quinta-feira, 27 de março de 2014

Resenha - Muriqui Rock Fest

Poucas coisas desanimam tanto a gente a sair de casa como uma chuva daquelas que caiu no domingo: tão esperada, pois há muito não chovia; aquele tempo fresco e o barulho suave do lado de fora convidava a ficar em casa, vendo TV. Mas já estava com saudades de ir a um show também, e a oportunidade era aquela. Então, sacudi a preguiça e rumei pra Muriqui, mais precisamente para o Float, uma casa que pela primeira vez abriu as portas para um evento de rock/metal na cidade.


Quando cheguei ao local do evento, minha primeira impressão foi boa: a Float é de frente pro mar, com um varandão, um primeiro ambiente com mesas largas e cuidadosamente cobertas com toalhas. Uma mesa de sinuca novinha também estava ali à disposição.


E o banheiro... De onde surgiu aquilo?! Ele era grande, limpo e... Cheiroso! Em todos os lugares de show underground, jamais tinha visto um como aquele. Tanto que as bandas e eu fizemos questão de registrar o mais belo banheiro do underground fluminense.


O salão onde ocorreriam os shows era bastante amplo, com palco e uma área elevada cheia de confortáveis sofás, que serviu para as bandas colocarem seus materiais. Durante a passagem de som, que por si já é uma coisa pouco frequente em eventos underground, deu pra ver que o som da casa era acima da média. O palco, apesar de não ser tão profundo, conseguiu receber bem todos os equipamentos das duas primeiras bandas, que não eram poucos.
Por uma questão de logística, houve uma inversão na ordem das bandas a se apresentarem: a primeira a subir ao palco foi a Forkill, seguida pela Unmasked Brains. Quem acompanha esse blog sabe que o talento de ambas dispensa mais comentários, pois vários já foram os posts mencionando seus predicados.
Assim, ficou com a Forkill a missão de quebrar a inércia, chamando o público que estava no primeiro ambiente para o local onde seria o "culto ao rock" conforme o produtor do evento, Alex Voorhees. E assim se fez. A "missa" foi cheia de energia, com a banda detonando as composições do seu recente álbum, o Breathing Hate, além de uma cover de Slayer e pelo menos uma composição que será do novo álbum.

Ronnie - Forkill

Forkill

Forkill

Gus - Forkill

Em seguida veio Unmasked Brains, com a missão de manter a animação do público, totalmente cumprida. As fotos não me deixam mentir. Com um repertório totalmente autoral, apresentaram as músicas do seu vindouro álbum, Machina.
 
Unmasked Brains

Denner Campolina - Unmasked Brains

Reinaldo - Unmasked Brains

Unmasked Brains

Unmasked Brains

Para fechar a noite, subiu ao palco uma banda ainda desconhecida pra mim, a Alt+F7. Banda de Hardcore, apresentou um repertório que entremeava composições autorais e covers. Gostei, os rapazes têm muita energia e sabem transmití-la ao público.
 
Alt+F7

Alt+F7

Alt+F7

Alt+F7

Antes de voltar pra casa, uma breve conversa com os donos da casa me deixou bem alegre: nessa primeira vez que fizeram um evento de rock, gostaram do resultado, mesmo considerando que a chuva afastou uma parcela do provável público. Além do mais, eles encaram a empreitada de manter uma casa dessas com muita seriedade, o que é um ponto muito positivo.
Desejo que essa oferta de shows de rock na região dê muitos frutos. Pelo que vi, se depender da produção e dos donos da casa, o sucesso é certo!

Quem disse que metal não pode ser
curtido pela família inteira? :)

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Banda SupreMa: entrevista exclusiva

Douglas Jen da banda SupreMa nos brindou com uma entrevista que fala do novo clipe, além de contar sobre sua experiência de palco no Rio de Janeiro e  sua vontade de retornar aqui por ocasião da divulgação do novo álbum da banda. Confiram!


