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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Entrevista com Sergio Mazul - Semblant

Sergio Mazul é vocalista da banda curitibana SEMBLANT, considerada um dos expoentes do Dark/Gothic Metal no país, com uma sonoridade extremamente pesada (conduzida por duas guitarras de 7 cordas e bateria rápida, quebrada a precisa) e extrema versatilidade nos vocais comandados por ele e por Mizuho Lin.
Já passou por 5 estados brasileiros promovendo suas músicas, inclusive aqui o Rio, por ocasião da Final Nacional Wachen Metal Battle 2009 em Campo Grande.
Dentre outros assuntos, perguntei a ele sobre uma possível vinda ao Rio. Confiram!



Gostaria que falasse sobre o novo trabalho da banda, o EP Behind The Mask.
Olha, eu prefiro chama-lo de “último registro” (rs) porque ele já está um pouco defasado. Lançamos ele no dia 11 de novembro de 2011 pelo emblemático 11-11-11, tema tão místico e rico, inclusive explorado em nossa música “11:11 – The Door is Open” que está registrada neste EP.
O “Behind the Mask” é o maior marco e divisor de águas na história da Semblant desde que começamos a banda, devido a estrear uma nova formação e marcar o primeiro registro com Mizuho Lin dividindo os vocais comigo e assumindo as vozes femininas da banda.
Não apenas ela, mas os demais músicos Sol Perez e Juliano Ribeiro, ambos guitarristas da Semblant, hoje assinam uma grande parcela das criações da banda, envolvendo letras, composições instrumentais e inclusive, o planejamento do andamento da mesma.

Semblant em Campo Grande, RJ, na Final Nacional do Wachen Metal Battle 2009

O que você tem escutado, de fora e daqui do Brasil? Desses sons, o que tem influenciado seu trabalho musical?
Olha, eu sempre fui um fã inveterado de todas as vertentes do rock e do metal. Sou inclusive um grande colecionador de CD’s, tenho quase 3.000 peças originais na coleção e me mantenho ativo, comprando mais e mais lançamentos de bandas que me interessam e/ou que coleciono a discografia.
Vamos lá: de fora do Brasil, tenho ouvido diversos lançamentos como os últimos álbuns das bandas Soilwork, Hypocrisy, Cradle of Filth, Testament, Hardline, Rob Zombie, Saxon, The 69 Eyes, Killswitch Engage, Ghost e estou bem ansioso, esperando alguns lançamentos que pretendo adquirir no ato e que sairão nos próximos dias: novos do Amorphis e Alice in Chains.
Lógico, existem as que sempre escuto, como Black Sabbath, Morgana Lefay, Moonspell, Savatage... eu escuto muita música dentro do meio que sempre amei fazer parte. Seja no carro, em casa, trabalhando, sou um ser humano musical 24 horas por dia.
No Brasil, tenho ouvido grandes bandas como: Imago Mortis, Unearthly, Doomsday Ceremony, Holiness, Command 6, Necropsya, Krisiun, Trayce, In Torment, Distraught, Symbolica, Genocídio e tenho conferido vários lançamentos excelentes como os das bandas Wigand, Unblack Pulse, Painside, Liturgy of Suffering, enfim, acho que há muita coisa boa surgindo no Brasil e com qualidade suficiente para fazer frente a qualquer banda de fora.
Pode acreditar, fica impossível dizer o que mais anda me influenciando em meio a tantos exemplos, pois acho que tudo com o que seu cérebro entra em contato – ainda mais o assunto é música, acaba abastecendo suas fontes de inspiração.

E do Estado do Rio, vocês destacam algum trabalho?
Sem dúvida! Conheço ótimas bandas do Rio, como o já citado Unearthly, Dark Tower, Lacerated and Carbonized, Imago Mortis e lembro do Venin Noir, ótimo doom/gothic que acho não estar mais em atividade. Tempos atrás, dividimos o palco com o Unearthly e pude atestar o quanto eles estão integrando as bandas que firmaram sua bandeira no topo do metal nacional. Já dividimos o palco com a Dark Tower também, em uma final do Wacken Metal Battle que aconteceu no próprio RJ. O Rio tem grandes bandas!
E claro, não posso de citar o vocalista Gus Monsanto, grande amigo meu e que tem tantos projetos renomados mundialmente.

O trabalho vocal da Semblant é bastante rico, com vocais limpos mesclado com vozes "arranhadas", guturais... Exige um bocado de técnica. Que exercícios gosta de fazer? E para aquecer antes de ensaios, shows...
Olha, gosto de fazer alguns vocalizes para poder aquecer a voz limpa, deixa-la com o alcance e potência necessários para executar bem as linhas desta característica, em nossas músicas. Alguns gritos estridentes curtos, pra achar a “posição” durante os mesmos no meio das linhas de voz, também.
Por fim, carrego no drive à là Sepultura/Testament, que já me condiciona a executar guturais e rasgados mais facilmente.
É um ritual e rotina de no máximo, 3 minutos antes de entrar no palco ou gravar, hahaha... não tenho paciência para muitas delongas, até por ser um cara 100% prático e 0% teórico no que diz respeito a música.
A Mizuho, mesmo com sua formação erudita, é bem objetiva quanto a seus aquecimentos vocais também... somos uma dupla de cantores de ação!
Fora que costumamos ordenar o set-list de uma maneira que as primeiras músicas sirvam igualmente, como bons aquecimentos para o restante do show.


