sexta-feira, 30 de maio de 2014

Resenha: Terror Zone

Foto por +Rio de Metal 

Neste último domingo rumei para o Cassino Bangu, onde rolou o primeiro Terror Zone.

Foto por +Rio de Metal 

O evento contou com uma estrutura bem montada: o local era amplo e, para um ginásio, até que não reverberou tanto: quem estava perto do palco pôde escutar as músicas com clareza.
A noite começou com uma inversão na ordem dos shows: Forkill abriu os trabalhos com um repertório que incluía as músicas de seu primeiro álbum, Breathing Hate, algumas já do próximo e umas poucas covers. O público não era muito grande, em torno de umas 70 a 80 pagantes, mas seu entusiasmo compensava: com aquela animação, estava valendo. A quantidade de pessoas se manteve a praticamente a mesma durante todo o evento, o que considero um ponto positivo.

+Forkill Thrash , foto por +Rio de Metal 

+Forkill Thrash , foto por +Rio de Metal 

+Forkill Thrash , foto por +Rio de Metal 

Forkill Thrash, foto por +Rio de Metal 

+Forkill Thrash , foto por +Rio de Metal 

Em seguida veio Unmasked Brains, estreando seu figurino inspirado na temática da banda. Se o show deles não foi tão bom assim nesse dia, em termos de som (a performance sofreu por conta de alguns percalços), o visual parece ter agradado bastante, dado o número de pessoas querendo registrar imagens e vídeos dos integrantes, especialmente de LGC, com máscara e guitarra iluminadas.

+Unmasked Brains Banda , foto por +Rio de Metal 

+Denner Campolina , +Unmasked Brains Banda , foto por +Rio de Metal 

+Reinaldo Leal , +Unmasked Brains Banda , foto por +Rio de Metal 

Unmasked Brains - imagem por Euter Mangia: Cel/WhatsApp:(21)97214 0412
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Unmasked Brains - imagem por Euter Mangia: Cel/WhatsApp:(21)97214 0412
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+Unmasked Brains Banda , foto por +Rio de Metal 

A terceira banda foi Hicsos, que está comemorando 24 anos de estrada. Seu repertório contou com músicas autorais de seus diversos álbuns, incluindo o mais recente, Circle of Violence.

Hicsos - imagem por Euter Mangia: Cel/WhatsApp:(21)97214 0412
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Quem fechou a noite foi No Remorse, com músicas de seu álbum Demohate no setlist.

No Remorse - imagem por Euter Mangia: Cel/WhatsApp:(21)97214 0412
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No Remorse, foto por +Rio de Metal 

Além das bandas, o evento contou com barraquinhas de produtos diversos: merch das bandas que se apresentaram, bijuterias e roupas.
Gosto quando tem produtos pra vender. Entre um clique e outro dei uma conferida nas bijus, espero que da próxima vez eu consiga parar calmamente e adquirir algumas peças! :)
Pra mim, o formato do evento tem que ser por aí, só senti falta de uns petiscos pra acompanhar a bebida. E torço para que a divulgação consiga alcançar mais pessoas, pois o Terror Zone merece!

terça-feira, 29 de abril de 2014

Resenha: Festival Rock Humanitário 2014

Recebi a preciosa colaboração de Euter Mangia, Fotógrafo e Educador Físico, que brindou o Rio de Metal com uma linda seleção de fotos e um breve texto sobre o evento, que tem se mostrado cada vez mais importante na cena do Rock/Metal fluminense. Após lerem e se deliciarem com as belas imagens, não deixem de conferir outros de seus trabalhos, nos links: www.facebook.com/euter.mangia e www.flickr.com/photos/euter_mangia/sets. Para falar com ele, ligue:  21 97214 0412 ou escreva para o email eutermangia@gmail.com. Confira também todas as fotos que ele enviou clicando aqui.




O Festival Rock Humanitário 2014, veio para marcar de vez seu lugar entre os maiores eventos da cena Rock´n Roll do Rio de Janeiro e do Brasil. Com uma estrutura impecável tanto para quem foi curtir, quanto para quem foi trabalhar e tocar, o festival começou ainda com sol aquecendo a bela Cabo Frio. E assim Headbangers (e muitas gatas) de todas as partes iam minando no Parque de Eventos da cidade, e se acomodavam à frente dos dois palcos onde as bandas se apresentavam, realizando um vai-e-vem de um palco para o outro, e em comum entre eles havia uma energia, e um tesão em estar ali assistindo ou tocando, que se traduziam em acordes competentes em alguns casos arrebatadores, que impulsionavam o Mosh Pit e as batidas violentas de cabeça. Existe algo melhor para um Headbanger? Tudo muito bem conduzido por um ótimo equipamento de som, mesmo para os casos das bandas que não tiveram como passar o som, e fazer seus ajustes personalizados.


