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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Breathing Hate - Thrash puro e sem gelo


Esse álbum da banda Forkill foi feito para descer rasgando pela garganta... Ou melhor, pelos ouvidos. Suas 10 faixas influenciadas pelo som da Baía de São Francisco e pelas origens do metal no Brasil exalam um thrash puro e furioso, que irá agradar quem curte bandas como Exodus, Slayer, Testament e Metallica.


Breathing Hate tem músicas cheias de disposição, com riffs marcantes, intercalando andamentos ora moderados, ora vivazes. Baixo e bateria também são interessantes e merecem atenção do ouvinte. As participações especiais abrilhantam a obra, assim como a parte gráfica, muito bonita. Dito isso, não vou me alongar mais descrevendo as faixas do álbum, o que já foi feito em diversas resenhas na blogosfera.Vocês podem conferir as várias opiniões reunidas na fanpage da banda, que disponibiliza links para várias resenhas: http://www.facebook.com/forkill.thrash. Dá uma curtida lá!
De resto, prefiro deixar que o próprio Joe conte mais detalhes sobre Breathing Hate. Confiram!



Então, conte-me sobre Breathing Hate! Falem sobre o processo criativo, as interessantes parcerias com Robertinho de Recife e Roosevelt Bala, detalhes da gravação... Em outra ocasião (ver matéria aqui), vocês disseram que foi um bom desafio trabalhar com Robertinho e sobre as amizades geradas durante o trabalho com Roosevelt e André.
Realmente trabalhar com Robertinho foi uma lição que vamos guardar para o resto de nossas vidas e que com certeza nos deixou conhecimento que será para sempre aplicado nos CDs da Forkill.
O Bala e o André, apesar do pouquíssimo tempo que estiveram no estúdio (só participaram nos vocais do trecho de Metal Mania) foram muito simpáticos e somos muito agradecidos pela presença deles.

Por mais que se goste de todas as composições de um álbum, é complicado investir o mesmo tempo e esforço em todas. Assim, quais serão as principais músicas de trabalho de Breathing Hate?
Realmente é difícil escolher qual música se gosta mais, até por que hoje as que mais gostamos de tocar já são as do próximo CD. Acho que do Breathing Hate além da faixa título, que tem funcionado muito bem como abertura para os shows, Vendetta é a que mais curtimos pois é sempre um desafio por ser uma das músicas que, ao vivo, tocamos mais rápido.

Toda banda vivencia umas histórias meio loucas ou engraçadas (ou as duas coisas juntas) durante as gravações. Quer partilhar algumas delas?
Em um dos shows que fizemos recentemente com o Unmasked Brains e o Statik Majik havia um cartaz na porta anunciando um show de forró para a semana seguinte. Um bêbado não viu a data, pagou e entrou no local achando que se tratava do show de forró. Segundo os organizadores o cara saiu xingando, dizendo que éramos a pior banda de forró que ele já havia visto. Outra história é sobre a letra da música "No Rules", nós tínhamos acabado de finalizar a parte instrumental da música e eu já tinha a métrica para as letras porém estava travado no refrão, o Gus sugeriu que eu acompanhasse a progressão cromática das guitarras mas não havia nada na minha mente para escrever sobre aquela parte foi quando o Marc apareceu com o cachorro dele, o Napoleão, que estava usando uma daquelas camisetas que vende em PetShop e havia nas costas escrito: "No money, no car, no job. But I´m with the band.". Na hora eu e Gus nos olhamos e começamos a rir. Assim surgiu o refrão da "No Rules".

Vocês estão gravando um clipe agora, certo? Como está sendo esse processo? Roteiro, produção, fotografia...
Exato, demoramos um pouco a definir qual música ganharia o clipe e no final decidimos que seria mais justo ter a música título do CD representada primeiramente. As cenas internas foram feitas no Estudio HR, que tem parceria com a banda e foram filmadas pelo nosso grande brother, o cinegrafista Mateus Melandre. Toda direção foi feita pelo nosso baterista Marc Costa, assim como a edição que ainda está sendo executada. O roteiro saiu de uma idéia inicial minha e do Ronnie mas que o Marc teve total liberdade de desenvolver. Além das filmagens em estúdio o video deve contar com cenas dos conflitos durante os recentes protestos no Rio de Janeiro, filmadas pelo próprio Mateus.


