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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Entrevista Quality Music Web Radio

Vanderley Carvalho Rocha é de Volta Redonda, já editou diversos fanzines, trabalhou em rádios FM com programas de rock e metal e agora mantém a Quality Music Web Radio - http://qualitymusicwebradio.blogspot.com/ - http://www.facebook.com/QualityMusicWebRadio, criada para divulgar música de bandas com um trabalho sério e que realmente mereçam um espaço na mídia. Apaixonado pelo som e pelo que é novo, ele respondeu algumas perguntinhas sobre esse projeto e a cena local do metal independente.




Como surgiu a idéia de montar a Web Radio?
Já realizei programas de heavy metal em rádios FM, fui convidado há pouco tempo para fazer parte de uma web radio. Com o fim dela, surgiu a possibilidade e vontade de criar uma outra web radio, com músicas de qualidade como costumamos chamar, ou seja, bandas que trabalham seriamente e mereçam espaço, visto que também já editei fanzines por longos anos. Foi fácil estruturar a radio, o importante é ter determinação e a mente aberta. De posse dessa idéia e determinação, foi criada a parceria entre eu (Vanderley) e o meu amigo John Paul, que também fez parte de uma rádio FM e uma web radio (ambas extintas e onde estivemos juntos com programas).

Scatha - Rio de Janeiro, uma das bandas que está na programação da rádio.

Como ela funciona? A programação, seleção de músicas... De onde elas vêm?
A Quality Music capta material das bandas nacionais principalmente, para fortalecer a divulgação e conhecimento da cena heavy nacional, mostrar aos bangers novos trabalhos, assim como a qualidade da cena metálica nacional. É preciso mostrar a quem curte heavy metal, que é vital apreciar o novo, visto que muito em breve, muitos dos chamados "dinossauros do rock/heavy" já estarão extintos.
A programação procura mostrar as novidades sem esquecer do que é clássico no heavy metal. Há sempre uma inclusão de músicas ainda não conhecidas pelo grande público, assim como são realizados especiais dando destaque ao que julgar-se necessário. A programação normal acontece por 24 horas, com programas mais especificos ao vivo. Uma meta da radio é tentar diferenciar músicas, mostrar os chamados rótulos do heavy metal, procurando dar a quem ouvir a rádio a possibilidade de determinar seu caminho, seu gosto musical democraticamente.
As músicas vêm através do contato com bandas, normalmente material indicado por elas próprias. E também vem da aquisição dos CDs, EPs, Demos dessas mesmas bandas, visto que julgo muito importante apoiá-las de fato. A radio inclui as músicas em sua programação diária imediatamente e procura divulgar as páginas das bandas, para que o ouvinte possa por ele mesmo conhecer um pouco mais do trabalho que lhe chamar a atenção.

Stodgy - Barra do Piraí, também na programação da rádio.

Durante todo o tempo que escutei a radio, não ouvi propagandas. Como se torna possível sua manutenção?
Após estruturar o funcionamento da rádio (o local, a captação de material e divulgação,..), buscamos essas parcerias para aprimorar os recursos de funcionamento. Uma rádio que capte recursos pode ajudar melhor as bandas envolvidas, assim como oferecer mais aos ouvintes. Começamos algumas delas, como essa com o Blog Rio de Metal - http://riodemetal.blogspot.com.br/ e a Sunset Metal Press - http://sunsetmetalpress.com/. Comercialmente falando, a rádio agora vai em busca de propagandas de entidades ligadas ao tipo de som que nos envolvemos. Essa busca não foi feita antes por mantermos essa paixão pelo que fazemos. A captação de recursos hoje vem apenas da venda das camisas da rádio.

Brave - Itú, SP - também tem suas músicas na QMWR.

Como você tem percebido o movimento do cenário de musica independente, nos dias atuais? Fale sobre o impacto disso na programação da radio.
Uma outra parceria da rádio se dá com alguns produtores, onde a rádio entra com sua divulgação, com seu apoio total aos seus eventos, tentando favorecer assim as bandas, ao público e aos produtores que enfrentam as diversas dificuldades para sua realização. Com essa união, foi possível notar a cena independente se movimentando de uma forma séria, apaixonada e querendo levar ao público algo melhor, mais profissional. Muitas bandas ao procurarem a rádio, falam dessa disposição (e necessidade) de se apresentarem ao vivo em outros estados.
E o público tem se surpreendido com as novas bandas nacionais, elas estão chamando a atenção de quem escuta. Muitos ficam surpresos (e não entendo o porque), quando se diz que é uma banda nacional que acabou de tocar. Elas estão de fato tomando o gosto e apoio do público, mas necessita também da sua presença em eventos, da aquisição de seus CDs, EPs, Demos...