No palco menor se percebia uma garra por parte das bandas que pareciam fazer dele um trampolim, para que na próxima edição pudessem estará no palco principal. Já no palco principal os destaques ficam para as Bandas USINA BLUES, LEFT HANDD, CARRO BOMBA, HICSOS, KORZUS E RATOS DE PORÃO, que fizeram apresentações curtas e grossas, diretas ao ponto. E o ponto é bom e velho Rock´n Roll!!!! Rock´n Roll, Thrash Metal, Heavy e Hardcore tudo bem tocado. O que fez os mais saudosistas e “coroas” ao assistirem especialmente RDP e Korzus, se transportarem no tempo e rever os bons tempos de Circo Voador e Garage...


Parece que colocar a Plebe Rude para fechar o evento, não foi uma escolha muito acertada, pois muita gente já tinha ido embora e sinceramente nem se ouve falar de como foi...


Mas de uma forma mais genérica o Festival Rock Humanitário veio para ficar e se solidifica a cada edição, e com recorde de público divulgado esse ano, mas sem números específicos divulgados.
Que venham mais eventos desse naipe para a cena Rock´n Roll Carioca!!!!!!!!

Confira o álbum completo aqui:
Rock Humanitário - fotos por Euter Mangia

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Resenha: 2º aniversário da Quality Music Web Radio

Esta foi uma noite bem especial por vários motivos. Dentre eles, destaco: a rádio a completar os 2 anos é de um amigo especial e que há muito fomenta o underground divulgando músicas de bandas independentes do mundo inteiro; há algum tempo queria ver as meninas da Scatha e da Melyra em ação; muita conversa boa pra jogar fora.



Fiquei feliz por ter chegado a tempo de ver a primeira banda tocar, a Melyra. O setlist do show foi reduzido e Cynthia Tsay substituiu a baterista original, que estava se recuperando de um probleminha de saúde. Em poucos dias ela conseguiu uma boa desenvoltura com as músicas. Gostei bastante do som delas, agora quero ver um show com mais de suas composições e com a Ana de Ferreira nas baquetas.


Em seguida veio Unmasked Brains quebrando tudo (até o amp do baixo estourou durante a performance) e botando a galera pra quebrar também. Os integrantes tinham um motivo extra para a empolgação que mostraram no palco: a finalização da mixagem de todas as faixas do novo álbum, Machina.


A penúltima banda a subir no palco foi a Scatha, com seu Thrash poderoso, cheio de cadência e porrada. E lá estava a Cynthia de novo, desta vez totalmente à vontade com as composições autorais. Como a bateria é o instrumento mais exaustivo da banda, depois de vê-la executando dois shows praticamente seguidos, a considero uma atleta das baquetas. Muito bom! Angélica Burns arrepiando nos vocais e na interação com o público, Júlia Pombo com sua performance empolgante e Filipe Lima muito bem integrado com as meninas, substituindo a Cintia Ventania com muita competência, durante esse período de afastamento.


Para fechar a noite, conferi a performance da banda de Death Metal Melódico Evil Inside, que ainda não conhecia. Formada por Fernanda Borges, Com seu vocal gutural, Rodrigo Lima e Rafael Cordovil nas guitarras, Bomfim no baixo e Mike Nil na bateria, fechou muito bem a noite.
O evento foi praticamente perfeito, fora uns pequenos contratempos com banheiro e com o som. Esse último foi compensado pela qualidade das bandas, pelas pessoas que lá estavam e pela simpatia e dedicação do anfitrião Vanderley, que com sua extrema gentileza torna tudo sempre mais agradável.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Resenha - Muriqui Rock Fest

Poucas coisas desanimam tanto a gente a sair de casa como uma chuva daquelas que caiu no domingo: tão esperada, pois há muito não chovia; aquele tempo fresco e o barulho suave do lado de fora convidava a ficar em casa, vendo TV. Mas já estava com saudades de ir a um show também, e a oportunidade era aquela. Então, sacudi a preguiça e rumei pra Muriqui, mais precisamente para o Float, uma casa que pela primeira vez abriu as portas para um evento de rock/metal na cidade.


