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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

8 razões pra dormir com um baterista

Como esposa de baterista, assim que vi este post no site MediaDecay não resisti e tive que traduzir...
Achei legal exaltar as qualidades dos rapazes que ficam lá, escondidos atrás daquela floresta de estantes, pratos e tambores.
O autordo artigo original, Jason, é um supervisor de roteiro para cinema e televisão, bem como baterista. Ele é nova-iorquino vivendo atualmente no Brooklyn.
Esta post foi originalmente publicado em http://www.mediadecay.com/2009/11/8-reasons-why-you-should-sleep-with-the-drummer/ em uma quarta-feira, 11 de novembro, 2009 às 01:06 e arquivado em: Música, Outros.



Este post está sendo redigido por um homem com H e apenas para facilitar o ato de escrever eu só vou usar descritores homem / mulher mas na verdade isso deve aplicar-se a qualquer tipo de casal. Além disso, este é um tipo diferente de post do usual para MediaDecay, mas achamos que colocar ocasionalmente um post off-topic é divertido.

Então aqui está a situação: Você está em uma casa noturna (de rock, e não um lugar ridículo que só toca techno) e você está assistindo a uma banda. Eles são bons e você está realmente envolvida pela música. E vejam, você está solteira e há algumas pessoas atraentes na banda. Seus olhos se movem ao redor do palco e você estuda cada membro com atenção. Primeiro, tem o cantor. Ele é uma escolha óbvia. Está na frente, é emocional, suas letras tocam um lugar profundo em você. Então passa para o guitarrista. Outra opção fácil. Você vê como ele domina os acordes.  Dedilhando sua dor com os dedos. Você sabe, o de sempre. Agora, seus olhos deslizam para o baixista. Ele provavelmente fede. Brincadeira. Eu realmente não tinha nada para escrever sobre um baixista. Finalmente você segue para o baterista, parcialmente escondido atrás de uma infinidade de tambores e pratos. Ele está tocando um bom groove, mas ele é o baterista. Além disso, ele parece muito suado lá atrás.

Então, por que você deveria iniciar uma conversa com ele depois do show? Por que de todos esses possíveis encontros de uma noite ou possíveis futuros namorados você escolheria o baterista? Eu vou te dar 8 razões. Por que 8? Porque eu acho que sim. OK, vamos continuar com as insinuações!

Ritmo - Bateristas podem manter um ritmo constante por períodos prolongados de tempo. E eles podem fazer mudanças sutis, mas importantes para o ritmo no comando. O que significa que pode continuar fazendo o que você quer fazer e fazer uma transição quase imperceptível para outra coisa que você pode gostar mais.

Vigor - É muito difícil segurar uma batida forte por um longo período de tempo. Essa é a razão para o suor (também as luzes do palco). Bateristas precisam treinar seu corpo e mente para se manterem na música, não importa o quão desgastante possa ser. Este treinamento pode ser facilmente transferido para atividades fora do palco.

Corpo - OK, obviamente, nem todo baterista se encaixa em tudo nesta lista, e há uma tonelada de caras gordos com sobrepeso atrás do kit, mas há também uma tonelada de nós que são realmente muito bem construídos. Embora não como você pensa. Trabalhamos toneladas de músculos diferentes ao tocar, desde dedos até ombros e braços até as nossas pernas. Além disso, quando não estamos tocando, normalmente estamos carregando algum equipamento bem pesado, então fazemos um monte de exercício. Se aquele baterista não parece ter músculos enormes, é porque está mais tonificado e magro do que grande e volumoso. Não acredita em mim? Vai lá e "acidentalmente" pegue um de seus braços.

Ritmo - Bateristas podem manter um ritmo constante por períodos prolongados de tempo.

E Destreza - Este meio que combina com o anterior. Se você procura isso em um potencial companheiro com baquetas, pode parar. Todo bom baterista está constantemente fazendo pequenos ajustes com os dedos, a fim de alterar os sons.

