"Se jogassem uma bomba no Circo àquela noite, o underground carioca
acabava."
Acho que foi ouvir essa frase o que me motivou a escrever pela
primeira vez neste blog (e talvez a última! He! He!) sobre um
evento de cover, ou melhor, tributo a bandas famosas.
Realmente, uma parcela bem significativa das bandas autorais da cidade
estavam lá na oitava edição do Metal Jam, marcando presença, prestando uma homenagem a suas fontes de
inspiração.
Foram meses de preparo, entre organização e seleção de
músicas e músicos a se apresentarem, ensaios, divulgação e tudo mais que envolve a produção desse evento. Acompanhei a movimentação desde a divisão das músicas pelos participantes até a criação da "bateria Frankenstein" com peças emprestadas por todos os bateristas participantes. Nada faltou, quando um equipamento porventura falhava, já havia outro no palco à disposição. Trocas rápidas entre músicos, conversa com a plateia entre uma banda e outra, de maneira a manter o público sempre ligado nas atrações.
Não posso esquecer as menções feitas às
bandas autorais de cada participante durante a divulgação do evento e antes de
subirem ao palco. Gostei muito de ver os nomes dos músicos projetados no
fundo, fica como sugestão para o próximo projetar também a banda
autoral, quando este pertencer a alguma.
Como já imaginava, por conhecer a competência de vários músicos
participantes através de seus trabalhos autorais, as músicas foram
executadas primorosamente. Pra mencionar algumas, estavam lá integrantes das bandas Painside, Scatha, Unmasked Brains, Empürios, Demolishment, Diva, Reckoning Hour, Hatefullmurder, No Remorse, Savant, Prophecy. Havia diversas outras, pena que não consigo lembrar agora.
A platéia, por já conhecer todas as músicas, correspondia com muita empolgação! É bonito ver uma resposta assim do público.
Sonho em ver um dia essa mesma resposta para os shows autorais dos músicos presentes, cujas músicas não ficam em nada a dever para aquelas apresentadas na noite do dia 24. Quem quiser conferir, não precisa nem pagar pra ver, basta baixar gratuitamente os MP3 dessas bandas, ou ouvi-las em webradios, sites de relacionamentos e outros específicos de música.
O evento foi bom demais! Fico sonhando com um desses só com os trabalhos autorais desses músicos talentosos, com uma a resposta de uma plateia entusiasmada como foi a daquela noite...
Para quem quiser saber todas as bandas que foram homenageadas, segue a lista: Iced Earth, Lamb fo God, Tool, Amon Amarth, Death, Guns n' Roses, Nightwish, Lacuna Coil, Helloween, Faith no More, Avenged Sevenfold, Cannibal Corpse, Arch Enemy, System of a Down, Rammstein, Rush, After Forever, Dimmu Bogir, Skid Row, Sepultura, Blind Guardian, Led Zeppelin, Dio, Queen, My Dying Bride, AC/DC, Slipknot, Symplhony X, Angra, Testament, Pantera, Nightwish , Tool, Black Sabbath, Bon Jovi, Mettallica, Death... Ufa! Espero não ter esquecido nenhuma...
A banda Cauldron está iniciando uma turnê aqui pelo Brasil. Seu primeiro show é amanhã e dia 27 estarão aqui no Rio, dividindo o palco com Forkill e Tamuya Thrash Tribe.
Conheçam um pouco mais sobre eles, através dessa entrevsita com o Jason, baixista e vocalista:
Cauldron tem um visual e um som dos anos 80. Quais são as principais influências da banda ? Bem, acho que essa é a nossa era. Todos nascemos e crescemos na década de 80, que é a era da música que mais gostamos e admiramos. Houve um alto padrão de desempenho e produção nessa época. O que me iniciou e me abriu as comportas foi AC / DC e Metallica, mas eu tenho uma grande variedade de influências. Uma grande parte do velho Metal Blade coisas de power dos EUA , metal alemão, coisas canadenses , NWOBHM etc ... Curtimos um monte de coisas, o que é bom. Se eu tivesse que destacar algumas bandas, eu diria Sabbath, Priest e Scorps e Dokken , ou algo assim, mas não fica limitado a isso.