Como anda a agenda de shows? Têm algum show em vista pelo Rio de Janeiro?
Olha, no momento, temos mais um show ao lado do Matanza no próximo dia 10 de maio e estamos agendando nossa primeira ida ao Amapá. Queremos muito marcar algo no Rio, espero que com o próximo álbum os produtores cariocas achem uma boa oportunidade para incluírem a Semblant em algum evento legal! Vai ser incrível poder tocar por aí!
Paramos um pouco com a intensidade da agenda de shows devido ao nosso trabalho de pré-produção do novo álbum e ensaios com nosso novo baterista Thor Sikora. Como só entraremos em estúdio para a gravação oficial do disco no segundo semestre, estamos otimizando o tempo que temos para deixar tudo o mais impecável possível, para refletirmos no estúdio.
Serão 11 músicas totalmente novas, então é um trabalho árduo. Nosso primeiro trabalho (“Last Night of Mortality”) tinha 10 composições inéditas; o EP “Behind the Mask”, 4; lançamentos uma faixa inédita chamada “Throw Back to Hell”, para a trilha de um evento de MMA em 2012 e agora, serão 11 sons inéditos. É o nosso trabalho com maior volume criativo até hoje, fora algumas composições extras que deixaremos de fora por enquanto.

Gostaria que falasse sobre a infraestrutura que encontram nos eventos em que a banda participa: som, luz, instalações pra banda e pro público, mas especialmente a segurança.
Já tocamos em locais e infraestruturas muito limitados. Ultimamente temos sido mais seletivos, pois se não há como fazer um bom show e dar ao público o que eles merecem e achamos que podemos, logicamente não vejo razão para subir ao palco.
Pior estrutura e organização até hoje? A do Metal Open Air, onde acabamos nem tocando.
Mas sem dúvida, os produtores brasileiros tem tido uma visão bem mais profissional nos últimos anos e desde 2010, temos tocado em locais com estrutura excelente!

Bate-Volta
Metal no Brasil Elevando o nível cada vez mais rápido!
Rock in Rio Sendo generoso e mesclando as vertentes do rock/metal: Iron Maiden, Metallica, Slayer, Alice in Chains, Bon Jovi, Destruction, Krisiun, Helloween, Sepultura, André Matos, Shaman, Almah, Hibria, Kiara Rocks. Focar nestas! O resto, não tem nada a ver com o Rock in Rio e nem dá pra chamar assim.
Shows Underground Cada vez melhores. Basta vocês aí do Rio conferirem o Unearthly ao vivo!
Show inesquecível Vários. Nevermore, Savatage, Slayer e Dio são os tops da lista.
Ama Rock ‘n Roll/Heavy Metal, tattoos, games, HQs/livros, artes marciais e filmes de horror.
Detesta Política brasileira, Radiohead e Legião Urbana.
Te inspira Aleatório: boa música, bons livros, bons filmes, Bushido, Clive Barker, Stephen King, dias de ócio criativo.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Banda Levante: perfil e entrevista exclusiva


A banda carioca Levante tem um som influenciado pelo movimento grunge de Seattle, lembrando grupos como Alice in Chains e Pearl Jam. Passeia também por vertentes brasileiras, bebendo de Chico Science e Nação Zumbi. E tem também um pezinho no punk, não só na pegada como também nas letras. Suas letras, aliás, são fortes e carregadas de inconformismo, expondo as deficiências estruturais da sociedade, num grito de protesto contra atual lógica social: é o rock utilizado para o que ele serve de melhor.
Destaca-se a versatilidade do grupo que toca suas músicas em versão amplificada e acústica; o baixista, por sua vez, vi tocar três instrumentos diferentes nos vídeos disponíveis no YouTube. Show!

E é claro que o Rio de Metal quis saber um pouco mais sobre a Levante... Depois de ler o release da banda, que pode ser lido no final desse post, rolaram umas perguntas:

Vocês moram bem longe uns dos outros, certo? Conta como foi que se encontraram, como é a logística pra ensaios, gravações, essas coisas...
Nós militamos no movimento estudantil da UFF e UFRJ. Fazíamos parte do mesmo coletivo, o Construção, trocávamos ideia sobre música e tal. O LEVANTE já tocava, mas só eu e o Bim éramos da banda. Mas com a saída de um guitarrista e depois do baixista entrou o Mayco (guitarra) e o Paris (baixo).  Já o Bim (baterista), ainda na primeira formação da banda, em 2006, encontramos na internet nesses sites de procura de músicos. Fizemos um teste com ele e foi aprovado com louvor.  Acabou que a banda ficou com metade de Niterói e a outra metade do Rio de Janeiro.
Como temos outros empregos, temos que ser muito organizados pra dar conta de tanta coisa pra manter uma banda underground. Ensaiamos em estúdios em Niterói, o Cativeiro ou no Estúdio do Cadu. Cada um tem tarefa na banda: marcar ensaio, fazer as artes gráficas, alimentar o site, agendar shows, os que tem carro transportam as coisas e leva a galera pros shows. É tudo bem coletivo.

O grande mote da música de vocês é a contestação do sistema, da sociedade, certo? Tem a agressividade do grunge, do punk, o tempero das músicas nacionais... Como foi chegar a esse formato?
O LEVANTE é uma proposta antiga e já tinha basicamente a ideia de produzir músicas críticas, ácidas e bem agressivas, tanto na letra, quanto na música. Com as idas e vindas de integrantes a sonoridade variou um pouco. Atualmente estamos mais pesados, percussivos, sem abrir mão de elementos da música nacional. Nós quatro temos muita proximidade musical, raramente temos grandes discordâncias, por isso, os rumos do nosso som foi surgindo aos poucos dialogando com a proposta inicial. Acabou que chegamos a essa ideia básica de uma releitura do grunge à brasileira com músicas próprias.

Até agora ouvi quatro músicas autorais. Vocês pretendem lançar mais em breve? Um CD, Um EP...
Temos um EP chamado LEVANTE com 3 músicas, lançado em 2010. Neste ano terminamos de gravar o nosso Cd chamado "Pessimismo da Razão Otimismo da Vontade". São 8 músicas gravadas no estúdio Superfuzz. Lançamos on line 4 músicas e o Cd está endo prensado para venda neste momento. Além disso, vamos lançar no fim de dezembro o nosso primeiro clip da música "O Filho Pródigo que Pensava Demais". Temos muitas músicas ainda pra serem gravadas, mas vamos tirar o ano de 2013 pra lançar  nossas músicas pelo mundo.

