Mostrando postagens com marcador Rock. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rock. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de abril de 2015

Entrevista exclusiva: Paulo Lopez, produtor executivo do Rio Novo Rock

Quando fui assistir a uma das edições do Rio Novo Rock, fiquei encantada com o que vi (ver neste post). Daí veio a vontade de conhecer mais sobre o evento e ninguém melhor que Paulo Lopez para responder as minhas perguntas. Agradeço a atenção dispensada pelo Paulo Lopez e pela Isabella Ribeiro, que levou adiante minhas perguntas e tornou possível esta matéria.
Conheçam a origem do evento, como ele é feito e outras coisas mais a seguir!

Equipe do Rio Novo Rock. Foto: Leo Mello/Studio Prime

Como surgiu o Rio Novo Rock? Desde o nascimento da idéia, a obtenção do espaço do Imperator, até as primeiras edições...
Havia um embrião inicial sobre a criação de um projeto de rock no Imperator, mas esse era para um fim de semana apenas que coincidisse com o Dia Mundial do Rock. Depois, conversando com a equipe que hoje faz parte do Rio Novo Rock: Diogo Gallindo, Gustavo Genton e Igor Lanceiro chegamos a ideia de fazer um evento mensal. Em seguida veio o formato, o conceito e colocamos o projeto no papel e apresentamos. Fizemos um mapeamento das bandas e DJs de Rock, definimos a data de lançamento, desenvolvemos a campanha de comunicação e começamos a trabalhar para que o Rio Novo Rock se tornasse uma realidade. Daí veio a primeira edição que recebemos umas 400 pessoas, a segunda edição com umas 700... Daí não paramos mais e estamos na 10ª edição.

Foto: Studio Prime

Até agora acompanhei duas edições e vi que vocês costumam colocar bandas correlatas: duas de hardcore em março, uma de stoner e outra de heavy metal em abril. Falem sobre a formatação do evento e também sobre as as implicações disso na divulgação, pois imagino que em cada uma delas o público deva ser ligeiramente diferente.
O formato é: 2 bandas de rock, autorias e do RJ + 1DJ + 1 VJ + público e muito trabalho. Em algumas ocasiões as bandas tem um perfil mais parecido em outras nem tanto. Na última edição e na de abril segmentamos para dar oportunidade a outras bandas dos gêneros que o Rock oferece. Divulgamos para as pessoas que já frequentam para que elas continuem ouvindo bandas novas e de alguma forma tentamos ampliar o nosso raio de ação. O objetivo é trazer mais público, mais integração no cenário do rock independente. Divulgamos basicamente na internet, Rádio Cidade e material impresso.

Foto: Studio Prime

Vocês estão indo para a décima edição agora, certo? Como vocês avaliam o evento, o retorno que está dando a vocês?
Certo, 10ª edição e acreditamos que o evento está em franco crescimento e o retorno é para o Rock, para o público que quer conhecer novos artistas, bandas, Djs... O Rock precisa e está tendo mais espaço no ouvido do público. Esse é o objetivo.

Foto: Studio Prime

Quanto ao cenário do rock independente no Rio de Janeiro como um todo, como vocês o enxergavam antes de iniciarem o projeto e qual a visão que vocês têm agora, em relação às bandas, à receptividade do público, à divulgação de músicas, bandas e eventos...
Não é fácil ser artista independente, assim como em outras profissões ligadas a arte. Existem palcos de todos os tipos e em todos os lugares, mas é preciso também dar condições para o artista se apresentar. A gente tem o apoio do Imperator e conseguimos fazer um trabalho bacana com as bandas e o público, mas é preciso investimento, profissionalismo e união.

Foto: Studio Prime

Shows de bandas independentes, existem aos montes aqui no Rio (mantenho uma agenda deles e tem todo fim de semana, em várias casas, praticamente de quinta a domingo), mas dificilmente dá mais de 100, 150 pessoas. Bem o contrário do que vi no Rio Novo Rock, na última edição que assisti. Meu palpite sempre foi que o lugar faz muita diferença: som, iluminação, organização da casa... E qual a visão de vocês sobre isso?
A nossa média de público é de 500 pessoas. A última edição chegamos a 450 e algumas edições já com 600 / 700 pessoas. Concordo que uma boa produção faz diferença: luz, som, equipe...  O Imperator é um dos melhores espaços culturais do Rio. Isso faz diferença. O evento tem um preço baixo (R$ 5,00 a meia entrada) mas se fosse o dobro acredito que manteríamos a média de público. São várias etapas para se chegar ao resultado final que é o evento acontecendo, para isso tem um planejamento anterior e muita gente trabalhando de forma organizada. Mas o mais importante é o público comprar a ideia e se divertir no evento.

Foto: Studio Prime

Banda maneira é o que não falta aqui no Rio. Pelo menos pra mim! :D Como aquelas interessadas em participar do evento devem proceder para tocar em alguma edição?
Nós estamos sempre ouvindo novos sons e assistindo a shows. Fazemos uma edição ao mês com 2 bandas, no RJ tem uma quantidade enorme de bandas e são elas que tocarão no palco do Imperator, no Rio Novo Rock das próximas edições.

