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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Quero montar uma banda! E agora?

 Essa é uma perunta bem frequente na Internet. No dia que fiz a busca, o Google acusou 1,020,000 respostas, muitas de fóruns como inforum.insite.com.br, br.answers.yahoo.com, forum.cifraclub.com.br.
Agora, início do ano, muita gente que passou um tempo aprendendo a tocar algum instrumento deve estar pensando: "Em 2012, formo uma banda!"

Então aqui está o meu guia (muito pessoal) de:

Como montar uma Banda!
Em todas as respostas que observei pela Internet, ninguém tratou daquilo que considero o principal. Pra mim,  a primeira pergunta a se fazer é por que montar uma banda...
Se está pensando em ganhar dinheiro, por exemplo, é melhor desistir! :-) Quem já está nessa há algum tempo já sabe, mas aos marinheiros de primeira viagem, não custa avisar: apenas uma em um milhão fazem sucesso a ponto de viver de música: criar o próprio som, antes de tudo, deve ser uma busca de satisfação pessoal e expressão artística. Tem que ser divertido, tem que passar o seu recado pro mundo.
Gosto muito dessa frase do Walt Disney pra ilustrar isso:
Primeiramente encontre algo que você goste tanto de fazer que não se importaria de fazê-lo sem receber nada por isso; aprenda então a fazê-lo tão bem que as pessoas se sintam felizes em pagar para que o faça.
Dito isso, vamos à fase seguinte: o que exatamente você quer expressar? Considere todos os aspectos de uma banda, como as melodias, as letras, a programação visual que irão usar nos diversos veículos de comunicação e, claro, também no visual da banda em si. Saiba que o figurino, o cenário de palco e outros fatores visuais são muito importantes para que a banda consiga expressar plenamente sua mensagem. Se não fosse assim, nenhuma dessas bandas famosas precisaria de estilista, certo? Acha que estou inventando? Então veja o post sobre o livro Getting It On.
Acho que agora pode-se pensar nos aspectos mais operacionais da banda, como por exemplo a qualidade da execução da música. Ensaios, ensaios e mais ensaios em conjunto, sejam eles em estúdios ou em locais improvisados, sem perturbar (muito) os vizinhos. E quando não dá pra ensaiar todo mundo junto, treinar. É, tocar um instrumento musical é quase um esporte (pelo menos é o que eu vejo aqui em casa) e requer prática diária.
E precisa ver como os outros fazem... Tem várias casas de shows no Rio de Janeiro onde tocam bandas originais ainda desconhecidas do grande público. Pra conhecer alguns dos cenários onde rolam esses shows Underground, clique aqui! Vá ver como é o show delas, analise o que gostou e o que não gostou, compare com o som que você faz. Prepare-se para a menor quantidade de surpresas possível! Dia desses, será você sobre um palco, seja rigoroso consigo mesmo. Agora, acho que valem os "conselhos-padrão" que todo mundo dá: grave uma demo, com as melhores músicas primeiro; crave sua bandeira na Internet; espalhe suas músicas por aí.
Um dia, vai pintar aquele convite pra fazer seu show e mostrar o som e a atitude da sua banda. E quando finalmente tiver um show marcado, lembre-se das palavras de J. R. Tomaselli (seu meio artístico é a dança, mas acho que sua fra se se aplica a qualquer artista que sobe num palco):
Não há porque temer o palco, pois fomos preparados para estar lá; lógico que a adrenalina corre, porém nós não fomos escolhidos e jogados num lugar para fazer o que não sabemos.
Separei alguns links, de onde comecei a tirar idéias pra montar esse post:
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-montar-uma-banda-de-rock - indica o caminho-padrão, bem explicadinho.
http://bloda.wordpress.com/2007/05/11/como-montar-uma-banda-nacional-de-rock-independente/ ou como não montá-la... Rs!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Getting it on: the clothing of Rock n' Roll - Resenha