Eu vi alguns clipes de sua bada e dois deles me chamaram a atenção. Simplesmente amei! (All or Nothing e Nitebreaker) Diga-me algo sobre eles. Bem, esses dois vídeos, conceitualmente eram colaborações entre nós e diretor Kevin Mcallister. O produto final teve mais do seu olhar. Nós queríamos fazer vídeos que fossem vistos várias vezes, ou pelo menos manter a pessoa assistindo até o final. Eles deram muito trabalho para realizar, mas divertido ao mesmo tempo.
A data está chegando! Dia 26 será o seu primeiro show no Brasil e 27 , o show no Rio de Janeiro. Quais são as suas expectativas? Especialmente, o que você espera da sua experiência no Rio? Estou muito motivado agora e espero calor! Eu ouvi os fãs são loucos, então vamos ver. Estamos prontos para nos divertir!
Você já rodou a Europa e EUA, mas eu não vi nenhuma gravação de shows daqueles lugares em seu canal do YouTube. Você já deve saber que público brasileiro é muito receptivo e alegre. Podemos esperar alguns vídeos ao vivo de seus shows aqui ? Além disso, o que é uma boa presença de palco que tem. Estamos trazendo um câmera junto nesta turnê, porque não sabemos o que esperar, mas quero ter certeza de que se alguma coisa acontecer, será capturada. Então, vamos ver o que se passa. Pelo menos teremos o Brasil documentado, espero conseguir usar essa filmagem para alguma coisa.
Em entrevistas a outros sites / blogs que você mencionou para desfrutar de descobrir bandas dos lugares que você visitou. Você já começou a sua pesquisa? Se sim, o que você achou ? Quer destacar algumas bandas do Rio?Veremos quando chegarmos aí. Eu não sei muito ainda, mas eu estou ansioso para descobrir e aprender muito mais sobre o Metal brasileiro...
Gostaria de deixar uma mensagem para os fãs do Rio de Janeiro ? Fique à vontade... Vamos engrenar umas músicas e tomar uns goles, Vejo vocês em breve, estamos prontos pro rock e ansiosos para bons momentos!
Como cheguei cedo desta vez, pude presenciar o momento em que a galera se reunia nas proximidades do bar onde foi o evento.
Um monte de gente vestida de preto ao longo do trilho do trem, era até bonito de se ver. Em Piabetá, a galera agita pra caramba e eu sabia que a plateia ia quebrar tudo mais uma vez.
Por motivos alheios à vontade da produção, o local original teve de ser mudado, saindo do Campão do Piabetá para os fundos do Bar do Celestino. Uma das vantagens é que o lugar era bastante amplo, apesar de simples: não havia palco. Uma desvantagem é que essa mudança repentina de lugar impossibilitaria o uso de iluminação especial. Pois é, impossibilitaria, assim, no futuro do pretérito. Isso porque a banda Unmasked Brains gentilmente cedeu todo seu equipamento de luz e estrutura de palco (que em geral é de uso exclusivo deles), da primeira à última banda.
Então, foi montado o suporte para os panos de fundo, canhão laser, luzes giratórias, luzes fixas, fumaça... Bem, olhando as fotos do antes e do depois, dá pra sentir qual foi a diferença!
Lá pelas 19 horas começaram os shows. A primeira banda a se apresentar foi Homúnculo. O trio mostrou a que veio com seu Deth/Hardcore, muito bem recebido pela plateia. Essa banda da baixada fluminense começou em 2012 e atualmente está fazendo seu primeiro trabalho gravado.
Em seguida, apresentou-se Unmasked Brains.Esse foi o segundo show da banda na região, desta vez bem menos corrido, mas com a técnica apurada de sempre. Foi legal ver que uma parte da galera presente já estava um tanto familiarizada com as músicas deles. Durante este show, formou-se uma memorável roda apenas de mulheres. Segundo uns, chegou a ser mais brutal que a dos homens, tamanha a vontade delas de entrar na brincadeira.