Foto: Rio de Metal

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Magujam - perfil e entrevista exclusiva


MAGUJAM é uma banda carioca com influências do Rock and Roll clássico e de bandas como Barão Vermelho, Pearl Jam, dentre outras; atualmente, estão lançando o segundo álbum de seu trabalho, a "Trilogia do Caos". Sim, o N° 2 de 3 CDs, produzido pelo Fernando Magalhães, guitarrista do Barão. Atualmente, é formada pelos músicos Gustavo Brito, Maurício e Alexandre Leiroz, Rodrigo Garreta e Março Karam. Confiram abaixo a entrevista exclusiva para o Rio de Metal!

A banda começou em 2008, mas cada um dos integrantes tem mais experiência musical em outros projetos. Falem sobre eles e como isso se refletiu no trabalho atual, a banda MAGUJAM.
A Banda sofreu algumas mudanças em sua formação desde 2008 até chegar nesta forma que consideramos perfeita. O Vocal Gustavo embora muito fã de Barão e algumas outras bandas do cenário rock dos anos 80 e teve outros trabalhos, tudo muito Reggae e MPB. E com isso contribuiu com letras maravilhosas que a banda só precisou colocar um pouco de peso para o Magujam. Os Irmãos Alexandre e Maurício Leiroz sempre tocaram juntos desde criança mas nunca em um projeto como o Magujam, mais com certeza esse entrosamento e afinidade musical foram importantes para o som das guitarras da Banda.  O Batera Marco Karam ja havia contribuído com Magujam no início da pré-produção do CD 2, mas acabou não seguindo com a banda, e após 2 anos retornou trazendo toda a sua bagagem e Rock,  e contribuindo para um som mais adulto e com muita pressão e de muita qualidade. Nosso Baixista Rodrigo Garreta entrou na banda um pouco antes do Marco. Ele já era amigo de Alexandre e Maurcio e foi convidado para fazer parte dessa família após a saída do antigo baixista. Com ele o Magujam ganhou timbres incríveis de baixo e alguns arranjos mais trabalhados.

Passeando pelo canal da banda no Youtube, vi as covers de Rita Lee e Raul Seixas. Conte-me sobre essas e outras influências na música de vocês.
O Magujam é uma banda de rock, com timbres classicos e muitos rifs de guitarra.  Em nossa caminhada buscamos clássicos do Rock nacional e assim fazemos versões deles, é claro que sempre colcando um peso a mais caracteristico das nossas músicas. Além de serem um prazer, essas releituras acabam nos diferenciando das demais bandas. Essas influências foram importantes também na escolha do produtor do nosso segundo album. Devido ao gosto pelo rock dos anos 80 e em especial pelo Barão Vermelho, decidimos procurar o guitarrista do Barão Vermelho Fernando Magalhães para produzir nosso segundo album.

De onde veio a idéia de fazer uma trilogia de álbuns? Não lembro de nada parecido em bandas independentes. Como está sendo isso? Parece um trabalho bastante longo...
Durante a produção e gravação do primeiro album ainda não tínhamos essa ideia, ela surgiu durante a escolha do nome do album. Assim como as músicas eram mais fechadas pensamos em "Assistindo ao Caos", nesse disco temos músicas sobre política, violência, perdas,... Mais para que essa trilogia fosse pra frente não bastavam só músicas, foi quando procuramos o artista Celso Mathias, que de imediato topou ilustrar os capas dos 3 albuns. Ele deu um toque final a essa ideia com uma capa que descreve exatamente o que pensávamos. Essa ideia tem dado certo e chama atenção quando falamos sobre a "TRILOGIA DO CAOS" além de estar sendo muito prazerosa. Já tinhamos pensado em datas de lançamento desde o fim do primeiro CD e estamos tentando de tudo que é forma cumprir os prazos que estabelecemos para cada etapa deste projeto. Confesso que estamos ansiosos para o ultimo album que planejamos iniciar as gravações no primeiro semestre de 2015, mais isso não é só pelo fato de concluirmos um projeto e sim também pelo fato de que neste album trabalharemos em novas músicas e arranjos junto com o Marco e o Rodrigo. O Novo album tem título provisório de "Pra depois da tempestade" e será sem dúvida um álbum de mensagens positivas e uma reflexão de tudo o que se passou.
Importante: O  segundo CD, que estamos lançando e divulgando  agora, intitulado "Toda ação gera uma reação", fala justamente do desejo de reagir às coisas ruins que estamos vivendo no nosso cotidiano. musicas como "navegar é preciso", "liberdade" e "máquina de  guerra", mostram a indignação do compositor e a vontade de modificar o cotidiano. este é o objetivo do segundo CD.

Além do último álbum da trilogia,  que novidades podemos esperar da MAGUJAM? O que estar por vir além do terceiro capítulo da trilogia do Caos?
Muitos shows e o resgate de muitos clássicos!! E claro... Muito ROCK!!!  temos novos vídeos da banda sendo preparados, pois acreditamos muito no poder da internet como um canal muito forte na divulgação de novos trabalhos.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Café com rock

Estou gostando de vir nesse lugar aqui, o Curto Café. Essa cafeteira tem um conceito muito interessante, porém me parece de difícil implementação, ao menos aqui no Brasil. Eles querem que cada cliente pague o preço que considere justo pela xícara do espresso gourmet desenvolvido com exclusividade para eles. Considero uma proposta bastante ousada e inovadora. Ela mexe com a ética, com o senso de valores das pessoas que frequentam o lugar.


