segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Morre Fabio Costa, um dos fundadores do Garage Art Cult

Foto: Reinaldo Leal.

Fabio Costa, que dedicou uma boa parte da sua vida à cena do metal carioca, criou junto com  Paulo ”Hans” Jr mais que um lugar; uma lenda.

O Garage Art Cult, que funcionava num antigo casarão na Rua Ceará, abriu espaço para diversas bandas florescerem no cenário da música independente carioca, várias delas alcançando um espaço no mainstream. Em seu palco, construído pelas próprias mãos do Fábio, subiram bandas como  Ratos de Porão, Matanza, Gangrena Gasosa e Planet Hemp. Lá também morou Marcelo D2, como relatado no livro Esporro, de Leonardo Panço:  "muito pouco (ou quase nada) teria acontecido sem o clube escuro e quente da Rua Ceará, na Praça da Bandeira, perto do Centro do Rio. (...) Pra se ter uma noção da importância do Garage, quando Marcelo D2 marcou o primeiro show do Planet Hemp por lá, o grupo nem existia. Ele foi forçado a arrumar pessoas para tocar. Quer dizer, quem sabe se sem o Garage, Marcelo nem teria montado o grupo. No caso específico de D2, a importância do Garage vai bem mais longe. Foi no palco do clube que ele morou, em tempos de vacas bem magras."


Guerreiro e idealista, não há como esquecer o quanto ele se dedicava ao Garage, o quanto curtia cada banda nova que entrava lá. Nem as críticas pesadas que fazia a quem lhe pedisse determinadas concessões na programação ou no espaço do Garage, caso ele não concordasse...

Fabio estava lutando contra o diabetes, problemas cardíacos e renais. Ficou meses hospitalizado por conta destes males e também de uma calcinose cutânea. Nem por isso deixou de frequentar tantos shows quanto pôde, da marca do Garage no Odisseia, assim que saiu do hospital.

Com seu jeito irreverente e opiniões fortes vai deixar os bangers cariocas com muitas saudades...

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

ReciclaRock - Mesa de centro feita de peça de bateria

Vai aposentar alguma peça da sua bateria? Dependendo de qual for, dá pra criar uma peça de decoração bem interessante...
A Karla Paslay, que edita o blog http://karapaslaydesigns.blogspot.com, criou a mesa de centro iluminada da foto abaixo.
Dá à decoração de qualquer ambiente uma atmosfera rock pra não botar defeito!






Repare no brilho suave da parte de baixo... Ela colocou
luzes para dar um efeito de "flutuação". Show! :-D

Confira o tutorial no post dela: http://karapaslaydesigns.blogspot.com.br/2012/01/diy-drum-coffee-table_06.html

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Promoção Hellveillon

A Rato no Rio Produções e a Rio Metal Works gentilmente cederam este ingresso para o Rio de Metal promover um sorteio.
Como não gosto de muita frescura, fiquei pesquisando qual seria a melhor maneira de fazê-lo, preferencialmente ajudando a divulgar outras bandas, blogs e sites. Aí descobri esse widget que cria um mosaico de imagens com link. Então, formou! Além de abrir espaço pra divulgação de outros endereços, posso sortear o ingresso de forma justa: leva quem for mais votado.
Pode mandar seu link a partir das 12:00  e votar a partir da meia-noite. Pronto, só isso.

Sobre o evento: https://www.facebook.com/events/480579581976941/?fref=ts. Estarão lá Innocence Lost, Gangrena Gasosa, Cara de Porco, Hicsos, Filhotes, Gambrinus74.