Para conhecer mais da banda:
http://bandalevante.com.br/
http://br.myspace.com/bandalevante1
http://www.facebook.com/bandalevante
http://tramavirtual.uol.com.br/banda_levante
http://twitter.com/bandalevante
http://www.youtube.com/user/bandalevante

Release
O LEVANTE surgiu da colisão entre o grunge e a quebrada da favela. Desde 2006 na estrada, a formação passou por algumas mudanças. Depois de idas e vindas pelo underground e pelas lutas do movimento popular, acabou que a Ponte Rio-Niterói uniu os integrantes: Bim (bateria), Paris (baixo), Mayco (Guitarra) e Reginaldo (guitarra e vocal). Trazendo na bagagem uma forte influência de Alice in Chains, Pearl Jam, Chico Science e Nação Zumbi a banda faz uma mistura sonora com o peso de Seattle, mas passeando pelos caminhos urbanos brasileiros. Com letras que tratam da opressão, mas também da luta por liberdade o LEVANTE dá o seu recado sem pedir licença. Bim, o baterista, traz no sangue suas influências do grunge e do punk com levadas sinuosas e violentas. Paris, o baixista, revela em suas notas a agressividade do punk do ABC paulista, sempre mencionando a quebrada do samba. Mayco é o guitarrista criado nas vielas do Underground de Niterói, sempre fiel ao grunge e ao metal com pitadas de Cartola. Reginaldo, guitarrista e vocalista, juntou a distorção da guitarra e o vocal rasgado, às influências de música brasileira. O LEVANTE lançou o seu primeiro EP independente: LEVANTE!, em 2009. De lá pra cá já rodaram por diversos eventos de expressão no underground do Grande Rio: Bizarre Fest (2006); Cinemaconhaque (2007); Submundo (2008); Maré de Rock (2010); Festival Araribóia Rock e Rock em Movimento (2011). Atualmente a banda está concluindo seu próximo álbum: Pessimismo da Razão; Otimismo da Vontade. O LEVANTE! expõe em suas letras as feridas da sociedade e avança contra a monotonia da normalidade da arte do "possível" e exige a novidade: a revolução! O LEVANTE! é movimento. A necessária ambição de ser livre.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Agenda de shows Unmasked Brains

Banda Unmasked Brains - Blog Rio de Metal.

A banda Unmasked Brains divulga seus shows para este final de ano. Até o momento, estão marcadas suas participações no Rock in Ilha, na Ilha do Governador, em Caxias e em São Gonçalo.

Unmasked Brains - Rio de Metal. Divulgação Rock in Ilha.

Para o Rock in Ilha (09/11), na Lona Cultural Renato Russo (Cocotá - Praça Manuel Bandeira, S/Nº), está prevista uma hora de show para cada banda. Unmasked Brains apresentará uma nova música em seu setlist: Break my Will, que fará parte do álbum que está sendo produzido pela banda.

Rio de Metal - Lona Cultural Renato Russo. Divulgação Prefeitura.
A Lona Cultural Municipal Renato Russo, inaugurada em 2007,
promove espetáculos de música e teatro, além de diversas oficinas.
Contato: lonarenatorusso@gmail.com,tel. (21) 3363-8324.


Em Duque de Caxias, no True Festival (15/11), os UDs compartilharão o palco com mais 15 bandas, onde cada uma terá 40 minutos de apresentação. O festival será no Clube Lira de Ouro, um ponto de resistência cultural muito significativo no Município, desde 2006. O clube fica na Rua Sebastião de Oliveira, 72 – Centro.
 
Em São Gonçalo, no Clube Recreativo Trindade (8/12), Unmasked Brains subirá ao palco com as bandas AmnesiA, G~Noveva, Lacrau, Screams of Hate, Algoz e Ravok. O clube fica na Rua Ouro Preto nº 70, no bairro de mesmo nome. É o Hate Free Festival (http://www.hatefreefestival.com/), que está em sua segunda edição.

Confira o teaser do evento:


Unmasked Brains - Rio de Metal. Foto por Adriano Facuri

Para mais informações sobre os shows da banda, visite os canais do Unmasked Brains:

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Innocence Lost - Entrevista sobre o EP Human Reason

Esta não é a primeira vez que escrevo sobre Innocence Lost. Já tinha publicado um post sobre eles e, claro, escutado as musicas que estavam disponíveis na época. Lembrava vagamente que tinha gostado, mas confesso que não tinha prestado muita atenção.

Recentemente, tive acesso  ao EP da banda, e desta vez ouvi com cuidado, uma vez que o objetivo era fazer uma resenha do álbum. E tenho que dizer: cara, que som!

Primeiro de tudo,  porque as composições são muito bem feitas. Segundo, porque a qualidade da gravação também é excelente.

Os integrantes da banda (Rodrigo Tardin - baixo, Aloysio Ventura -teclado, Mari Torres -vocal, Juan Carlos -guitarra  e Heron Matias - bateria) estão de muitos parabéns pelo excelente trabalho, assim como a galera do Pyro Z, estúdio utilizado para a gravação.

O álbum Human Reason é composto pelas faixas:
  •     Innocence Silence
  •     Human Reason
  •     Burning Empire
  •     Falling Down
  •     Nameless Hunter
Mari Torres - Innocence Lost
É importante destacar que não apenas as faixas estão bem gravadas. Ao vivo, pelo que pude ver nos vídeos disponibilizados no Youtube, as execuções fazem jus ao material gravado. Espero vê-los em um de seus shows agendados, para conferir pessoalmente.