A cada semana a estratégia de venda deles muda um pouquinho: eles estão ainda adaptando esse conceito de pagar um preço justo e individual. Até a penúltima vez que tinha ido lá, eles informavam que o preço sustentável era de R$ 3,50. Pela atitude e iniciativa, costumava (e ainda costumo) pagar R$ 4,00, o que ainda é um preço menor que o praticado usualmente (lembrando que se trata de uma iguaria exclusiva). Mas já vi uns e outros pagarem R$ 1,00. Bom, se a coisa anda difícil, beleza. Até porque os caras resolveram deixar o preço em aberto justamente para que todos possam desfrutar, independente da condição financeira. Mas quem visivelmente tem condição de pagar o preço sustentável, por que não fazê-lo? Até porque, se todo mundo resolver pagar um valor irrisório pelo produto, ou dar um calote, ele não será mais viável. Se continuar desse jeito, quem hoje curte o espaço, que representa muito mais que um bom café, em breve poderá deixar de tê-lo.

Gosto muito do clima de lá: o astral é alto, a conversa é boa. Por isso divulgo para o maior número de pessoas possível, frequento e pago um valor que, na minha visão, reflete os benefícios que recebo, em termos de sabor, ambiência e simpatia dos donos da idéia. Sim, pago também porque gosto deles. Não é isso que as grandes marcas fazem com a gente? Nos fazem gostar delas para que paguemos o preço que elas propõem? Eles não são uma grande marca, mas e daí? Acho mais legal recompensar a eles, com quem eu convivo minimamente, que pagar a uma entidade cujas pessoas eu nem conheço.
Impossível pra mim não associar a proposta dos caras ao que é vivenciado pelas pessoas envolvidas com projetos culturais independentes. Músicos, escritores, artistas plásticos...
 Mas destaco entre essas cenas (obviamente) o som underground. São mil e uma bandas, produtores, rádios e blogues, cada qual querendo mostrar sua maneira de fazer e curtir música, lutando por um lugar ao Sol. Diversas propostas sonoras esperando para serem ouvidas, e que não são piores que quaisquer outras bandas, festivais e sites que tenham alcançado a fama. É apenas diferente e está esperando o apoio do público.
Quanto à cafeteria, não sei por quantos meses ainda conseguirão manter o lugar. As contas estão expostas no quadro verde para que todos possam acompanhar a evolução do empreendimento.


Torço por eles e vou fazendo a minha parte. Gostei da idéia e sinceramente espero que esse lugar e essa atitude inspirem cada vez mais pessoas a darem o melhor de si. No caso deles, café espresso gourmet e muita simpatia.


O mesmo faço em relação ao underground. Gosto, vivencio, divulgo. Não quero que acabe, nem que fique sem graça. Quero que viceje, dê frutos e alegrias. Quero que as pessoas conheçam e curtam, igual meu atual café favorito.
Uso meu poder de consumidora para fazer as coisas realmente legais acontecerem. Não preciso de um grande selo ou uma grande emissora pra dizer o que é bom pra mim. Sou plenamente capaz de escolher o que quero ver, ler, beber ou ouvir por conta própria, explorar meus próprios caminhos em busca de arte, lazer e cultura.
Convido os leitores a conhecerem o Curto Café: parem lá pra tomar um espresso ou um capuccino. Vale super a pena. E convido também a quem está acessando esse blog pela primeira vez, a consumir cultura independente. Experimente! Leia um livro de um autor que ainda não seja famoso, ouça a música de uma banda sem selo de gravadora, assista a uma peça de teatro com atores que você nunca viu antes. Faz bem pra alma perceber o quanto é desnecessário prender-se à grande mídia.

Onde fica:
Rua São José, 35, Rio de Janeiro
https://www.facebook.com/curtocafe

quinta-feira, 13 de junho de 2013

O que acontece com o público de rock/metal?

Hoje me deu na telha fazer uma busca por shows e eventos de diversos estilos musicais. Capturei os resultados numéricos das buscas pros leitores darem uma espiada. Saca só:

Buscando eventos de música erudita ao vivo, consegui 7.030.000 resultados.

Ao buscar bailes funk, consegui o menor número de resultados: 5.010.000

Quando procurei por shows de jazz, achei nada menos que 355.000.000 resultados

Os resutados para a busca de shows de pagode foi de 8.830.000

Para shows de rock, recebi o número de resultados grotesco de 970.000.000!

Shows de metal também fornecem um numero bem expressivo de resultados: 643.000.000
Procurando por shows de sertanejo, encontrei 17.200.000 resultados

Só pra ficar mais fácil, aí está o gráfico desenhado...
 