A promoção já acabou, mas deixei o mosaico aí, para divulgar os links dos participantes...
Obrigada a todos!

solteiro no rio blog do lelley rockalogy unmasked brains official site quality music web radio rosa de saron flushings civilidade barlavento e sotavento back to the recycler é feito com amor! mountain of doom Image Map

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Forkill


A banda Forkill é relativamente nova, pois foi formada em 2010. Nem por isso deixa de apresentar músicas muito bem tocadas e ainda por cima influenciadas pelo som originado na San Francisco Bay Area, na década de 1980.
A formação atual da  Forkill é Joe Neto (vocal/guitarra), Ronnie Giehl (guitarra), Gus NS (baixo) e Mark Cozta (bateria). Eles mencionam como principais influências Exodus, Slayer e Testament e gostam de tocar de maneira rápida e agressiva. Suas letras são em inglês, destilando ódio em todas as suas faces, segundo o release da banda. Têm um EP com 7 canções denominado Breathing Hate, 6 de autoria da banda e uma do produtor Robertinho de Recife.
Esta última é especialmente interessante por ter recebido a participação de músicos do grupo Stress como uma homenagem aos primórdios do metal no Brasil.


Aí, eu quis saber mais e rolaram umas perguntinhas por email:

Robertinho de Recife é um grande guitarrista, extremamente versátil e provavelmente tem uma visão bem ampla de música, pois já tocou nas mais variadas vertentes musicais, indo desde Orquestras Sinfônicas até artistas como Sivuca, Dominguinhos... Como foi trabalhar com ele?
Robertinho é um cara muito inteligente e extremamente generoso, acho que de alguma forma foi um desafio para ele trabalhar com a Forkill pois nós fomos a primeira banda de Thrash produzida por ele. O cara é um gênio, entende tudo de timbres e gravação e foi essencial para conseguirmos alcançar o nível que queríamos para o nosso CD debut. É muita experiência musical para uma só pessoa e ele gosta de ensinar, de explicar os detalhes de cada parte que compõe o processo de gravação. Foi realmente uma experiência incrível poder conviver com ele nesse período.

O Stress é uma banda paraense, das primeiras a tocar Heavy Metal no Brasil, ainda por cima numa época de censura, o que a torna ainda mais interessante. Como foi gravar essa música com a participação deles, um pessoal com tanta história pra contar?
Nosso baterista Marc também é paraense e foi ele que fez o contato com o Roosevelt Bala convidando-o a ir ao estúdio do Robertinho para fazer uma participação no nosso CD. A idéia era gravar um trecho de Metal Mania mas com uma "pegada" um pouco mais pesada para dar a "cara" da Forkill  e que servisse como homenagem àqueles que iniciaram o Metal no Brasil como os nossos grandes amigos da Metalmorphose, o Centúrias, o Stress e o próprio Robertinho de Recife. O Bala e o André Chamon participaram dessa faixa que na verdade é apenas um trecho da música original e foram muito simpáticos e rapidamente se tornaram queridos amigos da gente.


E o CD full de vocês, tem previsão de lançar?
Estamos com o CD totalmente gravado, trabalhando na parte burocrática do lançamento e aguardando a arte ser finalizada pelo nosso grande parceiro Marcos Ava, que hoje é o responsável pelo projeto gráfico da banda mas que também foi baterista e membro fundador da Forkill junto com o Ronnie Giehl. Assim que tudo isso estiver pronto, e acredito que não leve muito tempo, devemos lançar o CD. Esperamos manter Dezembro/2012 como mês para esse evento.

Para conferir mais informações sobre a banda:
http://www.facebook.com/forkill.thrash
http://www.myspace.com/forkill_thrash
http://www.youtube.com/user/forkillmetal

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Matéria colaborativa - resenha de show Rock Metal Fest 7

Vanderley Carvalho Rocha é de Volta Redonda, já editou diversos fanzines, trabalhou em rádios FM com programas de rock e metal e agora mantém a Quality Music Web Radio - http://qualitymusicwebradio.blogspot.com/ - http://www.facebook.com/QualityMusicWebRadio, criada para divulgar música de bandas com um trabalho sério e que realmente mereçam um espaço na mídia. Apaixonado pelo som e pelo que é novo, ele foi ao Rock Metal Fest 7 e nos brindou com esta resenha, apoiando a cena local do metal independente.