Rio de Metal: O que mais se tem comentado sobre a banda é a repercussão positiva do álbum “Traumatic Scenes” pela Europa e o novo clipe de “Fury and Rage”. Uma turnê por lá está nos planos? 
Douglas Jen: Primeiramente, um abraço aos meus amigos e fãs cariocas, é muito legal falar com vocês por aqui. Realmente o CD “Traumatic Scenes” tem tido uma repercussão enorme na Europa, ganhou ótimas resenhas e a mídia e fãs europeus estão curtindo demais o som da banda. Uma tour europeia envolve um planejamento pesado, e apesar do sonho temos que fazer tudo com calma, fizemos 06 tours no Norte e Nordeste brasileiro e sempre com um planejamento prévio, sempre fizemos bons shows e grandes festivais. Queremos chegar na Europa para deixar a mesma boa impressão que a banda sempre deixa por onde passa por aqui, levando toda estrutura e equipe técnica, não queremos ser apenas mais uma banda viajando para fora do país, queremos realmente marcar nosso nome e levar aos nossos fãs a qualidade que merecem.


Rio de Metal: E como anda o lançamento do clipe de “Fury and Rage”?
Douglas Jen: O clipe da “Fury and Rage” é a coisa mais insana que fizemos na carreira, tanto na questão de roteiro quanto na edição, tudo é muito rápido em uma história eletrizante e você não pode piscar um segundo sequer! Fizemos um trabalho bem cuidadoso afinal é a maior produção que o SupreMa já fez em toda carreira! Estamos trabalhando com a Nevasca Filmes que é uma gabaritada produtora que trabalha com inúmeros artistas e empresas mainstream como Naldo Benny, João Neto e Frederico, Rick Bonadio, Micael Borges, Manu Gavassi, The Vampire Diaries (RTA Global) e também já trabalharam na produção do programa Pânico na TV (RedeTV e Band). 
Tivemos cuidado com cada parte da produção desde as locações, maquiagem, figurino, escolha da atriz e os equipamentos de filmagem. As locações são incríveis e as filmagens ficaram animais! A atriz selecionada foi a Mayra Moura, que fez uma interpretação impecável da personagem “Serena”, tanto em seu lado cotidiano quando em seu lado possuído. 
Liberamos esta semana um making of e uma sinopse do “clipe/filme” que podem ser acompanhados nos links a seguir:


Sinopse:

Vídeo – Making Of:

O lançamento oficial será hoje e estará no site da banda www.suprema-online.com  e também no canal no Youtube www.youtube.com/suprematv


Rio de Metal: A SupreMa já teve uma passagem aqui pelo Rio, em 2011, com a banda Evergrey, certo? Como foi essa experiência, a recepção da plateia por aqui?
Douglas Jen: Exatamente! Foi um belo show com o Evergrey e adoramos o público carioca. Estar com uma banda internacional no mesmo palco é sempre uma experiência incrível, você aprende vários detalhes de produção, soundcheck, logística e acaba acrescentando isso no seu modo de trabalhar e a coisa vai ficar cada vez mais profissional. Na ocasião quem fez batera pra gente foi o Bruno Valverde que hoje toca no Kiko Loureiro Trio e apesar do pouco tempo de preparação, conseguimos fazer um bom show! 
Sobre a plateia, eu sinto uma grande sinceridade na galera do Rio de Janeiro com relação aos gostos, sei que quando gostam de algo, eles gostam de verdade e fazem questão de prestigiar, e quando não gostam, não tem meio termo. Confesso que quando fomos ao RJ ficamos meio receosos se iriam ou não gostar do som da banda, mas depois da primeira música quando a galera começou a gritar o nome da banda ficamos tranquilos e a plateia ficou acesa do começo ao final, vieram junto conosco bangeando e curtindo o show todo, ao final conversamos com todos presentes na mesa de merch, tiramos fotos, etc, desde então sempre recebemos emails e mensagens dos fãs cariocas, desde o show com o Evergrey, creio que criamos um vínculo legal com o RJ!