A maior quantidade de resultados pra busca foram para shows de jazz, rock e metal.
Numa rápida olhada, parece que: ou tem show de rock e metal à beça, ou eles são maciçamente divulgados, ou as duas coisas. Então, pergunto: de onde vem toda essa oferta? E cadê a plateia? Estaria ela dividida por todos esses shows, por isso os eventos não enchem?
Nesta edição do Rock in Rio, das três atrações que tiveram os ingressos esgotados mais rápido, duas eram de rock. No entanto, nos shows underground do Rio (pelo menos aqui na capital) a frequência é pequena: quando há mais de uma centena de espectadores assistindo a uma banda, é motivo de comemoração.
Aviso logo que as minhas buscas estão direcionadas para o Rio de Janeiro mas aposto que o resultado para o Brasil deve ser proporcional.
Bom, quem curte de verdade os eventos underground, não está nem ligando pra pouco público: o importante é estar ali, curtir o som da banda e conhecer algo novo. Mas claro que é mais divertido compartilhar a experiência com um número maior de pessoas.  E tenho certeza que qualquer banda adoraria mostrar o que sabe fazer para um número maior de pessoas.
Acho que da divulgação, ao menos, não se pode reclamar. O que há então? Diz aí!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Transformando logos a favor do underground!

Representar um nome, ideia, produto, empresa, instituição ou serviço através de um conjunto de elementos e ainda torná-lo algo que agrade muita gente é missão para poucos. Também não é fácil criar o conjunto de anúncios que compõe uma campanha publicitária...
Os meios de comunicação (especialmente as redes sociais) estão mudando o formato das campanhas publicitárias divulgando produtos, marcas e conceitos por vias tipo boca a boca. É, eles querem que você se identifique profundamente com o produto, que você se sinta parte dele. Aposto, por exemplo, que muitos já andaram espalhando por aí imagens de uma certa latinha de refrigerante, só porque seu nome apareceu estampado nela...
Decidi então brincar um pouquinho: trazer as campanhas para algo que tenha a ver comigo. Pesquisei imagens de produtos que não estão ligados à música e os trouxe para a cena underground, transformando a obra original em algo novo:

É, eu sei que essa é batida...

Amo muito mesmo!

Na minha humilde opinião, a mensagem da campanha da
Brastemp se encaixa perfeitamente no underground...

Pra quem tem um perfil assim, mais cult, que tal uma sopa cultural?
Uma homenagem a Andy Wahrol e seu famoso trabalho com a
lata de sopa Campbell não podia ficar de fora.

Ainda seguindo a linha do Pop-Art, uma homenagem a outro ícone
desse impactante movimento, Roy Lichtenstein. E também às
namoradas dos integrantes das bandas, que ficam hooooras
esperando que eles saiam dos estúdios.

Não se trata de algo realmente inovador fazer esse tipo de variação, até porque o Facebook está repleto delas. Algumas dessas subversões de marcas, no entanto, tiveram algum destaque na mídia. Se você tiver intresse, leia mais aqui:



sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Resenha de álbum - Nos Bastidores da Falácia - Figurótico


Entregue, cativada, dependente. É assim que eu me sinto, em relação ao novo CD do Figurótico. Se eu exagero? Bom, cada qual tem um gosto pra música, e "Nos Bastidores da Falácia" se encaixou perfeitamente no meu.
Peço licença a quem gostaria de ler uma resenha sobre um álbum de metal ou rock pesado, mas desse aqui eu tenho que falar. Até porque os temas das músicas e a forma de abordagem é tão Rock 'n Roll que transcendem a questão das vertentes dentro do estilo.
Quando ouvi o primeiro álbum do Figurótico (nome da banda e de um de seus integrantes, pra quem não conhece ainda), "Mamãe, Eu Quero Voltar no Tempo", gostei muito. Tanto que me deu até uma pontinha de medo de ouvir o segundo e não gostar tanto assim. Acabei preferindo esse.
O álbum é atrevido e desbocado na medida, com letras deliciosamente ácidas. Fala, entre outros temas, de questões políticas da cidade de Barra Mansa, local de origem da banda, mas podia ser de qualquer outra do Brasil,  já que as situações descritas nas letras se repetem em todas as cidades do interior.
Tenho certeza de que a experiência do Figurótico (integrante - ver seu blog no Rio Sul Net) com as palavras, oriunda do trabalho paralelo como jornalista, contribuiu para a construção de versos como os de "EnTerra Brasilis" e "Quero Ver Bitus de Novo", com seus trocadilhos, inversões e figuras de linguagem. Divertidíssima também é a letra de "Livros", com a qual diversos viciados em música irão se identificar.
Mas é claro que a razão de eu escutar esse disco todos os dias não é só o cuidado com as letras, que ultrapassa as palavras e chega à minúcia das sílabas. As melodias, tanto da guitarra quanto do baixo (Eduardo Pança) são caprichadas, bem construídas e executadas. A bateria (gravada por Erick Leal) também dá o seu show, fechando esse conjunto pulsante com veia oitentista muito bem explorada.
Uma das coisas mais bacanas de uma banda de três é o quanto isso exige dos músicos: não dá pra disfarçar, apoiar uma execução mais ou menos num outro instrumento. E todos ali são extremamente competentes, quem já assistiu a um show deles pode confirmar. Só não falo mais deles aqui neste blog porque o tema é música autoral, e a maioria de seus shows são com músicas de outros artistas. Mas se tudo der certo, ainda terei a oportunidade de fazer a resenha de uma apresentação deles; por enquanto, falo apenas do álbum.
Poderia escrever um texto imenso com cada detalhe de "Nos Bastidores da Falácia", que foi feito com muito cuidado: da capa, pintada por um artista plástico local, retratando um ambiente da Câmara dos Vereadores da cidade; da faixa "Amanheceu", com quarteto de cordas; da participação da Tay Dantas na faixa bônus... Mas vou parar por aqui e deixar o leitor imaginar ou descobrir por si mesmo.
Pra fechar com chave de ouro, quero compartilhar meu novo vício com os leitores: estou sorteando um exemplar de "Nos Bastidores da Falácia". Pra participar, não poderia ser mais fácil: basta deixar aqui neste post quantos comentários quiser, até o dia 25. Eles são numerados (exceto as respostas, que têm letras); irei sortear um deles e enviar o CD ao contemplado(a). Avisarei ao felizardo(a) por aqui e pela fanpage no Facebook.
Boa sorte!