Innocence Lost - Rio de Janeiro, na Quality Music Web Radio.

E shows? Como você percebe a movimentação das bandas na sua região? De que forma isso influencia a rádio?
Em relação aos shows, tem acontecido mais, ao meu ver. Os produtores têm apresentado novidades, incluindo atrativos que aumentem o público. Infelizmente ainda há muita pilantragem e amadorismo na organização dos shows. Sugiro que as bandas ajam de forma mais profissional quando contactadas para tocarem.
Independente disso, os shows estão aí e vejo a participação de quem apóia como algo vital para eles se perpetuarem e melhorarem. Os maiores problemas que são espaço e estrutura (som, divulgação, aparelhagem...) têm sido alvo de melhora. As bandas dão o melhor de si e pela qualidade, têm agradado, levando assim mais pessoas a comparecerem.
Certamente isso ainda é pouco, precisamos de mais espaços, de mais divulgação e da presença ainda maior do público. Mas quem participa, está se envolvendo e muito. A rádio além da divulgação dos eventos antes e depois, procura ir aos shows e carregar seus ouvintes, para que o conheçam ao vivo as novas bandas e fortalecimento delas seja real.

Unmasked Brains - Rio de Janeiro, também na programação da rádio.

Gostaria de deixar uma mensagem final?
A mensagem final que a rádio Quality Music deixa é que não há espaço para radicalismo ou divisões num movimento que é pura paixão. Há espaço para todos e a Quality Music se dispõe a levá-los ao conhecimento de um público maior. Apoiar a cena metálica nacional é dar continuidade ao nosso movimento de forma intensa, gerar mais CDs, shows e assim, continuarmos a bater cabeça. Obrigado ao blog Rio de Metal pelo espaço e oportunidade dada a Quality Music Web Radio.


domingo, 25 de março de 2012

Matéria colaborativa - Registro e edição de vídeos parte 2

Reinaldo Leal, guitarrista e vocalista da banda Unmasked Brains, faz a edição de todos os vídeos de sua banda. Quem o conhece, sabe o esmero com que os prepara. Vira e mexe, compartilha alguns de seus macetes com amigos: como registrar shows, gravar clipes, editar músicas e diversas outras coisas. Quantos aí do underground carioca já não perguntaram alguma coisinha pra ele? ;-)
Desta vez, ele reuniu algumas dessas dicas e enviou aqui pro Rio de Metal, nesse post muito útil. Confiram a segunda parte, que fala sobre a edição!



Após o registro, vem o momento de se capturar, transmitir os dados dos equipamentos para seu computador. Dependendo do que você utilizou, a interface de comunicação será através de cabo USB (câmeras HDD), Firewire (MIniDv), MiniDVD, ou mesmo placas de captura analógicas. Salve tudo organizadamente em seu computador. Se possível, tenha um HD, independente daquele que esteja instalado o sistema operacional, exclusivo para o armazenamento das imagens.
Já na fase de edição, são diversos os softwares disponíveis para a edição. A linha da Adobe, que integra vários softwares dedicados à edição digital, é uma das preferidas, pois eles se comunicam, facilitando a utilização das diversas ferramentas (Premiere Pro, After Effects, Photoshop, etc). O problema é que, quem não está acostumado com a interface Adobe pode se confundir um pouco.

Interface do Sony Vegas. Edição de um dos vídeos do show da banda Unmasked Brains em Rio Bonito - RJ