O lugar esvaziou um pouco ao fim do show deles. Quem foi embora mais cedo perdeu os ótimos shows das bandas seguintes, além da chance de ganhar CDs das bandas.
A terceira a subir ao palco foi a Syren, com seu consagrado Heavy Metal clássico. Com um bom tempo de estrada, a banda coleciona shows no Brasil e no exterior. Atualmente, estão divulgando seu novo álbum, Heavy Metal, do qual eles sortearam alguns exemplares para a plateia.
Depois, veio a banda ForKill, com seu Thrash Metal puro e pesado no estilo Bay Area. Além de apresentarem as músicas do álbum atual, brindaram o público com uma música já do novo álbum. Também presentearam CDs à platéia.
A banda New Genp fechou o evento fazendo uma cover de Slipknot. Vestidos a caráter, chamavam a atenção da galera desde bem antes do início de seu show. Todos queriam tirar fotos com eles! Parecia até que a banda original tinha saído de São Paulo, onde se apresentaram no Monsters of Rock, e dado um pulinhho ali em Piabetá, nos fundos daquele bar...Tanto eles quanto a plateia agitaram bastante! Foi legal também ver o integrante da percussão trocar de lugar com o da bateria, no meio do show.
Ir a shows em Piabetá é sempre um prazer. Sabe por quê? A platéia é sensacional. Quem mora longe passa um certo perrengue pra chegar, principalmente por não conhecer bem as ruas e estradas da região. Ainda assim, o público é tão divertido e receptivo que vale vencer a distância.
Esse álbum da banda Forkill foi feito para descer rasgando pela garganta... Ou melhor, pelos ouvidos. Suas 10 faixas influenciadas pelo som da Baía de São Francisco e pelas origens do metal no Brasil exalam um thrash puro e furioso, que irá agradar quem curte bandas como Exodus, Slayer, Testament e Metallica.
Breathing Hate tem músicas cheias de disposição, com riffs marcantes, intercalando andamentos ora moderados, ora vivazes. Baixo e bateria também são interessantes e merecem atenção do ouvinte. As participações especiais abrilhantam a obra, assim como a parte gráfica, muito bonita. Dito isso, não vou me alongar mais descrevendo as faixas do álbum, o que já foi feito em diversas resenhas na blogosfera.Vocês podem conferir as várias opiniões reunidas na fanpage da banda, que disponibiliza links para várias resenhas: http://www.facebook.com/forkill.thrash. Dá uma curtida lá!
De resto, prefiro deixar que o próprio Joe conte mais detalhes sobre Breathing Hate. Confiram!
Então, conte-me sobre Breathing Hate! Falem sobre o processo criativo, as interessantes parcerias com Robertinho de Recife e Roosevelt Bala, detalhes da gravação... Em outra ocasião (ver matéria aqui), vocês disseram que foi um bom desafio trabalhar com Robertinho e sobre as amizades geradas durante o trabalho com Roosevelt e André.
Realmente trabalhar com Robertinho foi uma lição que vamos guardar para o resto de nossas vidas e que com certeza nos deixou conhecimento que será para sempre aplicado nos CDs da Forkill.
O Bala e o André, apesar do pouquíssimo tempo que estiveram no estúdio (só participaram nos vocais do trecho de Metal Mania) foram muito simpáticos e somos muito agradecidos pela presença deles.
Por mais que se goste de todas as composições de um álbum, é complicado investir o mesmo tempo e esforço em todas. Assim, quais serão as principais músicas de trabalho de Breathing Hate?
Realmente é difícil escolher qual música se gosta mais, até por que hoje as que mais gostamos de tocar já são as do próximo CD. Acho que do Breathing Hate além da faixa título, que tem funcionado muito bem como abertura para os shows, Vendetta é a que mais curtimos pois é sempre um desafio por ser uma das músicas que, ao vivo, tocamos mais rápido.
Toda banda vivencia umas histórias meio loucas ou engraçadas (ou as duas coisas juntas) durante as gravações. Quer partilhar algumas delas?