Agora que estão com o álbum novo lançado, divulgado e resenhado por diversos blogs e sites, como está a perspectiva para shows? O que seus fãs podem esperar da agenda de vocês, do setlist, da performance nos palcos... Assim como no disco, vocês também terão parcerias interessantes?
Estamos com shows marcados até o fim do ano mas ainda estamos buscando datas para agendar, dentro e fora do RJ. O set list já conta com algumas músicas do próximo CD. É normal que a gente toque as músicas do Breathing Hate muito mais rápido do que elas foram registradas no disco mas as novas estão ainda mais velozes e isso é uma tendência que deve prevalecer, pelo menos para esse próximo CD.

Nós gostaríamos de agradecer o apoio que sempre temos daqueles que curtem o som da banda, podem se preparar, os shows que vêm por aí serão destruidores.

Fique à vontade para deixar uma mensagem final aos fãs.
Nós gostaríamos de agradecer o apoio que sempre temos daqueles que curtem o som da banda, podem se preparar, os shows que vêm por aí serão destruidores.

Resumidamente, peso e agressividade resumem essa obra, emoldurada por um lindo design, que será presenteada a um dos leitores do blog... Participar não será nada complicado! Basta estar entre os comentaristas top (ver ali na coluna da direita). Sortearei entre os 5 primeiros.
Quer saber como faz para estar entre os primeiros? Simples... Comente! Preferencialmente aqui, mas pode ser em qualquer outro post; falando bem, falando mal, dando só um alô... Tanto faz. Essa blogueira aqui ama todos os comentários, lê e responde (quase) sempre. Semana que vem é o sorteio, o método está descrito mais ali embaixo.



As faixas do álbum são as seguintes:
  1. Frequency of Fear (intro)
  2. Breathing Hate
  3. Vendetta
  4. Call to the War (intro)
  5. War Dance
  6. No Rules
  7. The Joker
  8. Brainwashed
  9. Radio (intro)
  10. Metal Mania

Forkill é:
Joe F. Neto - Vocais, guitarras
Ronnie Giehl - Guitarras
Gus NS - Baixo
Marc Costa - Bateria

Para saber mais:
http://www.facebook.com/forkill.thrash
http://www.myspace.com/forkill_thrash
http://www.youtube.com/user/forkillmetal

Regras do sorteio:
Os cinco primeiros comentaristas ganharão números para sorteio da seguinte forma:
  • o primeiro da lista tem os números de 1 até X comentários que tenha feito;
  • o segundo tem os números de X+1 até X+1+n comentários que tenha feito
  • o terceiro tem números de X+2+n até... bom, você já deve ter entendido.
  • Vou usar um "random number generator", pra sortear, igual eu fiz nesse post aqui.
Aí, mando o álbum pro sorteado pelos Correios, todas as despesas pagas.

Tipo assim: vamos dizer que só tenho três comentaristas top; se até o dia do sorteio o primeiro fez dez comentários, ele tem os números de 1 a 10; o segundo fez 3, então seus números são de 11 a 14; o terceiro fez 2, então seus números são de 15 a 17. Então vou sortear entre os números 1 e 17.

Sorteio - 11/10/2013
Demorou, mas saiu! Como disse antes, sorteei entre os 5 primeiros comentaristas do blog. A distribuição de números foi a seguinte:
Quality Music Web Radio - 1 a 18
Natália R. Ribeiro - 19 a 25
Reinaldo Leal - 26 a 30
She - 31 a 36
Marcelo ex Conen - 37 a 40

E o resultado foi:
Parabéns à Quality Music Web Radio, que faturou o CD!
Vou entrar em contato via FB (inbox) para pegar o endereço.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Banda Stodgy - Perfil e entrevista exclusiva

 
Stodgy formou-se em 2008. É de Barra do Piraí, perto de Volta Redonda. A cidade, com belos cenários e cortada pelos trilhos do trem, já teve o maior entroncamento ferroviário da América Latina, dando acesso ao Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, formando as linhas mais importantes do Brasil. Antes disso, fazia parte da rota dos Bandeirantes. Essa vocação para transportes se confirma com o projeto do Aeroporto Regional do Vale do Aço, que surgirá por lá em breve.


