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sábado, 26 de novembro de 2011

Quarto metal


Como arquiteta, não poderia deixar de falar sobre decoração e rock...
Afinal, o rock e o metal têm uma linguagem estética própria, como se pode conferir nesse livro aqui: Getting it on: the clothing of Rock n' Roll. E também no visual das diversas bandas que já foram divulgadas por aqui!
Fiz uma pequena seleção de ambientes e acessórios interessantes sobre o tema. Confiram!


Texto extraído na íntegra, do site Casa:

"A Garagem do Rock mistura materiais reciclados e produtos modernos. Ao fundo, uma parede com mais de mil garrafas pets é usada como isolamento acústico. Os tapetes foram costurados com peças de jeans. Pufes de led aliados a painéis e vários objetos com referências do estilo completam o espaço. O projeto é das arquitetas Christiane Coimbra e Cristiane Sotto Mayor."

O Diário da Joaquina apresentou em 07/09/2010 uma série de cabideiros. Os mais rock n' roll estão aqui:




A Decortop homenageou o dia do roqueiro, 13/07/11, com um quarto inspirado em um roqueiro:




Esse projeto foi desenvolvido pelas lojas KD e exposto em seu blog.

No blog Putsgrilo e na página da Revista Casa e Jardim, há , matérias sobre as luminarias e abajures feitos com guitarras pela Guitarlamp. Mas pelo que sei, custam bem caro...

Imagem da revista casa e jardim.
 Uma das formas mais econômicas de dar um toque musical é usar adesivos de parede, como os da Adesix.

Pra fechar com chave de ouro, clique aqui e conheça o trabalho de Jobert Mello, designer de arte para bandas. Abaixo está uma de suas ilustrações, só pra dar um gostinho.

Esse foi um dos trabalhos desenvolvidos pela
Sledgehammer Graphix, leia a matéria aqui.


E agora, o que está faltando pra você "metalizar" o seu espaço? ;-)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ruído de impacto

Lembra do post Impedindo seus vizinhos escutem a bateria?
Era preciso explicar melhor sobre o ruído de impacto, e aí está. Fiz uma compilação (bem) livre de dois trabalhos: um intitulado "Ruido de impacto en forjados" e outro "El ruido de impacto en forjados". Um deles foi obtido no endereço http://www.conarquitectura.com/pdf%20NA/reducidos/na%203.pdf; o outro, infelizmente, não lembro mais... Desculpem, não copiei o endereço.

O ruído de impacto ocorre quando há um golpeio direto sobre o elemento divisor (seja ele uma laje ou uma parede), e transmitido pelo mesmo também por vibrações, que podem alcançar outros elementos que estão de alguma forma ligados a ele. Trata-se por exemplo do som de passadas, quedas de objetos, arrasto de móveis, obras e, claro, alguém tocando bateria...
Um impacto sobre o piso produz uma deformação que se manifesta como uma flexão, que desloca o material das áreas vizinhas; as partículas do material solicitadas ao deslocamento, o fazem apenas em uma quantidade infinitesimal ao redor de sua posição de equilíbrio, por causa das forças elásticas restauradoras;
a única energia que é transmitida, é aquela causada pela perturbação do impacto, que se manifesta como uma vibração na laje que se move a uma velocidade específica para cada material; todo o piso vibra e se comporta como fonte geradora de ruídos aéreos (aí a desgraça está feita!). Assim, a vibração do piso se transmite ao espaço receptor subjacente, pondo em movimento as partículas de ar que por sua vez transmitirão a perturrbação através do espaço aéreo superior, criando portando um ruído aéreo induzido.
A energia fornecida pelo impacto sobre o solo, tem a desvantagem de ser mais forte que aquela correspondente a um ruído aéreo, sendo portanto muito mais difícil de atenuar satisfatoriamente para não perturbar seu vizinho;
outro grave inconveniente do ruído de impacto em relação ao aéreo, é que enaquanto o segundo só perturba as habitações imediatamente próximas ao local de excitação, o primeiro pode ser ouvido em todo o imóvel, por causa da propagação da energia por vias secundárias distribuindo-se por todos os elementos construtivos rigidamente apoiados à estrutura inicialmente excitada.

