sábado, 25 de abril de 2015

Entrevista exclusiva: Paulo Lopez, produtor executivo do Rio Novo Rock

Quando fui assistir a uma das edições do Rio Novo Rock, fiquei encantada com o que vi (ver neste post). Daí veio a vontade de conhecer mais sobre o evento e ninguém melhor que Paulo Lopez para responder as minhas perguntas. Agradeço a atenção dispensada pelo Paulo Lopez e pela Isabella Ribeiro, que levou adiante minhas perguntas e tornou possível esta matéria.
Conheçam a origem do evento, como ele é feito e outras coisas mais a seguir!

Equipe do Rio Novo Rock. Foto: Leo Mello/Studio Prime

Como surgiu o Rio Novo Rock? Desde o nascimento da idéia, a obtenção do espaço do Imperator, até as primeiras edições...
Havia um embrião inicial sobre a criação de um projeto de rock no Imperator, mas esse era para um fim de semana apenas que coincidisse com o Dia Mundial do Rock. Depois, conversando com a equipe que hoje faz parte do Rio Novo Rock: Diogo Gallindo, Gustavo Genton e Igor Lanceiro chegamos a ideia de fazer um evento mensal. Em seguida veio o formato, o conceito e colocamos o projeto no papel e apresentamos. Fizemos um mapeamento das bandas e DJs de Rock, definimos a data de lançamento, desenvolvemos a campanha de comunicação e começamos a trabalhar para que o Rio Novo Rock se tornasse uma realidade. Daí veio a primeira edição que recebemos umas 400 pessoas, a segunda edição com umas 700... Daí não paramos mais e estamos na 10ª edição.

Foto: Studio Prime

Até agora acompanhei duas edições e vi que vocês costumam colocar bandas correlatas: duas de hardcore em março, uma de stoner e outra de heavy metal em abril. Falem sobre a formatação do evento e também sobre as as implicações disso na divulgação, pois imagino que em cada uma delas o público deva ser ligeiramente diferente.
O formato é: 2 bandas de rock, autorias e do RJ + 1DJ + 1 VJ + público e muito trabalho. Em algumas ocasiões as bandas tem um perfil mais parecido em outras nem tanto. Na última edição e na de abril segmentamos para dar oportunidade a outras bandas dos gêneros que o Rock oferece. Divulgamos para as pessoas que já frequentam para que elas continuem ouvindo bandas novas e de alguma forma tentamos ampliar o nosso raio de ação. O objetivo é trazer mais público, mais integração no cenário do rock independente. Divulgamos basicamente na internet, Rádio Cidade e material impresso.

Foto: Studio Prime

Vocês estão indo para a décima edição agora, certo? Como vocês avaliam o evento, o retorno que está dando a vocês?
Certo, 10ª edição e acreditamos que o evento está em franco crescimento e o retorno é para o Rock, para o público que quer conhecer novos artistas, bandas, Djs... O Rock precisa e está tendo mais espaço no ouvido do público. Esse é o objetivo.

Foto: Studio Prime

Quanto ao cenário do rock independente no Rio de Janeiro como um todo, como vocês o enxergavam antes de iniciarem o projeto e qual a visão que vocês têm agora, em relação às bandas, à receptividade do público, à divulgação de músicas, bandas e eventos...
Não é fácil ser artista independente, assim como em outras profissões ligadas a arte. Existem palcos de todos os tipos e em todos os lugares, mas é preciso também dar condições para o artista se apresentar. A gente tem o apoio do Imperator e conseguimos fazer um trabalho bacana com as bandas e o público, mas é preciso investimento, profissionalismo e união.

Foto: Studio Prime

Shows de bandas independentes, existem aos montes aqui no Rio (mantenho uma agenda deles e tem todo fim de semana, em várias casas, praticamente de quinta a domingo), mas dificilmente dá mais de 100, 150 pessoas. Bem o contrário do que vi no Rio Novo Rock, na última edição que assisti. Meu palpite sempre foi que o lugar faz muita diferença: som, iluminação, organização da casa... E qual a visão de vocês sobre isso?
A nossa média de público é de 500 pessoas. A última edição chegamos a 450 e algumas edições já com 600 / 700 pessoas. Concordo que uma boa produção faz diferença: luz, som, equipe...  O Imperator é um dos melhores espaços culturais do Rio. Isso faz diferença. O evento tem um preço baixo (R$ 5,00 a meia entrada) mas se fosse o dobro acredito que manteríamos a média de público. São várias etapas para se chegar ao resultado final que é o evento acontecendo, para isso tem um planejamento anterior e muita gente trabalhando de forma organizada. Mas o mais importante é o público comprar a ideia e se divertir no evento.