Em um dos shows que fizemos recentemente com o Unmasked Brains e o Statik Majik havia um cartaz na porta anunciando um show de forró para a semana seguinte. Um bêbado não viu a data, pagou e entrou no local achando que se tratava do show de forró. Segundo os organizadores o cara saiu xingando, dizendo que éramos a pior banda de forró que ele já havia visto. Outra história é sobre a letra da música "No Rules", nós tínhamos acabado de finalizar a parte instrumental da música e eu já tinha a métrica para as letras porém estava travado no refrão, o Gus sugeriu que eu acompanhasse a progressão cromática das guitarras mas não havia nada na minha mente para escrever sobre aquela parte foi quando o Marc apareceu com o cachorro dele, o Napoleão, que estava usando uma daquelas camisetas que vende em PetShop e havia nas costas escrito: "No money, no car, no job. But I´m with the band.". Na hora eu e Gus nos olhamos e começamos a rir. Assim surgiu o refrão da "No Rules".
Vocês estão gravando um clipe agora, certo? Como está sendo esse processo? Roteiro, produção, fotografia...
Exato, demoramos um pouco a definir qual música ganharia o clipe e no final decidimos que seria mais justo ter a música título do CD representada primeiramente. As cenas internas foram feitas no Estudio HR, que tem parceria com a banda e foram filmadas pelo nosso grande brother, o cinegrafista Mateus Melandre. Toda direção foi feita pelo nosso baterista Marc Costa, assim como a edição que ainda está sendo executada. O roteiro saiu de uma idéia inicial minha e do Ronnie mas que o Marc teve total liberdade de desenvolver. Além das filmagens em estúdio o video deve contar com cenas dos conflitos durante os recentes protestos no Rio de Janeiro, filmadas pelo próprio Mateus.
Agora que estão com o álbum novo lançado, divulgado e resenhado por diversos blogs e sites, como está a perspectiva para shows? O que seus fãs podem esperar da agenda de vocês, do setlist, da performance nos palcos... Assim como no disco, vocês também terão parcerias interessantes?
Estamos com shows marcados até o fim do ano mas ainda estamos buscando datas para agendar, dentro e fora do RJ. O set list já conta com algumas músicas do próximo CD. É normal que a gente toque as músicas do Breathing Hate muito mais rápido do que elas foram registradas no disco mas as novas estão ainda mais velozes e isso é uma tendência que deve prevalecer, pelo menos para esse próximo CD.
Nós gostaríamos de agradecer o apoio que sempre temos daqueles que curtem o som da banda, podem se preparar, os shows que vêm por aí serão destruidores.
Fique à vontade para deixar uma mensagem final aos fãs.
Nós gostaríamos de agradecer o apoio que sempre temos daqueles que curtem o som da banda, podem se preparar, os shows que vêm por aí serão destruidores.
Resumidamente, peso e agressividade resumem essa obra, emoldurada por um lindo design, que será presenteada a um dos leitores do blog... Participar não será nada complicado! Basta estar entre os comentaristas top (ver ali na coluna da direita). Sortearei entre os 5 primeiros.
Quer saber como faz para estar entre os primeiros? Simples... Comente! Preferencialmente aqui, mas pode ser em qualquer outro post; falando bem, falando mal, dando só um alô... Tanto faz. Essa blogueira aqui ama todos os comentários, lê e responde (quase) sempre. Semana que vem é o sorteio, o método está descrito mais ali embaixo.
As faixas do álbum são as seguintes:
Frequency of Fear (intro)
Breathing Hate
Vendetta
Call to the War (intro)
War Dance
No Rules
The Joker
Brainwashed
Radio (intro)
Metal Mania
Forkill é:
Joe F. Neto - Vocais, guitarras
Ronnie Giehl - Guitarras
Gus NS - Baixo
Marc Costa - Bateria
Aí, mando o álbum pro sorteado pelos Correios, todas as despesas pagas.
Tipo assim: vamos dizer que só tenho três comentaristas top; se até o dia do sorteio o primeiro fez dez comentários, ele tem os números de 1 a 10; o segundo fez 3, então seus números são de 11 a 14; o terceiro fez 2, então seus números são de 15 a 17. Então vou sortear entre os números 1 e 17.
