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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Unmasked Metal Fest

Os anfitriões, que estão divulgando seu novo álbum, Machina.
Underground morto? Rock morto?!? Não creio. Nunca acreditei. E o evento que aconteceu no último fim de semana, que reuniu mais de 600 pessoas, comprova isso.

Gente, me ajuda! Quem bateu essa foto? Preciso colocar os créditos aqui.

A banda Unmasked Brains fez um festival com mais outras sete da cidade do Rio, com tudo financiado por eles: som e luzes de primeira qualidade, dignos das melhores casas de shows, na simplicidade da Planet Music. Os motivos? Divulgar o seu novo CD Machina e fazer reviver momentos memoráveis como os aniversários do Garage. Pelo jeito que estava aquele lugar, eles conseguiram: eles lotaram não apenas a casa de shows, mas toda a Avenida Ernani Cardoso , onde ela está situada...

A galera agitando muito no primeiro show, da banda Killrape.

Todas as bandas tiveram excelente público (mesmo os anfitriões, que acabaram tocando depois das três da manhã, para os heróis que ainda estavam em pé àquela hora), todos da plateia divertiram-se como se não houvesse amanhã.

As meninas da Melyra detonando tudo, merecidamente ovacionadas
pela galera que estava lá.

Todas as bandas apresentaram shows primorosos, como era de se esperar. Vários da platéia estavam ali pela primeira vez e viram um monte de novidades. Foi lindo. Apesar do calor, apesar das dificuldades de levar um evento como aquele, com estrutura jamais vista no underground, foi mais que bem sucedido.

Tamuya Thrash Tribe agitando a galera.

Na minha humilde opinião, acho que o evento só não foi ainda mais prestigiado por duas razões: atualmente, rock não é o gênero musical em que pousam os olhos dos grandes investidores (patrocínios cairiam muito bem, ajudariam por exemplo a alugar um local com mais capacidade) e, um público maior, nesse processo de "boca a boca" vem mesmo é com o tempo. Tomara que aqueles que frequentaram o underground pela primeira vez ali tomem gosto pela coisa e passem a ir mais a eventos autorais, serão muito bem vindos.

A galera cantando junto com a banda Syren.

Foram meses planejando e executando tarefas para o evento, que muitos gostaram mas também foi alvo de críticas, especialmente pelo fato de ser gratuito. Houve quem dissesse que a banda estava sendo predatória por ofertar ao público um evento grátis desse porte. Por outro lado, muitos foram os depoimentos mencionando que coisas desse tipo salvam o underground.

A banda Dark Tower apresentando seu excelente show.

Dumping para uns, redenção para outros. Não importa como cada um qualificou o evento, o fato é que foi histórico. NUNCA a cena underground recebeu tamanho presente de um grupo de amigos: um show de alto nível e de graça. Quem esteve lá pra testemunhar mal podia crer em seus olhos. Apenas o calor infernal e a empolgação sem fim mostravam que aquilo tudo era real. Parabéns à banda Unmasked Brains pela iniciativa é que esse seja o primeiro de muitos Unmasked Metal Fests!

A banda Hatefulmurder mostrando a que veio: detonar tudo.

Unmasked Brains apresentando seu som criativo e cheio de energia
para a heroica plateia que ficou até o fim.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Café com rock

Estou gostando de vir nesse lugar aqui, o Curto Café. Essa cafeteira tem um conceito muito interessante, porém me parece de difícil implementação, ao menos aqui no Brasil. Eles querem que cada cliente pague o preço que considere justo pela xícara do espresso gourmet desenvolvido com exclusividade para eles. Considero uma proposta bastante ousada e inovadora. Ela mexe com a ética, com o senso de valores das pessoas que frequentam o lugar.


A cada semana a estratégia de venda deles muda um pouquinho: eles estão ainda adaptando esse conceito de pagar um preço justo e individual. Até a penúltima vez que tinha ido lá, eles informavam que o preço sustentável era de R$ 3,50. Pela atitude e iniciativa, costumava (e ainda costumo) pagar R$ 4,00, o que ainda é um preço menor que o praticado usualmente (lembrando que se trata de uma iguaria exclusiva). Mas já vi uns e outros pagarem R$ 1,00. Bom, se a coisa anda difícil, beleza. Até porque os caras resolveram deixar o preço em aberto justamente para que todos possam desfrutar, independente da condição financeira. Mas quem visivelmente tem condição de pagar o preço sustentável, por que não fazê-lo? Até porque, se todo mundo resolver pagar um valor irrisório pelo produto, ou dar um calote, ele não será mais viável. Se continuar desse jeito, quem hoje curte o espaço, que representa muito mais que um bom café, em breve poderá deixar de tê-lo.

Gosto muito do clima de lá: o astral é alto, a conversa é boa. Por isso divulgo para o maior número de pessoas possível, frequento e pago um valor que, na minha visão, reflete os benefícios que recebo, em termos de sabor, ambiência e simpatia dos donos da idéia. Sim, pago também porque gosto deles. Não é isso que as grandes marcas fazem com a gente? Nos fazem gostar delas para que paguemos o preço que elas propõem? Eles não são uma grande marca, mas e daí? Acho mais legal recompensar a eles, com quem eu convivo minimamente, que pagar a uma entidade cujas pessoas eu nem conheço.
Impossível pra mim não associar a proposta dos caras ao que é vivenciado pelas pessoas envolvidas com projetos culturais independentes. Músicos, escritores, artistas plásticos...
 Mas destaco entre essas cenas (obviamente) o som underground. São mil e uma bandas, produtores, rádios e blogues, cada qual querendo mostrar sua maneira de fazer e curtir música, lutando por um lugar ao Sol. Diversas propostas sonoras esperando para serem ouvidas, e que não são piores que quaisquer outras bandas, festivais e sites que tenham alcançado a fama. É apenas diferente e está esperando o apoio do público.
Quanto à cafeteria, não sei por quantos meses ainda conseguirão manter o lugar. As contas estão expostas no quadro verde para que todos possam acompanhar a evolução do empreendimento.