Foto: Studio Prime

Banda maneira é o que não falta aqui no Rio. Pelo menos pra mim! :D Como aquelas interessadas em participar do evento devem proceder para tocar em alguma edição?
Nós estamos sempre ouvindo novos sons e assistindo a shows. Fazemos uma edição ao mês com 2 bandas, no RJ tem uma quantidade enorme de bandas e são elas que tocarão no palco do Imperator, no Rio Novo Rock das próximas edições.

Foto: Rio de Metal

domingo, 29 de março de 2015

Rio Novo Rock - Diabo Verde e Plastic Fire

Há séculos não entrava no Imperator. Minha lembrança era de uma casa de shows com excelente estrutura, que recebia shows de alto nível, ali no Méier, que infelizmente tinha fechado em 1996. Nomes internacionais como Ramones, Pantera e Megadeth, e nacionais como Barão Vermelho, Engenheiros do Hawaii e Planet Hemp pisaram naquele palco até seu fechamento, que durou uns 16 anos.
Desde que reabriu, em 2012, não tinha ido lá. E está tão lindo... Pra quem está acostumado com a simplicidade dos locais onde costumam ser os shows underground, chega a causar espanto saber que aquela casa agora abriga um evento mensal para mostrar a que veio a cena independente carioca. Senti-me agraciada por estar ali e poder ver com todo o conforto dois excelentes shows com a estrutura que as bandas sempre mereceram: luz e som de primeira, ambiente refrigerado, seguro, preço honesto: R$10,00 por aquilo tudo, num local de fácil acesso.
Não à toa, deviam estar presentes ali umas 200 a 300 pessoas numa quinta-feira, ou seja, tendo que trabalhar ou estudar no dia seguinte. É porque realmente vale a pena, viu?
O espaço foi aberto às 20:00 e o primeiro show começou pouco depois das 21:00. Nesse meio tempo era possível apreciar os skatistas fazendo suas manobras num half pipe instalado no fundo da plateia.
Muito legal de se ver, mas recomendo que da próxima vez instalem algum tipo de proteção além das grades, mais especificamente na parte de baixo, onde tem uma fresta. É que um skate voou em direção à minha canela, por ter passado justamente por aquele buraco... Baita azar! A dor foi tanta que caí no chão, mas um membro da brigada que estava lá prontamente me socorreu colocando gelo e um spray que na hora nem consegui identificar direito, mas que salvou minha vida.
Como não guardo rancor, aí algumas fotos dos skatistas! :D




Já estava recuperada quando a banda Diabo Verde subiu ao palco. Gostei muito de ver os caras! Com um som inspirado em bandas como Bad Religion, Pennywise e Rise Against, têm letras em português que falam sobre o cotidiano de uma pessoa comum. Um dia de fúria? :D
Seu álbum mais recente é intitulado "Sincericídio" (sinceridade + suicídio), foi gravado no Superfuzz e contou com um time formado por Gabriel Bil (ex-Noção de Nada e atual Zander - técnico de baixo e guitarra e masterização), Elton Bozza (produção)e Renato Rocha (guitarrista dos Detonautas - guitarra da faixa "O que realmente importa"). Não contente em apenas apreciar o show, a galera subia ao palco para cantar junto as músicas da banda.






A segunda banda a subir ao palco foi a Plastic Fire. Já assisti ao show deles antes na Audio Rebel e (confira nesta entrevista)... Ainda bem que o Imperator é grande, pois foi uma chuva de gente dando stage dive! Os shows da Plastic Fire são sempre insanos, uma grande catarse coletiva. Certamente todos saem dali de alma lavada! :D
Sua música, feita para gritar e pular junto, tem como mais recente expressão o álbum "CidadeVelozCidade" (2014), realizado graças a um crowdfunding, em formato online e com download gratuito para os colaboradores da campanha. Saiu também um formato "físico" através dos selos independentes Urubuz Records, SpiderMerch Brasil e Burning London Records. Foram parceiros nesta empreitada: Estúdio Superfuzz, Gabriel Zander na produção e Flavio Flock no projeto gráfico.






O formato com duas bandas foi ideal para um evento no meio da semana, pois ainda deu pra ficar minimamente em pé durante o expediente no dia seguinte. Outro ponto a favor foi a facilidade para conseguir transporte: ao fim do show, havia dezenas de taxis do lado de fora. Quem quiser ir de carro pode parar em um dos cinco estacionamentos das redondezas. E quem não estiver com essa bola toda pode usufruir da farta rede de ônibus que serve o local.
O show de ambas as bandas foi ótimo, o clima do lugar e especialmente do evento era excelente: público animado do início ao fim, astral lá em cima e muita tranquilidade. O evento foi muito bem organizado, parabenizo a todos os envolvidos; saí de lá já pensando em voltar. Tem tudo para durar muitos anos e gerar muitos frutos!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Unmasked Metal Fest

Os anfitriões, que estão divulgando seu novo álbum, Machina.
Underground morto? Rock morto?!? Não creio. Nunca acreditei. E o evento que aconteceu no último fim de semana, que reuniu mais de 600 pessoas, comprova isso.

