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sexta-feira, 8 de março de 2013

Dreadnox - perfil da banda e entrevista exclusiva


A banda carioca de metal Dreadnox está na estrada desde 1993. No ano de 1998 lançou seu primeiro álbum chamado “Divine Act”, que recebeu críticas muito positivas da mídia especializada brasileira e dos fãs. Em sua formação estão por Fabio Schneider (vocais), Kiko Dittert (guitarra), Dead Montana (baixo) e Felipe Curi (bateria).
Ficou uns 5 anos longe dos palcos, desiludidos com a falta de perspectivas da cena underground brasileira. Mas como música é tipo m vício, em 2010 apareceram com o álbum “Dance of Ignorance” (2010 / DieHard Records), produzido por Renato Tribuzy e mixado por Alex Macedo no Full Sound Studios, marcando o retorno do grupo ao cenário underground.

Abaixo está a lista de faixas do CD, do qual pretendo fazer uma resenha em breve:

01. Fight With The Light
02. Survive
03. Echoes Of Midnight
04. Go On
05. Miracle
06. All Is Not Lost
07. Dance Of Ignorance
08. Annie
09. Sinners In Paradise
10. Impromptu
11. Waiting For The Sun
12. Battle & Honor (Bonus Track)

A DREADNOX possui uma combinação bastante interessante enre peso e melodia. Pra mim, duas das influências mais claras são Iron Maiden e Metallica, mas é claro que eles passeiam por diversas outras. Só que isso vou deixar pra falar mais na resenha...



Como não podia deixar de ser, fiz mais algumas perguntas.
Gosto muito de games e em minhas pesquisas sobre vocês, vi que criaram em 2011 uma música para um evento relacionado ao tema, o Jogo Justo. Como foi? Vcs curtem games, tem alguém da banda que é viciado em jogos eletrônicos?
 O Fabio conheceu o Moacyr Alves, idealizador do projeto, que convidou o Dreadnox a fazer a música oficial Jogo Justo. Ele e o Kiko foram pra São Paulo participar do lançamento do evento. Foi uma grande experiência! Todos na banda gostamos muito de games. O Fabio, além de jogar, é um grande conhecedor do assunto.



Vocês mencionaram que o ano de 2012 foi muito bom pro Dreadnox. Dentre as apresentações que vocês fizeram estavam os shows de abertura para a Tarja Turunen no Vivo Rio em abril, para a banda Epica na Fundição Progresso em setembro e tocaram com o Kiko Loureiro e o Detonator em um evento em Caxias em junho. Conte como foram essas experiências.
 Foram ótimos shows. Foi, também, uma grande oportunidade de mostrar nosso último trabalho, Dance of Ignorance, para o público fã de Tarja, Epica, Kiko Loureiro e Detonator. A resposta foi muito boa, foi sold out na venda dos cds.


Pra conhecer mais da banda:
http://www.dreadnox.com
http://www.youtube.com/user/DreadnoxBrazil
https://www.facebook.com/dreadnox.brazil

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Segurança no Underground.

Segundo testemunhas, foi acionado um sinalizador durante o show.
Quem já ouviu "Smoke on the Water", do Deep Purple,
sabe que essa não é uma boa idéia...
Depois do ocorrido na boate Kiss em Santa Maria (RS - ver notícia), parei pra refletir um pouco sobre a questão evento underground x segurança. Quem frequenta esses espaços sabe como é difícil montar um show, juntar platéia suficiente pra não ficar no prejuízo, oferecer qualidade pra quem compareceu. Lá nem era um espaço underground, era um lugar grande e conhecido, o que não contribuiu pra evitar o acidente; talvez tenha até ajudado. Antes da tragédia, dizia-se que a boate teria capacidade para mais de 2.000 pessoas lá dentro. Imagina, se um show underground um dia vai ter esse número de pessoas... Ainda assim, acho que não custa pensar um pouquinho em segurança.
Durante alguns anos, trabalhei numa empresa que me deixou paranóica com isso. Talvez porque todos os dias os funcionários tivessem que frequentar o DSMS - Diálogo de Segurança, Meio Ambiente e Saúde. Tá bom, por um período, isso era semanal. Mas quando acontecia um acidente na empresa, tínhamos que assistir sua reconstituição e ouvir o relatório da equipe de segurança. Chato? Sim, muito. Acredito, no entanto, que isso me ajudou muito a ter mais atitudes de prevenção de acidentes, como valorizar o uso de cintos de segurança, pensar se posso ou não usar substâncias, er... Exóticas antes de determinadas situações, observar rotas de fuga, essas coisas.
Mesmo um evento com menos de 100 pessoas pode oferecer riscos. E acho que cada um dos envolvidos (público incluso) pode e deve pensar em coisas mínimas de segurança pra se proteger. Estou longe de ser especialista, sou apenas leiga, mas os anos de DSMS me fizeram imaginar algo tipo assim:

  • Organizadores - verifiquem um mínimo de itens de segurança, como extintores, rede elétrica e saídas. Garantam facilidade pra escape, em caso de pânico.
  • Bandas - olhem as tomadas que irão usar, e... Caso pretendam fazer alguma coisa mais ousada no palco, avisem antes a produção, pra que vocês pensem juntos em como dar aquele algo mais no show sem oferecer riscos.
  • Público - assim que chegarem, verifiquem onde são as saídas. Imaginem como seria o trajeto até ela. Se virem algo estranho, falem logo a quem é responsável pela segurança.

Parecem bobagens, mas pode ajudar muita gente. E você, o que pensa sobre segurança em eventos underground? Comenta aí!

E só pra ilustrar... Veja a lista elaborada pela BBC Brasil com alguns casos recentes da combinação letal entre fogos de artifício e obstrução de saída:
  • 2009: Santika Club, Bangcoc, Tailândia - Um incêndio causado por fogos de artifício deixou 66 mortos. A casa noturna funcionava sem a licença adequada e tinha apenas uma saída, o que dificultou que vítimas deixassem o local. Duas pessoas acabaram condenadas, entre elas o proprietário da boate.
  • 2009: Lame Horse Club, Perm, Rússia - Uma explosão durante um show com fogos de artifício deixou 150 mortos. Apenas cerca de um quarto das pessoas presentes no local conseguiu escapar. Muitas das vítimas acabaram morrendo asfixiadas e pisoteadas.
  • 2008: Boate Wuwang, Shenzen, China - O incêndio também começou com show de pirotecnia, e a tragédia foi agravada pela existência de uma única saída, com má iluminação. Quarenta e três pessoas morreram.
  • 2004: República Cromagñón, Buenos Aires, Argentina - O fogo, causado por faísca de sinalizador usado pela banda, matou 194 pessoas. A tragédia provocou prisões de empresários, dos músicos e renúncias de políticos na cidade.
  • 2003: The Station, Rhode Island, Estados Unidos - Fogos de artifício usados no show da banda Great White provocaram um incêndio e a morte de cem pessoas. O local foi tomado pelo fogo em menos de cinco minutos. O empresário da banda, que organizou o show pirotécnico, foi condenado a quatro anos de prisão. Duas saídas de emergência do local não puderam ser usadas. Uma das portas estava com defeito e a outra, obstruída por uma parede de espuma.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Banda AdVerita: perfil e entrevista exclusiva


A banda AdVerita é de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. Pros leitores de fora do Estado, vale explicar que é um dos maiores municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, pertencente à região da Baía de Guanabara. Essa informação começa a ganhar importância na música pelo fato dessa região ser um celeiro de bandas boas, algumas delas com matérias publicadas aqui pelo Rio de Metal.


Gosto de avaliar a qualidade da banda por sua performance ao vivo. Como ainda não tive a oportunidade de ir a um show deles, procurei material no Youtube. Vi apenas um vídeo gravado ao vivo - uma compilação de covers do Dream Theater, do Angra e do Rhapsody, mas tive muito boa impressão da qualidade dos músicos. Quero vê-los executando suas próprias composições!
Ainda no canal do Youtube, ouvi as músicas do seu EP, que impressiona pela qualidade.