Gostei muito do equilíbrio entre peso e melodia, da qualidade como um todo, em especial do vocal da Mari Torres. Conversando um pouco com ela, desvendei o mistério por trás de sua voz tão afinada, firme e suas frases longas: as técnicas de respiração adquiridas nas aulas de canto lírico, que teve no Conservatório de Música.


Aloysio Ventura - Innocence Lost
Para saber mais detalhes sobre a gravação do EP e da banda, de uma forma geral, conversei também com Aloysio Ventura, tecladista. Falamos sobre cuidados com a mixagem, dos equipamentos usados, da gravação da bateria, que quase sempre é parte mais complicada.

Aluguei o pobre Aloysio perguntando tanta coisa, mas acho que valeu a pena. A conversa rolou mais ou menos assim:

Aloysio Ventura: Estúdio: A gente gravou no Pyro Z Estúdio, que fica na Praça Seca, RJ. Ele foi mixado e masterizado pelo Murilo Pirozzi e a produção foi da banda, junto com o Romulo Pirozzi. As trilhas de Synth, eu gravei no meu homestudio e levei só pra mixar, me sinto mais confortável assim.
Sigried: Legal! Hoje em dia dá pra fazer bastante coisa em casa.
Aloysio Ventura: Eu quase não usei os sons dos meus teclados, a maioria foi VST.
Sigried: A Mari disse que a galera de lá ajudou na produção.
Aloysio Ventura: Uhum. Eles são nossos amigos e entendem a nossa sonoridade e proposta. Foi bem facil trabalhar com eles.
Sigried: A bateria foi programada?
Aloysio Ventura: Pelo fato da banda não ter muita grana para investir, e o CD ter saído todo do nosso bolso, a gente decidiu não gravar as bateras, o que barateou muito o trabalho. A gente captou todas as músicas em um ensaio, aí levou pra galera do Pyro Z. O Rômulo escreveu a batera em cima do que foi gravado no ensaio. Depois o nosso batera foi alguns dias pra lá pra dar os últimos retoques em lances de dinâmica dos tons e sonoridade dos instrumentos
Sigried: Legal! E quem participou da mixagem?
Aloysio Ventura: Eu, o Juan (guitarrista) e a Mari fomos a quase todas as sessões, e a banda toda foi no processo de mixagem. A gente participou bastante. Eles queriam deixar meu teclado muito baixo
Sigried: Heheheheh!!! Aí, tem que marcar presença, né? Onde já se viu, querer abaixar justo o teclado...
Aloysio Ventura: Senti um tom de ironia... Heehe!
Sigried: De forma alguma! Pela proposta de vcs, o teclado é importante.
Aloysio Ventura: Tem quem discorde. Hauhauah! Vamos aos instrumentos... O Juan, nosso guitarrista, usa Uma Ibanez toda modificada, com captadores Seymour Duncan Blackout e ferragens e ponte da Gotoh, e uma POD XT live. Também vai começar a usar um amplificador novo da ENGL, mas não sei ao certo o modelo. Ele está sempre pesquisando equipamentos novos, curte timbres mais modernos. O Rodrigo, nosso baixista usa um baixo Condor, bem simples. O Heron, nosso batera, tem uma Batera da Odery, feita por encomenda, toda customizada, com direito a dois bumbos de 22x19 e usa pratos da Sabian SA serie AX e HHX e uma condução da Zildjian Signature, do Neil Peart.
Sigried: Mas ele costuma levar a bateria toda pros shows?
Aloysio Ventura: Não, normalmente ele só leva a caixa, banco, pratos e pedal. Quando tocamos em eventos grandes, que temos tempo pra montar e passar som, ele leva. Isso aconteceu umas duas vezes nos últimos anos. Normalmente é tudo muito corrido.
Sigried: Hehe! Sei como é, pois tenho um baterista em casa... A dele também saiu pouquíssimas vezes do armário.
Aloysio Ventura: É bem complicado, fora que como os locais são pequenos e normalmente temos que montar e desmontar rápido, sempre danifica alguma coisa. Os cascos da batera dele são encerados, então não são muito resistentes a arranhados.
Sigried:  Uma flor de sombra...
E aí, ele me mandou a foto da preciosidade, que vocês podem conferir aqui:

Bateria Odery customizada com dois bumbos de 22x19 e pratos Sabian SA serie AX e HHX, condução da Zildjian Signature, Neil Peart.
Lindo setup de bateria!

Aloysio Ventura: Eu uso teclados da KORG, sempre fui fã dessa marca. Uso um KORG 01/w, um KORG X5D e um KORG Microstation, que eu controlo por um Kurzweil SP 76.






Aí, meus filhotes:
Teclados KORG: KORG 01/w, KORG X5D e KORG Microstation controlado por um Kurzweil SP 76