É justo então que Paulo Bettencourt e Daniel Tiago fizessem no início um som no estilo rock n' roll, para um público de "motociclistas" com sua antiga banda "A ROTA", como os leitores poderão conferir no release abaixo, depois da entrevista.
Conferi o som dos caras pelo Myspace e pelo Youtube, thrash/death de qualidade! Tive a oportunidade de prestigiá-los ao vivo na festa da Quality Music Web Radio (confira a matéria) e confirmei minhas expectativas. Leitores, não deixem de ouvir essa banda de riffs pesados e vocais agressivos!



Ouvindo suas músicas pelo Myspace, percebi uma grande diferença nas gravações de 2010 pra 2011. Gostaria que falassem sobre isso.
Saudações! Bem respondendo a pergunta, em 2010 já estávamos com muitas composições e muitas outras surgindo e tínhamos a necessidade de apresentar algum material para a rapaziada poder ter uma noção do que viria pela frente. As gravações de 2010 foram feitas em um ensaio gravado e as de 2011 já eram musicas da gravação do CD antes da masterização.

Depois que pesquisei o significado da palavra "stodgy", achei muita graça no nome. Cara, de onde veio a idéia de batizar a banda assim?
Hahaha... A ideia do nome da banda surgiu de um fato engraçado que já aconteceu com todos os integrantes. Antes da banda todos já haviam tocado em outros projetos e como todo mundo já havia acontecido de ensaiar na casa de amigos e expulsarem a rapaziada por causa do barulho, hahaha! E quando já estávamos com a banda formada aconteceu de novo de termos de nos “retirar”, pois o som era muito barulhento e como na época não tínhamos grana para pagar estúdio, perturbávamos os vizinhos onde dava para ensaiar, daí o nome “Indigesto”!

Me falem sobre as infuências sonoras e o processo de composição. O que teremos do Stodgy pela frente?
Nossas influencias são bandas como Slayer, Sepultura, Kreator, Sarcofago, Korzus, Destruction e mais algumas desgraceiras.
Já no nosso processo de composição, nosso guitarrista Paulo Bettencourt apresenta seu arsenal de riffs, Bruni Fidelis suas letras e todos juntos terminamos o processo de criação até ver a podreira que sai e alcançar o que desejamos.
Para 2013 a rapaziada pode esperar novas composições a caminho e muita porradaria pela frente, hehehehehe!

Fiquem à vontade pra falar o que mais quiserem pros leitores!
Primeiramente gostaríamos de agradecer ao Rio de Metal pelo espaço e parabenizar o trabalho feito, o apoio à cena e a cobertura dos shows no aniversário da Quality Music Web Radio onde tivemos orgulho em ter tocado.  Gostaríamos de agradecer a todos os bangers e amigos pela presença nos shows e o suporte ao nosso insano trabalho. Aguardem, pois vem muito mais “Indigestão” pela frente!

Release
 Banda formada em 2008, com intuito de fazer composições próprias e de tentar resgatar a cena do Metal na cidade de Barra do Piraí - RJ.

A idéia de formar a STODGY surgiu dos integrantes Paulo Bettencourt e Daniel Tiago, quando ainda, faziam um som com sua antiga banda "A ROTA". Era um projeto que focava o estilo rock n' roll, para um público de "motociclistas".

No entanto, por mais que ambos gostassem do estilo tocado, não estavam mais animados em continuar e decidiram tocar o que realmente rolava em suas veias. Ambos haviam tocado em bandas de “Thrash Metal” antes e sabiam como era a diferença.

Então convidaram Junin para a bateria e por intermédio dele conheceram Neive. Com muito peso, velocidade e precisão, Neive impressionou a todos no 1º ensaio. Com o quarteto montado, Paulo bolava suas bases acidas, agressivas e extremamente pesadas, do mesmo nível de sua antiga banda (Smashing Noisy) que foi ícone do cenário Thrash dos anos 90, mas como nem tudo é perfeito, ainda faltava a voz.