Emoção - Você sabe que o guitarrista estava tocando-a com os dedos e o cantor estava cantando sua vida com suas palavras? Bem, bateristas são artistas também e há muito mais numa uma boa parte da bateria do que simplesmente espancar com força bruta. Tem a dinâmica e a habilidade de sentir o fluxo da canção através de si. Muitas vezes, os bateristas são muito conectados a suas emoções e isso é uma coisa boa.

Sexto sentido - Não o poder de ver pessoas mortas. Numa boa banda estão todos sempre em sincronia e podem acompanhar se outro membro decide fazer algo não ensaiado, sem o público perceber. Esta espécie de sexto sentido, especialmente uma habilidade precisa em captar sinais leves e consciência de tudo que está acontecendo é algo que seu baterista pode trazer para o seu quarto também. Então, ele vai ser capaz de improvisar com você a noite inteira.

Responsabilidade - OK, então eu sei que a muitos bateristas isso não se aplica nem mesmo remotamente, mas a teoria por trás disso é o relevante. Os bateristas são muitas vezes responsáveis ​​por uma grande quantidade de equipamentos muito caros. Dê uma olhada nos preços na seção de percussão da loja de música mais próxima. Qualquer coisa, mesmo remotamente relacionada à bateria instantaneamente custa mais. Pratos bons geralmente começam em algo em torno de R$ 900, e todos os outros aspectos da bateria são mais ou menos por aí. Mesmo um único par de baquetas geralmente é algo em torno de R$ 20 a R$ 30. Então, a menos que sejam absurdamente ricos, eles têm de ser responsáveis por manter tudo em bom estado e ter certeza de que nada seja roubado. Também têm de estar preparados para qualquer tipo de imprevisto como o rompimento de uma peça. Este sentido de responsabilidade mostra que eles são capazes de lidar com ela em outros aspectos de suas vidas, como em um relacionamento.

Então da próxima vez que você estiver cobiçando alguém da banda, dê ao baterista uma segunda olhada.


Segundo o autor, texto anterior foi uma mensagem de serviço público dos bateristas do mundo e de forma alguma é para incentivá-la a dormir com o autor do artigo, que por acaso toca bateria (algumas pessoas até dizem que ele é bom no que faz), mas se você se interessar ele é solteiro e, provavelmente, não teria um problema com isso.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Banda Levante: perfil e entrevista exclusiva


A banda carioca Levante tem um som influenciado pelo movimento grunge de Seattle, lembrando grupos como Alice in Chains e Pearl Jam. Passeia também por vertentes brasileiras, bebendo de Chico Science e Nação Zumbi. E tem também um pezinho no punk, não só na pegada como também nas letras. Suas letras, aliás, são fortes e carregadas de inconformismo, expondo as deficiências estruturais da sociedade, num grito de protesto contra atual lógica social: é o rock utilizado para o que ele serve de melhor.
Destaca-se a versatilidade do grupo que toca suas músicas em versão amplificada e acústica; o baixista, por sua vez, vi tocar três instrumentos diferentes nos vídeos disponíveis no YouTube. Show!

E é claro que o Rio de Metal quis saber um pouco mais sobre a Levante... Depois de ler o release da banda, que pode ser lido no final desse post, rolaram umas perguntas:

Vocês moram bem longe uns dos outros, certo? Conta como foi que se encontraram, como é a logística pra ensaios, gravações, essas coisas...
Nós militamos no movimento estudantil da UFF e UFRJ. Fazíamos parte do mesmo coletivo, o Construção, trocávamos ideia sobre música e tal. O LEVANTE já tocava, mas só eu e o Bim éramos da banda. Mas com a saída de um guitarrista e depois do baixista entrou o Mayco (guitarra) e o Paris (baixo).  Já o Bim (baterista), ainda na primeira formação da banda, em 2006, encontramos na internet nesses sites de procura de músicos. Fizemos um teste com ele e foi aprovado com louvor.  Acabou que a banda ficou com metade de Niterói e a outra metade do Rio de Janeiro.
Como temos outros empregos, temos que ser muito organizados pra dar conta de tanta coisa pra manter uma banda underground. Ensaiamos em estúdios em Niterói, o Cativeiro ou no Estúdio do Cadu. Cada um tem tarefa na banda: marcar ensaio, fazer as artes gráficas, alimentar o site, agendar shows, os que tem carro transportam as coisas e leva a galera pros shows. É tudo bem coletivo.

