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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Resenha - Tributo a Fabio Costa - Garage Odisseia

Poucas vezes na história do Garage, que eu me lembre, um show começou na hora: os atrasildos como eu sempre ganhavam uma colher de chá, pra não perder o show da primeira banda. Desta vez, como de costume, cheguei atrasada e não consegui ver a Bala n'Agulha. É, quem me deu carona certamente não contava com isso também. E sinceramente, nem eu! Senão, teria sido mais chata com essa questão de horário.

Z1bi do Mato
Quando cheguei, estava no palco Z1bi do Mato, com seu som altamente enlouquecedor. O teatro ainda não estava cheio, mas a galera presente se divertia com as maluquices de Löis e companhia. Ele tinha anunciado uma surpresa no fim do show e ela era... O fim da banda. Após a plateia manifestar alguns lamentos, ele usou seu jeito leve e divertido para encerrar com um clássico "hino" que sempre fecha os shows da banda.

Z1bi do Mato
Logo depois veio a igualmente insana Sex Noise, que agitou a galera com sua performance visceral. Enquanto o show rolava, mais gente aparecia e ia se embalando no ritmo intenso das composições da banda e na expressiva interpretação das letras, por parte do vocalista Larry Antha.

Sex Noise

As primeiras bandas, com seu jeito louco, deixaram o público pronto pra mais. Com a casa ainda enchendo, começou o show da banda Unmasked Brains. E devo dizer que, desde que voltaram aos palcos, seus shows só têm melhorado. Fora alguns percalços resolvidos "sem perder a pose", como disse o vocalista Reinaldo Leal (o baixista conseguiu arrebentar uma das cordas do seu baixo; a mais grossa, por sinal, e a correia da guitarra do próprio Reinaldo também arrebentou), a performance deles foi excelente.

Unmasked Brains

Se você perguntar a algum dos integrantes, vão sempre dizer que faltou alguma coisa, que tocaram uma ou outra música um pouco diferente do que gostariam... Faz parte do jeito preciosista deles, sempre querendo algo mais. O que eu vi, no entanto, foi o público erguendo as mãos muitas vezes, gritando e aplaudindo ao final de cada música, formando rodas e pulando ao som de New Order of Disorder (vulgo "Pula Porra"), Break my Will e a clássica A Máquina, numa impressionante resposta ao metal energético da banda. Apesar dos pedidos da plateia, a tradicional cover de Holy Wars não rolou. Pessoalmente, prefiro assim: gosto quando resolvem fazer um show 100% autoral, sem se apoiar em nenhuma música de outra banda mais conhecida; eles podem fazer isso. Vi também todos os integrantes bem à vontade no palco, interagindo com a platéia, curtindo o momento. E vi muita gente se  emocionando ao assistir o vídeo preparado especialmente para a ocasião.

Unmasked Brains

Como se a galera já não estivesse quente, a coisa pegou fogo quando entrou a Mc's HC. Com sua potente mistura de Funk e Hardcore (também conhecido como Miami Rock), fizeram o público vir abaixo. Nem  os poucos que estavam no bar conseguiram ficar parados. Atenção, desavisados, neste som está contido o verdadeiro Funk: tocado ao vivo e no fundo da alma, com o som de instrumentos reais e pessoas cantando. Aqui não tem pedaços de música dos outros, recortados, colados e exaustivamente repetidos, tampouco batidas eletrônicas acompanhadas de gritos desafinados e sem sentido. Até podia, como complemento da música, mas não: ali estavam baixo, guitarra, bateria e backing vocals de verdade.

Mc's HC
E estava também BNegão, que fez todo mundo pular ao som da Dança do Patinho. Ao final, a subida de Jennyffer Costa ao palco também emocionou bastante. Muito legal ver ali a filha do Fabio, participando de algo que o pai dela tanto amava e sendo recebida por todos de braços abertos.

Mc's HC

Já estaria uma noite perfeita, mas tinha mais. Quem lê o Rio de Metal sabe que este não é um blog que fale muito de cover, tributo... Mas tenho que dar o braço a torcer: os rapazes do The Trooper mandam muito bem: deixaram a platéia muito animada e descontraída, especialmente o Luiz Syren. As fotos desta resenha não me deixam mentir.

The Trooper

Gostei muito de ter visto todo tipo de pessoas ali: várias idades, várias tribos, tudo misturado: do mais velho ao muito mais novo, do aparentemente normal ao declaradamente insano. Se querem saber, até uma fada encontrei!
Foi bom demais. Tudo. As bandas, as pessoas, o astral pra lá de positivo... Contudo, não pude evitar uma pontinha de tristeza ao olhar pro lugar onde o Fabio costumava ficar, sempre rodeado de pessoas. Ele não estava mais ali. Mas deve estar feliz por ter recebido como homenagem uma noite tão especial.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Banda - AZ42


Esta é a primeira banda que me envia material, o que me permite finalmente estrear essa parte colaborativa do blog que eu tanto queria ver funcionar! Reconheço que a intenção inicial deles era apenas me fazer conhecer mais sobre seu trabalho, mas já que se dispuseram a enviar todos os links sobre eles, não custa criar um post.
Esta banda de Heavy Metal carioca tem um repertório com covers de Metallica, Black Sabbath, Faith no More entre outros. Esse ano pretendem entrar na etapa do trabalho autoral, mas até lá, seu ponto forte continuará sendo as versões das bandas que curtem.
Em seu currículo, tem shows em diversos espaços do Rio de Janeiro, a saber: Teatro Odisseia, Espaço Marun, Heavy Duty, Hangar 298, Tank Rock, Planet Music, Saloon 79 e mesmo na Praia da Macumba.
Aqui neste blog, apareceram pela primeira vez na resenha do show no Saloon 79, do dia 3/12/11.