Começaram a pedir ajuda a todos os amigos, quando estavam quase desistindo, aparece um recado na “rede social” de Daniel Tiago. Por meio da internet, conheceram Bruni Fidelis com a voz mais suja e agressiva que tinham visto nos últimos tempos. Daí começaram a ensaiar e as musicas foram saindo.

De acordo com as influências musicais de cada integrante a STODGY foi adquirindo sua sonoridade pesada, agressiva, rápida, precisa e técnica. Tendendo entre os estilos Trhash/Death/Metal.

Com esta formação, Bruni Fidelis no vocal, Neive Rodrigues e Paulo Bettencourt nas guitarras, Daniel Tiago no baixo e Junin na bateria, a banda produziu seu primeiro CD “Rain of Hate”, uma produção independente com 10 musicas que foi lançado em Abril de 2012.

Por motivos profissionais, Neive Rodrigues pediu licença temporária até Julho de 2012, onde Varejão, um grande amigo da banda assumiu seu lugar na guitarra..

Após seu tempo de ausência, Neive re-assume seu posto de origem, fazendo com que a Stodgy tenha de volta sua formação original...

Para conheceir mais da banda:

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dreadnox - perfil da banda e entrevista exclusiva


A banda carioca de metal Dreadnox está na estrada desde 1993. No ano de 1998 lançou seu primeiro álbum chamado “Divine Act”, que recebeu críticas muito positivas da mídia especializada brasileira e dos fãs. Em sua formação estão por Fabio Schneider (vocais), Kiko Dittert (guitarra), Dead Montana (baixo) e Felipe Curi (bateria).
Ficou uns 5 anos longe dos palcos, desiludidos com a falta de perspectivas da cena underground brasileira. Mas como música é tipo m vício, em 2010 apareceram com o álbum “Dance of Ignorance” (2010 / DieHard Records), produzido por Renato Tribuzy e mixado por Alex Macedo no Full Sound Studios, marcando o retorno do grupo ao cenário underground.

Abaixo está a lista de faixas do CD, do qual pretendo fazer uma resenha em breve:

01. Fight With The Light
02. Survive
03. Echoes Of Midnight
04. Go On
05. Miracle
06. All Is Not Lost
07. Dance Of Ignorance
08. Annie
09. Sinners In Paradise
10. Impromptu
11. Waiting For The Sun
12. Battle & Honor (Bonus Track)

A DREADNOX possui uma combinação bastante interessante enre peso e melodia. Pra mim, duas das influências mais claras são Iron Maiden e Metallica, mas é claro que eles passeiam por diversas outras. Só que isso vou deixar pra falar mais na resenha...



Como não podia deixar de ser, fiz mais algumas perguntas.
Gosto muito de games e em minhas pesquisas sobre vocês, vi que criaram em 2011 uma música para um evento relacionado ao tema, o Jogo Justo. Como foi? Vcs curtem games, tem alguém da banda que é viciado em jogos eletrônicos?
 O Fabio conheceu o Moacyr Alves, idealizador do projeto, que convidou o Dreadnox a fazer a música oficial Jogo Justo. Ele e o Kiko foram pra São Paulo participar do lançamento do evento. Foi uma grande experiência! Todos na banda gostamos muito de games. O Fabio, além de jogar, é um grande conhecedor do assunto.



Vocês mencionaram que o ano de 2012 foi muito bom pro Dreadnox. Dentre as apresentações que vocês fizeram estavam os shows de abertura para a Tarja Turunen no Vivo Rio em abril, para a banda Epica na Fundição Progresso em setembro e tocaram com o Kiko Loureiro e o Detonator em um evento em Caxias em junho. Conte como foram essas experiências.
 Foram ótimos shows. Foi, também, uma grande oportunidade de mostrar nosso último trabalho, Dance of Ignorance, para o público fã de Tarja, Epica, Kiko Loureiro e Detonator. A resposta foi muito boa, foi sold out na venda dos cds.