Sorteio - 11/10/2013
Demorou, mas saiu! Como disse antes, sorteei entre os 5 primeiros comentaristas do blog. A distribuição de números foi a seguinte:
Quality Music Web Radio - 1 a 18 Natália R. Ribeiro - 19 a 25 Reinaldo Leal - 26 a 30 She - 31 a 36 Marcelo ex Conen - 37 a 40
E o resultado foi:
Parabéns à Quality Music Web Radio, que faturou o CD!
Vou entrar em contato via FB (inbox) para pegar o endereço.
Fiz uma pequena compilação de vídeos de bandas ou projetos relacionados ao metal, mas com uma identidade diferente a que estamos acostumados. Quais você conhece? Comente!
Nekrogoblikon - No one survives
Muitos leitores já devem ter visto esse clipe, mas talvez tenham passado batido pela banda. Com uma temática intitulada Goblin Metal, o som deles mescla elementos de música eletrônica bem encaixados num metal moderno com um leve acento oldschool. Vale uma conferida em outras músicas.
O clipe que a colocou em evidência, “No One Survives,” foi idealizado por Brandon Dermer, amigo e vizinho de um colega de trabalho de Alex Alereza (guitarra, vocais), que se apaixonou pelo som da banda e insistiu em fazer um clipe para eles. A banda, de sua parte, comprou imediatamente a idéia, assim que Dermer explicou como seria.
Banda, staff e diretor sabiam que o clipe seria um sucesso, mas não pensaram nas dimensões que isso iria tomar. Em questão de semanas, o vídeo atingiu milhões de visualizações, um grande feito para uma banda que não pertencia ao mainstream. Essa atenção dada ao clipe abriu diversas oportunidades para a banda mostrar seu som.
Cangaço - Devices of Astral (Live At Visions of The Rock Festival)
Donos de uma forma bem peculiar de criar suas composições, os pernambucanos da Cangaço buscam inspiração nos ritmos nordestinos, na literatura brasileira e fundem isso tudo ao metal. O resultado foi um som com personalidade marcante, muito agradável aos ouvidos e muito bem executado. Tanto que já ganharam uma edição do Wacken e apresentaram seu som único e original da Alemanha.
Abaixo, uma amostra ao vivo do conteúdo do primeiro álbum, o EP Positivo (2011), que resume bastante a proposta da banda. Naquela ocasião, faziam mais composições em inglês e estão mais voltados para letras em português agora.
Viola extrema - Moda de Rock - ZÉ HELDER & RICARDO VIGNINI
Eles chamaram minha atenção por conta de uma entrevista cedida à Rádio UOL no final de 2012, para falar sobre o álbum lançado no ano anterior, o Viola Extrema. Durante a entrevista, falaram sobre semelhanças entre música caipira e rock, sobre a carreira deles e outro projeto que eles têm, o Matuto Moderno, também excepcional. Além de, claro, falar detalhadamente sobre o Viola Extrema. Nesse álbum, executam onze clássicos do rock na viola caipira, dando uma sonoridade surpreendente a cada uma delas. Com sua experiência e talento, conseguiram dar um clima brasilero às faixas sem que elas perdessem sua identidade original.
Hevisaurus - ao vivo
Pode parecer piegas para alguns, mas na minha modesta opinião, levar às crianças esse som, em substituição às composições simplistas que geralmente rodeiam o universo infantil (claro que há louváveis exceções - pra mim, algumas delas seriam Helio Zieskind, Bia Bedran, Palavra Cantada...) é uma atitude muito boa.
A primeira impressão é que pais temerosos acusariam a banda de corromper seus filhos com "músicas que cultuam demônios", noção comumente associada com o Metal. O baterista e idealizador da banda, Mirka Rantanen, em entrevista admitiu que ele próprio ficou surpreso, mas não aconteceu.
Ainda assim, a banda tem alguns oponentes: diversos adolescentes, querendo reter para si a força e agressividade do estilo, foram rápidos em apontar Rantanen por ter destruído o metal levando-o às crianças, acusando-o de corromper o gênero para ganhar dinheiro.