A Sony possui o Vegas, que tem uma interface mais fácil e permite praticamente o mesmo resultado de seu similar da Adobe (Premiere Pro). Registre-se que tais programas são dedicados à composição de imagens, podendo-se até adicionar alguns efeitos de ajustes, mas para efeitos, o eleito é o Adobe After Effects. Pesquise no www.creativecow.net e veja a mágica.
Dica: Da mesma forma que como na fase de registro a luz é fundamental, na fase de edição também é importantíssimo que o vídeo esteja sincronizado com o áudio. Não adianta fazer aquela filmagem se, no momento em que o vídeo seja exibido, o que se está vendo não “case” com o que se ouve. Dá ruim...
Finalmente, procure sempre filmar o conteúdo ao vivo com mais de uma câmera, pois lhe trará um dinamismo excelente, o resultado fica muito mais agradável de assistir. Fuja das transições espalhafatosas (transição é a passagem de uma imagem para outra, lembre-se daquele vídeo de 15 anos que tua prima te perturbou para ver, ou do vídeo de casamento de algumamigo, quando muda a imagem, geralmente tem um efeito de “página dobrando” ou de uma magiquinha acontecendo. Isso não combina com vídeos musicais.) Navegue pelo Youtube para ver as idéias, sem precisar copiar, mas sim adaptar, improvisar! Veja os vídeos do Statik Majik, Unearthly, Diva, Woslom, Red Front, Maua, e em breve do Unmasked Brains hehehe.

Dica final: Não deixe de registrar nada, nenhum show, programe registrar alguns ensaios, bastidores, etc. Isso será o filme da sua vida, certamente um dos melhores momentos em que você passou! E poucos têm o privilégio de ter essa lembrança!
Abraços, espero que tenha sido útil!


Sobre o Unmasked Brains:
Bandas, que tal compartilharem algumas dicas? Mande seu material e links para riodemetal@gmail.com!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Matéria colaborativa - Registro e edição de vídeos para bandas parte 1

Reinaldo Leal, guitarrista e vocalista da banda Unmasked Brains, faz a edição de todos os vídeos de sua banda. Quem o conhece, sabe o esmero com que os prepara. Vira e mexe, compartilha alguns de seus macetes com amigos: como registrar shows, gravar clipes, editar músicas e diversas outras coisas. Quantos aí do underground carioca já não perguntaram alguma coisinha pra ele? ;-)
Desta vez, ele reuniu algumas dessas dicas e enviou aqui pro Rio de Metal, nesse post muito útil. Confiram a primeira parte, que fala sobre o registro!



Família reunida em torno do rádio. Imagem daqui.
Como em todas gerações, a minha também acompanhou de perto avanços tecnológicos que trouxeram no mínimo certas facilidades à atividades que hoje nem nos damos conta de sua dificuldade anterior.

Em épocas passadas, como por exemplo na chamada Era do Rádio, foi o tempo em que
famílias passaram a se reunir, maravilhadas, para assistir a programas exibidos por aquela
caixa de televídeo, transmitidos em preto e branco, representando o grande avanço
tecnológico relacionado à multimídia.

Já durante minha adolescência e na vida  adulta, descobri como muitos jovens o gosto pela música, mais precisamente do Metal e seus variantes, e como não poderia deixar de ser, fui aprender um instrumento e ter uma banda (Unmasked Brains), que aliás posso dizer que tenho até hoje, com os mesmos amigos, todos da mesma geração.

Com o retorno das nossas atividades, é impossível não comparar o salto tecnológico da época para o que se tem disponível atualmente. Não precisamos ir muito longe: basta lembrar que na época, 20 anos atrás, não existia telefone celular, quiçá internet.

Especificamente falando, podemos abordar, então, inúmeras novidades atuais que, como disse anteriormente, trouxeram muitas facilidades para o músico independente, seja na divulgação, na gravação/produção de seu trabalho, e, chegando ao ponto específico desse post, de tudo relacionado a registro em VIDEO de suas atividades.

Começando pelo equipamento, foi-se o tempo em que as filmadoras eram trombolhos caros e sem opções de edição digital. Hoje em dia, até com câmeras fotográficas ou smartphones consegue-se fazer registros em vídeo de seu trabalho, seja para produção de clipes, ou mesmo conteúdo ao vivo da banda.

Equipamentos compactos
mas com alta resolução! Hoje
em dia, não é difícil encotrar...
Na fase de registro, são vários equipamentos disponíveis. A preços mais acessíveis, pode-se encontrar boas câmeras filmadoras com qualidade Full HD, o que não é um excesso, tendo em vista que a principal ferramenta de divulgação (Youtube) permite upload de vídeos em tal resolução. Dê preferência para equipamentos que utilizem um disco rígido interno (HD) para o armazenamento de imagens, pois assim se economiza as mídias. Algumas câmeras fotográficas também filmam em alta resolução (a partir de 720p), podendo ser uma alternativa. A banda Hicsos, no seu clipe “Face to Face”, utilizou uma câmera fotográfica para a produção, e o resultado é bem satisfatório para a divulgação. Ao procurar estes equipamentos, pesquise bastante as características, tais como gravação em baixa luminosidade, disponibilidade de ajustes manuais (principalmente foco e exposição), dentre outras.