Rio de Metal: Uma nova passagem aqui pelo Rio está nos planos da banda?
Douglas Jen: Com certeza! Inclusive porque na ocasião a atração principal era o Evergrey e não conseguimos levar cenário, palco estava reduzido e o set list também. Queremos voltar ao RJ na tour do “Traumatic Scenes” levando tudo o que a banda tem levado pelo Brasil, o novo show está incrível, não só o repertório, mas o jogo de luzes, cenário, tudo é linkado com o CD e quero muito levar este show aos fãs cariocas!


Rio de Metal: Vocês já dividiram os palcos com bandas do Rio? Se sim, quais foram?
Douglas Jen: Para ser sincero eu não me recordo de ter divido o palco com uma banda do RJ. Tenho muitos amigos daí mas com bandas mesmo eu creio que nunca rolou.

Rio de Metal: Quais bandas de rock/metal daqui do Rio já chamaram sua atenção?
Douglas Jen: Com certeza um que fez um belo trabalho relevante no Brasil foi o Tribuzy, reunir o time que ele reuniu em seu disco foi algo assim incrível, além de bom cantor as músicas eram legais e as participações davam o toque especial no disco. Uma banda também que marcou uma boa época foi o Venin Noir e inclusive a Larissa Frade participou do EP “Spyeyes” do SupreMa, que lançamos em 2005. Seria bem legal para a cena carioca ter novos representantes deste porte!

Considerações finais:
Douglas Jen: Obrigado pelo bate papo, deixo aqui o recado aos amigos e fãs ficarem ligados no site da banda que muito em breve iniciaremos a segunda parte da tour brasileira do “Traumatic Scenes” e queremos estar no RJ também. Fiquem de olho www.suprema-online.com , um abraço!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Magujam - perfil e entrevista exclusiva


MAGUJAM é uma banda carioca com influências do Rock and Roll clássico e de bandas como Barão Vermelho, Pearl Jam, dentre outras; atualmente, estão lançando o segundo álbum de seu trabalho, a "Trilogia do Caos". Sim, o N° 2 de 3 CDs, produzido pelo Fernando Magalhães, guitarrista do Barão. Atualmente, é formada pelos músicos Gustavo Brito, Maurício e Alexandre Leiroz, Rodrigo Garreta e Março Karam. Confiram abaixo a entrevista exclusiva para o Rio de Metal!

A banda começou em 2008, mas cada um dos integrantes tem mais experiência musical em outros projetos. Falem sobre eles e como isso se refletiu no trabalho atual, a banda MAGUJAM.
A Banda sofreu algumas mudanças em sua formação desde 2008 até chegar nesta forma que consideramos perfeita. O Vocal Gustavo embora muito fã de Barão e algumas outras bandas do cenário rock dos anos 80 e teve outros trabalhos, tudo muito Reggae e MPB. E com isso contribuiu com letras maravilhosas que a banda só precisou colocar um pouco de peso para o Magujam. Os Irmãos Alexandre e Maurício Leiroz sempre tocaram juntos desde criança mas nunca em um projeto como o Magujam, mais com certeza esse entrosamento e afinidade musical foram importantes para o som das guitarras da Banda.  O Batera Marco Karam ja havia contribuído com Magujam no início da pré-produção do CD 2, mas acabou não seguindo com a banda, e após 2 anos retornou trazendo toda a sua bagagem e Rock,  e contribuindo para um som mais adulto e com muita pressão e de muita qualidade. Nosso Baixista Rodrigo Garreta entrou na banda um pouco antes do Marco. Ele já era amigo de Alexandre e Maurcio e foi convidado para fazer parte dessa família após a saída do antigo baixista. Com ele o Magujam ganhou timbres incríveis de baixo e alguns arranjos mais trabalhados.

Passeando pelo canal da banda no Youtube, vi as covers de Rita Lee e Raul Seixas. Conte-me sobre essas e outras influências na música de vocês.
O Magujam é uma banda de rock, com timbres classicos e muitos rifs de guitarra.  Em nossa caminhada buscamos clássicos do Rock nacional e assim fazemos versões deles, é claro que sempre colcando um peso a mais caracteristico das nossas músicas. Além de serem um prazer, essas releituras acabam nos diferenciando das demais bandas. Essas influências foram importantes também na escolha do produtor do nosso segundo album. Devido ao gosto pelo rock dos anos 80 e em especial pelo Barão Vermelho, decidimos procurar o guitarrista do Barão Vermelho Fernando Magalhães para produzir nosso segundo album.