Quando cheguei ao local do evento, minha primeira impressão foi boa: a Float é de frente pro mar, com um varandão, um primeiro ambiente com mesas largas e cuidadosamente cobertas com toalhas. Uma mesa de sinuca novinha também estava ali à disposição.


E o banheiro... De onde surgiu aquilo?! Ele era grande, limpo e... Cheiroso! Em todos os lugares de show underground, jamais tinha visto um como aquele. Tanto que as bandas e eu fizemos questão de registrar o mais belo banheiro do underground fluminense.


O salão onde ocorreriam os shows era bastante amplo, com palco e uma área elevada cheia de confortáveis sofás, que serviu para as bandas colocarem seus materiais. Durante a passagem de som, que por si já é uma coisa pouco frequente em eventos underground, deu pra ver que o som da casa era acima da média. O palco, apesar de não ser tão profundo, conseguiu receber bem todos os equipamentos das duas primeiras bandas, que não eram poucos.
Por uma questão de logística, houve uma inversão na ordem das bandas a se apresentarem: a primeira a subir ao palco foi a Forkill, seguida pela Unmasked Brains. Quem acompanha esse blog sabe que o talento de ambas dispensa mais comentários, pois vários já foram os posts mencionando seus predicados.
Assim, ficou com a Forkill a missão de quebrar a inércia, chamando o público que estava no primeiro ambiente para o local onde seria o "culto ao rock" conforme o produtor do evento, Alex Voorhees. E assim se fez. A "missa" foi cheia de energia, com a banda detonando as composições do seu recente álbum, o Breathing Hate, além de uma cover de Slayer e pelo menos uma composição que será do novo álbum.

Ronnie - Forkill

Forkill

Forkill

Gus - Forkill

Em seguida veio Unmasked Brains, com a missão de manter a animação do público, totalmente cumprida. As fotos não me deixam mentir. Com um repertório totalmente autoral, apresentaram as músicas do seu vindouro álbum, Machina.
 
Unmasked Brains

Denner Campolina - Unmasked Brains

Reinaldo - Unmasked Brains

Unmasked Brains

Unmasked Brains

Para fechar a noite, subiu ao palco uma banda ainda desconhecida pra mim, a Alt+F7. Banda de Hardcore, apresentou um repertório que entremeava composições autorais e covers. Gostei, os rapazes têm muita energia e sabem transmití-la ao público.
 
Alt+F7

Alt+F7

Alt+F7

Alt+F7

Antes de voltar pra casa, uma breve conversa com os donos da casa me deixou bem alegre: nessa primeira vez que fizeram um evento de rock, gostaram do resultado, mesmo considerando que a chuva afastou uma parcela do provável público. Além do mais, eles encaram a empreitada de manter uma casa dessas com muita seriedade, o que é um ponto muito positivo.
Desejo que essa oferta de shows de rock na região dê muitos frutos. Pelo que vi, se depender da produção e dos donos da casa, o sucesso é certo!

Quem disse que metal não pode ser
curtido pela família inteira? :)

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Banda SupreMa: entrevista exclusiva

Douglas Jen da banda SupreMa nos brindou com uma entrevista que fala do novo clipe, além de contar sobre sua experiência de palco no Rio de Janeiro e  sua vontade de retornar aqui por ocasião da divulgação do novo álbum da banda. Confiram!


Rio de Metal: O que mais se tem comentado sobre a banda é a repercussão positiva do álbum “Traumatic Scenes” pela Europa e o novo clipe de “Fury and Rage”. Uma turnê por lá está nos planos? 
Douglas Jen: Primeiramente, um abraço aos meus amigos e fãs cariocas, é muito legal falar com vocês por aqui. Realmente o CD “Traumatic Scenes” tem tido uma repercussão enorme na Europa, ganhou ótimas resenhas e a mídia e fãs europeus estão curtindo demais o som da banda. Uma tour europeia envolve um planejamento pesado, e apesar do sonho temos que fazer tudo com calma, fizemos 06 tours no Norte e Nordeste brasileiro e sempre com um planejamento prévio, sempre fizemos bons shows e grandes festivais. Queremos chegar na Europa para deixar a mesma boa impressão que a banda sempre deixa por onde passa por aqui, levando toda estrutura e equipe técnica, não queremos ser apenas mais uma banda viajando para fora do país, queremos realmente marcar nosso nome e levar aos nossos fãs a qualidade que merecem.