Sigried: Wow! Hehe! Lindos brinquedos! Quando vejo uma foto dessas, fico pensando por que não continuei as aulas de teclado...
Aloysio Ventura: Pô, eu comecei a tocar teclado por acaso.
Sigried: Como foi?
Aloysio Ventura: Eu tinha uma banda cover de Dream Theater, mas como vocalista, e queria montar uma banda com a Mari, pra tocar guitarra... Porque eu inicialmente só tocava guitarra. Aí começamos a organizar a coisa, ela me apresentou o novo namorado dela, que era guitarrista, mas que iria tocar teclado pra ajudar agente na banda, porque tava difícil de achar tecladista. Quando ele tocou minha guitarra, vi que ele era absurdamente melhor que eu, então disse: se alguém tem que aprender a tocar teclado, sou eu. Ele vai é continuar tocando guitarra. Aí comecei a estudar por mim e com a ajuda do tecladista da minha outra banda. Hoje em dia, prefiro tocar teclado, a guitarra ficou só por hobby... Acho muito bom, hoje tenho bem mais noção de teoria, as teclas te dão isso.
Sigried: Ia comentar isso com você. Faz diferença, saber teclado, piano. Parece que os instrumentos de teclas ajudam.
Aloysio Ventura: Acho que conhecer a dinâmica dos acordes e escalas a fundo em algum instrumento, faz diferença. No teclado/piano é mais fácil, porque as notas e acordes estão todos ali na sua cara. Acaba que a composição sai diferente se você faz num violão ou num teclado. Normalmente eu componho no teclado com um violão no colo, afinado em D que é a afinação que o Juan usa. Tento compor já pensando no que vai facilitar ele a compor riff com cordas soltas pra dar uma valorizada no peso.
Sigried: E tem alguma história engraçada pra contar? Às vezes acontece cada coisa durante as gravações...
Aloysio Ventura: Fatos engraçados, acho que não rolaram não. Só mesmo meu GPS que sempre me levava pra alguma favela... Ficou faltando alguma coisa?
Sigried: Acho que não. Mas fique à vontade se quiser contar mais algum detalhe. Adorei bater esse papo com você. Tanto você quanto a Mari são muito simpáticos.
Aloysio Ventura: Ah, valeu! 
Sigried: Quero assistir vocês no Calabouço em outubro. Boa noite!



Agenda de shows:
29/09 Dark Side Rock  Clube Umuarama - Rua 43, 155, Volta Redonda, RJ
21/10 Nallas Bar – Rua Robert Schuman (antiga rua 17) 193 Jardim América (próximo à praça central de Jardim América) tel 3346-3414 ou 9450-6048
28/10 Calabouço Heavy Bar, Tijuca.   

Para conhecer mais:

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

WEST ROCK ZONE 2012


A Zona Oeste vai tremer novamente na semana que vem, pois haverá a segunda edição do West Rock Zone, tido como o maior festival de Rock e Heavy Metal do Underground Carioca. Serão 15 Horas de Evento, área coberta para 3.000 Pessoas, além de estacionamento gratuito para 200 carros.
 Destaca-se a participação de MATANZA, uma das maiores bandas de Rock do Brasil.
Também foram convidadas:
RED FRONT (A maior Revelação do Thrash Metal de SP!) http://www.myspace.com/bandaredfront
GANGRENA GASOSA http://www.myspace.com/gangrenagasosa
CARA DE PORCO (Lançando o CD "Nada é Sagrado") http://www.myspace.com/caradeporco
UZÔMI http://www.myspace.com/uzomicrossover
KHAOS INSIDE http://www.myspace.com/khaosinside
LASTIMA http://www.myspace.com/lastima
SCATHA http://www.myspace.com/scathaband
TAMUYA THRASH TRIBE http://www.myspace.com/tamuyathrashtribe

Confira Teaser Oficial do Evento:


Endereço: SÍTIO TOP MODEL.
Av. Alhambra, 1.032 - Campo Grande, RJ.
(À 700m do Habib's da Estrada do Monteiro)

Como Chegar:
- Linha de ônibus 834-Alhambra, saindo da Rodoviária de Campo Grande. Ponto em frente ao sítio.
- Para quem vai de carro: Após o Habib's da Est. do Monteiro, pegar o primeiro Retorno à esquerda, e logo em seguida entrar na Av. Alhambra (Pizzaria Alhambra como referência na esquina).
PS:. NÃO venha pela Estrada da Cachamorra.

Mapa


INGRESSOS:
Antecipado: R$30,00
Na Hora: R$40,00

Pontos de Venda:
HARD N’ HEAVY- Flamengo
Rua Marquês de Abrantes, nº 177/106
Tel.: 3159-4354

JFX ROCKWEAR- Centro
Mercado Popular da Uruguaiana, Quadra B Box 44
(Esquina com a Rua Buenos Aires)
Tel.: 3970-1496

SCHEHERAZADE- Tijuca
Rua Conde de Bonfim, nº 366, loja 209
Tel.: 2569-1250

ALLEY ROCK WEAR- Madureira
Shopping Polo 1
Estrada do Portela, nº 99, loja 244
Tel.: 3018-8460

OUTSIDE ROCK- Méier
Rua Dias da Cruz, nº 143ª, sala 205
Tel.: 3899-0888

HCS ESTÚDIO- Engenho de Dentro
Rua Mário Calderaro, nº 559
Tel.: 3079-2146

REQUIEM ROCK STORE- Campo Grande
Shopping Popular de Campo Grande
Galeria B Box 107
Tel.: 9709-4535

UNDERGROUND ROCK WEAR- Bangu
Centro Comercial Popular de Bangu
Rua Francisco Real, 1969, Box 61 A
Tel.: 3159-4354

SKATE ROCK- Duque de Caxias
Rua José de Alvarenga, nº 265, loja 16
Tel.: 2671-7838

Patrocínio:
- JFX ROCK WEAR,
- REQUIEM ROCK STORE,
- HCS ESTÚDIO,
- UNDERGROUND ROCK WEAR.

Apoio: Pisca Produtora, Mysterian Art, CS Music Videos, Hell Divine, Radio Cult.FM, RD Tour.
Realização: Rato no Rio, Fashion Produções, FSom e Rio Metal Works.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Resenha colaborativa - O retorno da blasfêmia - Garage Odisseia

Reinaldo Leal é guitarrista e vocalista da banda Unmasked Brains. Criou esta resenha do show do dia 19/08 no Garage Odisseia e enviou aqui pro Rio de Metal.
Confiram!