De onde veio a idéia de fazer uma trilogia de álbuns? Não lembro de nada parecido em bandas independentes. Como está sendo isso? Parece um trabalho bastante longo...
Durante a produção e gravação do primeiro album ainda não tínhamos essa ideia, ela surgiu durante a escolha do nome do album. Assim como as músicas eram mais fechadas pensamos em "Assistindo ao Caos", nesse disco temos músicas sobre política, violência, perdas,... Mais para que essa trilogia fosse pra frente não bastavam só músicas, foi quando procuramos o artista Celso Mathias, que de imediato topou ilustrar os capas dos 3 albuns. Ele deu um toque final a essa ideia com uma capa que descreve exatamente o que pensávamos. Essa ideia tem dado certo e chama atenção quando falamos sobre a "TRILOGIA DO CAOS" além de estar sendo muito prazerosa. Já tinhamos pensado em datas de lançamento desde o fim do primeiro CD e estamos tentando de tudo que é forma cumprir os prazos que estabelecemos para cada etapa deste projeto. Confesso que estamos ansiosos para o ultimo album que planejamos iniciar as gravações no primeiro semestre de 2015, mais isso não é só pelo fato de concluirmos um projeto e sim também pelo fato de que neste album trabalharemos em novas músicas e arranjos junto com o Marco e o Rodrigo. O Novo album tem título provisório de "Pra depois da tempestade" e será sem dúvida um álbum de mensagens positivas e uma reflexão de tudo o que se passou.
Importante: O  segundo CD, que estamos lançando e divulgando  agora, intitulado "Toda ação gera uma reação", fala justamente do desejo de reagir às coisas ruins que estamos vivendo no nosso cotidiano. musicas como "navegar é preciso", "liberdade" e "máquina de  guerra", mostram a indignação do compositor e a vontade de modificar o cotidiano. este é o objetivo do segundo CD.

Além do último álbum da trilogia,  que novidades podemos esperar da MAGUJAM? O que estar por vir além do terceiro capítulo da trilogia do Caos?
Muitos shows e o resgate de muitos clássicos!! E claro... Muito ROCK!!!  temos novos vídeos da banda sendo preparados, pois acreditamos muito no poder da internet como um canal muito forte na divulgação de novos trabalhos.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Metal Jam - uma celebração do underground carioca

"Se jogassem uma bomba no Circo àquela noite, o underground carioca acabava."

Acho que foi ouvir essa frase o que me motivou a escrever pela primeira vez neste blog (e talvez a última! He! He!) sobre um evento de cover, ou melhor, tributo a bandas famosas.
Realmente, uma parcela bem significativa das bandas autorais da cidade estavam lá na oitava edição do Metal Jam, marcando presença, prestando uma homenagem a suas fontes de inspiração.


Foram meses de preparo, entre organização e seleção de músicas e músicos a se apresentarem, ensaios, divulgação e tudo mais que envolve a produção desse evento. Acompanhei a movimentação desde a divisão das músicas pelos participantes até a criação da "bateria Frankenstein" com peças emprestadas por todos os bateristas participantes. Nada faltou, quando um equipamento porventura falhava, já havia outro no palco à disposição. Trocas rápidas entre músicos, conversa com a plateia entre uma banda e outra, de maneira a manter o público sempre ligado nas atrações.


Não posso esquecer as menções feitas às bandas autorais de cada participante durante a divulgação do evento e antes de subirem ao palco. Gostei muito de ver os nomes dos músicos projetados no fundo, fica como sugestão para o próximo projetar também a banda autoral, quando este pertencer a alguma.
Como já imaginava, por conhecer a competência de vários músicos participantes através de seus trabalhos autorais, as músicas foram executadas primorosamente. Pra mencionar algumas, estavam lá integrantes das bandas Painside, Scatha, Unmasked Brains, Empürios, Demolishment, Diva, Reckoning Hour, Hatefullmurder, No Remorse, Savant, Prophecy. Havia diversas outras, pena que não consigo lembrar agora.