Rio de Metal: E como anda o lançamento do clipe de “Fury and Rage”?
Douglas Jen: O clipe da “Fury and Rage” é a coisa mais insana que fizemos na carreira, tanto na questão de roteiro quanto na edição, tudo é muito rápido em uma história eletrizante e você não pode piscar um segundo sequer! Fizemos um trabalho bem cuidadoso afinal é a maior produção que o SupreMa já fez em toda carreira! Estamos trabalhando com a Nevasca Filmes que é uma gabaritada produtora que trabalha com inúmeros artistas e empresas mainstream como Naldo Benny, João Neto e Frederico, Rick Bonadio, Micael Borges, Manu Gavassi, The Vampire Diaries (RTA Global) e também já trabalharam na produção do programa Pânico na TV (RedeTV e Band). 
Tivemos cuidado com cada parte da produção desde as locações, maquiagem, figurino, escolha da atriz e os equipamentos de filmagem. As locações são incríveis e as filmagens ficaram animais! A atriz selecionada foi a Mayra Moura, que fez uma interpretação impecável da personagem “Serena”, tanto em seu lado cotidiano quando em seu lado possuído. 
Liberamos esta semana um making of e uma sinopse do “clipe/filme” que podem ser acompanhados nos links a seguir:


Sinopse:

Vídeo – Making Of:

O lançamento oficial será hoje e estará no site da banda www.suprema-online.com  e também no canal no Youtube www.youtube.com/suprematv


Rio de Metal: A SupreMa já teve uma passagem aqui pelo Rio, em 2011, com a banda Evergrey, certo? Como foi essa experiência, a recepção da plateia por aqui?
Douglas Jen: Exatamente! Foi um belo show com o Evergrey e adoramos o público carioca. Estar com uma banda internacional no mesmo palco é sempre uma experiência incrível, você aprende vários detalhes de produção, soundcheck, logística e acaba acrescentando isso no seu modo de trabalhar e a coisa vai ficar cada vez mais profissional. Na ocasião quem fez batera pra gente foi o Bruno Valverde que hoje toca no Kiko Loureiro Trio e apesar do pouco tempo de preparação, conseguimos fazer um bom show! 
Sobre a plateia, eu sinto uma grande sinceridade na galera do Rio de Janeiro com relação aos gostos, sei que quando gostam de algo, eles gostam de verdade e fazem questão de prestigiar, e quando não gostam, não tem meio termo. Confesso que quando fomos ao RJ ficamos meio receosos se iriam ou não gostar do som da banda, mas depois da primeira música quando a galera começou a gritar o nome da banda ficamos tranquilos e a plateia ficou acesa do começo ao final, vieram junto conosco bangeando e curtindo o show todo, ao final conversamos com todos presentes na mesa de merch, tiramos fotos, etc, desde então sempre recebemos emails e mensagens dos fãs cariocas, desde o show com o Evergrey, creio que criamos um vínculo legal com o RJ!

Rio de Metal: Uma nova passagem aqui pelo Rio está nos planos da banda?
Douglas Jen: Com certeza! Inclusive porque na ocasião a atração principal era o Evergrey e não conseguimos levar cenário, palco estava reduzido e o set list também. Queremos voltar ao RJ na tour do “Traumatic Scenes” levando tudo o que a banda tem levado pelo Brasil, o novo show está incrível, não só o repertório, mas o jogo de luzes, cenário, tudo é linkado com o CD e quero muito levar este show aos fãs cariocas!


Rio de Metal: Vocês já dividiram os palcos com bandas do Rio? Se sim, quais foram?
Douglas Jen: Para ser sincero eu não me recordo de ter divido o palco com uma banda do RJ. Tenho muitos amigos daí mas com bandas mesmo eu creio que nunca rolou.

Rio de Metal: Quais bandas de rock/metal daqui do Rio já chamaram sua atenção?
Douglas Jen: Com certeza um que fez um belo trabalho relevante no Brasil foi o Tribuzy, reunir o time que ele reuniu em seu disco foi algo assim incrível, além de bom cantor as músicas eram legais e as participações davam o toque especial no disco. Uma banda também que marcou uma boa época foi o Venin Noir e inclusive a Larissa Frade participou do EP “Spyeyes” do SupreMa, que lançamos em 2005. Seria bem legal para a cena carioca ter novos representantes deste porte!

Considerações finais:
Douglas Jen: Obrigado pelo bate papo, deixo aqui o recado aos amigos e fãs ficarem ligados no site da banda que muito em breve iniciaremos a segunda parte da tour brasileira do “Traumatic Scenes” e queremos estar no RJ também. Fiquem de olho www.suprema-online.com , um abraço!

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