Foi uma boa surpresa saber que um dos integrantes da banda é professor de matemática. Sempre ouvi falar da relação entre a música e os números, mas no caso desta banda ela é bastante próxima!
 Depois de ler o release (no final do post), ouvir as músicas e entrevistas e os ver ao vivo, enviei umas perguntinhas pra banda, por email. Confiram:

Muito legal, vocês serem uma banda de amigos, que conheceram música juntos na infância. Conte um pouco mais sobre os primórdios da banda: aquelas primeiras influências, como o som de vocês foi se transformando... A banda já teve outro nome, outra identidade sonora?
A banda começou a tocar as musicas que gostava de ouvir, no inicio nem pensávamos em sair para tocar, era mais estar com os amigos tirando um som. Antes de se firmar mesmo houve uma troca de guitarristas que influenciou um pouco no rumo da banda.
No rock começamos ouvindo Iron Maiden, depois conhecemos o Angra e ficamos fascinados por uma banda brasileira ser tão boa, sempre escutamos Dream Theater, Kamelot, Hangar, Rhapsody, Adagio,Led Zepelin, Deep Purple e muitas outras bandas.
E como estudantes de música estamos sempre ouvindo de tudo para que a identidade e qualidade de nossas musicas sempre seja a mais rica possível, como músicos nosso lema é  que se a musica é boa estamos lá ouvindo e aprendendo e absorvendo o que é bom.
Nosso som, nossas musicas são o resultado de uma síntese entre a nossa formação musical e as nossas influências, por isso nosso som está em constante transformação, sempre estamos aprendendo algo novo, escutando coisas novas também, então nosso som também estará sempre em movimento eu espero.

Vocês foram destaque da casa de shows onde se apresentaram ano passado, lançaram um EP bem recebido... Façam um balanço de 2012.
Quando a banda começou a tocar não tínhamos nome, éramos um grupo de amigos fazendo musica, simples assim. Depois surgiu a necessidade de um nome, pensamos em vários nomes mas por obra do destino os nomes já existiam em outras bandas, e assim surgiu AdVerita (leia-se AdVérita).
Queríamos tocar em uma casa que fica aqui na nossa região, uma casa muito boa chamada Studio B, conseguimos o contato do senhor Marcos Calafalas que produzia um evento chamado METAL KOMBAT nessa casa. Entramos em contato com ele, e ele sugeriu que nós lançaremos musicas nossas, musicas autorais em um evento dele. Ficamos muito animados com a oportunidade, porem na época ainda não tínhamos musicas autorais. Então em mais ou menos dois meses fizemos a nossa DEMO: UZ para poder lançar no evento, tudo foi muito corrido, as composições, arranjos, letras e gravação da demo tudo feito as pressas. No final das contas deu tudo certo à aceitação foi incrível, muito maior do que esperávamos, o evento foi memorável, as criticas a nossa demo foram boas considerando as circunstancias na qual ela nasceu.
Fizemos muitos shows para divulgar nosso som autoral, tocamos em cassas bem fortes no cenário do RJ, tivemos a oportunidade de tocar no  Espírito Santo onde também fomos recebidos muito bem e fechamos o ano de 2012 com chave de ouro.
Atualmente estamos trabalhando nas composições de um álbum full, e estamos fazendo com muita calma, em breve teremos grandes e boas novidades em relação a produção do nosso primeiro cd que deve ser lançado no segundo semestre de 2013.

Se quiser falar um pouco sobre a relação entre a matemática e a música da banda, fique à vontade. Ou outro assunto que ache importante para que as pessoas conheçam melhor a banda.
Israel (vocalista e fundador da AdVerita) - Quando a AdVerita nasceu eu estava na faculdade de matemática, sempre tive muita facilidade com os números seus padrões e aplicações. E que é a musica se não uma das mais belas aplicações da matemática?
Hoje em dia inclusive quando estou em sala de aula lecionando tento fazer uma interdisciplinaridade entre matemática e musica em varias situações, além de sempre estar aconselhando aos meus alunos estarem atentos a músicas de qualidade, estarem abertos a ouvir coisas novas.
Todos nós da banda sempre tivemos um interesse pela formação musical e estudar música para nós é um prazer enorme, devo dizer que a matemática ajuda muito na compreensão de alguns tópicos para quem estuda teoria musical.
Somos da Baixada Fluminense (RJ) e como qualquer banda de Metal no Brasil estamos na estrada enfrentando as dificuldades naturais que aparecem, mas também estamos focados e com uma determinação muito grande de levar nosso som, nossa energia para todo Brasil  e para todo mundo; estamos nos dedicando muito para que isso aconteça.
Nós da banda AdVerita contamos com todos que apóiam e curtem as bandas nacionais!
Valeu aí galera do Rio de Metal pelo espaço!