Torço por eles e vou fazendo a minha parte. Gostei da idéia e sinceramente espero que esse lugar e essa atitude inspirem cada vez mais pessoas a darem o melhor de si. No caso deles, café espresso gourmet e muita simpatia.


O mesmo faço em relação ao underground. Gosto, vivencio, divulgo. Não quero que acabe, nem que fique sem graça. Quero que viceje, dê frutos e alegrias. Quero que as pessoas conheçam e curtam, igual meu atual café favorito.
Uso meu poder de consumidora para fazer as coisas realmente legais acontecerem. Não preciso de um grande selo ou uma grande emissora pra dizer o que é bom pra mim. Sou plenamente capaz de escolher o que quero ver, ler, beber ou ouvir por conta própria, explorar meus próprios caminhos em busca de arte, lazer e cultura.
Convido os leitores a conhecerem o Curto Café: parem lá pra tomar um espresso ou um capuccino. Vale super a pena. E convido também a quem está acessando esse blog pela primeira vez, a consumir cultura independente. Experimente! Leia um livro de um autor que ainda não seja famoso, ouça a música de uma banda sem selo de gravadora, assista a uma peça de teatro com atores que você nunca viu antes. Faz bem pra alma perceber o quanto é desnecessário prender-se à grande mídia.

Onde fica:
Rua São José, 35, Rio de Janeiro
https://www.facebook.com/curtocafe

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Transformando logos a favor do underground!

Representar um nome, ideia, produto, empresa, instituição ou serviço através de um conjunto de elementos e ainda torná-lo algo que agrade muita gente é missão para poucos. Também não é fácil criar o conjunto de anúncios que compõe uma campanha publicitária...
Os meios de comunicação (especialmente as redes sociais) estão mudando o formato das campanhas publicitárias divulgando produtos, marcas e conceitos por vias tipo boca a boca. É, eles querem que você se identifique profundamente com o produto, que você se sinta parte dele. Aposto, por exemplo, que muitos já andaram espalhando por aí imagens de uma certa latinha de refrigerante, só porque seu nome apareceu estampado nela...
Decidi então brincar um pouquinho: trazer as campanhas para algo que tenha a ver comigo. Pesquisei imagens de produtos que não estão ligados à música e os trouxe para a cena underground, transformando a obra original em algo novo:

É, eu sei que essa é batida...

Amo muito mesmo!

Na minha humilde opinião, a mensagem da campanha da
Brastemp se encaixa perfeitamente no underground...

Pra quem tem um perfil assim, mais cult, que tal uma sopa cultural?
Uma homenagem a Andy Wahrol e seu famoso trabalho com a
lata de sopa Campbell não podia ficar de fora.

Ainda seguindo a linha do Pop-Art, uma homenagem a outro ícone
desse impactante movimento, Roy Lichtenstein. E também às
namoradas dos integrantes das bandas, que ficam hooooras
esperando que eles saiam dos estúdios.

Não se trata de algo realmente inovador fazer esse tipo de variação, até porque o Facebook está repleto delas. Algumas dessas subversões de marcas, no entanto, tiveram algum destaque na mídia. Se você tiver intresse, leia mais aqui:



segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Segurança no Underground.

Segundo testemunhas, foi acionado um sinalizador durante o show.
Quem já ouviu "Smoke on the Water", do Deep Purple,
sabe que essa não é uma boa idéia...
Depois do ocorrido na boate Kiss em Santa Maria (RS - ver notícia), parei pra refletir um pouco sobre a questão evento underground x segurança. Quem frequenta esses espaços sabe como é difícil montar um show, juntar platéia suficiente pra não ficar no prejuízo, oferecer qualidade pra quem compareceu. Lá nem era um espaço underground, era um lugar grande e conhecido, o que não contribuiu pra evitar o acidente; talvez tenha até ajudado. Antes da tragédia, dizia-se que a boate teria capacidade para mais de 2.000 pessoas lá dentro. Imagina, se um show underground um dia vai ter esse número de pessoas... Ainda assim, acho que não custa pensar um pouquinho em segurança.
Durante alguns anos, trabalhei numa empresa que me deixou paranóica com isso. Talvez porque todos os dias os funcionários tivessem que frequentar o DSMS - Diálogo de Segurança, Meio Ambiente e Saúde. Tá bom, por um período, isso era semanal. Mas quando acontecia um acidente na empresa, tínhamos que assistir sua reconstituição e ouvir o relatório da equipe de segurança. Chato? Sim, muito. Acredito, no entanto, que isso me ajudou muito a ter mais atitudes de prevenção de acidentes, como valorizar o uso de cintos de segurança, pensar se posso ou não usar substâncias, er... Exóticas antes de determinadas situações, observar rotas de fuga, essas coisas.
Mesmo um evento com menos de 100 pessoas pode oferecer riscos. E acho que cada um dos envolvidos (público incluso) pode e deve pensar em coisas mínimas de segurança pra se proteger. Estou longe de ser especialista, sou apenas leiga, mas os anos de DSMS me fizeram imaginar algo tipo assim:

  • Organizadores - verifiquem um mínimo de itens de segurança, como extintores, rede elétrica e saídas. Garantam facilidade pra escape, em caso de pânico.
  • Bandas - olhem as tomadas que irão usar, e... Caso pretendam fazer alguma coisa mais ousada no palco, avisem antes a produção, pra que vocês pensem juntos em como dar aquele algo mais no show sem oferecer riscos.
  • Público - assim que chegarem, verifiquem onde são as saídas. Imaginem como seria o trajeto até ela. Se virem algo estranho, falem logo a quem é responsável pela segurança.

Parecem bobagens, mas pode ajudar muita gente. E você, o que pensa sobre segurança em eventos underground? Comenta aí!