A platéia, por já conhecer todas as músicas, correspondia com muita empolgação! É bonito ver uma resposta assim do público.


Sonho em ver um dia essa mesma resposta para os shows autorais dos músicos presentes, cujas músicas não ficam em nada a dever para aquelas apresentadas na noite do dia 24. Quem quiser conferir, não precisa nem pagar pra ver, basta baixar gratuitamente os MP3 dessas bandas, ou ouvi-las em webradios, sites de relacionamentos e outros específicos de música.

O evento foi bom demais! Fico sonhando com um desses só com os trabalhos autorais desses músicos talentosos, com uma a resposta de uma plateia entusiasmada como foi a daquela noite...



Para quem quiser saber todas as bandas que foram homenageadas, segue a lista: Iced Earth,  Lamb fo God, Tool, Amon Amarth, Death, Guns n' Roses, Nightwish, Lacuna Coil, Helloween, Faith no More, Avenged Sevenfold, Cannibal Corpse, Arch Enemy, System of a Down, Rammstein, Rush, After Forever, Dimmu Bogir, Skid Row, Sepultura, Blind Guardian, Led Zeppelin, Dio, Queen, My Dying Bride, AC/DC, Slipknot, Symplhony X, Angra, Testament, Pantera, Nightwish , Tool, Black Sabbath, Bon Jovi, Mettallica, Death... Ufa! Espero não ter esquecido nenhuma...

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Cauldron - Entrevista exclusiva






A banda Cauldron está iniciando uma turnê aqui pelo Brasil. Seu primeiro show é amanhã e dia 27 estarão aqui no Rio, dividindo o palco com Forkill e Tamuya Thrash Tribe.

Conheçam um pouco mais sobre eles, através dessa entrevsita com o Jason, baixista e vocalista:

Cauldron tem um visual e um som dos anos 80. Quais são as principais influências da banda ?
Bem, acho que essa é a nossa era. Todos nascemos e crescemos na década de 80, que é a era da música que mais gostamos e admiramos. Houve um alto padrão de desempenho e produção nessa época. O que me iniciou e me abriu as comportas foi AC / DC e Metallica, mas eu tenho uma grande variedade de influências. Uma grande parte do velho Metal Blade coisas de power dos EUA , metal alemão, coisas canadenses , NWOBHM etc ... Curtimos um monte de coisas, o que é bom. Se eu tivesse que destacar algumas bandas, eu diria Sabbath, Priest e Scorps e Dokken , ou algo assim, mas não fica limitado a isso.

Eu vi alguns clipes de sua bada e dois deles me chamaram a atenção. Simplesmente amei! (All or Nothing e Nitebreaker) Diga-me algo sobre eles.
Bem, esses dois vídeos, conceitualmente eram colaborações entre nós e diretor Kevin Mcallister. O produto final teve mais do seu olhar. Nós queríamos fazer vídeos que fossem vistos várias vezes, ou pelo menos manter a pessoa assistindo até o final. Eles deram muito trabalho para realizar, mas divertido ao mesmo tempo.

A data está chegando! Dia 26 será o seu primeiro show no Brasil e 27 , o show no Rio de Janeiro. Quais são as suas expectativas? Especialmente, o que você espera da sua experiência no Rio?
Estou muito motivado agora e espero calor! Eu ouvi os fãs são loucos, então vamos ver. Estamos prontos para nos divertir!

Você já rodou a Europa e EUA, mas eu não vi nenhuma gravação de shows daqueles lugares em seu canal do YouTube. Você já deve saber que público brasileiro é muito receptivo e alegre. Podemos esperar alguns vídeos ao vivo de seus shows aqui ? Além disso, o que é uma boa presença de palco que tem.
Estamos trazendo um câmera junto nesta turnê, porque não sabemos o que esperar, mas quero ter certeza de que se alguma coisa acontecer, será capturada. Então, vamos ver o que se passa. Pelo menos teremos o Brasil documentado, espero conseguir usar essa filmagem para alguma coisa.