Gente, me ajuda! Quem bateu essa foto? Preciso colocar os créditos aqui.

A banda Unmasked Brains fez um festival com mais outras sete da cidade do Rio, com tudo financiado por eles: som e luzes de primeira qualidade, dignos das melhores casas de shows, na simplicidade da Planet Music. Os motivos? Divulgar o seu novo CD Machina e fazer reviver momentos memoráveis como os aniversários do Garage. Pelo jeito que estava aquele lugar, eles conseguiram: eles lotaram não apenas a casa de shows, mas toda a Avenida Ernani Cardoso , onde ela está situada...

A galera agitando muito no primeiro show, da banda Killrape.

Todas as bandas tiveram excelente público (mesmo os anfitriões, que acabaram tocando depois das três da manhã, para os heróis que ainda estavam em pé àquela hora), todos da plateia divertiram-se como se não houvesse amanhã.

As meninas da Melyra detonando tudo, merecidamente ovacionadas
pela galera que estava lá.

Todas as bandas apresentaram shows primorosos, como era de se esperar. Vários da platéia estavam ali pela primeira vez e viram um monte de novidades. Foi lindo. Apesar do calor, apesar das dificuldades de levar um evento como aquele, com estrutura jamais vista no underground, foi mais que bem sucedido.

Tamuya Thrash Tribe agitando a galera.

Na minha humilde opinião, acho que o evento só não foi ainda mais prestigiado por duas razões: atualmente, rock não é o gênero musical em que pousam os olhos dos grandes investidores (patrocínios cairiam muito bem, ajudariam por exemplo a alugar um local com mais capacidade) e, um público maior, nesse processo de "boca a boca" vem mesmo é com o tempo. Tomara que aqueles que frequentaram o underground pela primeira vez ali tomem gosto pela coisa e passem a ir mais a eventos autorais, serão muito bem vindos.

A galera cantando junto com a banda Syren.

Foram meses planejando e executando tarefas para o evento, que muitos gostaram mas também foi alvo de críticas, especialmente pelo fato de ser gratuito. Houve quem dissesse que a banda estava sendo predatória por ofertar ao público um evento grátis desse porte. Por outro lado, muitos foram os depoimentos mencionando que coisas desse tipo salvam o underground.

A banda Dark Tower apresentando seu excelente show.

Dumping para uns, redenção para outros. Não importa como cada um qualificou o evento, o fato é que foi histórico. NUNCA a cena underground recebeu tamanho presente de um grupo de amigos: um show de alto nível e de graça. Quem esteve lá pra testemunhar mal podia crer em seus olhos. Apenas o calor infernal e a empolgação sem fim mostravam que aquilo tudo era real. Parabéns à banda Unmasked Brains pela iniciativa é que esse seja o primeiro de muitos Unmasked Metal Fests!

A banda Hatefulmurder mostrando a que veio: detonar tudo.

Unmasked Brains apresentando seu som criativo e cheio de energia
para a heroica plateia que ficou até o fim.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Marky Ramone: entrevista exclusiva.

Fonte: divulgação Bar Bukowski.

Em comemoração aos 17 anos do Bar Bukowski, eles chamaram a banda Blitzkrieg de Marky Ramone para um show no dia 18 deste mês, imperdível pra quem curte o som cru e contestador do punk rock.

Marky Ramone. Fonte: divulgação Bar Bukowski.

Como todos sabem, este blog é voltado para a cena independente carioca, então, aproveitou-se a oportunidade para conhecer um pouco mais sobre o envolvimento de Marky Ramone com a cena brasileira e suas impressões sobre o Rio de Janeiro. confiram!

Você já fez vários tours pelo Brasil e o Rio de Janeiro foi um dos seus destinos por mais de uma vez. Como você percebe o público brasileiro, especialmente aqui no Rio? Fale também sobre sua experiência na edição de 2013 do Rock in Rio.
Marky Ramone: Eu amo o público da América do Sul em geral, o Brasil sempre foi ótimo para mim. O Rio é uma cidade linda, apesar de todos os problemas. Tive a sorte de fazer todos os lugares turísticos antes e tivemos uma explosão.
Rock in Rio ... Uau, sim. Grande show, foi divertido estar lá.