Será? Ao ser indagado sobre a banda, respondeu que "Este é um projeto do coração." "Agora que eu vi como é tocar para crianças, não vou desistir disso por nada."
Eles têm vídeos bem produzidos e tal, mas optei por mostrar um vídeo amador porque nos outros eles estão com as luvas, apenas fingindo tocar. Aqui... Bem, confiram! :-D
Compressorhead e Z-Machines
O Power Trio Compressorhead é literalmente uma banda de metal e se intitula a mais pesada do mundo. Em seu site, questiona o visitante: "Você já se perguntou como Danny Carey soaria se ele tivesse quatro braços? E se Angus Young tivesse 78 dedos? Imagine como Robert Trujillo soaria se ele realmente fosse feito de metal?"
Os seus componentes (!) são Stickboy - o baterista mais preciso do mundo e mais antigo integrante, Fingers - o guitarrista de 78 dedos e Bones - o baixista, que é o mais novo integrante da banda e também o mais preciso do mundo. No vídeo abaixo estão os dois primeiros integrantes da banda, ao vivo.
Mas essa não é a única banda do mundo composta por robôs. A japonesa Z-Machines não é propriamente uma banda de metal, apesar de seus robôs já terem feito algumas performances nesse estilo. Este vídeo deles executando uma música de jazz mostra em closes bem detalhados como os robôs tocam as cordas. Diversas palhetas e pequenos pistões de ar comprimido executam o serviço. Impressionante!
Estou gostando de vir nesse lugar aqui, o Curto Café.
Essa cafeteira tem um conceito muito interessante, porém me parece de difícil implementação, ao menos aqui no Brasil. Eles querem que cada cliente pague o preço que considere justo pela xícara do espresso gourmet desenvolvido com exclusividade para eles. Considero uma proposta bastante ousada e inovadora. Ela mexe com a ética, com o senso de valores das pessoas que frequentam o lugar.
A cada semana a estratégia de venda deles muda um pouquinho: eles estão ainda adaptando esse conceito de pagar um preço justo e individual. Até a penúltima vez que tinha ido lá, eles informavam que o preço sustentável era de R$ 3,50. Pela atitude e iniciativa, costumava (e ainda costumo) pagar R$ 4,00, o que ainda é um preço menor que o praticado usualmente (lembrando que se trata de uma iguaria exclusiva). Mas já vi uns e outros pagarem R$ 1,00. Bom, se a coisa anda difícil, beleza. Até porque os caras resolveram deixar o preço em aberto justamente para que todos possam desfrutar, independente da condição financeira. Mas quem visivelmente tem condição de pagar o preço sustentável, por que não fazê-lo? Até porque, se todo mundo resolver pagar um valor irrisório pelo produto, ou dar um calote, ele não será mais viável. Se continuar desse jeito, quem hoje curte o espaço, que representa muito mais que um bom café, em breve poderá deixar de tê-lo.
Gosto muito do clima de lá: o astral é alto, a conversa é boa. Por isso divulgo para o maior número de pessoas possível, frequento e pago um valor que, na minha visão, reflete os benefícios que recebo, em termos de sabor, ambiência e simpatia dos donos da idéia. Sim, pago também porque gosto deles. Não é isso que as grandes marcas fazem com a gente? Nos fazem gostar delas para que paguemos o preço que elas propõem? Eles não são uma grande marca, mas e daí? Acho mais legal recompensar a eles, com quem eu convivo minimamente, que pagar a uma entidade cujas pessoas eu nem conheço.
Impossível pra mim não associar a proposta dos caras ao que é vivenciado pelas pessoas envolvidas com projetos culturais independentes. Músicos, escritores, artistas plásticos...
Mas destaco entre essas cenas (obviamente) o som underground. São mil e uma bandas, produtores, rádios e blogues, cada qual querendo mostrar sua maneira de fazer e curtir música, lutando por um lugar ao Sol. Diversas propostas sonoras esperando para serem ouvidas, e que não são piores que quaisquer outras bandas, festivais e sites que tenham alcançado a fama. É apenas diferente e está esperando o apoio do público.