Esse vídeo aqui mostra os possíveis efeitos de ruídos num edifício residencial multifamiliar. Torço para que seus vizinhos sejam mais pacientes ;-)

 

Se quiser saber mais sobre acústica, recomendo ainda:
http://www.cvidr.org/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Acustica

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Impedindo que seus vizinhos escutem a bateria


Quem toca bateria tem um sério problema na hora de praticar em casa: perturbar os vizinhos. É muito fácil isso acontecer, então muitas vezes o músico acaba apenas ensaiando em estúdio e deixando os exercícios diários de lado, pois não quer ouvir o interfone tocar depois de apenas 5 minutos empunhando as baquetas.
Quem toca guitarra, baixo, teclado ou outro instrumento eletrônico não encara esses problemas, pois pode escutar o som no fone ou regular o volume de forma a não perturbar. Mas quem toca bateria ou outro instrumento acústico, bom... Aí a coisa muda de figura.
Uma solução ideal seria montar um estúdio em casa, mas nem sempre temos um cômodo disponível ou o dinheiro no bolso (se tiver, me chame para fazer seu projeto! Kkkk!). Essa alternativa, portanto, não serve para a maioria.
Alternativamente, pode-se comprar uma bateria eletrônica. Algumas são bem fiéis ao som de uma bateria verdadeira, mas essas costumam ser bem caras. A vantagem é que demandam menos isolamento, além de oferecer algumas vantagens como tornar mais fácil gravar em casa, ocupar menos espaço, etc.
Outra opção é o módulo de treino. Não é tão divertido quanto uma bateria completa, mas é ótimo para evitar conflitos com os vizinhos a um custo menor. Fora isso, os módulos tem exercícios programados, alternando, por exemplo, diferentes andamentos do metrônomo.
Com custo mais reduzido ainda, há os praticáveis emborrachados que, junto com o metrônomo, formam um kit básico e essencial para melhorar o desempenho.
É, o equipamento eletrônico ajuda, mas no caso da bateria, o problema não é eliminado. Mesmo sendo uma das alternativas menos barulhentas, há um tipo de ruído que é uma praga, difícil de tratar, e atende pelo nome de ruído de impacto. Ele é gerado principalmente pelo bumbo, pois é a peça mais próxima do chão e que recebe a batida do pedal, a mais forte de todas.

O ruído de impacto percorre todas as estruturas adjacentes. Difícil atenuar!
Imagem montada a partir de outras encontradas em: greengluecompany.com e pro-music-news.com

Essa desgraça sonora percorre as estruturas do prédio, atingindo não só seu vizinho de baixo, mas o do lado, o de cima e quiçá o seu síndico, que mora no penúltimo andar, enquanto você mora no terceiro.
Não adianta colar caixa de ovo nas paredes, ou simplesmente colocar borracha ou carpete no chão. Esse ruído precisa de tratamento especial.
E esse tratamento é dado por um conjunto de camadas, cada uma com sua função.
O ruído de impacto é transmitido pelo contato entre os elementos. Isso quer dizer que quando seu pé pressiona o pedal, ele transmite energia mecânica para o chão e para o bumbo. Parte dessa energia mecânica se transforma em energia sonora (pra você, som; pro seu vizinho, ruído aéreo), outra parte em energia térmica, e outra parte vai entrar no seu chão, na sua laje, nos pilares e vai fazê-los vibrar, transformando-se em energia sonora (ruído) mais adiante. Em todos os andares.
Mas como evitar o ruído de impacto? O ideal seria que a bateria flutuasse no ar. Como isso é um privilégio exclusivo do Joey Jordison (Slipknot, Murderdolls - quem assistiu ao último Rock in Rio sabe do que eu estou falando), aos simples mortais resta a criatividade.
Pois bem, todo e qualquer material tem lá suas propriedades acústicas: uns refletem os sons, outros absorvem. Esses que absorvem, dependendo de como são seus poros, absorvem faixas de frequência diferentes: mais graves, mais agudas. Usando camadas de diferentes materiais, dá pra cumprir as diferentes funções, exigidas pra esse isolamento em questão.
A primeira necessidade é diminuir o contato do instrumento com o chão. Aqui em casa, improvisamos com aquele piso de banheiro de academia. Só que ele desliza, então precisava de mais uma camada embaixo. Optamos por uma borracha, que além de segurar, funciona como uma mola, diminuindo ainda mais a transmissão  do impacto.

Aí, as três camadas! Uma borracha grossa, o "piso de banheiro" e o carpete sintético.
O custo foi bem reduzido e o resultado, ótimo!

E por cima, mais uma camada com dupla função: o capacho sintético segura bem o pedal e o bumbo, além de absorver parte do espectro sonoro.
Deve-se tomar o cuidado de não deixar o equipamento encostar na parede, pois aí o ruído de impacto será transmitido para ela e adeus isolamento.
Agora, o ruído de impacto foi praticamente eliminado; só se escuta o ruído aéreo até a nossa sala. Já dá pra treinar todo dia!

Aqui, uma geral do conjunto. Só lembrando, a borracha também não encosta na parede.
Quanto menos pontos de contato, melhor!
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