E só pra ilustrar... Veja a lista elaborada pela BBC Brasil com alguns casos recentes da combinação letal entre fogos de artifício e obstrução de saída:
  • 2009: Santika Club, Bangcoc, Tailândia - Um incêndio causado por fogos de artifício deixou 66 mortos. A casa noturna funcionava sem a licença adequada e tinha apenas uma saída, o que dificultou que vítimas deixassem o local. Duas pessoas acabaram condenadas, entre elas o proprietário da boate.
  • 2009: Lame Horse Club, Perm, Rússia - Uma explosão durante um show com fogos de artifício deixou 150 mortos. Apenas cerca de um quarto das pessoas presentes no local conseguiu escapar. Muitas das vítimas acabaram morrendo asfixiadas e pisoteadas.
  • 2008: Boate Wuwang, Shenzen, China - O incêndio também começou com show de pirotecnia, e a tragédia foi agravada pela existência de uma única saída, com má iluminação. Quarenta e três pessoas morreram.
  • 2004: República Cromagñón, Buenos Aires, Argentina - O fogo, causado por faísca de sinalizador usado pela banda, matou 194 pessoas. A tragédia provocou prisões de empresários, dos músicos e renúncias de políticos na cidade.
  • 2003: The Station, Rhode Island, Estados Unidos - Fogos de artifício usados no show da banda Great White provocaram um incêndio e a morte de cem pessoas. O local foi tomado pelo fogo em menos de cinco minutos. O empresário da banda, que organizou o show pirotécnico, foi condenado a quatro anos de prisão. Duas saídas de emergência do local não puderam ser usadas. Uma das portas estava com defeito e a outra, obstruída por uma parede de espuma.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Banda Levante: perfil e entrevista exclusiva


A banda carioca Levante tem um som influenciado pelo movimento grunge de Seattle, lembrando grupos como Alice in Chains e Pearl Jam. Passeia também por vertentes brasileiras, bebendo de Chico Science e Nação Zumbi. E tem também um pezinho no punk, não só na pegada como também nas letras. Suas letras, aliás, são fortes e carregadas de inconformismo, expondo as deficiências estruturais da sociedade, num grito de protesto contra atual lógica social: é o rock utilizado para o que ele serve de melhor.
Destaca-se a versatilidade do grupo que toca suas músicas em versão amplificada e acústica; o baixista, por sua vez, vi tocar três instrumentos diferentes nos vídeos disponíveis no YouTube. Show!

E é claro que o Rio de Metal quis saber um pouco mais sobre a Levante... Depois de ler o release da banda, que pode ser lido no final desse post, rolaram umas perguntas:

Vocês moram bem longe uns dos outros, certo? Conta como foi que se encontraram, como é a logística pra ensaios, gravações, essas coisas...
Nós militamos no movimento estudantil da UFF e UFRJ. Fazíamos parte do mesmo coletivo, o Construção, trocávamos ideia sobre música e tal. O LEVANTE já tocava, mas só eu e o Bim éramos da banda. Mas com a saída de um guitarrista e depois do baixista entrou o Mayco (guitarra) e o Paris (baixo).  Já o Bim (baterista), ainda na primeira formação da banda, em 2006, encontramos na internet nesses sites de procura de músicos. Fizemos um teste com ele e foi aprovado com louvor.  Acabou que a banda ficou com metade de Niterói e a outra metade do Rio de Janeiro.
Como temos outros empregos, temos que ser muito organizados pra dar conta de tanta coisa pra manter uma banda underground. Ensaiamos em estúdios em Niterói, o Cativeiro ou no Estúdio do Cadu. Cada um tem tarefa na banda: marcar ensaio, fazer as artes gráficas, alimentar o site, agendar shows, os que tem carro transportam as coisas e leva a galera pros shows. É tudo bem coletivo.

O grande mote da música de vocês é a contestação do sistema, da sociedade, certo? Tem a agressividade do grunge, do punk, o tempero das músicas nacionais... Como foi chegar a esse formato?
O LEVANTE é uma proposta antiga e já tinha basicamente a ideia de produzir músicas críticas, ácidas e bem agressivas, tanto na letra, quanto na música. Com as idas e vindas de integrantes a sonoridade variou um pouco. Atualmente estamos mais pesados, percussivos, sem abrir mão de elementos da música nacional. Nós quatro temos muita proximidade musical, raramente temos grandes discordâncias, por isso, os rumos do nosso som foi surgindo aos poucos dialogando com a proposta inicial. Acabou que chegamos a essa ideia básica de uma releitura do grunge à brasileira com músicas próprias.

Até agora ouvi quatro músicas autorais. Vocês pretendem lançar mais em breve? Um CD, Um EP...
Temos um EP chamado LEVANTE com 3 músicas, lançado em 2010. Neste ano terminamos de gravar o nosso Cd chamado "Pessimismo da Razão Otimismo da Vontade". São 8 músicas gravadas no estúdio Superfuzz. Lançamos on line 4 músicas e o Cd está endo prensado para venda neste momento. Além disso, vamos lançar no fim de dezembro o nosso primeiro clip da música "O Filho Pródigo que Pensava Demais". Temos muitas músicas ainda pra serem gravadas, mas vamos tirar o ano de 2013 pra lançar  nossas músicas pelo mundo.