Mais uma vez venho para colaborar com este Blog, após comparecer no evento “O retorno da blasfêmia”, que marcaria o retorno da banda de Black Metal Mysteriis, realizado sob a produção Garage Art Cult, no Teatro Odisséia.
Antes mesmo do show começar, já havia a primeira novidade da noite: a cortina na frente do palco, que marcava a abertura de cada show na época de Garage na Rua Ceará, e que permitia tranquilidade e causava suspense para as apresentações das bandas. E não poderia ser em dia melhor, pois surpresas aconteceram do início ao fim do evento.
Estava escrevendo uma resenha padrão, mas sinceramente, o grande Marcos Garcia (http://metalsamsara.blogspot.com/) estava lá para assistir aos shows e também com o propósito de cobrir o evento, então resumo minhas palavras em dizer: shows foooodas, impecáveis.
Imperador Belial abriu o show e cumpriu seu papel, acendendo o público presente. Nota para a participação de Leon Manssur (Apokalyptic Raids) em uma das músicas.

Imperador Belial - Foto por Reinaldo Leal (Unmasked Brains).
Imperador Belial - Foto por Reinaldo Leal (Unmasked Brains).

Impacto Profano entrou em seguida, com a pressão sonora de sempre e visual impecável. Durante o show o Teatro Odisséia encheu de vez, e a apresentação da banda aproximou o público do palco, que a essa altura já estava completamente envolvido.

Impacto Profano - Foto por Reinaldo Leal (Unmasked Brains).
Impacto Profano - Foto por Reinaldo Leal (Unmasked Brains).

Castifás foi a terceira banda, e partir daí, poucas palavras podiam descrever o que acontecia: delírio, catarse coletiva. Com o tradicional visual, e contando agora com mais um guitarrista, que trouxe muito mais peso e consistência no som da banda. Ao abrir das cortinas, o público ficou em êxtase ao ver que, dentre todos os ornamentos, havia uma cabeça de porco (de verdade) dividindo a frente do palco com Mr. Hortel Infernum. A partir daí, loucura generalizada. Todos com seus telefones e máquinas na mão para fotografar o Suino Head, além de um moshpit que ocupou quase que todo o Odisséia. Um doido da plateia não sossegou enquanto não pegou a cabeça de porco e a levou para agitar no meio da galera, loucura.

Castifás - Foto por Reinaldo Leal (Unmasked Brains).
Castifás - Foto por Reinaldo Leal (Unmasked Brains).
Mas acha que acabou? Que depois daquilo não tinha mais como elevar o nível de insanidade do público? Engano seu. A principal banda da noite, Mysteriis, estava por vir. E veio. Veio com toda força possível. Veio para arrebentar tudo que já estava arrebentado! Ao abrir das cortinas, o que se viu foi a perfeição no que se refere à produção artística de uma banda: visual dos integrantes, decoração do palco com backdrop (pano de fundo) fantástico, velas acesas e um tridente em chamas, muitas chamas! E o público viu, boquiaberto, o início do show, com os integrantes imóveis; o silêncio que denunciava o transe coletivo, até que o som começou, adicionando outro elemento à festa: qualidade musical!

Mysteriis - Foto por Reinaldo Leal (Unmasked Brains).

Mysteriis - Foto por Reinaldo Leal (Unmasked Brains).
Bem, sem mais, parabéns a todos os envolvidos, parabéns à produção do garage Art Cult, parabéns as bandas, parabéns ao público. É possível, sim, fazer shows underground com qualidade!


Sobre Unmasked Brains:
Bandas, que tal escreverem sobre o show que assistiram? Mande seu material e links para riodemetal@gmail.com!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Resenha de show - Rise of Hestia, Tamuya Thrash Tribe, Possessonica

Rise of Hestia
Rise of Hestia - Rio de Metal - http://riodemetal.blogspot.com

A banda, que foi a primeira a subir no palco, apresentou musicas longas e bastante elaboradas, com qualidade na execução. Seu setlist foi exclusivamente autoral, coisa rara. Destacou-se o tema conhecido como "Marrocos" pelos mais íntimos com a banda. Tem uma interessante mistura de um riff  inspirado no Oriente médio com blues, marcando sua veia experimentalista.

Rise of Hestia - Rio de Metal - http://riodemetal.blogspot.com
Conheça mais da banda:
www.facebook.com/riseofhestia
www.myspace.com/riseofhestia



TTT - Tamuya Thrash Tribe
Tamuya Thrash Tribe - Rio de Metal - http://riodemetal.blogspot.com

Segunda banda a se apresentar, estava divulgando pela primeira vez o clipe de sua música de trabalho, Immortal King. Muito bem produzido, foi bem recebido pelas pessoas que assistiram, o que ajudou a levantar o início do show. Apresentaram 2 músicas novas em seu repertório. Ao final, na tradicional cover de Roots, do Sepultura, o vocal convidado "Toquinho do Mal" mandou ver no microfone, levantando novamente a platéia. Encerraram o show com a música do clipe, que pode ser conferido aqui: http://www.youtube.com/watch?v=y6bA4iBzN6o.

Tamuya Thrash Tribe - Rio de Metal - http://riodemetal.blogspot.com

Conheça mais da banda:
www.facebook.com/TamuyaThrash
www.myspace.com/tamuyathrashtribe
twitter.com/tamuyathrash
www.reverbnation.com/tamuyathrashtribe



Possessonica
Possessonica - Rio de Metal - http://riodemetal.blogspot.com

Sinto pena de quem teve de sair mais cedo essa noite, pois acabou perdendo um show de grande qualidade. No seu repertório estavam covers que influenciaram o estilo da banda. Encerrariam com War for Territory, do Sepultura, se a platéia não tivesse pedido "mais um" duas vezes. Foi prontamente atendida, criando um clima perfeito para fechar a noite.

Possessonica - Rio de Metal - http://riodemetal.blogspot.com

Conheça mais da banda:
www.myspace.com/possessonica
tramavirtual.uol.com.br/possessonica/
https://twitter.com/possessonica
www.reverbnation.com/possessonica

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Apresentando... O calendário do Rio de Metal!