Acredite, cansa (e balança) menos usando o tripé.

Nesta fase, também são imprescindíveis certos acessórios que conferirão um toque mais apurado nos registros. São Eles: tripé, para estabilidade e simulação de steadycam (já falo sobre isso) e lentes do tipo wideangle, que permitirão uma maior amplitude na área de captura da câmera, digamos assim. E outro, ainda mais fundamental: iluminação. Invista em um equipamento de iluminação, geralmente um tripé e um refletor para lâmpadas de 1000w, de preferência com interruptor que permita o controle da luminosidade (dimmer, ou então interruptor de dois estágios). A luz, no momento do registro, é fundamental para que o resultado seja bem apresentado, pois a edição posterior te permitirá fazer mágicas! Acredite, a luz, se não for o mais importante, é pelo menos um dos principais fatores para o resultado satisfatório.

Dica: quando for filmar algo com a câmera em movimento, não segure sua câmera pela alça, como o turista faz. A posição do braço cansa, e a tremedeira fica incontrolável. Faça o seguinte: monte a câmera no tripé, descubra o centro de gravidade do conjunto e, para filmar, segure nesse ponto. Depois volte para contar ... Pesquise no Youtube por “using tripod as steadycam".


Sobre o Unmasked Brains:
Bandas, que tal compartilharem algumas dicas? Mande seu material e links para riodemetal@gmail.com!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Banda - Apokalyptic Raids


Uma banda com 13 anos de estrada, já gravou quatro discos (CD e LP!), fez uma turnê brasileira e uma sulamericana. Juntem essa bagagem com um som rápido e visceral, ao mesmo tempo que pesado e introspectivo. Produção cuidadosa no estilo vintage. Simples, porém difícil de reproduzir. Letras com temática igualmente obscura, fantástica, existencial, pessimista, nietzscheana. Resultado? Apokalyptic Raids.


O Apokalyptic Raids foi fundado no Rio de Janeiro em 1998 por fãs de Heavy Metal  que vivenciaram o surgimento de bandas como Bathory, Onslaught, Possessed e aquelas que influenciaram seu trabalho, como Hellhammer, Venom, Bathory, e Sodom, Master. No Brasil, este movimento foi representado por Vulcano (também influência da banda), Dorsal Atlântica entre muitas outras bandas. Algumas das composições de Apokaliptic Raids datam de 1985.
Segundo a banda, apesar das mudanças no mundo desde então, o Metal anos 80 ou old school se tornou hoje um tema recorrente, mas raramente bem entendido.  Para eles, a música pesada não tem prazo de validade.
Em 2010 fizeram a turnê para a divulgação do álbum Phonocopia tanto no Brasil quanto no exterior.

Show em Duque de Caxias - 2008


Alguns dos muitos cartazes de shows no Brasil e exterior

Recentemente, no Rio, tocaram na volta do Garage no Odisseia, e tambem no tributo ao Discharge.
Quem quiser conhecer mais de seu trabalho, acesse http://www.apokalypticraids.com. Contatos através do email  contact@apokalypticraids.com.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Banda - As Dramatic Homage




Esta banda carioca, em atividade desde 1999, traz em suas músicas misturas de vocais agressivos e limpos, guitarras acústicas, riffs pesados e melódicos, fazendo parte do gênero musical Avant Metal, até então pouco explorado no Brasil.