Pra conhecer mais da banda:
http://www.dreadnox.com
http://www.youtube.com/user/DreadnoxBrazil
https://www.facebook.com/dreadnox.brazil

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Monstractor - perfil da banda e entrevista exclusiva


Monstractor é uma banda nova, formada no início de 2012. Da cidade de Resende, na região do Médio Paraíba. Nessa região onde se encontram as Agulhas Negras, há milhões de anos atrás, a atividade vulcânica era intensa, ou seja, tinha lava pra todo lado. Pra completar, Resende fica perto de Volta Redonda, cidade do aço. Afinal, esse é ou não um lugar bom pra sair banda de metal?
Os integrantes da Monstractor são os seguintes: Christian Klein (Vocal e baixo – Ex- Expantor, Ex-Beerseeker), Diego Monsterman  (Guitarra e solos), Mark Tractor (Guitarra) e Demetrios Maia (Bateria – Ex-Beerseeker).
Escutei o som dos caras e posso dizer que ninguém escolhe o nome de Monstractor à toa. Fazendo jus às demolidoras atividades tectônicas da região de origem, eles são verdadeiras máquinas de moer, passado por cima de tudo que encontram.
Um som bem executado, o que é muito importante. Parece feito pra formar diversas rodas diante do palco e fazer a casa tremer.
A programação visual da capa do álbum se encaixa como uma luva na proposta sonora da banda. Se os leitores gostam das ilustrações tanto quanto eu, podem confiar também na música.
As composições são voltadas pros estilos Thrash e Stoner Metal. Confesso que não consegui me ater muito às letras, mas os temas vão desde o caso ufológico do ET de varginha até o whisky, a vingança, as motos e os monstros.
Pelo que andei lendo, as gravações foram feitas de forma independente pela própria banda, à base de muita cerveja, Whisky e sem frescuras.
Quero saber como é isso, nada melhor que perguntar aos próprios integrantes.
Abaixo estão as respostas do Klein às perguntas que fiz.

E então, como foram essas gravações? O que foi feito em casa, ou no estúdio... Onde a cerveja e o whiskey ajudam  ou atrapalham? Rs!
A bebedeira é inerente à banda, se a gente se reúne a gente bebe, não importa a ocasião, e no caso das gravações, acaba que a gente se empolga e bebe um pouco mais..ehehehhe .Na verdade isso deixa a coisa toda mais despojada, sem tanta cobrança e o som flui de uma forma mais direta que o normal. Não tem muito o que explicar. O lance é ter um conhecimento de programas de gravação, ter um equipo decente de captação , saber tocar e ter composições e fígado pra isso.
Mais importante que o SONAR, SOUNDFORGE e etc...são as latas de cerveja e o velho Jack Daniel's.
Eu sou cursado em produção musical e o Diego (Monsterman) manja muito... É um ótimo produtor bêbado ahauhauha.... Ele é técnico de informática e também trabalha com produção musical, as músicas do Monstractor foram gravadas e produzidas por ele. Na boa, ele faz tudo sozinho, a gente só toca... e depois nas mixagens vamos acertando como a banda prefere deixar as coisas.
Tudo foi gravado na maioria das vezes de madrugada no meu estúdio de tattoo, sem frescura mesmo. AUTÊNTICO  e até com algumas visitas à “DONA GLICOSE” ao hospital.  Nosso Roadie e vocal do SIDEROSIS que o diga. Glorioso Seagal Metal! 


Considero o nome da banda uma escolha muito feliz: curto, impactante, e resume bem a proposta sonora de vocês. Como foi que ele surgiu?
Inicialmente seria TRACTOR, pq meu carro fazia barulho de trator por causa de um furo no escapamento, e aquilo virou piada...depois veio a idéia de fazermos uma banda que tivesse a intenção de atropelar os obstáculos e deixar uma impressão esmagadora no som, atropelar tudo que viesse pela frente, então juntamos a idéia do carro e do trator passando por cima de tudo, o que na verdade veio a calhar, pois a idéia inicial nossa era tocar um som voltado pro stoner metal texano, um lance meio que caipira mas ao mesmo tempo pesado. Trator combina com isso!!. Mas aí eu tive a idéia de mesclar o trator com algo de mais impacto.. e no caso, a alma dessa banda é o Monsterman e sua guitarra maldita, então fiz a junção dos nomes. MONSTRACTOR.