Para conhecer mais da banda:
http://bandalevante.com.br/
http://br.myspace.com/bandalevante1
http://www.facebook.com/bandalevante
http://tramavirtual.uol.com.br/banda_levante
http://twitter.com/bandalevante
http://www.youtube.com/user/bandalevante

Release
O LEVANTE surgiu da colisão entre o grunge e a quebrada da favela. Desde 2006 na estrada, a formação passou por algumas mudanças. Depois de idas e vindas pelo underground e pelas lutas do movimento popular, acabou que a Ponte Rio-Niterói uniu os integrantes: Bim (bateria), Paris (baixo), Mayco (Guitarra) e Reginaldo (guitarra e vocal). Trazendo na bagagem uma forte influência de Alice in Chains, Pearl Jam, Chico Science e Nação Zumbi a banda faz uma mistura sonora com o peso de Seattle, mas passeando pelos caminhos urbanos brasileiros. Com letras que tratam da opressão, mas também da luta por liberdade o LEVANTE dá o seu recado sem pedir licença. Bim, o baterista, traz no sangue suas influências do grunge e do punk com levadas sinuosas e violentas. Paris, o baixista, revela em suas notas a agressividade do punk do ABC paulista, sempre mencionando a quebrada do samba. Mayco é o guitarrista criado nas vielas do Underground de Niterói, sempre fiel ao grunge e ao metal com pitadas de Cartola. Reginaldo, guitarrista e vocalista, juntou a distorção da guitarra e o vocal rasgado, às influências de música brasileira. O LEVANTE lançou o seu primeiro EP independente: LEVANTE!, em 2009. De lá pra cá já rodaram por diversos eventos de expressão no underground do Grande Rio: Bizarre Fest (2006); Cinemaconhaque (2007); Submundo (2008); Maré de Rock (2010); Festival Araribóia Rock e Rock em Movimento (2011). Atualmente a banda está concluindo seu próximo álbum: Pessimismo da Razão; Otimismo da Vontade. O LEVANTE! expõe em suas letras as feridas da sociedade e avança contra a monotonia da normalidade da arte do "possível" e exige a novidade: a revolução! O LEVANTE! é movimento. A necessária ambição de ser livre.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Morre Fabio Costa, um dos fundadores do Garage Art Cult

Foto: Reinaldo Leal.

Fabio Costa, que dedicou uma boa parte da sua vida à cena do metal carioca, criou junto com  Paulo ”Hans” Jr mais que um lugar; uma lenda.

O Garage Art Cult, que funcionava num antigo casarão na Rua Ceará, abriu espaço para diversas bandas florescerem no cenário da música independente carioca, várias delas alcançando um espaço no mainstream. Em seu palco, construído pelas próprias mãos do Fábio, subiram bandas como  Ratos de Porão, Matanza, Gangrena Gasosa e Planet Hemp. Lá também morou Marcelo D2, como relatado no livro Esporro, de Leonardo Panço:  "muito pouco (ou quase nada) teria acontecido sem o clube escuro e quente da Rua Ceará, na Praça da Bandeira, perto do Centro do Rio. (...) Pra se ter uma noção da importância do Garage, quando Marcelo D2 marcou o primeiro show do Planet Hemp por lá, o grupo nem existia. Ele foi forçado a arrumar pessoas para tocar. Quer dizer, quem sabe se sem o Garage, Marcelo nem teria montado o grupo. No caso específico de D2, a importância do Garage vai bem mais longe. Foi no palco do clube que ele morou, em tempos de vacas bem magras."


Guerreiro e idealista, não há como esquecer o quanto ele se dedicava ao Garage, o quanto curtia cada banda nova que entrava lá. Nem as críticas pesadas que fazia a quem lhe pedisse determinadas concessões na programação ou no espaço do Garage, caso ele não concordasse...

Fabio estava lutando contra o diabetes, problemas cardíacos e renais. Ficou meses hospitalizado por conta destes males e também de uma calcinose cutânea. Nem por isso deixou de frequentar tantos shows quanto pôde, da marca do Garage no Odisseia, assim que saiu do hospital.

Com seu jeito irreverente e opiniões fortes vai deixar os bangers cariocas com muitas saudades...

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Agenda de shows Unmasked Brains

Banda Unmasked Brains - Blog Rio de Metal.

A banda Unmasked Brains divulga seus shows para este final de ano. Até o momento, estão marcadas suas participações no Rock in Ilha, na Ilha do Governador, em Caxias e em São Gonçalo.

Unmasked Brains - Rio de Metal. Divulgação Rock in Ilha.

Para o Rock in Ilha (09/11), na Lona Cultural Renato Russo (Cocotá - Praça Manuel Bandeira, S/Nº), está prevista uma hora de show para cada banda. Unmasked Brains apresentará uma nova música em seu setlist: Break my Will, que fará parte do álbum que está sendo produzido pela banda.

Rio de Metal - Lona Cultural Renato Russo. Divulgação Prefeitura.
A Lona Cultural Municipal Renato Russo, inaugurada em 2007,
promove espetáculos de música e teatro, além de diversas oficinas.
Contato: lonarenatorusso@gmail.com,tel. (21) 3363-8324.


Em Duque de Caxias, no True Festival (15/11), os UDs compartilharão o palco com mais 15 bandas, onde cada uma terá 40 minutos de apresentação. O festival será no Clube Lira de Ouro, um ponto de resistência cultural muito significativo no Município, desde 2006. O clube fica na Rua Sebastião de Oliveira, 72 – Centro.
 
Em São Gonçalo, no Clube Recreativo Trindade (8/12), Unmasked Brains subirá ao palco com as bandas AmnesiA, G~Noveva, Lacrau, Screams of Hate, Algoz e Ravok. O clube fica na Rua Ouro Preto nº 70, no bairro de mesmo nome. É o Hate Free Festival (http://www.hatefreefestival.com/), que está em sua segunda edição.