Histórico
A primeira formação da AS DRAMATIC HOMAGE deu início às atividades em 1999 propondo-se a fazer um som com características pesadas e densas, buscando versatilidade e atmosferas em suas composições.
O nome expõe um significado para homenagear, de forma dramática, temas elementares, anti-religiosos, pensamentos antagônicos e sobre o comportamento do ser humano perante si mesmo, suas crenças e atitudes.
Em 2001, a AS DRAMATIC HOMAGE grava o seu primeiro registro, o cd-demo independente "A Deep Inner Recital", com boas qualidade gráfica e produção musical e obtendo elogios satisfatórios através de veículos especializados e ligados ao underground como rádios, revistas e zines.
Mudanças foram inevitáveis ao longo da existência da AS DRAMATIC HOMAGE e o reflexo delas foi registrado em 2005 com um novo cd-demo independente intitulado "Atmosphere of Pain / Anthems of Hate". Esse trabalho exalta uma sonoridade mais pesada, mais atmosférica e mais forte que o cd-demo anterior, quebrando um certo silêncio e levando a banda a um caminho sem limites onde os seus músicos são livres para desbravar novos rumos...
Seguindo em atividade com sua jornada de resistência, a AS DRAMATIC HOMAGE participa com uma faixa exclusiva chamada “Ominous Force for Ascension“ da coletânea “Extreme Brazilian Alliance”, em 2008. Esse novo trabalho demonstra a ascensão de uma nova era em sua musicalidade, onde a liberdade e a essência obscura passeiam por vários conceitos contemporâneos. Aliam-se nisso, as expressões líricas e existenciais, tornando-as verdadeiras manifestações de peso em teor de vanguarda e sob a força que nos conduz e nos torna onipotentes, pois algumas homenagens podem ser singelas, mas as adversidades e reflexões nos fazem contemplar as dramáticas...

Discografia
2001 - A Deep Inner Recital
Suas melodias seguiam a linha típica de cadências e mudanças de andamento ao decorrer das músicas, criando diferentes contrastes e atmosferas.
A Deep Inner Recital The lovers funeral 5'24"
Incandescent Sun 9'58"
For all Eternity 3'05"
My black kingdom of the Remorse 06'48"

2005 - Atmosphere of Hate
Neste álbum, as composições se tornam mais pesadas, os vocais mais elaborados e há um maior  destaque para o baixo.
Atmosphere of Pain Excogitation (intro) 56"
Astral infernal 2'48"
Curse Asylum of Torment 3'36"
My black kingdom of the Remorse 06'48"

2009 - Omnious Force of Ascension
Este websingle traz a faixa que  figurou nas coletâneas Extreme Brazilian Alliance e The Essence of the Black Metal Vol II, que leva o mesmo nome do álbum.
Omnious Force of Ascension The Age of Transition 1'37" (trecho)
Omnious Force of Ascension 4'14"

2012 - Crown
Este álbum, ainda em fase de elaboração, trará um trabalho mais evoluído e maduro, ao que tudo indica, melhor que os álbuns que o precederam. Valerá a pena conferir!

Influências musicais


Quando perguntei sobre as influências sonoras da banda, Alexandre Pontes me deu uma das explicações mais bacanas sobre o que gosta de ouvir e o legado deixado em seu trabalho musical. Segue um resumo da nossa troca de emails sobre as raízes do som da banda:

Ouvimos muita coisa além do metal; digo que toda influência desde que seja interessante, marcante e tenha algo a ver com nossos sentimentos e personalidades acaba sendo agregada na hora de compor. Não sou nenhum garoto e não comecei ouvindo metal. Eu posso ouvir algo como The Cure e em seguida colocar uma banda de Black metal como Emperor ou Anti-Cimex, que é um Punk Crust e depois vou para um rock progressivo do Gênesis, Rush ou Pop-Rock, Indie,  Trash Metal. Gostaria de ressaltar boa parte das bandas de rock e metal nacional dos anos 80 como Zero, Hojerizah, Dorsal Atlântica, The Mist, etc, que sem dúvida fizeram trabalhos memoráveis. Algumas pessoas tem as mentes muito limitadas quanto a isso, por isso evito citar bandas expecíficas, nossa música nem sempre tem influência do meio do metal, porém o estilo que fazemos é  o que gostamos realmente de fazer pela liberdade em poder criar sem regras expecíficas, eu realmente prefiro que a pessoa dê a devida atenção às nossas músicas e tire suas conclusões. Eu tenho discernimento o suficiente para saber que são mundos distantes, mas a qualidade e o sentimento que isso me proporciona me mantém conectado com a música, independente do estilo pois afinal tudo isso tem sua qualidade pra mim. O que ela me proporciona e pode me inspirar, não só isso, mas também livros, pinturas, arquitetura, filmes, isso é ARTE, está tudo conectado. Apenas canalizo, filtro e torno isso a minha essência, que é a música que faço.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Banda - Metalmorphose


A banda é pioneira (e lendária) no Metal no Rio e no Brasil. Começaram em 1983, formada por garotos com idades entre 14 e 16 anos. Suas principais influências são Deep Purple, Iron Maiden, Judas Priest, Black Sabbath e Motörhead. Com músicas somente em português, lançou o primeiro disco de Metal (um split-album) gravado por bandas cariocas - Ultimatum - em parceria com a Dorsal Atlantica. Em 1986 veio a demo "Maldição", que naquela fase não tinha sido lançada. Na fase seguinte, adotaram o hard rock glam das bandas californianas no ep "Correntes", mas encerraram atividades em 1989.