Em entrevistas a outros sites / blogs que você mencionou para desfrutar de descobrir bandas dos lugares que você visitou. Você já começou a sua pesquisa? Se sim, o que você achou ? Quer destacar algumas bandas do Rio?Veremos quando chegarmos aí. Eu não sei muito ainda, mas eu estou ansioso para descobrir e aprender muito mais sobre o Metal brasileiro...

Gostaria de deixar uma mensagem para os fãs do Rio de Janeiro ? Fique à vontade...
Vamos engrenar umas músicas e tomar uns goles, Vejo vocês em breve, estamos prontos pro  rock e ansiosos para bons momentos!

 Para saber mais:
Cauldron na Wikipedia
Cauldron no Reverbnation
Canal oficial no Youtube

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Piabetá Rock 6ª Edição

Como cheguei cedo desta vez, pude presenciar o momento em que a galera se reunia nas proximidades do bar onde foi o evento.
Um monte de gente vestida de preto ao longo do trilho do trem, era até bonito de se ver. Em Piabetá, a galera agita pra caramba e eu sabia que a plateia ia quebrar tudo mais uma vez.


Por motivos alheios à vontade da produção, o local original teve de ser mudado, saindo do Campão do Piabetá para os fundos do Bar do Celestino. Uma das vantagens é que o lugar era bastante amplo, apesar de simples: não havia palco. Uma desvantagem é que essa mudança repentina de lugar impossibilitaria o uso de iluminação especial. Pois é, impossibilitaria, assim, no futuro do pretérito. Isso porque a banda Unmasked Brains gentilmente cedeu todo seu equipamento de luz e estrutura de palco (que em geral é de uso exclusivo deles), da primeira à última banda.
Então, foi montado o suporte para os panos de fundo, canhão laser, luzes giratórias, luzes fixas, fumaça... Bem, olhando as fotos do antes e do depois, dá pra sentir qual foi a diferença!


Lá pelas 19 horas começaram os shows. A primeira banda a se apresentar foi Homúnculo. O trio mostrou a que veio com seu Deth/Hardcore, muito bem recebido pela plateia. Essa banda da baixada fluminense começou em 2012 e atualmente está  fazendo seu primeiro trabalho gravado.




Em seguida, apresentou-se Unmasked Brains.Esse foi o segundo show da banda na região, desta vez bem menos corrido, mas com a técnica apurada de sempre. Foi legal ver que uma parte da galera presente já estava um tanto familiarizada com as músicas deles. Durante este show, formou-se uma memorável roda apenas de mulheres. Segundo uns, chegou a ser mais brutal que a dos homens, tamanha a vontade delas de entrar na brincadeira.




O lugar esvaziou um pouco ao fim do show deles. Quem foi embora mais cedo perdeu os ótimos shows das bandas seguintes, além da chance de ganhar CDs das bandas.
A terceira a subir ao palco foi a Syren, com seu consagrado Heavy Metal clássico. Com um bom tempo de estrada, a banda coleciona shows no Brasil e no exterior. Atualmente, estão divulgando seu novo álbum, Heavy Metal, do qual eles sortearam alguns exemplares para a plateia.



Depois, veio a banda ForKill, com seu Thrash Metal puro e pesado no estilo Bay Area. Além de apresentarem as músicas do álbum atual, brindaram o público com uma música já do novo álbum. Também presentearam CDs à platéia.


A banda New Genp fechou o evento fazendo uma cover de Slipknot. Vestidos a caráter, chamavam a atenção da galera desde bem antes do início de seu show. Todos queriam tirar fotos com eles! Parecia até que a banda original tinha saído de São Paulo, onde se apresentaram no Monsters of Rock, e dado um pulinhho ali em Piabetá, nos fundos daquele bar...Tanto eles quanto a plateia agitaram bastante! Foi legal também ver o integrante da percussão trocar de lugar com o da bateria, no meio do show.

