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quarta-feira, 13 de março de 2013

Banda Stodgy - Perfil e entrevista exclusiva

 
Stodgy formou-se em 2008. É de Barra do Piraí, perto de Volta Redonda. A cidade, com belos cenários e cortada pelos trilhos do trem, já teve o maior entroncamento ferroviário da América Latina, dando acesso ao Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, formando as linhas mais importantes do Brasil. Antes disso, fazia parte da rota dos Bandeirantes. Essa vocação para transportes se confirma com o projeto do Aeroporto Regional do Vale do Aço, que surgirá por lá em breve.


É justo então que Paulo Bettencourt e Daniel Tiago fizessem no início um som no estilo rock n' roll, para um público de "motociclistas" com sua antiga banda "A ROTA", como os leitores poderão conferir no release abaixo, depois da entrevista.
Conferi o som dos caras pelo Myspace e pelo Youtube, thrash/death de qualidade! Tive a oportunidade de prestigiá-los ao vivo na festa da Quality Music Web Radio (confira a matéria) e confirmei minhas expectativas. Leitores, não deixem de ouvir essa banda de riffs pesados e vocais agressivos!



Ouvindo suas músicas pelo Myspace, percebi uma grande diferença nas gravações de 2010 pra 2011. Gostaria que falassem sobre isso.
Saudações! Bem respondendo a pergunta, em 2010 já estávamos com muitas composições e muitas outras surgindo e tínhamos a necessidade de apresentar algum material para a rapaziada poder ter uma noção do que viria pela frente. As gravações de 2010 foram feitas em um ensaio gravado e as de 2011 já eram musicas da gravação do CD antes da masterização.

Depois que pesquisei o significado da palavra "stodgy", achei muita graça no nome. Cara, de onde veio a idéia de batizar a banda assim?
Hahaha... A ideia do nome da banda surgiu de um fato engraçado que já aconteceu com todos os integrantes. Antes da banda todos já haviam tocado em outros projetos e como todo mundo já havia acontecido de ensaiar na casa de amigos e expulsarem a rapaziada por causa do barulho, hahaha! E quando já estávamos com a banda formada aconteceu de novo de termos de nos “retirar”, pois o som era muito barulhento e como na época não tínhamos grana para pagar estúdio, perturbávamos os vizinhos onde dava para ensaiar, daí o nome “Indigesto”!

Me falem sobre as infuências sonoras e o processo de composição. O que teremos do Stodgy pela frente?
Nossas influencias são bandas como Slayer, Sepultura, Kreator, Sarcofago, Korzus, Destruction e mais algumas desgraceiras.
Já no nosso processo de composição, nosso guitarrista Paulo Bettencourt apresenta seu arsenal de riffs, Bruni Fidelis suas letras e todos juntos terminamos o processo de criação até ver a podreira que sai e alcançar o que desejamos.
Para 2013 a rapaziada pode esperar novas composições a caminho e muita porradaria pela frente, hehehehehe!

Fiquem à vontade pra falar o que mais quiserem pros leitores!
Primeiramente gostaríamos de agradecer ao Rio de Metal pelo espaço e parabenizar o trabalho feito, o apoio à cena e a cobertura dos shows no aniversário da Quality Music Web Radio onde tivemos orgulho em ter tocado.  Gostaríamos de agradecer a todos os bangers e amigos pela presença nos shows e o suporte ao nosso insano trabalho. Aguardem, pois vem muito mais “Indigestão” pela frente!

Release
 Banda formada em 2008, com intuito de fazer composições próprias e de tentar resgatar a cena do Metal na cidade de Barra do Piraí - RJ.

A idéia de formar a STODGY surgiu dos integrantes Paulo Bettencourt e Daniel Tiago, quando ainda, faziam um som com sua antiga banda "A ROTA". Era um projeto que focava o estilo rock n' roll, para um público de "motociclistas".

No entanto, por mais que ambos gostassem do estilo tocado, não estavam mais animados em continuar e decidiram tocar o que realmente rolava em suas veias. Ambos haviam tocado em bandas de “Thrash Metal” antes e sabiam como era a diferença.

Então convidaram Junin para a bateria e por intermédio dele conheceram Neive. Com muito peso, velocidade e precisão, Neive impressionou a todos no 1º ensaio. Com o quarteto montado, Paulo bolava suas bases acidas, agressivas e extremamente pesadas, do mesmo nível de sua antiga banda (Smashing Noisy) que foi ícone do cenário Thrash dos anos 90, mas como nem tudo é perfeito, ainda faltava a voz.

Começaram a pedir ajuda a todos os amigos, quando estavam quase desistindo, aparece um recado na “rede social” de Daniel Tiago. Por meio da internet, conheceram Bruni Fidelis com a voz mais suja e agressiva que tinham visto nos últimos tempos. Daí começaram a ensaiar e as musicas foram saindo.

De acordo com as influências musicais de cada integrante a STODGY foi adquirindo sua sonoridade pesada, agressiva, rápida, precisa e técnica. Tendendo entre os estilos Trhash/Death/Metal.

Com esta formação, Bruni Fidelis no vocal, Neive Rodrigues e Paulo Bettencourt nas guitarras, Daniel Tiago no baixo e Junin na bateria, a banda produziu seu primeiro CD “Rain of Hate”, uma produção independente com 10 musicas que foi lançado em Abril de 2012.