Confira o teaser do evento:


Unmasked Brains - Rio de Metal. Foto por Adriano Facuri

Para mais informações sobre os shows da banda, visite os canais do Unmasked Brains:

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Matéria colaborativa - Resenha do Dark Side Rock

O Rio de Metal orgulhosamente anuncia mais um colaborador para o blog: Vanderlei, da Quality Music Web Radio! Confiram a resenha abaixo,  do Dark Side Rock ou Metal Rock Fest 2


Organizado pelo veterano Marcelo e a carismática Rosana Reis, o evento realizado em Volta Redonda/RJ contou com as bandas: Terra 44 - Mademoiselle - Night Angels - Innocence Lost e Scatha, sendo as duas últimas do Rio de Janeiro. Havia eventos no mesmo dia e horário pela região, mas o público foi considerável, fiel e animado em recepcionar as bandas. Enquanto se ajustava o som, a galera se reunia para um bom bate papo, dividindo boas estórias, lembranças e ansiedade por mais shows.
Vanderlei com com a Cintia baixista do Scatha, com
Cynthia Tsay, baterista do Scatha e com a
Mari Torres, vocalista do Innocence Lost
 As pessoas que chegavam foram se acomodando e finalmente o Terra 44 abriu o evento, tendo em seu setlist um tributo ao AC/DC, ao qual a galera mandou ver no acompanhamento dos clássicos. Logo após veio o Mademoiselle, que deu um agito na galera com bons solos, boa presença vocal e não comprometeu. O Night Angels iniciou com um pequeno problema com a vocalista Rafaela, que parece ter sentido-se mal e teve uma queda no palco. a banda se recompôs logo, ficou tudo bem com a vocalista. Em seu repertório constavam clássicos melódicos como covers do Nightwish e outros, que fizeram alegria dos presentes. Gostaria de ver a banda em composições próprias, deve render bastante.
Terminado esse set, vieram as bandas que tanto me direcionaram ao evento.  A banda Innocence Lost estava apresentando a Volta Redonda e região o seu álbum, Human Reason. Empolgaram os presentes com sua qualidade de som, sua presença de palco fantástica e muita qualidade. Tenho o prazer da amizade da vocalista Mari, assim como dos outros integrantes que se mostraram muito receptivos. O som do Innocence Lost é calcado em bandas como Symphony X e afins, mas a banda destila seu material próprio e certamente, o CD deve ser conferido, assim como um show (estarão dia 04/11 em Barra do Piraí, no Metal Fest 7, no Barra Tenis Club).
Innocence Lost
 Fechando a noite, ou diria eu a madrugada, veio o Scatha, que já teve outras passagens por essa cidade do aço. Seu thrash energético e a intensidade com que se apresentam é sempre empolgante de se assistir. Gosto muito da qualidade musical de todas, mas fico sempre de olho na forma alucinada (hahaa já disse isso a ela) com que a baterisa Cynthia Tsay toca. O Scatha pode ser conferido também em seu CD "Keep thrashing!". Posso aformar que o pessoal ansiava por mais um pouco de cada banda, com apresentações mais longas para cada uma, mas com certeza, o evento encerrou-se sem nenhuma confusão e a esperança de que em breve, venha outro show como esse.


Por Vanderley - Quality Music Web Radio
http://qualitymusicwebradio.blogspot.com
https://www.facebook.com/QualityMusicWebRadio

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Matéria colaborativa - West Rock Zone 2012

É com muito prazer que publico esta primeira colaboração da Lygia Maranhão, colega e amiga, jornalista recém saída do forno. Ganhei da Mari Torres um ingresso VIP pro West Rock Zone, mas não podia ir de jeito nenhum. Mas sabe que foi bom? Olha o texto bacana que ela escreveu. Acho que eu não teria feito melhor...

Que noite!
Bolsa pronta, recomendações decoradas e o percurso anotado em um pedaço de papel amarelo que eu perdi. Assim começou minha jornada até ao West Rock Zone, 2012. Não que eu seja super fã do gênero musical, mas o convite de uma amiga me fez topar o desafio, desafio mesmo, pois estava indo sozinha. É, sou corajosa, eu sei.
Sabia mais ou menos como chegar ao local do show. Às 14:20 h, eu estava no metrô (a recomendação era para que eu fosse de ônibus), enfim, de metrô também chegaria lá... Assim esperava. Pois bem, depois de 23 estações, ainda precisei pegar uma van e depois um ônibus para alcançar a “terra prometida”.
Com essa minha mania de chegar cedo aos compromissos, aguardei alguns minutos até que a primeira banda subisse ao palco - Tamuya Trash Tribe; ótimo som, gostei muito da banda. Não sou conhecedora de bandas de Rock, estou bem longe disso. Me desculpem o comentário superficial, mas é como posso avaliar, só na base do “gostei” ou “não gostei”.


Cheguei por volta das 17:00h, o festival ainda estava tomando forma, aos pouco os fãs iam chegando e eu ia tirando fotos; andava de um lado para o outro, só observando a movimentação, na verdade eu queria mesmo era conversar com alguém; puxei assunto com um segurança, que confessou preferir um sambinha, a conversa rendeu algumas risadas. A segunda banda foi Scatha que em meio a cabelos esvoaçantes, também tocou muito, alias, que voz!


Até mais ou menos 21:40, outras bandas já tinham subido ao palco como Lástima e Khaos Inside e mais outras que mostraram seu talento e estava tudo correndo bem, achei o evento organizado. A noite prometia, mas infelizmente àquela hora, não cumpriu pra mim (foi o que eu pensei). Como tinha chegado cedo, estava cansada e por estar sozinha, desanimei de continuar no show, decidi ir embora; fui tentar a sorte e esperar o ônibus em frente ao sítio, só que do outro lado da calçada.


Vinte minutos depois e já de saco cheio de ficar em pé, percebi que chegaram três viaturas da PM e os policiais armados pararam em frente ao local, bem ao meu lado. Achei aquilo estranho, percebi que pessoas que estavam chegando àquela hora, não entravam, ficavam paradas do lado de fora, pareciam estar esperando alguma coisa, mas fiquei na minha, continuei lá, na esperança que ainda teria ônibus para eu voltar. De repente, vejo as pessoas que estavam no show saírem. Algumas revoltadas, falando alto e indignadas. Como sou curiosa, resolvi me aproximar para saber o que tinha acontecido.


- O Show foi cancelado, mandaram parar tudo! Foi o que ouvi de alguns.
Bom, a tragédia sempre une as pessoas, né?! Conheci algumas e o tempo foi passando e nada de ônibus. Por coincidência, conheci os integrantes da banda Red Front que fariam o show de abertura do Matanza. Aliás, devo elogiar a postura da banda que me impressionou. Apesar de terem vindo de longe, foram calmos e compreensivos com a situação.