O dia ontem amanheceu com a expectativa do Rock Metal Fest 7. Sabendo que as edições têm sido muito bem realizadas, agradando tanto bandas quanto público, a ansiedade tomava conta mais uma vez.
Carona marcada, seguimos a pequena viagem, saindo de Volta Redonda/RJ para Barra do Piraí/RJ. No local do evento, o Barra Tênis Clube, encontro o organizador do evento Tobias Junior montando a aparelhagem, o público se reunindo e partimos então para visita aos bares hehehe.

Rio de Metal - banda Mademoiselle
Banda Mademoiselle
Quando retornamos ao local do evento o público tinha se multiplicado, apesar da concorrência do Enem. Preparativos encerrados, todos começaram a se aquecer enquanto rolava Dio e Black Sabbath no telão.
Subiu primeiro ao palco a banda Mademoiselle, de Volta Redonda/RJ, fazendo a abertura destilando seus covers. A galera tímida para se aproximar do palco foi chegando lentamente e a cada novo clássico, a banda ia trazendo o público para o agito. Covers de AC/DC, Iron Maiden, Bruce Dickinson e outros foram cantados em coro, com a banda demonstrando uma performance convidativa à participação dos presentes. Ao final se tinha a certeza de que o evento prometia mais uma vez.

Rio de Metal - banda Mademoiselle
Banda Mademoiselle
A qualidade da aparelhagem de som e iluminação estavam num nível elevado, comandados com precisão pelo Tobias Junior, que também se mostrou muito atencioso com bandas e público.
Rolou uma pausa pra o público circular enquanto se preparava a próxima banda, que para mim era desconhecida, o Magnetc, de Barra do Piraí/RJ. Foi uma grata surpresa. A banda que entrou com certa expectativa baseou seu set em covers, detonando com mais clássicos: Mötörhead, AC/DC, Metallica e outros mais. A felicidade do público e de banda se fizeram presentes. O vocal e guitarra da banda deram um show à parte, estavam mesmo empolgados. O público parece sempre se divertir bastante no Rock Metal Fest.
Banda Magnetc
Banda Magnetc
Durante o show tive o prazer de algumas fotos, algumas delas com a galera do Esfola Crânio, de Barra do Piraí/RJ, Mari Torres e Aloysio Ventura, vocalista e tecladista do Innocence Lost respectivamente, Paulo Bettencourt, guitarrista do Stodgy e enfim, outros mais. Ainda na apresentação do Magnetc, como nas outras bandas, o público parecia satisfeito e sempre pedia mais uma música, mesmo quando anunciado o fim da apresentação.
Rio de Metal - banda Magnetc
Banda Magnetc
Então, veio o momento da banda carioca Innocence Lost, que gerava grande expectativa a quem ainda não os conheciam ao vivo. Muitos presentes demonstraram gostar deles por terem escutado seu EP, o Human Reason, através das páginas da banda e da rádio Quality Music. Após ajustar alguns detalhes o quinteto subiu ao palco. Cabeças batendo, o calor presente e a banda destruindo (no bom sentido). Mari Torres comandando platéia conseguiu cativar o público. Aloysio Ventura, o tecladista também faz suas intervenções com a galera, criando um bom clima, seguido do guitarrista Juan Carlos, que também agita bastante. O batera Heron Matias e o baixista Rodrigo Tardin não deixaram por menos e, concentrados, seguraram com precisão a cozinha da banda, curtindo muito o que faziam e com qualidade. Um prato que teimava em cair na bateria deu um certo trabalhinho, mas nada mais atrapalhou. Entre uma música e outra, curtiram um papo com a galera.  Tecladista e guitarrista provocavam a platéia com acordes que despertaram a vontade de alguns covers. A platéia pediu e muito um cover de Dream Theater, prometido para uma próxima apresentação.
Rio de Metal - banda Innocence Lost
Banda Innocence Lost
Rio de Metal - banda Innocence Lost
Banda Innocence Lost
O setlist traz como base o EP Human Reason, que é realmente muito bom, trazendo músicas que me conduzem a bater cabeça com geral: Nameless hunter, a maravilhosa Falling down, enfim, o EP tem agradado e muito, deixando a banda como um destaque na atual cena nacional. Incluíram ainda alguns covers, como Symphony X e After Forever, completando com uma do Iron Maiden.
É evidente a qualidade técnica e envolvimento com o trabalho que realizam. Destaco também o acesso que a banda proporciona a quem deseja saber mais e mais do trabalho. O público se identifica fácil com o Innocence Lost. Quando tomarem o rumo de outros estados pelo Brasil divulgando seu EP, certamente cairá nas graças do público metal.