Ir a shows em Piabetá é sempre um prazer. Sabe por quê? A platéia é sensacional. Quem mora longe passa um certo perrengue pra chegar, principalmente por não conhecer bem as ruas e estradas da região. Ainda assim, o público é tão divertido e receptivo que vale vencer a distância.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Breathing Hate - Thrash puro e sem gelo


Esse álbum da banda Forkill foi feito para descer rasgando pela garganta... Ou melhor, pelos ouvidos. Suas 10 faixas influenciadas pelo som da Baía de São Francisco e pelas origens do metal no Brasil exalam um thrash puro e furioso, que irá agradar quem curte bandas como Exodus, Slayer, Testament e Metallica.


Breathing Hate tem músicas cheias de disposição, com riffs marcantes, intercalando andamentos ora moderados, ora vivazes. Baixo e bateria também são interessantes e merecem atenção do ouvinte. As participações especiais abrilhantam a obra, assim como a parte gráfica, muito bonita. Dito isso, não vou me alongar mais descrevendo as faixas do álbum, o que já foi feito em diversas resenhas na blogosfera.Vocês podem conferir as várias opiniões reunidas na fanpage da banda, que disponibiliza links para várias resenhas: http://www.facebook.com/forkill.thrash. Dá uma curtida lá!
De resto, prefiro deixar que o próprio Joe conte mais detalhes sobre Breathing Hate. Confiram!



Então, conte-me sobre Breathing Hate! Falem sobre o processo criativo, as interessantes parcerias com Robertinho de Recife e Roosevelt Bala, detalhes da gravação... Em outra ocasião (ver matéria aqui), vocês disseram que foi um bom desafio trabalhar com Robertinho e sobre as amizades geradas durante o trabalho com Roosevelt e André.
Realmente trabalhar com Robertinho foi uma lição que vamos guardar para o resto de nossas vidas e que com certeza nos deixou conhecimento que será para sempre aplicado nos CDs da Forkill.
O Bala e o André, apesar do pouquíssimo tempo que estiveram no estúdio (só participaram nos vocais do trecho de Metal Mania) foram muito simpáticos e somos muito agradecidos pela presença deles.

Por mais que se goste de todas as composições de um álbum, é complicado investir o mesmo tempo e esforço em todas. Assim, quais serão as principais músicas de trabalho de Breathing Hate?
Realmente é difícil escolher qual música se gosta mais, até por que hoje as que mais gostamos de tocar já são as do próximo CD. Acho que do Breathing Hate além da faixa título, que tem funcionado muito bem como abertura para os shows, Vendetta é a que mais curtimos pois é sempre um desafio por ser uma das músicas que, ao vivo, tocamos mais rápido.

Toda banda vivencia umas histórias meio loucas ou engraçadas (ou as duas coisas juntas) durante as gravações. Quer partilhar algumas delas?
Em um dos shows que fizemos recentemente com o Unmasked Brains e o Statik Majik havia um cartaz na porta anunciando um show de forró para a semana seguinte. Um bêbado não viu a data, pagou e entrou no local achando que se tratava do show de forró. Segundo os organizadores o cara saiu xingando, dizendo que éramos a pior banda de forró que ele já havia visto. Outra história é sobre a letra da música "No Rules", nós tínhamos acabado de finalizar a parte instrumental da música e eu já tinha a métrica para as letras porém estava travado no refrão, o Gus sugeriu que eu acompanhasse a progressão cromática das guitarras mas não havia nada na minha mente para escrever sobre aquela parte foi quando o Marc apareceu com o cachorro dele, o Napoleão, que estava usando uma daquelas camisetas que vende em PetShop e havia nas costas escrito: "No money, no car, no job. But I´m with the band.". Na hora eu e Gus nos olhamos e começamos a rir. Assim surgiu o refrão da "No Rules".