Quanto à cafeteria, não sei por quantos meses ainda conseguirão manter o lugar. As contas estão expostas no quadro verde para que todos possam acompanhar a evolução do empreendimento.
Torço por eles e vou fazendo a minha parte. Gostei da idéia e sinceramente espero que esse lugar e essa atitude inspirem cada vez mais pessoas a darem o melhor de si. No caso deles, café espresso gourmet e muita simpatia.
O mesmo faço em relação ao underground. Gosto, vivencio, divulgo. Não quero que acabe, nem que fique sem graça. Quero que viceje, dê frutos e alegrias. Quero que as pessoas conheçam e curtam, igual meu atual café favorito.
Uso meu poder de consumidora para fazer as coisas realmente legais acontecerem. Não preciso de um grande selo ou uma grande emissora pra dizer o que é bom pra mim. Sou plenamente capaz de escolher o que quero ver, ler, beber ou ouvir por conta própria, explorar meus próprios caminhos em busca de arte, lazer e cultura.
Convido os leitores a conhecerem o Curto Café: parem lá pra tomar um espresso ou um capuccino. Vale super a pena. E convido também a quem está acessando esse blog pela primeira vez, a consumir cultura independente. Experimente! Leia um livro de um autor que ainda não seja famoso, ouça a música de uma banda sem selo de gravadora, assista a uma peça de teatro com atores que você nunca viu antes. Faz bem pra alma perceber o quanto é desnecessário prender-se à grande mídia.
A banda carioca, que começou em 2008, chamada Trustworthy em sua formação original. Composta na época por Aline Vandrack, Diego Amorim, Elton Albuquerque, Jonathan Silva, Luana Braga e Thaise Silva, tinha seu som influenciado por bandas de gothic e doom metal.
Antes da gravação seu primeiro CD, a banda mudou, não somente quase todos os membros, como também as diretrizes musicais, adicionando influencias de progressivo.
Os membros remanescentes da formação original são Aline Vandrack e Luana Braga. Entraram Vinicius Detoni na guitarra, Júlio César nos teclados e mais recentemente Leo Birigui na bateria. Com essa nova formação, a banda foi rebatizada como Eternyx.
Quem quiser conferir o primeiro CD, intitulado Unknown Way, pode baixá-lo no site http://www.eternyx.net. Com dez faixas, foi produzido por Celo Oliveira no Hydria Estúdios e tem arte assinada pelo designer Bruno Pigozzi.
A Eternyx também fechou parceria com a World of Glass Compilations, projeto que faz coletâneas com banda de metal com vocalistas femininas e estará participando do volume três que será disponibilizada no mundo todo.
Mandei para a banda as seguintes perguntas:
Fale sobre suas influências sonoras.
Há uma mistura de estilos no vocal, intercalando os guturais, growls e screamos com limpos, melódicos. Todos eles são feitos pela Aline?
Conte sobre a gravação do álbum! Detalhes sobre a gravação de voz e instrumentos, peculiaridades...
Fiquem à vontade para deixar uma mensagem aos leitores
Eis aqui a resposta a todas elas, no formato de um breve release enviado por Leo Birigui:
Todos os vocais foram gravados pela Aline Vandrak, Nossas influências variam desde o Doom/Death,Gothic até o Melódico e Progressivo. Cada integrante tem influências musicais diferentes uns dos outros e é isso que achamos tornar as composições interessantes. O albúm foi gravado no Hydria Estúdios pelo Marcelo Oliveira, guitarrista da banda Hydria que fez um trabalho impecável na produção do cd, as gravações foram relativamente rápidas o que consumiu um pouco mais de tempo foram os teclados por conta dos detalhes e orquestrações, estivemos presentes acompanhando cada passo incluindo a mixagem e masterização. Ficamos bastante felizes com a recepção do público com o primeiro álbum de estreia. A arte ficou a cargo do Bruno Pigozzi que também nos deixou extremamente satisfeitos com o trabalho e em breve o site vai estar 100% mas por enquanto a galera pode fazer o download por tempo limitado no próprio site provisório da banda.