Rio de Metal - banda Innocence Lost
Rio de Metal - banda Innocence Lost
Rio de Metal - banda Innocence Lost
Banda Innocence Lost

Um detalhe a destacar e que é de grande importância, é que a banda de abertura Mademoiselle permaneceu pelo evento agitando geral, coisa que geralmente não acontece. Muitas bandas tocam e simplesmente vão embora, ou mesmo o público de determinada banda. Essa integração e apoio são vitais para os eventos e mesmo para as bandas, que permanecendo, dão ao público a chance de conhecer um pouco mais do trabalho fora dos palcos. O público também fincou o pé e permaneceu participativo do show, apesar do horário. Ao final do set, o Innocence Lost foi cercado para fotos, autógrafos hehe e mais informações sobre o trabalho, além é claro, do público querer retribuir o carinho e atenção.
Com a certeza de mais um evento que agradou bandas e público, foi anunciado que o Rock Metal Fest 8 já tá na agulha. Será dia 09/12 e conta com a presença confirmada de 3 bandas, restando apenas mais uma. Quem são elas?? Ah, isso é coisa pra um outro relato, em breve!!


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

WarFx


Thrash puro, clássico e de qualidade, é como eu definiria WarFx. Foi fácil me agradar pelo som dessa banda, pois a todo momento percebia as influências daquelas que marcaram meu gosto musical desde a adolescência, como Metallica, Megadeth e Testament.
Iniciada em 2001, gravou em 2006 seu primeiro álbum: War Songs! Com uma cara conceitual, adotou como tema as guerras do mundo atual e seus desdobramentos políticos e sociais. Fugiram a ele as canções Love Sux e Betrayer. Teve boa repercussão, o que lhes rendeu alguma exposição na mídia e a oportunidade de atuar como banda de abertura do TESTAMENT em sua passagem pelo Brasil em 2007.
WarFx teve diversas formações, ficando especialmente movimentada no ano de 2009. Dentre os músicos que por ela passaram naquele ano estão Hugo Navia (vocais, ex-Lost Forever) e Rafael Ferraz (baixo, ex-Ágona).
Todas as mudanças que ocorreram no ano aterior devem ter sido extremamente positivas para a banda, pois em 2010 venceram a etapa carioca da seletiva do W:O:A Metal Battle.
Atualmente seus integrantes são - Pedro Fontes (vocais), Lucas Santos (guitarra), Rodrigo Bettencourt (guitarra), Jean Porto (baixo) e Alex Porto (bateria).
Recentemente, lançaram um single  Route 666, que fará parte de seu segundo álbum – o primeiro com  o novo lineup.
Tive uma impressão muito boa ao assistir aos shows que estão no Youtube. Certamente vou querer vê-los ao vivo, assim que tiver uma oportunidade.

ENTREVISTA
Depois de remexer e fuçar em todo o conteúdo disponível sobre a banda na Internet, fiquei curiosa pra saber mais alguns detalhes, que podem ser conferidos aí embaixo, na pequena entrevista feita por email:

Em 2006, vocês tinham planos de lançar o Álbum Recycling The Thrash. Rolou?
LUCAS SANTOS: Não fizemos uma tiragem do EP. O custo seria alto para lançar apenas duas músicas (Até o momento somos independentes) então decidimos fazer a maior parte da divulgação através da web mesmo. Chegamos a fazer algumas cópias em alta qualidade que foram usadas apenas para divulgação junto a selos e imprensa ou eventualmente em shows como brindes para o público.