Os integrantes são os seguintes:
  • Dan Marques - Batera
  • Fábio Silva - Teclado
  • Filé Vinge - Guitarra
  • Alex Borges - Guitarra
  • Rod Maciel - Baixo
  • Vlad Drac - Vocal
 As fotos abaixo, foram retiradas de seu perfil no Facebook, de um show no Teatro Odisseia.


Aqui, os links que a banda me enviou:

Site: http://www.az42.com.br/ (ainda em construção)

E pra finalizar, o link pra página com informações de seu próximo show: https://www.facebook.com/events/271919012870337/.

E as bandas interessadas em se ver por aqui, mande suas informações para riodemetal@gmail.com! Será um prazer publicar seu material. Ah, sim, quanto mais, melhor: o nome de todos os integrantes, e se possível a história da banda, formação musical, instrumentos, essas coisas. Tudo que os ajudem a serem encontrados na Internet!

domingo, 20 de novembro de 2011

Arriscando novos sabores sonoros...

Para todo grupo autoral ou artistas individuais de sucesso, deve haver algumas dúzias de covers. Não há como escapar: vai sempre haver gente querendo imitar os bem sucedidos. De vez em quando aparecem em programas de televisão, artistas mostrando quão perfeitas são suas imitações, o que deixa o público embasbacado. Passado o momento da curiosidade circense, segue a programação normal.

Tem também aqueles artistas que interpretam trabalhos de outros, às vezes se arriscando a fazer isso pelo resto da vida. Para que possam viver só de música, passam muito mais tempo executando obras alheias que criando as próprias. Às vezes, seus trabalhos autorais são excelentes, mesmo superando as interpretações que fazem, mas não têm muita chance de mostrá-lo se querem agradar o grande público e ganhar seu dinheiro fazendo o que gostam, ou seja: tocando ou cantando.

E o grande público procura o entretenimento com o qual se identifica. Ou acha que se identifica. Vendo na TV e ouvindo na rádio, faz uma seleção daquilo que supõe que gosta. Digo que se trata de uma suposição porque normalmente não procuramos saber o que mais existe. Ao ver apenas covers e iterpretações do mainstream, perdemos a chance de expor nossos ouvidos e mentes ao verdadeiramente novo.

Ousei resumir no quadro abaixo as sensações causadas por trabalhos autorais novos e covers. Não sou nenhuma autoridade no assunto, mas imagino o seguinte:

 
Covers Autorais
Shows Você sabe exatamente o que vai ouvir. Pode ser bom para levar alguém que ainda não conhece um determinado estilo de música, nunca foi a um show ao vivo. Se é a primeira vez que está assistindo a banda, pode não gostar do que irá ouvir... Afinal, o grupo está tentando produzir novidades, você é a "cobaia".
Criatividade A não ser que a banda ou o artista dê seus toques pessoais na música (o que duvido muito, pois o público de cover quer uma reprodução fiel), será ZERO. Aí depende da banda ou do artista. Mas tenha certeza: qualquer coisa que eles fizerem demandará mais criatividade que uma cover. Afinal, eles criam o próprio som!
Satisfação A não ser que toquem mal, ela é garantida. Afinal, você sabia muito bem o que iria ouvir! Não dá pra garantir que você vá gostar, mas... Sinceramente? Como vai saber se não tentar?

Estamos sempre em busca de prazer. Quando vamos a um show, é isso que buscamos: satisfação, entretenimento. Queremos aquilo que sabemos que nos trará uma sensação boa, como quando comemos. Comemos feijão com arroz todo o dia, é muito saboroso. Mas às vezes é bom variar. Com música não deveria ser diferente.

Imagem daqui.
Experimentar um alimento novo causa uma certa ansiedade, uma certa tensão: "Puxa, e se eu não gostar? Vou ter que engolir esse negócio assim mesmo." É, vai. Pode ser ruim, mas pode ser muito bom. Um dia, me fizeram provar chocolate, e não parei de comer até hoje...

Assistir shows de bandas ou artistas autorais é estar livre pra gostar daquilo que a mídia não te impõe. É a chance de descobrir seu verdadeiro gosto musical, sem influências externas. Mesmo que aquele teu amigo integrante de uma banda insista em dizer que o som dele é maneiro, irado, no íntimo você sabe como se sentiu ali na platéia. Se não gostar, vai arrumar umas desculpas e depois não vai mais ao show. E vai perder o quê? Um pouco do seu tempo e uns 10, 20 reais. Se gostar, será um dos primeiros a descobrir aquela banda, e se um dia ela chegar ao mainstream, poderá dizer: "É, já conheço eles faz um tempo... Você não?"
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