Pra conhecer mais da banda
Site: http://www.figurotico.com - aqui tem o primeiro álbum na íntegra pra baixar.
Soundcloud: https://soundcloud.com/figurotico - ouça "Pátio", faixa 2 e "Amanheceu", faixa 7 do álbum novo.

Hoje, dia 26/01/2013, fiz o sorteio às 10 da manhã. E quem ganhou foi.... A Naty, que fez o comentário nº 2! Parabéns! Vou entrar em contato com vc via MP, pelo FB. Blz?

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

ReciclaRock - Mesa de centro feita de peça de bateria

Vai aposentar alguma peça da sua bateria? Dependendo de qual for, dá pra criar uma peça de decoração bem interessante...
A Karla Paslay, que edita o blog http://karapaslaydesigns.blogspot.com, criou a mesa de centro iluminada da foto abaixo.
Dá à decoração de qualquer ambiente uma atmosfera rock pra não botar defeito!






Repare no brilho suave da parte de baixo... Ela colocou
luzes para dar um efeito de "flutuação". Show! :-D

Confira o tutorial no post dela: http://karapaslaydesigns.blogspot.com.br/2012/01/diy-drum-coffee-table_06.html

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Exclusivo pras meninas... Rock make up!


Além de curtir muito Metal, sou arquiteta e também bastante vaidosa. Pra mim, não tem como ir a um show sem caprichar no make.
Dia desses, ao olhar os catálogos da Natura e da Avon, me deparei com linhas de maquiagem voltadas para o Rock. Preciso dizer que amei?
Selecionei algumas imagens e links para as garotas headbangers que, como eu, adoram se maquiar. Divirtam-se!
Natura
Imagem do site Adoro Maquiagem

Imagem do site Adoro Maquiagem

Links Natura:
http://www.natura.net/br/index.html
http://www.adoromaquiagem.com.br/
https://www.facebook.com/MaquiagemNatura


Avon
Pesquisei nos sites da empresa e... Não encontrei nada sobre a coleção Color Trend Rock. O que me salvou foram o site Ana Paula Make e Afins e o Blog da Daay. Cofiram:

Imagem do Blog da Daay
Imagem do site Ana Paula Make e Afins
Links Avon
http://www.br.avon.com/
http://www.avonmaquiagem.com.br/

E mais uns looks diversos
Do site da Shampoo Cosméticos, o imbatível olho preto.
Da marca de moda Naguchi (Santa Catarina): piercings e makeup.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Apresentando... O calendário do Rio de Metal!

Já falei do calendário do Rio de Metal? É uma ferramenta que criei há muito tempo, desde o surgimento do blog, na verdade. Minha intenção era (e é, ainda) divulgar os eventos de rock/metal autorais das bandas cariocas, no estado do Rio de Janeiro. Por um tempo, andou meio tímido, mas agora quero usá-lo mais. Ele aparece na coluna da direita do blog e desde semana passada aparece também na página do Facebook: http://www.facebook.com/riodemetal/app_190322544333196.
Costumo preenchê-lo com informações que me mandam por email (riodemetal@gmail.com), ou via convite do FB, ou o que recebo de alerta do Eventful. Procuro colocar o máximo possível de eventos, mas sei que algum sempre me escapa e acabo não colocando. Gostaria de marcar todos os shows autorais de rock/metal do estado.
Quer me ajudar? Pode mandar informações sobre seu evento de rock/metal autoral! Basta enviar  informações sobre ele e eu publico. Pode ser colocando um post na página do FB ou um comentário em algum post do blog (http://riodemetal.blogspot.com/), ou por email, ou por mensagem do FB... Meios não faltam, nem a vontade de divulgar!
\,/ Abraços a todos! \,,/

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mapa do circuito Underground do Rio!

Aposto que vocês nunca pararam pra pensar nesse "mapa da mina"... Pois bem, aqui está!