Em 2007, vocês tocaram com o Testament, tiveram também a oportunidade de conhecê-los ou a coisa era "cada um pro seu canto"? Quem primeiro acreditou em vocês como banda de abertura dos shows, quem indicou?
ALEX PORTO: Por indicação do DJ TERROR ( Amigo meu e da banda de longa data) abrimos o show para o Testament em 2007.
Foi uma “Puta” oportunidade e fizemos até então nosso melhor show...... a banda vivia um ÓTIMO MOMENTO, ensaiávamos muito, tocávamos quase que todos os fins de semana e esse show veio coroar aquele momento.
Cara, na verdade eu conheci apenas o Baixista, não deu pra trocar muita ideia com ele por que pela cara dele com certeza não tava puro não..kkkkkk, eu também não aí já viu , né?...rsrsrs
Falando sério, a adrenalina que se instaurou naquele dia deixou a banda totalmente voltada para a passagem de som, montagem de equipamento, e sinceramente eu tava mais preocupado com nossa apresentação, já que estávamos lançando nosso CD WAR SONGS e isso por si só era uma responsabilidade que não queríamos que nada desse errado.
Alguns convidados nossos tiveram a chance de trocar ideias com os caras e segundo um deles nosso show foi COOL...hehehe
LUCAS SANTOS: Como o Alex disse, o foco era total e ficamos tão preocupados com o que estava acontecendo que depois do show, quando rolou a confraternização do Testament com seus fãs, nós estavamos muito atordoados com nossa apresentação e perdemos a oportunidade de conhecer os caras. Relembrando um pouco, tivemos boas críticas do publico e da imprensa. Muita gente nos parabeniza até hoje por essa apresentação, que provavelmente foi uma das melhores performances da banda em sua história.

2009 parece ter sido um tanto agitado, pois encontrei uns três registros de troca de integrante: Isso foi atípico ou essas trocas ficaram registradas pelo fato de vocês terem estreado o site, daí colocarem mais notícias? É que no ano seguinte vocês ganharam a seletiva do WOA Metal Battle... Só uma coincidência? Me parece que não.
ALEX PORTO: Com certeza foi uma fase bem agitada, tivemos 2 baixistas, 2 vocalistas nesse período, mas isso tudo motivado pela busca de integrantes que pudessem estar mais voltados para o trabalho naquele momento. Posteriormente Felipe Lima (guitar) e Hugo Navia (Vocal) deixariam a banda justamente por não poderem se dedicar da forma que a banda precisava e eles gostariam de participar.
o Ano de 2010 foi um ano de muito trabalho pra banda, estávamos às voltas com as gravações de Recycling The Thrash, EP com os vocais regravados por Hugo, e contava com Love Sux e New Order, musicas retiradas e remixadas do nosso cd “War Songs”.
Começamos esse ano faturando a seletiva carioca do METAL BATTLE 2010, fizemos vários shows, em seguida e começamos a pensar em novas musicas, muitas sessões de ensaios regados a muita cerveja que resultaram nessas 4 musicas ( uma delas já lançada, ROUTE666) que farão parte do EP que lançaremos ainda esse.
LUCAS SANTOS: 2009/2010 foram anos que realmente tiveram sua marca na historia do WARFX. Por um lado tivemos um periodo bastante produtivo e por muito pouco não fomos para a Alemanha (Chegamos a final do WOA em SP) mas por outro perdemos integrantes que contribuíram, cada um a sua maneira, para o amadurecimento musical e comportamental da banda. Falando um pouco sobre as composições, começamos a escrever músicas novas nessa época. O lançamento de ROUTE 666 veio a culminar na hora em que as perspectivas com os novos integrantes são as melhores possíveis. A contribuição deles, não só musical mas também motivacional, fez com que ganhássemos vida nova e a energia necessária para seguirmos com a finalização do trabalho. Tivemos a ideia de lançar as musicas separadamente e inicialmente só por meio digital. Assim conseguiremos lançá-las aos poucos, sem a necessidade de nos comprometermos a finalizar e produzir todas as faixas. Isso surgiu após percebermos que hoje, a maioria das pessoas tem dificuldade de prender sua atenção sobre o conteúdo de uma banda por muito tempo, ja que somos bombardeados com milhares de músicas online a todo instante.