Papo vai, papo vem, acabei voltando para o sítio. Conseguiram uma carona pra mim até a rodoviária, mas eu precisaria esperar até que o pessoal da produção terminasse de arrumar algumas coisas no local. Por vontade própria recolhi algumas cadeiras e mesas também, pra ajudar. Tive a oportunidade de conversar sobre o que tinha acontecido, ouvi a versão deles, mas não cabe a mim expor aqui o que foi dito, tampouco julgar o que deu errado, foi prejuízo para muita gente. Vi como isso tudo abalou as pessoas envolvidas. Realmente foi uma pena, mas acontece. Agora é questão de aprender com o que aconteceu.
Quando foi 03:00 da manhã, todos estavam exaustos, resolvemos dormir por ali mesmo e só voltar quando amanhecesse. Forramos o chão apenas com um toldo preto onde couberam eu mais 5 pessoas. Sem ter nada para nos cobrir, senti um frio do cão! Falando em cão... Tinha um no sítio ao lado que ficou o tempo todo latindo, sem contar o Funk que rolou por um bom tempo.
Bom, a minha querida amiga brincou comigo dizendo que eu voltaria para casa cheia de tatuagem e um piercing na língua. Na verdade voltei mesmo com uma baita dor nas costas. Vlw Sigried!
Mas acho que posso arriscar ir a um próximo evento, quem sabe um show do Red Front, mas isto será uma outra história.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Innocence Lost - Entrevista sobre o EP Human Reason

Esta não é a primeira vez que escrevo sobre Innocence Lost. Já tinha publicado um post sobre eles e, claro, escutado as musicas que estavam disponíveis na época. Lembrava vagamente que tinha gostado, mas confesso que não tinha prestado muita atenção.

Recentemente, tive acesso  ao EP da banda, e desta vez ouvi com cuidado, uma vez que o objetivo era fazer uma resenha do álbum. E tenho que dizer: cara, que som!

Primeiro de tudo,  porque as composições são muito bem feitas. Segundo, porque a qualidade da gravação também é excelente.

Os integrantes da banda (Rodrigo Tardin - baixo, Aloysio Ventura -teclado, Mari Torres -vocal, Juan Carlos -guitarra  e Heron Matias - bateria) estão de muitos parabéns pelo excelente trabalho, assim como a galera do Pyro Z, estúdio utilizado para a gravação.

O álbum Human Reason é composto pelas faixas:
  •     Innocence Silence
  •     Human Reason
  •     Burning Empire
  •     Falling Down
  •     Nameless Hunter
Mari Torres - Innocence Lost
É importante destacar que não apenas as faixas estão bem gravadas. Ao vivo, pelo que pude ver nos vídeos disponibilizados no Youtube, as execuções fazem jus ao material gravado. Espero vê-los em um de seus shows agendados, para conferir pessoalmente.

Gostei muito do equilíbrio entre peso e melodia, da qualidade como um todo, em especial do vocal da Mari Torres. Conversando um pouco com ela, desvendei o mistério por trás de sua voz tão afinada, firme e suas frases longas: as técnicas de respiração adquiridas nas aulas de canto lírico, que teve no Conservatório de Música.


Aloysio Ventura - Innocence Lost
Para saber mais detalhes sobre a gravação do EP e da banda, de uma forma geral, conversei também com Aloysio Ventura, tecladista. Falamos sobre cuidados com a mixagem, dos equipamentos usados, da gravação da bateria, que quase sempre é parte mais complicada.

Aluguei o pobre Aloysio perguntando tanta coisa, mas acho que valeu a pena. A conversa rolou mais ou menos assim:

Aloysio Ventura: Estúdio: A gente gravou no Pyro Z Estúdio, que fica na Praça Seca, RJ. Ele foi mixado e masterizado pelo Murilo Pirozzi e a produção foi da banda, junto com o Romulo Pirozzi. As trilhas de Synth, eu gravei no meu homestudio e levei só pra mixar, me sinto mais confortável assim.
Sigried: Legal! Hoje em dia dá pra fazer bastante coisa em casa.
Aloysio Ventura: Eu quase não usei os sons dos meus teclados, a maioria foi VST.
Sigried: A Mari disse que a galera de lá ajudou na produção.
Aloysio Ventura: Uhum. Eles são nossos amigos e entendem a nossa sonoridade e proposta. Foi bem facil trabalhar com eles.
Sigried: A bateria foi programada?
Aloysio Ventura: Pelo fato da banda não ter muita grana para investir, e o CD ter saído todo do nosso bolso, a gente decidiu não gravar as bateras, o que barateou muito o trabalho. A gente captou todas as músicas em um ensaio, aí levou pra galera do Pyro Z. O Rômulo escreveu a batera em cima do que foi gravado no ensaio. Depois o nosso batera foi alguns dias pra lá pra dar os últimos retoques em lances de dinâmica dos tons e sonoridade dos instrumentos
Sigried: Legal! E quem participou da mixagem?
Aloysio Ventura: Eu, o Juan (guitarrista) e a Mari fomos a quase todas as sessões, e a banda toda foi no processo de mixagem. A gente participou bastante. Eles queriam deixar meu teclado muito baixo
Sigried: Heheheheh!!! Aí, tem que marcar presença, né? Onde já se viu, querer abaixar justo o teclado...
Aloysio Ventura: Senti um tom de ironia... Heehe!
Sigried: De forma alguma! Pela proposta de vcs, o teclado é importante.
Aloysio Ventura: Tem quem discorde. Hauhauah! Vamos aos instrumentos... O Juan, nosso guitarrista, usa Uma Ibanez toda modificada, com captadores Seymour Duncan Blackout e ferragens e ponte da Gotoh, e uma POD XT live. Também vai começar a usar um amplificador novo da ENGL, mas não sei ao certo o modelo. Ele está sempre pesquisando equipamentos novos, curte timbres mais modernos. O Rodrigo, nosso baixista usa um baixo Condor, bem simples. O Heron, nosso batera, tem uma Batera da Odery, feita por encomenda, toda customizada, com direito a dois bumbos de 22x19 e usa pratos da Sabian SA serie AX e HHX e uma condução da Zildjian Signature, do Neil Peart.
Sigried: Mas ele costuma levar a bateria toda pros shows?
Aloysio Ventura: Não, normalmente ele só leva a caixa, banco, pratos e pedal. Quando tocamos em eventos grandes, que temos tempo pra montar e passar som, ele leva. Isso aconteceu umas duas vezes nos últimos anos. Normalmente é tudo muito corrido.
Sigried: Hehe! Sei como é, pois tenho um baterista em casa... A dele também saiu pouquíssimas vezes do armário.
Aloysio Ventura: É bem complicado, fora que como os locais são pequenos e normalmente temos que montar e desmontar rápido, sempre danifica alguma coisa. Os cascos da batera dele são encerados, então não são muito resistentes a arranhados.
Sigried:  Uma flor de sombra...
E aí, ele me mandou a foto da preciosidade, que vocês podem conferir aqui:

Bateria Odery customizada com dois bumbos de 22x19 e pratos Sabian SA serie AX e HHX, condução da Zildjian Signature, Neil Peart.
Lindo setup de bateria!

Aloysio Ventura: Eu uso teclados da KORG, sempre fui fã dessa marca. Uso um KORG 01/w, um KORG X5D e um KORG Microstation, que eu controlo por um Kurzweil SP 76.






Aí, meus filhotes:
Teclados KORG: KORG 01/w, KORG X5D e KORG Microstation controlado por um Kurzweil SP 76

Sigried: Wow! Hehe! Lindos brinquedos! Quando vejo uma foto dessas, fico pensando por que não continuei as aulas de teclado...
Aloysio Ventura: Pô, eu comecei a tocar teclado por acaso.
Sigried: Como foi?
Aloysio Ventura: Eu tinha uma banda cover de Dream Theater, mas como vocalista, e queria montar uma banda com a Mari, pra tocar guitarra... Porque eu inicialmente só tocava guitarra. Aí começamos a organizar a coisa, ela me apresentou o novo namorado dela, que era guitarrista, mas que iria tocar teclado pra ajudar agente na banda, porque tava difícil de achar tecladista. Quando ele tocou minha guitarra, vi que ele era absurdamente melhor que eu, então disse: se alguém tem que aprender a tocar teclado, sou eu. Ele vai é continuar tocando guitarra. Aí comecei a estudar por mim e com a ajuda do tecladista da minha outra banda. Hoje em dia, prefiro tocar teclado, a guitarra ficou só por hobby... Acho muito bom, hoje tenho bem mais noção de teoria, as teclas te dão isso.
Sigried: Ia comentar isso com você. Faz diferença, saber teclado, piano. Parece que os instrumentos de teclas ajudam.
Aloysio Ventura: Acho que conhecer a dinâmica dos acordes e escalas a fundo em algum instrumento, faz diferença. No teclado/piano é mais fácil, porque as notas e acordes estão todos ali na sua cara. Acaba que a composição sai diferente se você faz num violão ou num teclado. Normalmente eu componho no teclado com um violão no colo, afinado em D que é a afinação que o Juan usa. Tento compor já pensando no que vai facilitar ele a compor riff com cordas soltas pra dar uma valorizada no peso.
Sigried: E tem alguma história engraçada pra contar? Às vezes acontece cada coisa durante as gravações...
Aloysio Ventura: Fatos engraçados, acho que não rolaram não. Só mesmo meu GPS que sempre me levava pra alguma favela... Ficou faltando alguma coisa?
Sigried: Acho que não. Mas fique à vontade se quiser contar mais algum detalhe. Adorei bater esse papo com você. Tanto você quanto a Mari são muito simpáticos.
Aloysio Ventura: Ah, valeu! 
Sigried: Quero assistir vocês no Calabouço em outubro. Boa noite!



Agenda de shows:
29/09 Dark Side Rock  Clube Umuarama - Rua 43, 155, Volta Redonda, RJ
21/10 Nallas Bar – Rua Robert Schuman (antiga rua 17) 193 Jardim América (próximo à praça central de Jardim América) tel 3346-3414 ou 9450-6048
28/10 Calabouço Heavy Bar, Tijuca.   

Para conhecer mais:

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

WEST ROCK ZONE 2012


A Zona Oeste vai tremer novamente na semana que vem, pois haverá a segunda edição do West Rock Zone, tido como o maior festival de Rock e Heavy Metal do Underground Carioca. Serão 15 Horas de Evento, área coberta para 3.000 Pessoas, além de estacionamento gratuito para 200 carros.
 Destaca-se a participação de MATANZA, uma das maiores bandas de Rock do Brasil.
Também foram convidadas:
RED FRONT (A maior Revelação do Thrash Metal de SP!) http://www.myspace.com/bandaredfront
GANGRENA GASOSA http://www.myspace.com/gangrenagasosa
CARA DE PORCO (Lançando o CD "Nada é Sagrado") http://www.myspace.com/caradeporco
UZÔMI http://www.myspace.com/uzomicrossover
KHAOS INSIDE http://www.myspace.com/khaosinside
LASTIMA http://www.myspace.com/lastima
SCATHA http://www.myspace.com/scathaband
TAMUYA THRASH TRIBE http://www.myspace.com/tamuyathrashtribe

Confira Teaser Oficial do Evento:


Endereço: SÍTIO TOP MODEL.
Av. Alhambra, 1.032 - Campo Grande, RJ.
(À 700m do Habib's da Estrada do Monteiro)

Como Chegar:
- Linha de ônibus 834-Alhambra, saindo da Rodoviária de Campo Grande. Ponto em frente ao sítio.
- Para quem vai de carro: Após o Habib's da Est. do Monteiro, pegar o primeiro Retorno à esquerda, e logo em seguida entrar na Av. Alhambra (Pizzaria Alhambra como referência na esquina).
PS:. NÃO venha pela Estrada da Cachamorra.