Visualizar Mapa dos redutos cariocas de Metal! em um mapa maior

Procurei colocar todos os pontos que conhecia, na localização mais precisa possível. Aceito colaborações, viu? Sei que ainda pode melhorar muito.
Como nem todos os pontos aparecem na imagem acima, segue a lista dos lugares que marquei:
  • Caverna 2 - um dos primeiros redutos do Metal carioca! Não sei dizer o número do prédio, mas ficava ao lado do Canecão, no Bingo que fechou.
  • Saloon 79  - Rua Pinheiro Guimarães, 79 - Botafogo. Rock Bar temático, estilo saloon (deduz-se pelo nome). Decoração bacana, pequeno e aconhegante. Ou apertado, dependendo de quantas pessoas estiverem lá dentro! :-D
  • Garage - Rua Ceará, 154. Neste endereço funcionou o maior ícone do rock carioca: o Garage Art Cult.
  • Calabouço Rock Bar - Rua Felipe Camarão, 130 - Andaraí. Bar temático
  • Planet Music - Av.ernani Cardoso, 66. Casa de shows
  • Audio Rebel - Rua Visconde Silva 55 - Botafogo. Não é exatamente um lugar assim, Metal, pois toca de tudo um pouco. Mas já rolou show de banda Metal carioca, lá!
  • Underground Cultural - Rua do Senado, 208 - Lapa.
  • Caverna 1 - A história do Metal carioca começou em São João de Meriti. Perto da Vila Rosali surgiu o primeiro espaço dedicado ao gênero musical, o Caverna 1.
  • Heavy Duty Beer Club - Considerado o bar com o pior atendimento (e o dono se orgulha disso!), foi o primeiro espaço a oferecer melhor infraestrutura para os shows underground.
  • Garage Odisseia - Avenida Mem de Sá, 66. Atual endereço dos shows com a lendária marca Garage.
  • Tank Rock - R. Cândido Benício, 3946 - Praça Seca - Tanque - Jacarepaguá - RJ, 21320-060 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Pra quem curte moto...

Sei que muitos fãs de Metal também curtem moto, em especial Harley Davidson. E todo esse pessoal também gosta de viajar e participar de eventos de moto. Por isso, aproveito para divulgar esse evento que acontece na cidade onde nasci, Jaguarão - RS.
Lá acontecerá, de 26 a 29 de janeiro, a 13ª MOTOFEST, que pelas imagens que vi, costumam ser bastante animado.

Imagem daqui.
Imagem daqui.

Imagem daqui.
A cidade, instituiu o dia 27 de janeiro como sua data comemorativa mais importante. É denominada "Cidade Heróica", por ter resistido bravamente a uma invasão uruguaia, nesta data - foi a Batalha do Jaguarão.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Quer fazer o som independente ficar conhecido? Então fure a bolha!

A não ser que tocar em shows vazios seja mesmo a sua praia...
A imagem foi montada usando originais daqui e daqui.
Estamos vivendo um momento no qual a exposição é extrema. Muitos se degladiam por um lugar ao Sol, fazendo sombra uns nos outros.
Quando se trata de um empreendimento, então, essa exposição é vital. Se até o pipoqueiro da esquina tem seu espaço na Internet (veja bem, isso não é uma figura de linguagem - o pipoqueiro que trabalha perto de mim tem mesmo um blog, veja: http://nelsinhodapipoca.blogspot.com), acredito que uma banda, um espaço para shows, uma marca, um selo, todos esses devem ter também.
Mas não basta cravar sua bandeira num punhado de bits e bytes e achar que está tudo resolvido: há toda uma engrenagem que deve ser movimentada, e que não pode parar. Um blog precisa de posts, uma página no Facebook precisa de informações no mural, e por aí vai. Para alimentar essa máquina, é bom também acrescentar um pouco de exposição constante ao grande público: revistas, espaços especializados na Internet, jornais.
 Existe uma diversidade de meios de comunicação na Internet, gratuitos, que não vejo sendo explorados por pessoas que compõem o cenário Underground. Pra citar alguns, há o Guia da Semana, o Lá na Lapa e o TodoRio. Este primeiro, dia desses visitei e percebi que não havia nenhuma resenha sobre Teatro Odisséia, então resolvi fazer a minha, errada ou não. Foi lida pelos donos do site, aprovada e publicada. Quem quiser, confere aqui. Toda e qualquer pessoa pode fazer um cometário sobre um evento que frequentou... E o melhor, é de graça!
Não adianta divulgar shows independentes apenas para quem é do meio; não faz sentido limitar-se a isso! Tem gente que gosta de rock e metal e não sabe dos shows que rolam, simplesmente porque ainda não divulgam os eventos no espaço de comunicação que ela costuma acessar. É preciso explorar novos espaços e preenchê-los. Merecem atenção especial os lugares dedicados a divulgar eventos de todo tipo de música. Afinal, eles são pra divulgar qualquer tipo de música, certo? Em matéria de Facebook, já consegui comentários positivos postando links no Baladas in Rio, no TodoRio e no Guia da Semana.