Por motivos profissionais, Neive Rodrigues pediu licença temporária até Julho de 2012, onde Varejão, um grande amigo da banda assumiu seu lugar na guitarra..

Após seu tempo de ausência, Neive re-assume seu posto de origem, fazendo com que a Stodgy tenha de volta sua formação original...

Para conheceir mais da banda:

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Banda - As Dramatic Homage




Esta banda carioca, em atividade desde 1999, traz em suas músicas misturas de vocais agressivos e limpos, guitarras acústicas, riffs pesados e melódicos, fazendo parte do gênero musical Avant Metal, até então pouco explorado no Brasil.

Histórico
A primeira formação da AS DRAMATIC HOMAGE deu início às atividades em 1999 propondo-se a fazer um som com características pesadas e densas, buscando versatilidade e atmosferas em suas composições.
O nome expõe um significado para homenagear, de forma dramática, temas elementares, anti-religiosos, pensamentos antagônicos e sobre o comportamento do ser humano perante si mesmo, suas crenças e atitudes.
Em 2001, a AS DRAMATIC HOMAGE grava o seu primeiro registro, o cd-demo independente "A Deep Inner Recital", com boas qualidade gráfica e produção musical e obtendo elogios satisfatórios através de veículos especializados e ligados ao underground como rádios, revistas e zines.
Mudanças foram inevitáveis ao longo da existência da AS DRAMATIC HOMAGE e o reflexo delas foi registrado em 2005 com um novo cd-demo independente intitulado "Atmosphere of Pain / Anthems of Hate". Esse trabalho exalta uma sonoridade mais pesada, mais atmosférica e mais forte que o cd-demo anterior, quebrando um certo silêncio e levando a banda a um caminho sem limites onde os seus músicos são livres para desbravar novos rumos...
Seguindo em atividade com sua jornada de resistência, a AS DRAMATIC HOMAGE participa com uma faixa exclusiva chamada “Ominous Force for Ascension“ da coletânea “Extreme Brazilian Alliance”, em 2008. Esse novo trabalho demonstra a ascensão de uma nova era em sua musicalidade, onde a liberdade e a essência obscura passeiam por vários conceitos contemporâneos. Aliam-se nisso, as expressões líricas e existenciais, tornando-as verdadeiras manifestações de peso em teor de vanguarda e sob a força que nos conduz e nos torna onipotentes, pois algumas homenagens podem ser singelas, mas as adversidades e reflexões nos fazem contemplar as dramáticas...

Discografia
2001 - A Deep Inner Recital
Suas melodias seguiam a linha típica de cadências e mudanças de andamento ao decorrer das músicas, criando diferentes contrastes e atmosferas.
A Deep Inner Recital The lovers funeral 5'24"
Incandescent Sun 9'58"
For all Eternity 3'05"
My black kingdom of the Remorse 06'48"

2005 - Atmosphere of Hate
Neste álbum, as composições se tornam mais pesadas, os vocais mais elaborados e há um maior  destaque para o baixo.
Atmosphere of Pain Excogitation (intro) 56"
Astral infernal 2'48"
Curse Asylum of Torment 3'36"
My black kingdom of the Remorse 06'48"

2009 - Omnious Force of Ascension
Este websingle traz a faixa que  figurou nas coletâneas Extreme Brazilian Alliance e The Essence of the Black Metal Vol II, que leva o mesmo nome do álbum.
Omnious Force of Ascension The Age of Transition 1'37" (trecho)
Omnious Force of Ascension 4'14"

2012 - Crown
Este álbum, ainda em fase de elaboração, trará um trabalho mais evoluído e maduro, ao que tudo indica, melhor que os álbuns que o precederam. Valerá a pena conferir!

Influências musicais


Quando perguntei sobre as influências sonoras da banda, Alexandre Pontes me deu uma das explicações mais bacanas sobre o que gosta de ouvir e o legado deixado em seu trabalho musical. Segue um resumo da nossa troca de emails sobre as raízes do som da banda:

Ouvimos muita coisa além do metal; digo que toda influência desde que seja interessante, marcante e tenha algo a ver com nossos sentimentos e personalidades acaba sendo agregada na hora de compor. Não sou nenhum garoto e não comecei ouvindo metal. Eu posso ouvir algo como The Cure e em seguida colocar uma banda de Black metal como Emperor ou Anti-Cimex, que é um Punk Crust e depois vou para um rock progressivo do Gênesis, Rush ou Pop-Rock, Indie,  Trash Metal. Gostaria de ressaltar boa parte das bandas de rock e metal nacional dos anos 80 como Zero, Hojerizah, Dorsal Atlântica, The Mist, etc, que sem dúvida fizeram trabalhos memoráveis. Algumas pessoas tem as mentes muito limitadas quanto a isso, por isso evito citar bandas expecíficas, nossa música nem sempre tem influência do meio do metal, porém o estilo que fazemos é  o que gostamos realmente de fazer pela liberdade em poder criar sem regras expecíficas, eu realmente prefiro que a pessoa dê a devida atenção às nossas músicas e tire suas conclusões. Eu tenho discernimento o suficiente para saber que são mundos distantes, mas a qualidade e o sentimento que isso me proporciona me mantém conectado com a música, independente do estilo pois afinal tudo isso tem sua qualidade pra mim. O que ela me proporciona e pode me inspirar, não só isso, mas também livros, pinturas, arquitetura, filmes, isso é ARTE, está tudo conectado. Apenas canalizo, filtro e torno isso a minha essência, que é a música que faço.
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