Quando deve sair o álbum novo?
LUCAS SANTOS: Como estamos seguindo a idéia de divulgar as musicas uma a uma primeiro digitalmente, o CD vai ser uma consequência natural da velocidade com que conseguirmos seguir e nos dedicar à finalização da produção. Estamos nos esforçando para ter uma faixa pronta a cada 2 ou 3 meses, sendo assim, o meio do ano que vem nos parece uma data tangível.

Para conhecer mais sobre a banda:
http://www.myspace.com/warfxcom
http://twitter.com/warfxband
http://www.youtube.com/user/warfx
http://www.reverbnation.com/warfx
https://www.facebook.com/warfxbrasil
http://www.warfx.com.br

Shows agendados para dezembro:


e 01/12 - Metal A.D.I.D.A.S https://www.facebook.com/events/322777471162987/

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Entrevista Quality Music Web Radio

Vanderley Carvalho Rocha é de Volta Redonda, já editou diversos fanzines, trabalhou em rádios FM com programas de rock e metal e agora mantém a Quality Music Web Radio - http://qualitymusicwebradio.blogspot.com/ - http://www.facebook.com/QualityMusicWebRadio, criada para divulgar música de bandas com um trabalho sério e que realmente mereçam um espaço na mídia. Apaixonado pelo som e pelo que é novo, ele respondeu algumas perguntinhas sobre esse projeto e a cena local do metal independente.




Como surgiu a idéia de montar a Web Radio?
Já realizei programas de heavy metal em rádios FM, fui convidado há pouco tempo para fazer parte de uma web radio. Com o fim dela, surgiu a possibilidade e vontade de criar uma outra web radio, com músicas de qualidade como costumamos chamar, ou seja, bandas que trabalham seriamente e mereçam espaço, visto que também já editei fanzines por longos anos. Foi fácil estruturar a radio, o importante é ter determinação e a mente aberta. De posse dessa idéia e determinação, foi criada a parceria entre eu (Vanderley) e o meu amigo John Paul, que também fez parte de uma rádio FM e uma web radio (ambas extintas e onde estivemos juntos com programas).

Scatha - Rio de Janeiro, uma das bandas que está na programação da rádio.

Como ela funciona? A programação, seleção de músicas... De onde elas vêm?
A Quality Music capta material das bandas nacionais principalmente, para fortalecer a divulgação e conhecimento da cena heavy nacional, mostrar aos bangers novos trabalhos, assim como a qualidade da cena metálica nacional. É preciso mostrar a quem curte heavy metal, que é vital apreciar o novo, visto que muito em breve, muitos dos chamados "dinossauros do rock/heavy" já estarão extintos.
A programação procura mostrar as novidades sem esquecer do que é clássico no heavy metal. Há sempre uma inclusão de músicas ainda não conhecidas pelo grande público, assim como são realizados especiais dando destaque ao que julgar-se necessário. A programação normal acontece por 24 horas, com programas mais especificos ao vivo. Uma meta da radio é tentar diferenciar músicas, mostrar os chamados rótulos do heavy metal, procurando dar a quem ouvir a rádio a possibilidade de determinar seu caminho, seu gosto musical democraticamente.
As músicas vêm através do contato com bandas, normalmente material indicado por elas próprias. E também vem da aquisição dos CDs, EPs, Demos dessas mesmas bandas, visto que julgo muito importante apoiá-las de fato. A radio inclui as músicas em sua programação diária imediatamente e procura divulgar as páginas das bandas, para que o ouvinte possa por ele mesmo conhecer um pouco mais do trabalho que lhe chamar a atenção.