Mas quando se fala de espaço pago, é comum ouvir que comprar um espaço na mídia custa caro. Caro quanto? Pra facilitar as coisas, pesquisei alguns preços de diversos meios de divulgação, com sugestões do que divulgar em cada espaço, só pra ter uma idéia. Talvez minhas idéias não sejam das melhores, já que não sou do ramo de publicidade. A propósito, sugestões são bem-vindas!
  No Metrô, por exemplo, há uma modalidade chamada "Take One", na qual você imprime flyers e mais um cartaz pequeno e os deixa expostos em frente à bilheteria. O custo desse tipo de propaganda, fora a impressão, exposta na Carioca, custa R$440,00 por semana, por bilheteria. Três painéis em um carro (pra complementar e reforçar a propaganda), custam R$2.300,00. Muito para uma banda sozinha, mas razoável para umas 4 bandas e mais uma casa de shows.
 O Metrô Rio ainda disponibiliza um espaço gratuito para divulgação de eventos a preços populares (até R$ 20, segundo consta no site da empresa). Nesse espaço, podem ser expostos cartazes tamanho A3 ou A4, a serem aprovados pelo Departamento de Comunicação. Ficam em exposição por 15 dias. Saiba mais clicando aqui. Dica... Preencher o formulário dessa página não é a melhor forma de obter uma resposta. Use o telefone 0800 595 1111!
Para anunciar no Google, gasta-se a partir de R$40,00, aproximadamente. Os anúncios são direcionados a buscas, ou seja: você define as palavras-chave com as quais deseja estar associado, e quando elas são buscadas, seu anúncio aparece. Pode-se pagar por clique ou por exposição. Analogamente, a propaganda no Facebook também e por contexto, oferecendo ainda a opção de mostrar quem do seu grupo de amigos curte o produto exposto. Também custa pouco.
Há ainda as revistas especializadas (a Boa Dica do Centro tem anúncios a partir de R$100,00), os jornais gratuitos, os espaços especializados na Internet. São muitas as opções de exposição, escolhendo com inteligência e montando uma boa estratégia, pode-se chegar a uma divulgação adequada sem pagar tanto. No Guia da Semana,por exemplo, o valor mínimo de investimento é de R$1.000,00, mas o valor de diária dos anúncios é a partir de R$60,00 (ou pelo menos foi isso que eu entendi). E, de graça, podem ainda ser sugeridas inclusões de eventos e estabelecimentos através da página de contato. O mesmo vale para o Lá na Lapa e Baladas in Rio.
Divulgação, assim como a prática de um instrumento musical, é diária, um trabalho de formiga. Eu que o diga, para conseguir esses 1500 acessos em 3 meses, foi duro (até o fim desse mês, acho que consigo! He! He!). E ainda não acabou, pois essa é minha meta semanal. Pode parecer estranho mas, em breve, mesmo sem ganhar nada com isso, vou arriscar umas propagandas pagas, usando economia e bom senso. E vocês?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Quero montar uma banda! E agora?

 Essa é uma perunta bem frequente na Internet. No dia que fiz a busca, o Google acusou 1,020,000 respostas, muitas de fóruns como inforum.insite.com.br, br.answers.yahoo.com, forum.cifraclub.com.br.
Agora, início do ano, muita gente que passou um tempo aprendendo a tocar algum instrumento deve estar pensando: "Em 2012, formo uma banda!"

Então aqui está o meu guia (muito pessoal) de:

Como montar uma Banda!
Em todas as respostas que observei pela Internet, ninguém tratou daquilo que considero o principal. Pra mim,  a primeira pergunta a se fazer é por que montar uma banda...
Se está pensando em ganhar dinheiro, por exemplo, é melhor desistir! :-) Quem já está nessa há algum tempo já sabe, mas aos marinheiros de primeira viagem, não custa avisar: apenas uma em um milhão fazem sucesso a ponto de viver de música: criar o próprio som, antes de tudo, deve ser uma busca de satisfação pessoal e expressão artística. Tem que ser divertido, tem que passar o seu recado pro mundo.
Gosto muito dessa frase do Walt Disney pra ilustrar isso:
Primeiramente encontre algo que você goste tanto de fazer que não se importaria de fazê-lo sem receber nada por isso; aprenda então a fazê-lo tão bem que as pessoas se sintam felizes em pagar para que o faça.
Dito isso, vamos à fase seguinte: o que exatamente você quer expressar? Considere todos os aspectos de uma banda, como as melodias, as letras, a programação visual que irão usar nos diversos veículos de comunicação e, claro, também no visual da banda em si. Saiba que o figurino, o cenário de palco e outros fatores visuais são muito importantes para que a banda consiga expressar plenamente sua mensagem. Se não fosse assim, nenhuma dessas bandas famosas precisaria de estilista, certo? Acha que estou inventando? Então veja o post sobre o livro Getting It On.
Acho que agora pode-se pensar nos aspectos mais operacionais da banda, como por exemplo a qualidade da execução da música. Ensaios, ensaios e mais ensaios em conjunto, sejam eles em estúdios ou em locais improvisados, sem perturbar (muito) os vizinhos. E quando não dá pra ensaiar todo mundo junto, treinar. É, tocar um instrumento musical é quase um esporte (pelo menos é o que eu vejo aqui em casa) e requer prática diária.
E precisa ver como os outros fazem... Tem várias casas de shows no Rio de Janeiro onde tocam bandas originais ainda desconhecidas do grande público. Pra conhecer alguns dos cenários onde rolam esses shows Underground, clique aqui! Vá ver como é o show delas, analise o que gostou e o que não gostou, compare com o som que você faz. Prepare-se para a menor quantidade de surpresas possível! Dia desses, será você sobre um palco, seja rigoroso consigo mesmo. Agora, acho que valem os "conselhos-padrão" que todo mundo dá: grave uma demo, com as melhores músicas primeiro; crave sua bandeira na Internet; espalhe suas músicas por aí.
Um dia, vai pintar aquele convite pra fazer seu show e mostrar o som e a atitude da sua banda. E quando finalmente tiver um show marcado, lembre-se das palavras de J. R. Tomaselli (seu meio artístico é a dança, mas acho que sua fra se se aplica a qualquer artista que sobe num palco):
Não há porque temer o palco, pois fomos preparados para estar lá; lógico que a adrenalina corre, porém nós não fomos escolhidos e jogados num lugar para fazer o que não sabemos.
Separei alguns links, de onde comecei a tirar idéias pra montar esse post:
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-montar-uma-banda-de-rock - indica o caminho-padrão, bem explicadinho.
http://bloda.wordpress.com/2007/05/11/como-montar-uma-banda-nacional-de-rock-independente/ ou como não montá-la... Rs!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Resenha de show - Salloon 79 - AZ42, Tamuya Thrash Tribe, Unmasked Brains, Sem Escalas e Newsonic