Release
AdVerita é uma banda brasileira de metal, formada na cidade de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro em 2010, pelo vocalista Israel Pinheiro, o guitarrista Gustavo Pinheiro e o baixista Mateus Machado, como amigos de infância e apaixonados pelo heavy metal a banda surgiu naturalmente com a vontade de criar musica de qualidade. Também participou do processo de formação da banda o musico e amigo Rodrigo Kruguer (Bateria). No final do ano de 2011 completando perfeitamente a banda Kleyton Dionizio (guitarra).
Em abril de 2012 a banda AdVerita faz seu primeiro show em um festival de bandas em Campo Grande - RJ (mondoo live) de onde saiu vencedora e ganhando patrocínio para mais dois shows pelo estado do RJ.
A banda AdVerita passou nos principais palcos do cenário Underground Carioca e teve uma excelente receptividade do publico.
Buscando uma sonoridade diferente do que as bandas de power metal progressivo vem apresentando a banda AdVerita entra em estúdio (ESTUDIO LUX) para a gravação da sua Primeira EP intitulada UZ com quatro musicas autorais.

Influências: Dream Theater, Angra, Symphony X, Kamelot, Rhapsody, ..etc..

Formação:
Israel Pinheiro - Vocais
Gustavo Pinheiro - Guitarras
Kleyton Dionízio - Guitarras
Matheus Machado - Baixo
Rodrigo Víctor "Kruguer" - Bateria

Para conhecer mais da banda:
Soundcloud:  http://soundcloud.com/adverita
Reverbnation: http://www.reverbnation.com/adverita
site: http://www.adverita.com.br
Youtube:  http://www.youtube.com/user/AdVeritaChannel
Facebook: http://www.facebook.com/pages/AdVerita/286895408014819

domingo, 15 de janeiro de 2012

Banda - Metalmorphose


A banda é pioneira (e lendária) no Metal no Rio e no Brasil. Começaram em 1983, formada por garotos com idades entre 14 e 16 anos. Suas principais influências são Deep Purple, Iron Maiden, Judas Priest, Black Sabbath e Motörhead. Com músicas somente em português, lançou o primeiro disco de Metal (um split-album) gravado por bandas cariocas - Ultimatum - em parceria com a Dorsal Atlantica. Em 1986 veio a demo "Maldição", que naquela fase não tinha sido lançada. Na fase seguinte, adotaram o hard rock glam das bandas californianas no ep "Correntes", mas encerraram atividades em 1989.

Retornaram em 2008, após um hiato de 19 anos, a princípio para gravar uma faixa de um tributo aos Beatles. Voltaram também a tocar no eixo Rio - SP, o que rendeu a gravação de um CD e um DVD ao vivo. Em 2009, as gravações antigas foram remasterizadas, entre elas, a demo de "Maldição", e lançadas pela primeira vez em CD. Seguiram-se várias apresentações, incluindo uma no Canecão já em 2010.




A formação atual da banda é Tavinho Godoy - vocal; André Delacroix - bateria; André Bighinzoli - baixo; Leon Manssur - Guitarra; Pedro Cavalcante - guitarra.

O contato de Leon com a banda aconteceu pela remasterização desses álbuns antigos. Depois ele mixou o disco ao vivo, gravado no Odisseia, em 2009, e acabou entrando pra banda em 2010. Então, veio o tal show no Canecão, e mais uma pá de shows menores.


No momento, estão compondo material novo a ser lançado em LP e trabalhando na reedição de antigos trabalhos. Enfim, estão prontos para escrever mais páginas da história do Heavy Metal no Brasil!


Para conhecer mais do trabalho da banda, siga esses links:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Metalmorphose

Se quiser ver sua banda num post do Rio de Metal, mande seu material para riodemetal@gmail.com. Será um prazer publicar!

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