Já falei do calendário do Rio de Metal? É uma ferramenta que criei há muito tempo, desde o surgimento do blog, na verdade. Minha intenção era (e é, ainda) divulgar os eventos de rock/metal autorais das bandas cariocas, no estado do Rio de Janeiro. Por um tempo, andou meio tímido, mas agora quero usá-lo mais. Ele aparece na coluna da direita do blog e desde semana passada aparece também na página do Facebook: http://www.facebook.com/riodemetal/app_190322544333196.
Costumo preenchê-lo com informações que me mandam por email (riodemetal@gmail.com), ou via convite do FB, ou o que recebo de alerta do Eventful. Procuro colocar o máximo possível de eventos, mas sei que algum sempre me escapa e acabo não colocando. Gostaria de marcar todos os shows autorais de rock/metal do estado.
Quer me ajudar? Pode mandar informações sobre seu evento de rock/metal autoral! Basta enviar  informações sobre ele e eu publico. Pode ser colocando um post na página do FB ou um comentário em algum post do blog (http://riodemetal.blogspot.com/), ou por email, ou por mensagem do FB... Meios não faltam, nem a vontade de divulgar!
\,/ Abraços a todos! \,,/

domingo, 15 de julho de 2012

Levantamento de bandas o Rio de Janeiro


O MUC  - Movimento Undergroud Carioca - iniciou um levantamento das bandas de Rock e Metal do Estado do Rio de Janeiro por gêneros e cidades. O objetivo é buscar um maior conhecimento da cena fluminense, conhecendo melhor a sua dimensão e como ela se divide pelas regiões.
Para participar, basta preencher um rápido formulário com 5 perguntas, que está aqui.

Para conhecer mais detalhes, acesse o post do MUC que trata deste assunto.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Metal e superação - um caso pessoal e duas histórias pra contar...

Foram três meses desde a última postagem, em 13/04. Na ocasião, ainda estava me recuperando da primeira peça que a vida me pregou no início deste ano particularmente difícil.
No dia 1º de maio fui surpreendida com a maior infecção que já tive: um cortezinho idiota na ponta do dedo médio da minha mão direita me fez parar no hospital por quase 20 dias. Tomei antibióticos e analgésicos fortíssimos, todos venosos. O ápice foi a necessidade da amputação de todo o terceiro raio da mão.
Se fiquei triste? Claro! Quem gosta de perder um pedaço do corpo? Ainda mais sendo vaidosa como eu. E se quer saber, ainda dói no corpo e na alma. Tenho um longo caminho de recuperação pra trilhar, com sessões de fisioterapia a perder de vista. Mas ainda bem que eu posso fazer isso, pois o bom mesmo é estar viva e fazer o que gosta.

Há 2 meses atrás, recém saída do hospital: hematomas,
olheiras e metal!

Exemplos pra eu seguir é que não me faltam. Só pra mencionar dois exemplos do metal, selecionei as histórias de Rick Allen, do Def Leppard e Tony Iommi, do Black Sabbath. Aliás, se não fosse o Iommi, será que teríamos esse estilo musical, hoje?

Tony Iommy.
Fonte: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Tony_Iommi
_at_the_New_Haven_Coliseum.jpg
Ainda na juventude, Tony sofreu um grave acidente na metalúrgica onde trabalhava, quando foi chamado para operar uma máquina compressora de metais. Sem qualquer experiência com a máquina, Iommi ficou com os dedos médio e anelar da mão direita nas engrenagens do equipamento, decepando a ponta desses dedos. Tony consultou vários médicos, e todos o desencorajam de poder voltar a tocar o instrumento.
Porém, um dia, ainda desanimado, Tony vai até a casa de um amigo, que lhe apresenta gravações de Django Reinhardt, um guitarrista de jazz belga de origem cigana, que interpretava músicas apenas com os dedos indicador e médio. Ao ouvir aquilo, sentiu - se encorajado novamente, e resolveu tocar de novo. Para isso, Tony derreteu a ponta de duas garrafas plásticas, as modelou para encaixarem nos dedos, e assim pode tocar de novo. O equipamento logo foi substituído por próteses plásticas. (fonte: Wikipedia - Tony Iommi).
Foi considerado o 25º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone, em artigo publicado no final de 2011.


Rick Allen.
Fonte: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:RickAllen.JPG
  O caso de Rick Allen é ainda mais dramático: no auge do sucesso da banda, prestes a participar do Rock in Rio, sofre um terrível acidente de carro e tem o braço esquerdo amputado. Os médicos tentam o reimplante do membro, mas sem sucesso. Todos os compromissos profissionais, inclusive o concerto na Cidade Maravilhosa, são imediatamente cancelados e a banda se retira por quatro anos.
Após cinco anos sem gravar, o Def Leppard retorna com o álbum Hysteria em 1987. É o disco de maior sucesso da banda, com mais de vinte milhões de cópias vendidas (principalmente nos Estados Unidos e Inglaterra). Rick Allen participa das gravações com uma bateria especial na qual os controles de ritmo estão todos nos pés (fonte: Wikipedia - Def Leppard).
Além de ter superado sua limitação, ele é um dos fundadores da Raven Drum Foundation, entidade que fornece programas educacionais para inspirar o crescimento pessoal em tempos de adversidade.

Sendo assim, estou voltando com o blog. Eu amo escrever e amo metal. Amo conhecer bandas novas e vou apoiá-las sempre, especialmente as daqui do Rio, que é onde moro e posso prestigiar novidades em primeira mão, em termos de som. E assim como o Tony Iommy e o Rick Allen, que tiveram a força dos amigos nos momentos mais difíceis, conto com o apoio dos leitores e das bandas para continuar, seja enviando material, sugestões de matérias e comentários.