Me contem um pouco sobre a arte da capa, do logo...
Bom, essa é uma parte legal,  pois desde que surgiu o nome MONSTRACTOR, uma espécie de mascote também surgiu na minha mente, eu sou desenhista e tatauador, mas eu não queria uma visão única da coisa, eu tava procurando alguém que fosse capaz de colocar a minha idéia no papel... alguém com talento e que conseguisse captar a intenção da idéia sem minha interferência visual ou artística.
  Foi aí que rolou uma doidêra do destino, a poucos meses antes, eu havia descoberto a banda SAKRAH de SP, e fiquei fã dos caras...viciei na música "fight bar" e troquei idéia com o Maurício Bertoni (baixista) , acabamos ficando amigos pois ele também é tatuador e curte os mesmos sons, e mais adiante conheci  o Leandro Novo (vocal do SAKRAH).
  Porra, o cara além de um puta vocal, é artista gráfico foda, vi uns trampos dele no FACEBOOK e fiquei maluco... era o estilo que eu procurava. Quando eu vi os trampos dele, imediatamente perguntei se ele topava fazer essa capa, passei pra ele a idéia do que eu tinha pensado, um TRATOR MONSTRO, tratamos dos valores e o resto foi com ele, pois felizmente esse cara além de grande artista, é um cara fora de série, gente boníssima é de um talento bizarro, além de dispôr de uma atenção e paciência raras.
Pois bem... ele conseguiu captar a idéia exata do que eu queria e fez um trampo incrível, além de ter criado uns papéis de parede pra banda, os banners pro facebook, e ter dado um tapa na "logo" que eu havia desenhado e criado. (Recomendo fortemente o trabalho do Leandro pras bandas que quiserem contratar o trampo dele, no final deixo o contato.).
Por fim....o legal é que a partir daí também estamos trampando pra que as duas bandas se encontrem em breve num evento aqui na região e outros por aí à fora. Um Salve aos caras do SAKRAH! Banda do caralho!

Como vocês me mandaram também a entrevista que concederam à Overmetal em 21 de fevereiro de 2013 e disseram que eu podia aproveitar algo de lá, resolvi destacar uma das perguntas (muito legal, por sinal) por dois motivos: tem um trecho que acho importante, se considerarmos a segurança das pessoas envolvidas em shows (já basta aquela tragédia que aconteceu em Santa Maria por causa de fogos; nesse outro post aqui falei sobre isso e sobre rede elétrica, confira), e o restante da resposta é especialmente interessante pra quem tem banda ou quer formar uma... Aí vai: Você fez parte das extintas Expantor e Beerseeker - toda experiência proporciona lições - enfim no mínimo já sabe qual o caminho não trilhar mais - quais as lições aprendidas?
 Recentemente aprendi uma boa, aterramento do equipo no palco. Tomei um choque que poderia ter me matado há pouco menos de um mês, e estou me tratando pra me recuperar. Ou seja.. uma boa lição é verificar isso e proteger a integridade física da banda em shows underground.
As bandas anteriores me ensinaram várias coisas, mas vou citar as 5 principais:  1- Banda só dá certo se todos pensam igual e tem o mesmo objetivo, talento e carisma.  2- Banda é trabalho, não é hobby. É preciso ter humildade, mas também não deixar desmerecerem seu trabalho.  3- Não adianta querer mostrar algo que você não é, a coisa toda tem de ser autêntica.  4- Não confiar em todas as pessoas que se aproximam com a proposta de ajudar, existem muitos lobos em pele de cordeiro, produtores falsos, gente aproveitadora que se faz e explora o trabalho alheio.  5- Não adianta montar banda com desconhecidos... todos devem ser amigos, pois se tornam uma segunda família (ou até 1ª).