Stodgy - Barra do Piraí, também na programação da rádio.

Durante todo o tempo que escutei a radio, não ouvi propagandas. Como se torna possível sua manutenção?
Após estruturar o funcionamento da rádio (o local, a captação de material e divulgação,..), buscamos essas parcerias para aprimorar os recursos de funcionamento. Uma rádio que capte recursos pode ajudar melhor as bandas envolvidas, assim como oferecer mais aos ouvintes. Começamos algumas delas, como essa com o Blog Rio de Metal - http://riodemetal.blogspot.com.br/ e a Sunset Metal Press - http://sunsetmetalpress.com/. Comercialmente falando, a rádio agora vai em busca de propagandas de entidades ligadas ao tipo de som que nos envolvemos. Essa busca não foi feita antes por mantermos essa paixão pelo que fazemos. A captação de recursos hoje vem apenas da venda das camisas da rádio.

Brave - Itú, SP - também tem suas músicas na QMWR.

Como você tem percebido o movimento do cenário de musica independente, nos dias atuais? Fale sobre o impacto disso na programação da radio.
Uma outra parceria da rádio se dá com alguns produtores, onde a rádio entra com sua divulgação, com seu apoio total aos seus eventos, tentando favorecer assim as bandas, ao público e aos produtores que enfrentam as diversas dificuldades para sua realização. Com essa união, foi possível notar a cena independente se movimentando de uma forma séria, apaixonada e querendo levar ao público algo melhor, mais profissional. Muitas bandas ao procurarem a rádio, falam dessa disposição (e necessidade) de se apresentarem ao vivo em outros estados.
E o público tem se surpreendido com as novas bandas nacionais, elas estão chamando a atenção de quem escuta. Muitos ficam surpresos (e não entendo o porque), quando se diz que é uma banda nacional que acabou de tocar. Elas estão de fato tomando o gosto e apoio do público, mas necessita também da sua presença em eventos, da aquisição de seus CDs, EPs, Demos...

Innocence Lost - Rio de Janeiro, na Quality Music Web Radio.

E shows? Como você percebe a movimentação das bandas na sua região? De que forma isso influencia a rádio?
Em relação aos shows, tem acontecido mais, ao meu ver. Os produtores têm apresentado novidades, incluindo atrativos que aumentem o público. Infelizmente ainda há muita pilantragem e amadorismo na organização dos shows. Sugiro que as bandas ajam de forma mais profissional quando contactadas para tocarem.
Independente disso, os shows estão aí e vejo a participação de quem apóia como algo vital para eles se perpetuarem e melhorarem. Os maiores problemas que são espaço e estrutura (som, divulgação, aparelhagem...) têm sido alvo de melhora. As bandas dão o melhor de si e pela qualidade, têm agradado, levando assim mais pessoas a comparecerem.
Certamente isso ainda é pouco, precisamos de mais espaços, de mais divulgação e da presença ainda maior do público. Mas quem participa, está se envolvendo e muito. A rádio além da divulgação dos eventos antes e depois, procura ir aos shows e carregar seus ouvintes, para que o conheçam ao vivo as novas bandas e fortalecimento delas seja real.

Unmasked Brains - Rio de Janeiro, também na programação da rádio.

Gostaria de deixar uma mensagem final?
A mensagem final que a rádio Quality Music deixa é que não há espaço para radicalismo ou divisões num movimento que é pura paixão. Há espaço para todos e a Quality Music se dispõe a levá-los ao conhecimento de um público maior. Apoiar a cena metálica nacional é dar continuidade ao nosso movimento de forma intensa, gerar mais CDs, shows e assim, continuarmos a bater cabeça. Obrigado ao blog Rio de Metal pelo espaço e oportunidade dada a Quality Music Web Radio.


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