banda Inabitual - perfil e entrevista exclusiva

Fonte: divulgação. Autoria de Louyse Gerardo.

INABITUAL é banda de Volta Redonda - RJ. Nascida em 2004 na “Cidade do Aço”, seus integrantes se propõem a fazer da música seu eldorado comum, da mesma forma que, no passado, os arigós queriam fazer de Volta Redonda seu eldorado. “Levante, lute, mude, critique!"

Aqui vale um parêntese: uma definição para o vocábulo arigó seria de um trabalhador comum, que emprega sua força em um trabalho árduo e muitas vezes bruto, em troca de um pequeno salário. Essa simplicidade levava à crença de que fossem desprovidos de inteligência ou da capacidade de sonhar e idealizar. Pois a cidade recebeu muitas pessoas simples com o sonho de melhorar de vida.

Destacam-se na trajetória da banda as seguintes passagens:
  • lançamento de seu primeiro disco em 2012, chamado HOMEM COLETIVO e do clipe oficial da música EM MASSA;
  • em abril deste ano foi uma das bandas convidadas a participar da "Viagem ao centro do mangue 2013", um tributo a Chico Science, evento anual do ECFA (Espaço Cultural Francisco de Assis).
 A mensagem do EP de 7 faixas é a crença na revolução que a informação pode trazer através da música. É resultado de um trabalho em parceria com artistas de outros segmentos, como design gráfico, fotografia e produção de vídeo. Assim nasce o Coletivo “INABITUAL PRODUÇÕES”

Para a banda, todos os estilos musicais servem de combustível para inspiração e possibilidades diversas de composição. Seu repertório fala de política, religião, desigualdade social e acontecimentos do cotidiano, alerta contra a passividade do indivíduo que, reduzido à condição de mero consumidor, por vezes, permanece indiferente ao que acontece à sua volta (“Em Massa” e “Legislado”). A dor de conviver com as incertezas impostas pela atual condição do sistema capitalista (“Termine”) e a triste situação da educação jogada ao chão (“Discórdia”) representam o grito de uma população cansada de habitar no país das (“Sórdidas Intenções”).


Entrevista
Quais as influências sonoras da banda?
A banda parte do principio que toda manifestação artística contribui para o crescimento do que nós iremos apresentar em nosso trabalho. Sem rótulos, sem preconceitos. Toda cultura tem sua manifestação singular que pode ajudar no amadurecimento do nosso som.


Fale sobre a relação entre a proposta da banda e os arigós.
Arigó é um termo usado para os "peões" que construíram a cidade de Volta Redonda na era Vargas. Somos filhos desses arigós,que deram seu suor para que essa cidade pudesse existir. Volta Redonda é a cidade do peão, da população e nao deve ser deixada nas mãos de uma pequena elite. Eis uma luta que o Brasil todo vem travando, contra as elites a favor da população.
Volta Redonda tem em sua história essa construção pelos braços desses arigós. Somos todos filhos de arigós!



Fale sobre o trabalho coletivo desenvolvido no EP de vocês.
Nós trabalhos no conceito de coletividade, é por isso usamos o nome HOMEM COLETIVO para intitular nosso primeiro album. O trabalho todo foi construído em cima disso. Além dos 4 membros da banda, tivemos outras pessoas envolvidas diretamente com o trabalho. Para podermos gravar esse disco, tivemos que fazer alguns trabalhos como panfletagem em sinal. E tivemos a ajuda coletiva de muitas pessoas que nos ajudaram e trabalharam com a gente doando parte do que ganhavam pra juntos fazemos esse algum sair. Ele vem com essência coletiva desde sua formação, pessoas se doando. A capa retrata um dos acontecimentos mais bizarros da nossa história que é Pinheirinhos. O Brasil tem várias brutalidades em sua história contra as populações mais pobres. Seja desde quando Cabral chegou aqui e exterminou nativos e logo mais escravizou negros, até os dias atuas com o genocídio em periferias, retiradas de famílias de suas casas, tribos indígenas como na aldeia Maracanâ sendo desrespeitadas. Pinheirinhos foi um desses episódios que retrata a brutalidade que o Estado e as elites tratam a sua própria nação e população. Ter isso retratado em nosso disco não é um orgulho, mas somente uma garantia de que isso nao seja esquecido!

Quer deixar uma mensagem final?
Sempre há várias mensagens de todos os lugares. Vivemos todos os dias processos de lutas e mudanças e devemos fazer isso. Não podemos nos conformar com o que nos foi posto, nosso dever é provocar, criticar, bater. Não ficamos mais calados. Acreditar é sempre preciso, e lutar também! Agradecemos pelo espaço e a luta continua! #HOMEMCOLETIVO

InabituaL é:
Eduardo Henrique (Voz)
Duílio Ferronatto (Guitarra)
Jhonatan Cruz (Baixo)
Jeffei Estevão (Bateria)
Felipe Solia (Intervenção Teatral)

Para conhecer mais:
Facebook: www.facebook.com/bandainabitual
Soundcloud: www.soundcloud.com/inabitual
http://www.youtube.com/user/Inabitual

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Banda Levante: perfil e entrevista exclusiva


A banda carioca Levante tem um som influenciado pelo movimento grunge de Seattle, lembrando grupos como Alice in Chains e Pearl Jam. Passeia também por vertentes brasileiras, bebendo de Chico Science e Nação Zumbi. E tem também um pezinho no punk, não só na pegada como também nas letras. Suas letras, aliás, são fortes e carregadas de inconformismo, expondo as deficiências estruturais da sociedade, num grito de protesto contra atual lógica social: é o rock utilizado para o que ele serve de melhor.
Destaca-se a versatilidade do grupo que toca suas músicas em versão amplificada e acústica; o baixista, por sua vez, vi tocar três instrumentos diferentes nos vídeos disponíveis no YouTube. Show!