Retornaram em 2008, após um hiato de 19 anos, a princípio para gravar uma faixa de um tributo aos Beatles. Voltaram também a tocar no eixo Rio - SP, o que rendeu a gravação de um CD e um DVD ao vivo. Em 2009, as gravações antigas foram remasterizadas, entre elas, a demo de "Maldição", e lançadas pela primeira vez em CD. Seguiram-se várias apresentações, incluindo uma no Canecão já em 2010.




A formação atual da banda é Tavinho Godoy - vocal; André Delacroix - bateria; André Bighinzoli - baixo; Leon Manssur - Guitarra; Pedro Cavalcante - guitarra.

O contato de Leon com a banda aconteceu pela remasterização desses álbuns antigos. Depois ele mixou o disco ao vivo, gravado no Odisseia, em 2009, e acabou entrando pra banda em 2010. Então, veio o tal show no Canecão, e mais uma pá de shows menores.


No momento, estão compondo material novo a ser lançado em LP e trabalhando na reedição de antigos trabalhos. Enfim, estão prontos para escrever mais páginas da história do Heavy Metal no Brasil!


Para conhecer mais do trabalho da banda, siga esses links:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Metalmorphose

Se quiser ver sua banda num post do Rio de Metal, mande seu material para riodemetal@gmail.com. Será um prazer publicar!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A primeira vez, a gente nunca esquece...


Estava lembrando do meu primeiro contato com o Heavy Metal. Quando era adolescente, escutava bastante rádio. Cansada da programação sempre igual da maioria das estações, resolvi empurrar o dial mais para o início da faixa de FM e encontrei a sintonia 94,9. Quem é do meu tempo, sabe o que isso significa: Fluminense FM. A programação naquele horário era de rock, mas não pesado. Sempre gostei de rock de uma forma geral, então deixei ali. Acabou aquele programa, vieram os comerciais e a vinheta do programa seguinte. Aquilo já me atraiu. O locutor anunciou uma música de um álbum  novo, Black, de um tal de Metallica. A primeira música de Heavy Metal que escutei foi Sad but True. E acabei ouvindo o programa até o final. Desde então, era obrigatório escutar a Fluminense todo dia, hábito que durou até a rádio acabar. Agora, nem sei mais o som que passa por aquelas ondas; na verdade, faço questão de não saber: por favor, não me contem.
Escutar a Fluminense me fez querer garimpar outras fontes desse som maravilhoso, pesado, agressivo, intenso, cheio de uma energia inexplicável e arrebatadora. Bom, pelo menos pra mim.
Observando as propagandas da MTV, percebi que havia dois programas com Rock: o Gás Total e o Fúria Metal. Preciso dizer qual dos dois gostava mais? Aí a outra coisa que passou a me encantar foi a linguagem visual do Heavy Metal, as roupas escuras, aquelas botas pesadas, coturnos, calça rasgada, enfim... Estava dominada por completo, em todos os sentidos possíveis: visão, audição e tato. Até porque não sei como esse domínio se manifestaria no paladar e no olfato...
Passei a gravar a programação da Fluminense. Na época, era comum esperarmos uma determinada música para gravar em cassete. Pois bem, fiz isso várias vezes. E nas lojas, enquanto minhas amigas procuravam os CDs do New Kids on the Block, eu ia atrás de Fear of the Dark, então lançamento do Iron Maiden. Acho que foi uma boa troca.
Vários outros CDs vieram para minhas prateleiras, uns bons, outros nem tanto. Claro que Heavy Metal não foi a única coisa que escutei, até porque na verdade sou bem eclética. Como sempre gostei de dançar, o pop e várias vertentes de rock, entre muitos outros estilos, também me acompanharam. Mas o meu xodó é o metal.
E mais ou menos nessa fase, conheci um baterista maneiro, namorei, casei e agora é ele que ajuda a aumentar a coleção de CDs lá de casa. Mas isso já é outra história...
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