O grande mote da música de vocês é a contestação do sistema, da sociedade, certo? Tem a agressividade do grunge, do punk, o tempero das músicas nacionais... Como foi chegar a esse formato?
O LEVANTE é uma proposta antiga e já tinha basicamente a ideia de produzir músicas críticas, ácidas e bem agressivas, tanto na letra, quanto na música. Com as idas e vindas de integrantes a sonoridade variou um pouco. Atualmente estamos mais pesados, percussivos, sem abrir mão de elementos da música nacional. Nós quatro temos muita proximidade musical, raramente temos grandes discordâncias, por isso, os rumos do nosso som foi surgindo aos poucos dialogando com a proposta inicial. Acabou que chegamos a essa ideia básica de uma releitura do grunge à brasileira com músicas próprias.

Até agora ouvi quatro músicas autorais. Vocês pretendem lançar mais em breve? Um CD, Um EP...
Temos um EP chamado LEVANTE com 3 músicas, lançado em 2010. Neste ano terminamos de gravar o nosso Cd chamado "Pessimismo da Razão Otimismo da Vontade". São 8 músicas gravadas no estúdio Superfuzz. Lançamos on line 4 músicas e o Cd está endo prensado para venda neste momento. Além disso, vamos lançar no fim de dezembro o nosso primeiro clip da música "O Filho Pródigo que Pensava Demais". Temos muitas músicas ainda pra serem gravadas, mas vamos tirar o ano de 2013 pra lançar  nossas músicas pelo mundo.

Para conhecer mais da banda:
http://bandalevante.com.br/
http://br.myspace.com/bandalevante1
http://www.facebook.com/bandalevante
http://tramavirtual.uol.com.br/banda_levante
http://twitter.com/bandalevante
http://www.youtube.com/user/bandalevante

Release
O LEVANTE surgiu da colisão entre o grunge e a quebrada da favela. Desde 2006 na estrada, a formação passou por algumas mudanças. Depois de idas e vindas pelo underground e pelas lutas do movimento popular, acabou que a Ponte Rio-Niterói uniu os integrantes: Bim (bateria), Paris (baixo), Mayco (Guitarra) e Reginaldo (guitarra e vocal). Trazendo na bagagem uma forte influência de Alice in Chains, Pearl Jam, Chico Science e Nação Zumbi a banda faz uma mistura sonora com o peso de Seattle, mas passeando pelos caminhos urbanos brasileiros. Com letras que tratam da opressão, mas também da luta por liberdade o LEVANTE dá o seu recado sem pedir licença. Bim, o baterista, traz no sangue suas influências do grunge e do punk com levadas sinuosas e violentas. Paris, o baixista, revela em suas notas a agressividade do punk do ABC paulista, sempre mencionando a quebrada do samba. Mayco é o guitarrista criado nas vielas do Underground de Niterói, sempre fiel ao grunge e ao metal com pitadas de Cartola. Reginaldo, guitarrista e vocalista, juntou a distorção da guitarra e o vocal rasgado, às influências de música brasileira. O LEVANTE lançou o seu primeiro EP independente: LEVANTE!, em 2009. De lá pra cá já rodaram por diversos eventos de expressão no underground do Grande Rio: Bizarre Fest (2006); Cinemaconhaque (2007); Submundo (2008); Maré de Rock (2010); Festival Araribóia Rock e Rock em Movimento (2011). Atualmente a banda está concluindo seu próximo álbum: Pessimismo da Razão; Otimismo da Vontade. O LEVANTE! expõe em suas letras as feridas da sociedade e avança contra a monotonia da normalidade da arte do "possível" e exige a novidade: a revolução! O LEVANTE! é movimento. A necessária ambição de ser livre.
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