Em 2005, você estava com a banda gaúcha de punk rock Tequila Baby, com quem fez quatro shows por lá e gravou um álbum no ano seguinte. Conte-nos sobre a experiência com esses músicos brasileiros.
MR: Eu gosto de jogar com diferentes músicos de todo o mundo. Isso me inspira a sentir energia e a visão deles da música que toco. Tequila Baby é ótima, boa vibe, com gente boa.
Tocamos muitos shows juntos e eu ainda os vejo aqui e acolá. Eu também toquei com Os Raimundos há uns tempos, gravamos um álbum ao vivo... e nunca fui pago...

Além de Tequila Baby, você teve a oportunidade de ver o trabalho de outras bandas e músicos do Brasil, especialmente aqui no Rio? Nesse caso, quem você gostaria de destacar?
MR: Eu realmente não conheço nenhuma banda carioca, há alguma que você pode recomendar? Deixe-me saber e eu colocarei pra tocar em meu programa de rádio nos EUA.
Eu conheço Os Raimundos, Sepultura... Derrick é um bom amigo. Eu tenho que admitir que eu sou ruim com nomes, já que eu sou apresentado a tantas pessoas ....

Com Blitzkrieg, dois singles foram lançados. O mais recente, "If and When" em 2011 e "When We Were Angels", em 2009. Há uma diferença entre a forma como estas obras recentes de som e o que você fez com Ramones ou mesmo com outras bandas punk: eles estão relacionados, mas há é algo mais melódico e suave, eu diria. Eu gostaria de saber mais sobre esta nova abordagem.
MR: Não havia nenhum "plano" para gravar algo mais melódico, simplesmente saiu como nos sentimos ao fazer essas músicas.

Como você vê a cena atual de punk rock e rock em geral? Você entrou na cena de música em Nova York nos anos 70 com a banda Dust e viveu diferentes cenários ao longo do tempo. O que você considera positivo e negativo em cada uma dessas décadas, por exemplo?
MR: Eu acho que a cena punk está firme e forte mesmo que o meu gosto pessoal seja diferente. Cada geração manifesta a sua raiva através da música e sempre haverá as crianças na garagem que vão criar um nome para si. Gosto de Offspring, Green Day... das bandas "menores" Eu gosto do Gallows do Reino Unido no momento.
Em geral, eu não acho que o punk não possa ser famoso. As pessoas acham que o punk significa pobre, underground e desconhecido. Eu não penso assim.
De uma forma Frank Sinatra era punk, ele fez tudo à "sua" maneira e conseguiu.

Em entrevista à revista Modern Drummer você disse que no início da sua carreira você era menor de idade e, portanto, não poderia realizar espectáculos sem que alguém mais velho do que 21 não o acompanhasse. Uma das questões que vemos no cenário do rock aqui no Rio de Janeiro é que uma legião de adolescentes curte o som, mas estão proibidos de entrar a maioria dos locais, numa situação semelhante à encontrada por você, baseado em questões legais. O fato é que começamos a moldar os nossos gostos musicais na adolescência e sendo proibido de entrar onde bandas locais se apresentam pode ser um pouco frustrante ... Conte-nos um pouco sobre como era naquela época.
MR: Como você sabe em os EUA existem leis rigorosas em matéria de álcool, os menores etc etc. Por um lado é ruim, mas por outro lado ... você realmente quer bêbados jovens de 15 anos em shows?

Além da música, você tem envolvimento com quadrinhos e culinária. Eu adoraria ouvir sobre isso.
MR: Eu amo SCI-FI clássico e horror. Ray Harryhausen, Godzilla, Universal Monsters todas essas coisas velhas. Eu coleciono robôs de brinquedo também, os antigos de lata. E cartazes vintage. Eu gostaria de ter uma casa maior para colocar tudo em exposição. No momento eu estou revezando e mudando tudo na casa uma vez por ano. Algumas coisas voltam pro porão, coisas novas vem à tona.
Culinária - como você sabe que eu não bebo, portanto, eu gosto de passar o tempo livre indo atrás de bons restaurantes ao redor do mundo. Eu amo a idéia da culinária tradional, receitas veeeelhas, como meus molho de tomate da minha avó...
O Brasil tem ótimos lugares para comer, especialmente São Paulo, meu amigo Henrique do restaurante SAL é ótimo, vamos lá o tempo todo.
Em geral eu gosto de estar ocupado, portanto, eu me envolver em todos os tipos de empreendimentos.
Obrigado pelo apoio. Vejo vocês em breve.

Se quiser, confira o original em inglês:
++
You've toured in Brazil several times and Rio de Janeiro was one of your destinations more than once. How do you perceive Brazilian public, especially here in Rio? Also talk about your experience in the 2013 edition of Rock in Rio.
*** I love the South American audiences in general, Brazil has always been great to me. Rio is a beautiful city despite all the problems. I was lucky to do all the touristy places before and had a blast.
Rock in Rio...wow, yes. Great show it was fun to be there.