Imagem da Amazon.com.
Considero este livro uma das pérolas que tenho guardadas em casa. Nele, a estilista e historiadora de moda Mablen Jones fala sobre moda e música de uma forma geral, passando pelo Pop, Psicodélico, New Wave, Punk... mas sempre com uma ênfase no Rock.
Um de seus capítulos, intitulado “Dionysus Electrified”, fala sobre a vestimenta do Heavy Metal e, pelo menos pra mim, tem imagens imperdíveis. Duas delas, compartilho aqui: uma do Gene Simmons e outra, uma criação de Fleur Thiemeyer para Ozzy Osbourne.
O livro retrata como os artistas e as bandas faziam para desenvolver seu visual, a relação das vestimentas e as sensações que queriam causar no público, e como elas passaram a serem desenvolvidas depois do estrelato. Conta, por exemplo, que Rob Halford do Judas Priest, primeiramente formulava sua indumentária com acessórios comprados em lojas com artigos de S&M. Mais tarde, o estilista Ray Brown passou a assinar suas roupas (que também desenhava para toda a banda).
Claro que o Kiss não poderia deixar de ser mencionado, assim como Twisted Sisters, Mötley Crüe, Alice Cooper e muitos outros, para quem o figurino de palco tem muita importância. Fala também de como o figurino dos palcos influenciou a moda de rua, e de diversos outros estilistas, como Larry Legaspi e Betsey Johnson.
Não sei se o Gene Simmons gosta de lembrar
dessa fase... Mas enfim, aí está o registro!
Criação de Fleur Thiemeyer para Ozzy Osbourne.
O livro foi publicado em 1987, e obviamente não documenta (mas se encaixariam muito bem num livro como esse) Nirvana, Guns n’ Roses, Metallica, Slipknot... Seus diferentes estilos musicais e a forma como as bandas materializam a mensagem a ser transmitida, a força desse visual e o reflexo disso no comportamento e vestuário dos “simples mortais” vão ter que ficar para um outro livro de moda e rock.

Sumário
Rock’s heroes and goddesses: a mythology
Fitting the costume to the music
The originators
Working-class heroes in Rock
The psychedelic era
Glitter and Glam Rock
Dionysus electrified: Heavy Metal Rock
Punk to New Wave Fashion
Disco to Syntho-Pop: a sound in search of an image
Art Rock
Fashion and Rock costume
Bibliography
Acknowledgements

Orelha
Você pode amar Rock n 'Roll. Você pode odiar Rock n' Roll. Mas você não pode escapar do Rock n' Roll.
O estilo de música tem durado em torno de cerca de quarenta anos - notável longevidade no mundo descartável do século XX. Mas a música não é tudo. Rock n' Roll é também uma imagem, um olhar. Rock n' Roll é a roupa. E as roupas de Rock n' Roll remontam um passado bem mais distante que 40 anos - como este livro provocativo revela, alguns milhares de anos mais.
O espetáculo dos últimos dias de Elvis Presley e James Brown vestindo no palco capas resplandecentes, os coloca em companhia de reis martirizados da mitologia antiga. O hardware de Heavy Metal do Kiss e Twisted Sister os fazem reveladores do culto secular de Dionísio. O brilho do glam rocker Elton John o liga ao reino místico de Bizâncio. O traje enganosamente ingênuo do "American Backstand" Dick Clark, por volta de 1950-1960, participa na paixão de Romeu e Julieta de Shakespeare (ele mesmo inspirado no romance de final grego de Píramo e Tisbe). A androginia de Little Rochard, David Bowie, Boy George e Michael Jackson está enraizada em alguns dos mitos de nossos primeiros antepassados ​​do Gênesis, que falam de um mundo povoado inteiramente por hermafroditas.
[...]
Getting it On reúne imagem e personalidade da história da música e mitologia, cultura popular e individual para revelar os segredos do poder social de Rock e seu apelo popular, que corre mais profundamente do que até mesmo os mais ardorosos fãs jamais imaginaram.
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