Mapa


INGRESSOS:
Antecipado: R$30,00
Na Hora: R$40,00

Pontos de Venda:
HARD N’ HEAVY- Flamengo
Rua Marquês de Abrantes, nº 177/106
Tel.: 3159-4354

JFX ROCKWEAR- Centro
Mercado Popular da Uruguaiana, Quadra B Box 44
(Esquina com a Rua Buenos Aires)
Tel.: 3970-1496

SCHEHERAZADE- Tijuca
Rua Conde de Bonfim, nº 366, loja 209
Tel.: 2569-1250

ALLEY ROCK WEAR- Madureira
Shopping Polo 1
Estrada do Portela, nº 99, loja 244
Tel.: 3018-8460

OUTSIDE ROCK- Méier
Rua Dias da Cruz, nº 143ª, sala 205
Tel.: 3899-0888

HCS ESTÚDIO- Engenho de Dentro
Rua Mário Calderaro, nº 559
Tel.: 3079-2146

REQUIEM ROCK STORE- Campo Grande
Shopping Popular de Campo Grande
Galeria B Box 107
Tel.: 9709-4535

UNDERGROUND ROCK WEAR- Bangu
Centro Comercial Popular de Bangu
Rua Francisco Real, 1969, Box 61 A
Tel.: 3159-4354

SKATE ROCK- Duque de Caxias
Rua José de Alvarenga, nº 265, loja 16
Tel.: 2671-7838

Patrocínio:
- JFX ROCK WEAR,
- REQUIEM ROCK STORE,
- HCS ESTÚDIO,
- UNDERGROUND ROCK WEAR.

Apoio: Pisca Produtora, Mysterian Art, CS Music Videos, Hell Divine, Radio Cult.FM, RD Tour.
Realização: Rato no Rio, Fashion Produções, FSom e Rio Metal Works.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Resenha colaborativa - O retorno da blasfêmia - Garage Odisseia

Reinaldo Leal é guitarrista e vocalista da banda Unmasked Brains. Criou esta resenha do show do dia 19/08 no Garage Odisseia e enviou aqui pro Rio de Metal.
Confiram!



Mais uma vez venho para colaborar com este Blog, após comparecer no evento “O retorno da blasfêmia”, que marcaria o retorno da banda de Black Metal Mysteriis, realizado sob a produção Garage Art Cult, no Teatro Odisséia.
Antes mesmo do show começar, já havia a primeira novidade da noite: a cortina na frente do palco, que marcava a abertura de cada show na época de Garage na Rua Ceará, e que permitia tranquilidade e causava suspense para as apresentações das bandas. E não poderia ser em dia melhor, pois surpresas aconteceram do início ao fim do evento.
Estava escrevendo uma resenha padrão, mas sinceramente, o grande Marcos Garcia (http://metalsamsara.blogspot.com/) estava lá para assistir aos shows e também com o propósito de cobrir o evento, então resumo minhas palavras em dizer: shows foooodas, impecáveis.
Imperador Belial abriu o show e cumpriu seu papel, acendendo o público presente. Nota para a participação de Leon Manssur (Apokalyptic Raids) em uma das músicas.

Imperador Belial - Foto por Reinaldo Leal (Unmasked Brains).
Imperador Belial - Foto por Reinaldo Leal (Unmasked Brains).

Impacto Profano entrou em seguida, com a pressão sonora de sempre e visual impecável. Durante o show o Teatro Odisséia encheu de vez, e a apresentação da banda aproximou o público do palco, que a essa altura já estava completamente envolvido.

Impacto Profano - Foto por Reinaldo Leal (Unmasked Brains).
Impacto Profano - Foto por Reinaldo Leal (Unmasked Brains).

Castifás foi a terceira banda, e partir daí, poucas palavras podiam descrever o que acontecia: delírio, catarse coletiva. Com o tradicional visual, e contando agora com mais um guitarrista, que trouxe muito mais peso e consistência no som da banda. Ao abrir das cortinas, o público ficou em êxtase ao ver que, dentre todos os ornamentos, havia uma cabeça de porco (de verdade) dividindo a frente do palco com Mr. Hortel Infernum. A partir daí, loucura generalizada. Todos com seus telefones e máquinas na mão para fotografar o Suino Head, além de um moshpit que ocupou quase que todo o Odisséia. Um doido da plateia não sossegou enquanto não pegou a cabeça de porco e a levou para agitar no meio da galera, loucura.

Castifás - Foto por Reinaldo Leal (Unmasked Brains).
Castifás - Foto por Reinaldo Leal (Unmasked Brains).
Mas acha que acabou? Que depois daquilo não tinha mais como elevar o nível de insanidade do público? Engano seu. A principal banda da noite, Mysteriis, estava por vir. E veio. Veio com toda força possível. Veio para arrebentar tudo que já estava arrebentado! Ao abrir das cortinas, o que se viu foi a perfeição no que se refere à produção artística de uma banda: visual dos integrantes, decoração do palco com backdrop (pano de fundo) fantástico, velas acesas e um tridente em chamas, muitas chamas! E o público viu, boquiaberto, o início do show, com os integrantes imóveis; o silêncio que denunciava o transe coletivo, até que o som começou, adicionando outro elemento à festa: qualidade musical!

Mysteriis - Foto por Reinaldo Leal (Unmasked Brains).

Mysteriis - Foto por Reinaldo Leal (Unmasked Brains).
Bem, sem mais, parabéns a todos os envolvidos, parabéns à produção do garage Art Cult, parabéns as bandas, parabéns ao público. É possível, sim, fazer shows underground com qualidade!


Sobre Unmasked Brains:
Bandas, que tal escreverem sobre o show que assistiram? Mande seu material e links para riodemetal@gmail.com!
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