E é claro que o Rio de Metal quis saber um pouco mais sobre a Levante... Depois de ler o release da banda, que pode ser lido no final desse post, rolaram umas perguntas:

Vocês moram bem longe uns dos outros, certo? Conta como foi que se encontraram, como é a logística pra ensaios, gravações, essas coisas...
Nós militamos no movimento estudantil da UFF e UFRJ. Fazíamos parte do mesmo coletivo, o Construção, trocávamos ideia sobre música e tal. O LEVANTE já tocava, mas só eu e o Bim éramos da banda. Mas com a saída de um guitarrista e depois do baixista entrou o Mayco (guitarra) e o Paris (baixo).  Já o Bim (baterista), ainda na primeira formação da banda, em 2006, encontramos na internet nesses sites de procura de músicos. Fizemos um teste com ele e foi aprovado com louvor.  Acabou que a banda ficou com metade de Niterói e a outra metade do Rio de Janeiro.
Como temos outros empregos, temos que ser muito organizados pra dar conta de tanta coisa pra manter uma banda underground. Ensaiamos em estúdios em Niterói, o Cativeiro ou no Estúdio do Cadu. Cada um tem tarefa na banda: marcar ensaio, fazer as artes gráficas, alimentar o site, agendar shows, os que tem carro transportam as coisas e leva a galera pros shows. É tudo bem coletivo.

O grande mote da música de vocês é a contestação do sistema, da sociedade, certo? Tem a agressividade do grunge, do punk, o tempero das músicas nacionais... Como foi chegar a esse formato?
O LEVANTE é uma proposta antiga e já tinha basicamente a ideia de produzir músicas críticas, ácidas e bem agressivas, tanto na letra, quanto na música. Com as idas e vindas de integrantes a sonoridade variou um pouco. Atualmente estamos mais pesados, percussivos, sem abrir mão de elementos da música nacional. Nós quatro temos muita proximidade musical, raramente temos grandes discordâncias, por isso, os rumos do nosso som foi surgindo aos poucos dialogando com a proposta inicial. Acabou que chegamos a essa ideia básica de uma releitura do grunge à brasileira com músicas próprias.

Até agora ouvi quatro músicas autorais. Vocês pretendem lançar mais em breve? Um CD, Um EP...
Temos um EP chamado LEVANTE com 3 músicas, lançado em 2010. Neste ano terminamos de gravar o nosso Cd chamado "Pessimismo da Razão Otimismo da Vontade". São 8 músicas gravadas no estúdio Superfuzz. Lançamos on line 4 músicas e o Cd está endo prensado para venda neste momento. Além disso, vamos lançar no fim de dezembro o nosso primeiro clip da música "O Filho Pródigo que Pensava Demais". Temos muitas músicas ainda pra serem gravadas, mas vamos tirar o ano de 2013 pra lançar  nossas músicas pelo mundo.

Para conhecer mais da banda:
http://bandalevante.com.br/
http://br.myspace.com/bandalevante1
http://www.facebook.com/bandalevante
http://tramavirtual.uol.com.br/banda_levante
http://twitter.com/bandalevante
http://www.youtube.com/user/bandalevante

Release
O LEVANTE surgiu da colisão entre o grunge e a quebrada da favela. Desde 2006 na estrada, a formação passou por algumas mudanças. Depois de idas e vindas pelo underground e pelas lutas do movimento popular, acabou que a Ponte Rio-Niterói uniu os integrantes: Bim (bateria), Paris (baixo), Mayco (Guitarra) e Reginaldo (guitarra e vocal). Trazendo na bagagem uma forte influência de Alice in Chains, Pearl Jam, Chico Science e Nação Zumbi a banda faz uma mistura sonora com o peso de Seattle, mas passeando pelos caminhos urbanos brasileiros. Com letras que tratam da opressão, mas também da luta por liberdade o LEVANTE dá o seu recado sem pedir licença. Bim, o baterista, traz no sangue suas influências do grunge e do punk com levadas sinuosas e violentas. Paris, o baixista, revela em suas notas a agressividade do punk do ABC paulista, sempre mencionando a quebrada do samba. Mayco é o guitarrista criado nas vielas do Underground de Niterói, sempre fiel ao grunge e ao metal com pitadas de Cartola. Reginaldo, guitarrista e vocalista, juntou a distorção da guitarra e o vocal rasgado, às influências de música brasileira. O LEVANTE lançou o seu primeiro EP independente: LEVANTE!, em 2009. De lá pra cá já rodaram por diversos eventos de expressão no underground do Grande Rio: Bizarre Fest (2006); Cinemaconhaque (2007); Submundo (2008); Maré de Rock (2010); Festival Araribóia Rock e Rock em Movimento (2011). Atualmente a banda está concluindo seu próximo álbum: Pessimismo da Razão; Otimismo da Vontade. O LEVANTE! expõe em suas letras as feridas da sociedade e avança contra a monotonia da normalidade da arte do "possível" e exige a novidade: a revolução! O LEVANTE! é movimento. A necessária ambição de ser livre.
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