Influências:
Black label Society, Slayer, Sepultura, Pantera, Down, Alabama Thunderpussy, Spiritual Beggars, Chromme division, Claustrofobia, Exodus, Metallica, Megadeth


Pra conhecer mais da banda:
http://tramavirtual.uol.com.br/monstractor
http://www.youtube.com/user/Monstractor

Pra conhecer o trabalho do Leandro Novo, que fez a arte pra banda:
http://www.facebook.com/leandro.novo.52?fref=ts

Pra conferir a entrevista à Overmetal:
http://overmetalezine.blogspot.com.br/2013/02/monstractor-ao-monstro-ao-trator-e-ao.html

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Forkill


A banda Forkill é relativamente nova, pois foi formada em 2010. Nem por isso deixa de apresentar músicas muito bem tocadas e ainda por cima influenciadas pelo som originado na San Francisco Bay Area, na década de 1980.
A formação atual da  Forkill é Joe Neto (vocal/guitarra), Ronnie Giehl (guitarra), Gus NS (baixo) e Mark Cozta (bateria). Eles mencionam como principais influências Exodus, Slayer e Testament e gostam de tocar de maneira rápida e agressiva. Suas letras são em inglês, destilando ódio em todas as suas faces, segundo o release da banda. Têm um EP com 7 canções denominado Breathing Hate, 6 de autoria da banda e uma do produtor Robertinho de Recife.
Esta última é especialmente interessante por ter recebido a participação de músicos do grupo Stress como uma homenagem aos primórdios do metal no Brasil.


Aí, eu quis saber mais e rolaram umas perguntinhas por email:

Robertinho de Recife é um grande guitarrista, extremamente versátil e provavelmente tem uma visão bem ampla de música, pois já tocou nas mais variadas vertentes musicais, indo desde Orquestras Sinfônicas até artistas como Sivuca, Dominguinhos... Como foi trabalhar com ele?
Robertinho é um cara muito inteligente e extremamente generoso, acho que de alguma forma foi um desafio para ele trabalhar com a Forkill pois nós fomos a primeira banda de Thrash produzida por ele. O cara é um gênio, entende tudo de timbres e gravação e foi essencial para conseguirmos alcançar o nível que queríamos para o nosso CD debut. É muita experiência musical para uma só pessoa e ele gosta de ensinar, de explicar os detalhes de cada parte que compõe o processo de gravação. Foi realmente uma experiência incrível poder conviver com ele nesse período.

O Stress é uma banda paraense, das primeiras a tocar Heavy Metal no Brasil, ainda por cima numa época de censura, o que a torna ainda mais interessante. Como foi gravar essa música com a participação deles, um pessoal com tanta história pra contar?
Nosso baterista Marc também é paraense e foi ele que fez o contato com o Roosevelt Bala convidando-o a ir ao estúdio do Robertinho para fazer uma participação no nosso CD. A idéia era gravar um trecho de Metal Mania mas com uma "pegada" um pouco mais pesada para dar a "cara" da Forkill  e que servisse como homenagem àqueles que iniciaram o Metal no Brasil como os nossos grandes amigos da Metalmorphose, o Centúrias, o Stress e o próprio Robertinho de Recife. O Bala e o André Chamon participaram dessa faixa que na verdade é apenas um trecho da música original e foram muito simpáticos e rapidamente se tornaram queridos amigos da gente.


E o CD full de vocês, tem previsão de lançar?
Estamos com o CD totalmente gravado, trabalhando na parte burocrática do lançamento e aguardando a arte ser finalizada pelo nosso grande parceiro Marcos Ava, que hoje é o responsável pelo projeto gráfico da banda mas que também foi baterista e membro fundador da Forkill junto com o Ronnie Giehl. Assim que tudo isso estiver pronto, e acredito que não leve muito tempo, devemos lançar o CD. Esperamos manter Dezembro/2012 como mês para esse evento.