Vocês estão gravando um clipe agora, certo? Como está sendo esse processo? Roteiro, produção, fotografia...
Exato, demoramos um pouco a definir qual música ganharia o clipe e no final decidimos que seria mais justo ter a música título do CD representada primeiramente. As cenas internas foram feitas no Estudio HR, que tem parceria com a banda e foram filmadas pelo nosso grande brother, o cinegrafista Mateus Melandre. Toda direção foi feita pelo nosso baterista Marc Costa, assim como a edição que ainda está sendo executada. O roteiro saiu de uma idéia inicial minha e do Ronnie mas que o Marc teve total liberdade de desenvolver. Além das filmagens em estúdio o video deve contar com cenas dos conflitos durante os recentes protestos no Rio de Janeiro, filmadas pelo próprio Mateus.


Agora que estão com o álbum novo lançado, divulgado e resenhado por diversos blogs e sites, como está a perspectiva para shows? O que seus fãs podem esperar da agenda de vocês, do setlist, da performance nos palcos... Assim como no disco, vocês também terão parcerias interessantes?
Estamos com shows marcados até o fim do ano mas ainda estamos buscando datas para agendar, dentro e fora do RJ. O set list já conta com algumas músicas do próximo CD. É normal que a gente toque as músicas do Breathing Hate muito mais rápido do que elas foram registradas no disco mas as novas estão ainda mais velozes e isso é uma tendência que deve prevalecer, pelo menos para esse próximo CD.

Nós gostaríamos de agradecer o apoio que sempre temos daqueles que curtem o som da banda, podem se preparar, os shows que vêm por aí serão destruidores.

Fique à vontade para deixar uma mensagem final aos fãs.
Nós gostaríamos de agradecer o apoio que sempre temos daqueles que curtem o som da banda, podem se preparar, os shows que vêm por aí serão destruidores.

Resumidamente, peso e agressividade resumem essa obra, emoldurada por um lindo design, que será presenteada a um dos leitores do blog... Participar não será nada complicado! Basta estar entre os comentaristas top (ver ali na coluna da direita). Sortearei entre os 5 primeiros.
Quer saber como faz para estar entre os primeiros? Simples... Comente! Preferencialmente aqui, mas pode ser em qualquer outro post; falando bem, falando mal, dando só um alô... Tanto faz. Essa blogueira aqui ama todos os comentários, lê e responde (quase) sempre. Semana que vem é o sorteio, o método está descrito mais ali embaixo.



As faixas do álbum são as seguintes:
  1. Frequency of Fear (intro)
  2. Breathing Hate
  3. Vendetta
  4. Call to the War (intro)
  5. War Dance
  6. No Rules
  7. The Joker
  8. Brainwashed
  9. Radio (intro)
  10. Metal Mania

Forkill é:
Joe F. Neto - Vocais, guitarras
Ronnie Giehl - Guitarras
Gus NS - Baixo
Marc Costa - Bateria

Para saber mais:
http://www.facebook.com/forkill.thrash
http://www.myspace.com/forkill_thrash
http://www.youtube.com/user/forkillmetal

Regras do sorteio:
Os cinco primeiros comentaristas ganharão números para sorteio da seguinte forma:
  • o primeiro da lista tem os números de 1 até X comentários que tenha feito;
  • o segundo tem os números de X+1 até X+1+n comentários que tenha feito
  • o terceiro tem números de X+2+n até... bom, você já deve ter entendido.
  • Vou usar um "random number generator", pra sortear, igual eu fiz nesse post aqui.
Aí, mando o álbum pro sorteado pelos Correios, todas as despesas pagas.

Tipo assim: vamos dizer que só tenho três comentaristas top; se até o dia do sorteio o primeiro fez dez comentários, ele tem os números de 1 a 10; o segundo fez 3, então seus números são de 11 a 14; o terceiro fez 2, então seus números são de 15 a 17. Então vou sortear entre os números 1 e 17.

Sorteio - 11/10/2013
Demorou, mas saiu! Como disse antes, sorteei entre os 5 primeiros comentaristas do blog. A distribuição de números foi a seguinte:
Quality Music Web Radio - 1 a 18
Natália R. Ribeiro - 19 a 25
Reinaldo Leal - 26 a 30
She - 31 a 36
Marcelo ex Conen - 37 a 40

E o resultado foi:
Parabéns à Quality Music Web Radio, que faturou o CD!
Vou entrar em contato via FB (inbox) para pegar o endereço.
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