In 2005 you were with the punk rock band Tequila Baby, from Rio Grande do Sul, with whom did four shows there and recorded an album with them the following year. Tell us about the experience with those Brazilian musicians.
***  I like to play with different musicians all over the world. It inspires me to feel their energy and their view of the music I play. Tequila Baby are great, good vibe, good people.
We played many shows together and I still see them here and there. I also played with the Ramimundos back in the day, we recorded a live album...and never got paid...

Apart from Tequila Baby, did you have the opportunity to see the work of other bands and musicians from Brazil, especially here in Rio? If so, who would you highlight?
++ I don't really know any Rio bands, anyone you can recommend ? Let me know and I play them on my radio show in the US.
I know the Raimundos, Sepultura, Derrick is a good friend. I have to admit I am bad with names as I meet so many people....

With Blitzkrieg , two singles were released.  The latest, "If and When" in 2011 and When "We Were Angels", in 2009. There is a difference between how these recent works sound and what you did with Ramones or even with other punk bands: they are related, but there is something more melodic and gentle, I would say. I'd like to know more about this new approach.
 *** there was no "plan" to record something more melodic it just came out how we felt while doing those songs.

How do you see the current scene of punk rock and rock in general? You entered the music scene in New York in the '70s with the band Dust and lived different scenarios along time. What do you consider positive and negative on each of these decades, for example?
 *** I think the punk scene is alive and kicking even if my personal taste is different. Every generarion voices its anger through music and there will always be the kids in the garage that will make a name for themselves. I like Offspring, Green Day...from the "smaller" bands I like the Gallows from the UK at the moment.
In general I don't think punk can't be famous. People think punk means poor, undergrounf and unknown. I don't think so.
In a way Frank Sinatra was punk, he did everything "his' way and succeeded.

In an interview to Modern Drummer magazine you said that on your early career you were underage and therefore couldn't perform shows if someone older than 21 didn't accompany you. One of the issues we see in the rock scene here in Rio de Janeiro is that a legion of teenagers like the sound but are forbidden to enter most of the venues, in a similar situation to that encountered by you, based on legal issues. Fact is that we begin to mold our musical tastes in adolescence  and being forbidden to enter where local bands perform can be a bit frustrating... Tell us a little about how it was back then.
*** as you know in the US there are strict laws regarding alcohol, minors etc etc. In a way its bad but on the other hand...do you really want drunk 15 year olds at shows..

Besides music, you have involvement with comics and cooking. I'd love to hear about it.
 +++ I love classic sci fi and horror. Ray Harryhausen, Godzilla, Universal Monsters all that old stuff. I do collect toy robots too, the old tin ones. And vintage posters. I wish I had a bigger house to put everything on display. At the moment I am rotating and change everything in the house once a year. Some stuff goes back to the basement, new stuff comes up.
 Cooking - as you know I don't drink therefore I like to spend spare time chasing good restaurants all over the world. I love the idea of tradional cooking, oooold recipes, like my grandmas tomato sauce..
Brazil has great places to eat, especially Sao Paulo, my friend Henrique from SAL restaurant is great, we go there all the time.
In general I like to be busy therefore I get involved in all kinds of enterprises
Thanks for your support. See you soon
MR

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Resenha Roquealize-se

Quando cheguei, tive uma impressão muito boa. Muito legal ver tanta gente ali na praça, de todas as idades, curtindo o evento numa boa. Público de primeira! Gente boa, animada e que incentiva os artistas a darem o seu melhor.


No momento estava rolando o show da Prudent's, e pelo que li, com a guitarra e o baixo tocadas por novos integrantes. A banda como um todo tinha boa interação com a plateia, o vocalista chegou a descer do palco pra se juntar à galera.


Houve uma alteração na ordem das bandas e em seguida entrou Unmasked Brains. Já sabia que eles estavam conquistando um público fiel, mas isso... Bom, o que eu vi na plateia superou minhas expectativas para uma banda que ainda não lançou nem álbum nem clipe. Vou deixaras fotos falarem por mim.





A terceira banda que vi foi Canto Cego. Gente, como gostei dessa banda! Muita qualidade dos músicos, expressividade e capricho na apresentação. Voltei com um CD na mão, já fui escutando no caminho pra casa. Estão de parabéns pelo trabalho, quero vê-los mais vezes!




Pra fechar o evento, subiram ao palco os Netos de Dona Neves. Zoação do início ao fim! A galera agitou muito ao som irreverente da banda. Lá pelas tantas, até um cone de trânsito apareceu no meio da brincadeira.



Foi uma grande noite, com diversão garantida pra todas as idades! Os contratempos com o som foram pequenos e rapidamente solucionados, o que não fez o evento perder o brilho. Parabéns à produção, torço para que venham novas e ainda melhores edições!