Para conferir mais informações sobre a banda:
http://www.facebook.com/forkill.thrash
http://www.myspace.com/forkill_thrash
http://www.youtube.com/user/forkillmetal

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Resenha de vídeos - Elcio Pineschi, baterista do Unmasked Brains

Anuncio a primeira matéria colaborativa do Rio de Metal! Uma seleção de Elcio Pineschi - banda Unmasked Brains - de vídeos do Youtube mostrando os três bateristas que mais influenciaram seu estilo: Dave Lombardo, Tommy Aldridge e Deen Castronovo. Fiquei muito feliz com a parceria, apesar da dificuldade em obtê-la... Mas o resultado, pelo menos na minha opinião, foi de primeira. Confiram!




Ola á todos, eu me chamo Elcio Pineschi e toco bateria numa banda de Trash Metal chamada Unmasked Brains. Nós fizemos muito barulho nos anos 90, ficamos mais de dez anos parados e, no meio deste ano, decidimos voltar a tocar.



Um dos motivos pelo qual escrevo aqui é que a dona deste blog (por acaso é minha mulher), me pediu de maneira bastante enfática, que eu fizesse uma pequena resenha sobre três bateristas de metal da minha preferência, e incluísse um vídeo pra cada um deles. O outro motivo é que, para mim, se tratam de clássicos. E como a última palavra lá em casa é sempre minha, aí vamos nós...


O primeiro baterista da minha lista é o lendário Tommy Aldridge. Eu o vi tocando pela primeira vez no primeiro Rock in Rio de 85 com o Ozzy e fiquei de queixo caído. Foi ele quem despertou meu interesse em tocar com dois bumbos (no meu caso, pedal-duplo). Ele hoje tem mais de 60 anos e ainda me mata de inveja. O vídeo que escolhi é da música Journey to the Center of Eternity do Ozzy ao vivo em 1984, ao final da qual ele faz o solo que ainda faz até hoje em suas apresentações. Tommy – A lenda!


O segundo da lista é o selvagem Dave Lombardo, baterista do Slayer, que recebeu o título de “the godfather of double bass” e dispensa mais apresentações. Com o Lombardo eu descobri que existia uma coisa ainda mais legal que tocar com dois bumbos, que era tocar com dois bumbos rápido! Muito rápido! E ele não é rápido apenas com os pés. A velocidade e a ferocidade com as mãos também é fantástica. Como todo mundo já tá careca de conhecer Slayer, estou incluindo aqui um vídeo que resume o Lombardo em 32 segundos.



O terceiro da lista é o Deen Castronovo. Eu o conheci tocando no disco instrumental Dragon´s Kiss, que foi o primeiro do guitarrista Marty Friedman. Eu nunca tinha ouvido nada igual em toda minha vida. Quem curte musica virtuosa, e por acaso não conhece o disco, vale a pena dar uma conferida. Considero o Deen Castronovo um dos bateristas de rock mais criativos que já vi tocar. O vídeo que eu selecionei pra ele foi do solo que ele fez no seu vídeo aula há alguns ... muitos anos atrás.


Sumarizando, acredito que o ponto comum entre esses bateristas é o vigor, a velocidade e a precisão. Ter apenas duas dessas características não é tão difícil, mas ter as três juntas é que faz a diferença.

Só pra finalizar, eu gostaria de mencionar que existem muitos outros bateristas que eu admiro muito tanto no mundo do rock e do metal, como em outros estilos musicais, e por essa razão foi bem difícil escolher apenas três pra citar. Essa lista é bem pequena e bastante pessoal, mas espero que tenham gostado.

Um forte abraço a todos,
Elcio.





Gostou? Bom, o Elcio é o único cara a quem eu posso intimar... :-D Mas convido você a compartilhar também um pouco do seu trabalho musical! Envie seu material para sigried.nb+riodemetal@gmail.com.

Para conhecer um pouco mais do trabalho musical do Elcio, veja os vídeos:







Para conhecer mais sobre a banda Unmasked Brains, veja:
http://www.myspace.com/unmaskedbrains
http://www.reverbnation.com/unmaskedbrains
http://www.youtube.com/user/UnmaskedBrains
http://www.twitter.com/unmaskedbrains

Mande sua resenha, também! Conte sobre os músicos que influenciaram seu estilo e veja-a publicada aqui! sigried.nb+riodemetal@gmail.com.br. É claro que todos os links que desejar, relacionados a seu trabalho musical, serão colocados no post.
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