Hail to the metal forever!
Em qualquer condição...

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Banda - Innocence Lost


Formação atual.
Formada em 2007, por um grupo de amigos do Rio de Janeiro, a banda Innocence Lost está em atividade desde então e tem como proposta mesclar as influências diversas dos seus membros para criar um som único atual e progressivo sem perder as raízes do heavy metal, isso pode ser visto no seu primeiro EP "Human Reason".


  Faixas do Álbum Human Reason:
  • Innocence Silence
  • Human Reason
  • Burning Empire
  • Falling Down
  • Nameless Hunter

Os integrantes da banda são Rodrigo Tardin (baixo), Aloisio Ventura (teclado), Mari Torres (vocal), Juan Carlos (guitarra)  e Heron Matias (bateria).

Mari Torres, Banda Innocence Lost - post Rio de Metal - http://riodemetal.blogspot.com Aloisio Ventura, Banda Innocence Lost - post Rio de Metal - http://riodemetal.blogspot.com Juan Carlos Brito, Banda Innocence Lost - post Rio de Metal - http://riodemetal.blogspot.com
Rodrigo Tardin, Banda Innocence Lost - post Rio de Metal - http://riodemetal.blogspot.com Heitor Maltas, Banda Innocence Lost - post Rio de Metal - http://riodemetal.blogspot.com

Com composições melódicas e bem produzidas, o som da banda tem influências de bandas como Symphony X, Nightwish e After Forever. Da primeira, aliás, a banda chegou a fazer alguns covers, no início, conforme entrevista cedida ao blog Polemico Rock.

terça-feira, 13 de março de 2012

Banda - Hatefulmurder

Capa do EP Wartrail.
Surgida no início de 2008, esta banda deixa rastros de elogios por onde passa. Como na W:O:A Metal Battle, ocasião em que ficou entre as 5 finalistas: a banda foi considerada a melhor da noite, pelo júri especializado e votação popular. Já tive a oportunidade de assistir a um de seus shows e conheço a qualidade de sua performance de palco.
Seu trabalho recente, o EP Wartrail, também coleciona resenhas positivas, algumas delas ilustradas  mais abaixo. Outros trabalhos foram Extreme level of hate (single demo de 2009) e When the slaughtering begins (demo de 2010).

Formação atual.
Cartaz de divulgação do EP Wartrail.

Resenha publicada em 2011 na Helldivine

Resenha publicada em 2011 na Roadie Crew.

EP da banda (eu tenho!).

Sua formação atual é Felipe Lameira - Vocal; Renan Ribeiro - Guitarra e Backing vocals; Ernani Henrique - Baixo; Thomás Martinoia -Bateria. O baixista se encontra afastado por questões de saúde e a banda conta com um substituto oficial: Romulo Pirozzi. Até o momento, a  banda segue realizando os testes para encontrar um novo baixista. O novo substituto deverá ser anunciado em abril.

Release da banda
Surge no começo de 2008 uma nova banda na cidade do Rio de Janeiro com a proposta de fazer um Thrash/Death Metal agressivo, rápido e vigoroso, mesclando as mais variadas influências do gênero. Nasce assim a banda Hatefulmurder que, com uma formação consolidada, começa a se presentar em shows no fim do mesmo ano. Prosseguindo em várias apresentações, a banda lança em meados de 2009 o seu primeiro material gravado: o demo single "Extreme Level of Hate", obtendo ótimas críticas e conquistando reconhecimento no cenário underground, como demonstra a avaliação do zine online heavyolution, que afirma: “A parte instrumental está impecável com total entrosamento dos membros, e o vocal agressivo faz de “Extreme Level of Hate” uma excelente e triunfante entrada no cenário underground”. Em junho de 2010, a banda lança a demo "When the Slaughtering Begins" dando continuidade ao seu trabalho, conseguindo novamente agradar tanto à crítica especializada, quanto ao público. A Roadie Crew, maior revista brasileira dedicada ao gênero, elogiou: “A banda que já foi destaque no ano passado... escalou mais alguns degraus em termos de maturidade e sonoridade. Thrash/Death metal trampado... Que se destaca pela elegância brutal.”, além da ótima crítica do Whiplash!, o maior portal especializado em heavy metal no Brasil: “Ora rápido, agressivo e ríspido, ora mais técnico e cadenciado, mas sempre pesado e inspirado, o som da banda é um verdadeiro deleite para os ouvidos dos fãs do estilo”. O reconhecimento do público rendeu frutos, abrindo mais espaço e fazendo com que o grupo tivesse oportunidade de tocar com bandas de renome como Othargos (FRA), Korzus (BRA) e Unearthly (BRA).
Agora em 2011 a banda se inscreveu no maior concurso de bandas de metal realizado no mundo, em meio a quase duzentas inscrições somente no estado do Rio de Janeiro, o W:O:A Metal Battle. A banda foi selecionada entre essas, como uma das
cinco para concorrer à final nacional do concurso, através de uma seletiva estadual. A banda foi considerada a melhor da noite, tendo sido avaliada por um júri composto por críticos especializados, além do voto popular.
Com o EP “The Wartrail” lançado, no momento a banda se dedica à composição de seu novo trabalho, seu debut full-length com previsão para ser lançando ainda este ano. Com ele a banda atinge novos horizontes, sendo considerada por alguns críticos como uma das grandes revelações do metal brasileiro na atualidade. Este reconhecimento faz com que o grupo figure entre as bandas em ascensão no underground, se tornando uma das promessas da futura cena metalica nacional e mundial.

Para conhecer mais
http://www.myspace.com/hatefulmurder
http://www.reverbnation.com/hatefulmurder
http://www.facebook.com/hatefulbook
contact.hatefulmurder@gmail.com
55(21) 8404-2024/ 55(21) 3497-7006
Rio de Janeiro – Brasil
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