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Entrevista: Imperative Music

Imperative Music é uma agência que faz coletâneas reunindo bandas de todo o mundo. Recebi duas delas, a nº 6 e a nº 7. Já tinha gostado da primeira que recebi, a segunda está ainda melhor!
O mais recente tem músicas de 20 bandas diferentes, que vão desde o metal melódico até o thrash, passeando pelo extremo, pelo clássico... Enfim, tem de tudo, difícil algo não agradar, no meio de tantas abordagens diferentes do metal.
Há bandas da Ásia (a coreana da primeira faixa me impressionou), da América do Sul, da América do Norte e da Europa. Gostei de perceber a qualidade do material entregue pelas bandas brasileiras!
Considerando que cada faixa veio de um estúdio diferente, masterizado por diversos profissionais, considero que foi bem cumprida a missão de compatibilizá-las, para tornar mais agradável a experiência do ouvinte.
Em termos de qualidade da gravação, há de tudo: a maior parte das músicas é bem gravada, algumas poderiam estar melhores. Mas como  o próprio Gilson fala em sua entrevista, o potencial da música em si pode compensar alguns problemas de gravação e masterização.

Imagem daqui.
Confiram a matéria! :D

Gostei das coletâneas, mas não há nenhuma banda fluminense nelas. Tem alguma razão específica ou foi simplesmente porque nenhuma delas entrou em contato?
Imperative Music já apresentou bandas Brasileiras de diferentes estados do Brasil como no Volume 7 tivemos bandas do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, no Volume 6 e 5 por exemplo teve bandas de São Paulo, Goiás, e do lado do Nordeste. Estamos abertos para incluir bandas Fluminenses, nos anos 80/90 eu achava muito bom a banda DORSAL ATLÂNTICA, um clássico do Thrash Metal Brasileiro tão fudido como os Sepultura!!! Claro, as novas bandas do Rio de Janeiro são bem vindas! Eu já enviei a carta proposta para algumas bandas Fluminenses, estamos aguardando retorno deles, pois a decisão final é a banda assinar nosso contrato e concordar com os termos que dão mais garantias que RESPEITA os direitos dos artistas!

Como é feita a seleção de faixas para a coletânea?
Geralmente, eu ouço um mp3 ou uma música da banda no YouTube, e então envio a carta proposta da Imperative Music. Mesmo bandas de Demo (sem um álbum lançado), podemos incluir e dar a oportunidade para todas as bandas, estamos aqui para cooperar!

Como surgiu a idéia de montar essas coletâneas?
Bem, a muito tempo atrás, a Gravadora Norte-Americana METAL BLADE RECORDS que lançou Slayer, Cannibal Corpse, King Diamond mas no inicio a Metal Blade lançou uma Coletânea CD chamada Metal Blade Compilations "Metal Massacre" que apresentou a maior banda de Metal do mundo, Metallica com a música Hit The Lights que estavam sem gravadora na época. A ideia das Coletâneas da Imperative Music é revelar novas bandas, claro, hoje em dia o mundo da música pesada é totalmente diferente do que foi nos anos 80 ou 90, mas sempre estão aparecendo boas bandas com música boas e atitude do verdadeiro espírito da música Independente e Underground.

Desde a primeira coletânea que fizeram, o que vocês tem percebido em relação à qualidade do material gravado? E a qualidade das músicas?
Logicamente, uma banda que tenha qualidade de som (gravado em estúdio profissional e masterizado corretamente) as possibilidade das pessoas gostarem é bem maior, mas o potencial está na música em si, eu digo isto com provas que no passado, se você ouvir o debut álbum dos Dimmu Borgir, ou o debut dos Edguy, a demo-tape dos Suiços Samael ou a demo-tape dos Rotting Christ você vê que é pobre a qualidade de estúdio, mas aonde essas bandas chegaram, nem precisa falar mais nada. Claro, é bom as bandas se preocuparem com a qualidade!

Cada banda grava num estúdio diferente, em condições diferentes, com modos diversos de produzir, mixar, masterizar, com compressões diferentes, pra dizer o mínimo. Como vocês fazem pra compatibilizar essas diferenças e entregar um material de qualidade ao ouvinte?
Essa parte é o estúdio de Masterização que cuida em equalizar e balancear as músicas, neste volume 8 vai ser o Tower Studios na França que trabalhou com MEGADETH, DEVIN TOWNSEND PROJECT, TO-MERA, SEPTIC FLESH, garante sempre uma qualidade melhor.