Até a semana anterior ao show, confesso que ainda não esperava muito do lugar, pois já tinha ouvido falar que o palco era muito pequeno, que dava pouca liberdade a quem se apresentava, além de uma bateria supostamente frágil e recomendações para que os bateristas não tocassem muito alto. Já sabia que se tratava de um lugar temático, mas ainda não tinha me dado ao trabalho de investigar o quão temático era.
Quando entrei no site do Salloon 79, minha impressão comecou a mudar: era bem construído, o que denotava uma certa preocupacao com qualidade. Olhei as fotos, o cardápio e minha impressão comecou a melhorar. Poucos dias antes do show, recebi uma boa referência de uma amiga, o que tornou ainda mais positivas minhas expectativas. É, o palco realmente era muito pequeno, e dada a configuração do espaço, seria quase impossível ampliá-lo. Para os bateristas, deve ser muito difícil tocar, já que o instrumento fica espremido sobre uma pequena elevação. Os responsáveis pela casa poderiam considerar a possibilidade de retirar a elevação, mesmo que a bateria fique ainda menos visível. Mas o restante do rústico ambiente era muito agradável. Fiz uma excelente escolha de cerveja, isso me deixou animada. Encontrei meus amigos igualmente à vontade, o que completou o clima bom do lugar.
 É pena que eu tenha chegado lá pelo fim da apresentação da terceira banda, não pude apreciar o evento completo. A banda AZ42 apresentou um agradável repertório incluindo Faith no More e Matanza. Fiquei curiosa pra saber se eles também tem musicas autorais. Dei uma rápida procurado na Myspace mas não encontrei...

Banda AZ42

Banda AZ42

Uma das bandas que perdi todo o show foi Sem Escalas (Sophie Nicole - composições, vocal, Ivan Ribeiro - guitarra, backing vocal, Vitor Borges - guitarra, backing vocal, Marcio Cataldo - baixo e Daniel Zamith - bateria, backing vocal). Foi seu primeiro show. Em seu repertório estavam músicas próprias, que é a principal proposta da banda.
A banda Newsonic apresentou em seu repertório diversas covers, dentre elas Bon Jovi: Living on a Prayer, e Eye ok The Tiger (valeu a contribuição, Reinaldo!). Se a banda ou os leitores puderem enviar mais material sobre o show para completar esta resenha, agradeço. Os emails são: riodemetal@gmail.com ou sigried.nb+riodemetal@gmail.com. Usei as imagens que encontrei no Facebook, para registrar sua presença:

Banda Sem Escalas


Banda Newsonic

Logo depois de AZ42 veio Unmasked Brains. Desde que retornaram à ativa, este é o segundo show. Difícil não parecer tendenciosa, mas tenho que dizer: a performance dos "garotos" melhora a cada apresentação. Reinaldo (guitarra base, vocal) está cada vez mais à vontade com a platéia, LGC (guitarra solo) como sempre invejável e Elcio (bateria), mais destruidor, o que pôs a tal bateria a uma prova de fogo. Depois de tanto tempo sem tocar, suas músicas autorais eram obviamente totalmente desconhecidas da platéia, que no início estava tímida, um tanto afastada do palco. À medida que o show foi evoluindo, se aproximaram, atingindo o auge quando foram executadas covers do Megadeth.

Unmasked Brains

Unmasked Brains

Unmasked Brains

Fechando as performances, apresentou-se Tamuya Trash Tribe, com uma interessante proposta musical, muito bem executada pelos integrantes Luciano Vassan (Guitarra e Voz), Guilherme Pollig (Bateria), Leonardo Emmanoel (Guitarra) e Alexandre Tiyug (Baixo),  que de quebra, eram extremamente simpáticos, em boa sintonia com a platéia. O show foi predominantemente autoral, com músicas Trash falando sobre história brasileira. Foi encerrado com uma cover do Sepultura.

Tamuya Trash Tribe

Tamuya Trash Tribe

Tamuya Trash Tribe

Saí com uma boa impressão tanto do local quanto das bandas. E claro, da bateria que aguentou valente até o final e está pronta de novo pra muito mais pancadaria. Voltaria fácil!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...