O material que vocês entregam tem boa qualidade e isso certamente não envolve custos baixos: é prensado e tem sua arte desenvolvida no exterior. De onde vem os fundos para possibilitar sua confecção? Eu recebi o meu de graça...
Leva em torno de uns 4 meses para realizar cada volume, e o esforço de todos: estúdios, designer gráfico, distribuidoras e as bandas. Sim, o CD é gratuito, não está para venda, assim todas as pessoas recebem sem pagar nada. Não se pode dar foco ao investimento, mas sim ao beneficio que vai vir por ser ouvido em todo o mundo.

Como as bandas fluminenses devem fazer para participar das próximas edições?
As bandas fluminenses e Brasileiras de todas as regiões pode entrar em contato comigo pelo Email ou Facebook, envie um mp3 ou link do vosso YouTube para ouvi-los e então peça amostra de nosso contrato com todos os termos.
Algumas curiosidades de nossa Coletânea:
1º Coletânea CD fabricado nos Estados Unidos, CD importado de alta qualidade!
2º Distribuído e divulgado na Europa, Estados Unidos, Japão e Brasil.
3º Masterizado no estúdio Tower Studio (MEGADETH).
* Obituary (EUA) e Abysmal Dawn (Relapse Records) estão no Volume 8 contribuindo com este projeto!
*Nuclear Blast é nosso novo Distribuidor na Alemanha para promover na loja e mail-order catalogue deles.
100 Promos enviados para Imprensa e Gravadoras Internacionais mais importantes!

Obrigado!

EMAIL: imperativemusicagency@gmail.com
FACEBOOK: https://www.facebook.com/imperativemusic

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Entrevista: Plastic Fire

O quarteto surgiu há uns 7 ou 8 anos, no subúrbio carioca, em Madureira. Nesse tempo, já rodaram um pedação do país, com seus shows enérgicos, da perfeita comunicação público-banda e seus registros. Atualmente a formação conta com Reynaldo (voz), Daniel (guitarra), Felipe (bateria) e Marcelo (baixo).
Conversamos sobre suas andanças, a interação com os divérsos públicos que encontraram, crowdfunding... Confiram a entrevista exclusiva pro Rio de Metal! :)

Imagem copiada daqui.
1- São 7 anos de estrada e aparentemente a banda permanece com a mesma formação, certo? Isso é muito legal! Deve ter muita história pra contar... Quer partilhar alguma?
(Daniel): Isso, 7 para 8 anos de muita intensidade,  de inúmeros momentos bacanas e outros nem tanto, mas tamu aí, firmes a fortes! Sobre a formação, essa é a quinta e melhor até agora na minha opnião !! É que esta durando mais tempo também, já fazem praticamente 4 anos que o Felipe e Marcelo entraram pro time! Tocar e estar junto todo esse tempo ajuda e muito, estamos nos entendendo muito bem (em todos sentidos, de pessoal a musical), espero que isso dure por muitos anos ainda. Agora as histórias são inúmeras até pelo fato de sempre estarmos viajando bastante. De interessante, destaco nosso última passagem pelo Nordeste, aonde além dos ótimos shows, fizemos uma ótima tour gastronômica também, trouxemos nas malas mais amigos e mais uns 5kilos também. Destaque para o rubacão com fava.
(Marcelo): A nossa primeira vez em Curitiba (março de 2011) foi inesquecível. A recepção que tivemos por lá nos surpreendeu muito, não imaginávamos aquilo, já que ainda tínhamos aquela ideia errada de se levar pela "fama" das pessoas da cidade serem frias, fechadas, além de ser uma Verdurada (evento de hardcore ligado a cultura straight-edge e vegan). Não somos nem um nem outro, respeitamos muito, porém ficava aquela interrogação de como seríamos tratatos - e era nossa primeira vez nesse tipo de evento também. No fim, deu tudo certo, fomos muito bem recebidos, o show foi mais que especial e fizemos bons amigos que duram até os dias de hoje. (obs: há no youtube um vídeo desse dia)


2- Para o álbum mais recente de vocês, foi promovida uma ação de crowdfunding. Conte sobre a experiência.
(Marcelo): Após muita conversa sobre gravar/lançar um disco novo, percebemos que seria inviável fazer por nossa conta. Uma vez que CD não vende mais como antes, hoje em dia os selos independentes não investem mais do que a prensagem do disco. Os mesmos selos que acabaram lançando o disco (Urubuz Records, Burning London e Spidermerch) já tinham demonstrado interesse antes mesmo de começarmos a gravar. Mas é aí que veio o problema: selo pra lançar já temos, mas onde iremos arrumar dinheiro para a gravação/mixagem/masterização (repetindo a parceria que deu certo no último disco: Estúdio Superfuzz com Gabriel Zander na produção)? O Felipe (baterista) foi o primeiro a comentar sobre fazer um crowdfunding. Eu já tinha visto alguns projetos do tipo, como os dois que o Autoramas fez com sucesso para lançar um CD e posteriormente um DVD de uma turnê internacional. Por fim, decidimos que essa era a única saída, sendo a primeira banda de hardcore a fazer isso no Brasil, se não me engano. Fizemos tudo com a maior clareza possível para as pessoas entenderem como é o processo de lançar um bom disco, deixando claro que somente isso nos interessava: gravar. Nenhum centavo viria pro nosso bolso, tudo foi especificado para onde ía. Fizemos pacotes bem acessíveis, indo de 10 à 300 reais, e “recompensas” de acordo com o valor dos pacotes, entre elas: nome no encarte, CD, camiseta, poster... tudo exclusivo para os participantes do projeto. A galera comprou a briga e, faltando 1 dia para encerrar, conseguimos atingir a meta.

3- E o processo de criação, execução e distribuição desse ultimo álbum, o CidadeVelozCidade?
(Marcelo): O processo de criação de CidadeVelozCidade começou logo depois do lançamento do álbum anterior (A Última Cidade Livre), no fim de 2010, época que entrei pra banda. Mesmo com as constantes turnês de divulgação desse disco e posteriormente do split Chumbo (2012), nunca paramos de compor.
Como adiantei na pergunta anterior, repetimos a dose do útlimo disco produzindo, gravando, mixando e masterizando no Superfuzz com nosso amigo Gabriel Zander, também membro do Barizon, no qual eu e Felipe fazemos parte. O projeto gráfico também foi feito pelo Flavio Flock (Jason), e a distribuição por conta dos selos Urubuz Records, Burning London e Spidermerch.

Foto daqui.

4- Assisti a um show da Plastic Fire na Audio Rebel e me chamou muita atenção a forma de dialogar e interagir com o público: pareciam todos uma grande família. É sempre assim com vocês, é? :)
(Daniel): Os shows na Audio Rebel sempre são especiais, não só pela representação que o local tem para o cenário independente local, digo, quando fazemos algo especial também ajuda e muito para tornar a data única e marcante. Posso citar como exemplo a gravação do registro ao vivo (2011), um clipe ( já em 2012, que acabou não dando muito certo) e o primeiro show pós-lançamento do novo álbum (último e mais recente). Não sei se a definição ao certo seria de família, mas a maioria é amiga sim, uns conhecemos bem e somos mais chegados, outros não! É prazeroso demais saber que pessoas se conheceram em um show nosso e a partir dali desenvolveram um vínculo de amizade, saber que alguns tiveram o primeiro contato com o underground de verdade através de um evento organizado por nós, isso significa muito, é tão importante quanto o show em si, até pq aqui não tem essa de '' fã'' não! A gente sabe (pq faz questão de saber) quem cola nos shows,  seja em Belém, Curitiba, São Paulo, Fortaleza ou RJ por exemplo, a idéia é nos aproximar-mos ainda mais de todos que se identifiquem com a parada. Acho que quanto mais próximos estivermos da galera, melhor, vide a vitória que obtivemos no projeto do financiamento coletivo de CidadeVelozCidade.

Foto daqui.
5- E os shows fora do estado do Rio, como são? Há uma relação diferente com o público ou é por aí?
(Marcelo): É bem parecida, principalmente com quem já conhece a banda. A galera chega junto, canta, agita, da stage dive... assim como é aqui. O que muda um pouco é a reação de quem ainda não conhecia a banda. Dependendo do tipo de evento e da cidade, sempre tem aquela turma de jovens que ta começando no rock e aí qualquer coisa rápida e pesada que tocar eles vão agitar. Isso acontece geralmente em eventos que mesclam vários estilos de rock ou em cidades de interior, que não costumam ter tantos shows. Já na grandes capitais, como São Paulo – apesar de já termos um público legal por lá -, a reação de quem não conhece é um pouco diferente. Ficam mais sérios, braços cruzados, analisando. Mas é normal, estamos acostumados, principalmente se for num show com bandas um pouco diferente da gente. Mas as vezes, num caso desse, a pessoa tá lá toda séria, aí chega no fim do show e vem falar com a gente, elogia, troca ideia.
E em relação a nossa postura não muda nada, é a mesma coisa sempre. Como você viu, o Reynaldo tem uma grande presença de palco, é muito comunicativo, virou uma marca da banda.

Foto daqui.
6- O espaço é de vocês, se quiser acrescentar mais alguma informação, fique à vontade!
(Marcelo): Só temos a agradecer por você e pelo Blog abrirem espaço para todas as vertentes do rock aqui no Rio, principalmente às bandas autorais. É de pessoas assim que a cena precisa, das que ajudam a somar e não segregar. Já estive aqui com o Barizon e agora com o Plastic Fire. Espero voltar outras vezes. Vida longa ao Rio de Metal.

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