segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Entrevista: Imperative Music

Imperative Music é uma agência que faz coletâneas reunindo bandas de todo o mundo. Recebi duas delas, a nº 6 e a nº 7. Já tinha gostado da primeira que recebi, a segunda está ainda melhor!
O mais recente tem músicas de 20 bandas diferentes, que vão desde o metal melódico até o thrash, passeando pelo extremo, pelo clássico... Enfim, tem de tudo, difícil algo não agradar, no meio de tantas abordagens diferentes do metal.
Há bandas da Ásia (a coreana da primeira faixa me impressionou), da América do Sul, da América do Norte e da Europa. Gostei de perceber a qualidade do material entregue pelas bandas brasileiras!
Considerando que cada faixa veio de um estúdio diferente, masterizado por diversos profissionais, considero que foi bem cumprida a missão de compatibilizá-las, para tornar mais agradável a experiência do ouvinte.
Em termos de qualidade da gravação, há de tudo: a maior parte das músicas é bem gravada, algumas poderiam estar melhores. Mas como  o próprio Gilson fala em sua entrevista, o potencial da música em si pode compensar alguns problemas de gravação e masterização.

Imagem daqui.
Confiram a matéria! :D

Gostei das coletâneas, mas não há nenhuma banda fluminense nelas. Tem alguma razão específica ou foi simplesmente porque nenhuma delas entrou em contato?
Imperative Music já apresentou bandas Brasileiras de diferentes estados do Brasil como no Volume 7 tivemos bandas do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, no Volume 6 e 5 por exemplo teve bandas de São Paulo, Goiás, e do lado do Nordeste. Estamos abertos para incluir bandas Fluminenses, nos anos 80/90 eu achava muito bom a banda DORSAL ATLÂNTICA, um clássico do Thrash Metal Brasileiro tão fudido como os Sepultura!!! Claro, as novas bandas do Rio de Janeiro são bem vindas! Eu já enviei a carta proposta para algumas bandas Fluminenses, estamos aguardando retorno deles, pois a decisão final é a banda assinar nosso contrato e concordar com os termos que dão mais garantias que RESPEITA os direitos dos artistas!

Como é feita a seleção de faixas para a coletânea?
Geralmente, eu ouço um mp3 ou uma música da banda no YouTube, e então envio a carta proposta da Imperative Music. Mesmo bandas de Demo (sem um álbum lançado), podemos incluir e dar a oportunidade para todas as bandas, estamos aqui para cooperar!

Como surgiu a idéia de montar essas coletâneas?
Bem, a muito tempo atrás, a Gravadora Norte-Americana METAL BLADE RECORDS que lançou Slayer, Cannibal Corpse, King Diamond mas no inicio a Metal Blade lançou uma Coletânea CD chamada Metal Blade Compilations "Metal Massacre" que apresentou a maior banda de Metal do mundo, Metallica com a música Hit The Lights que estavam sem gravadora na época. A ideia das Coletâneas da Imperative Music é revelar novas bandas, claro, hoje em dia o mundo da música pesada é totalmente diferente do que foi nos anos 80 ou 90, mas sempre estão aparecendo boas bandas com música boas e atitude do verdadeiro espírito da música Independente e Underground.

Desde a primeira coletânea que fizeram, o que vocês tem percebido em relação à qualidade do material gravado? E a qualidade das músicas?
Logicamente, uma banda que tenha qualidade de som (gravado em estúdio profissional e masterizado corretamente) as possibilidade das pessoas gostarem é bem maior, mas o potencial está na música em si, eu digo isto com provas que no passado, se você ouvir o debut álbum dos Dimmu Borgir, ou o debut dos Edguy, a demo-tape dos Suiços Samael ou a demo-tape dos Rotting Christ você vê que é pobre a qualidade de estúdio, mas aonde essas bandas chegaram, nem precisa falar mais nada. Claro, é bom as bandas se preocuparem com a qualidade!

Cada banda grava num estúdio diferente, em condições diferentes, com modos diversos de produzir, mixar, masterizar, com compressões diferentes, pra dizer o mínimo. Como vocês fazem pra compatibilizar essas diferenças e entregar um material de qualidade ao ouvinte?
Essa parte é o estúdio de Masterização que cuida em equalizar e balancear as músicas, neste volume 8 vai ser o Tower Studios na França que trabalhou com MEGADETH, DEVIN TOWNSEND PROJECT, TO-MERA, SEPTIC FLESH, garante sempre uma qualidade melhor.

O material que vocês entregam tem boa qualidade e isso certamente não envolve custos baixos: é prensado e tem sua arte desenvolvida no exterior. De onde vem os fundos para possibilitar sua confecção? Eu recebi o meu de graça...
Leva em torno de uns 4 meses para realizar cada volume, e o esforço de todos: estúdios, designer gráfico, distribuidoras e as bandas. Sim, o CD é gratuito, não está para venda, assim todas as pessoas recebem sem pagar nada. Não se pode dar foco ao investimento, mas sim ao beneficio que vai vir por ser ouvido em todo o mundo.

Como as bandas fluminenses devem fazer para participar das próximas edições?
As bandas fluminenses e Brasileiras de todas as regiões pode entrar em contato comigo pelo Email ou Facebook, envie um mp3 ou link do vosso YouTube para ouvi-los e então peça amostra de nosso contrato com todos os termos.
Algumas curiosidades de nossa Coletânea:
1º Coletânea CD fabricado nos Estados Unidos, CD importado de alta qualidade!
2º Distribuído e divulgado na Europa, Estados Unidos, Japão e Brasil.
3º Masterizado no estúdio Tower Studio (MEGADETH).
* Obituary (EUA) e Abysmal Dawn (Relapse Records) estão no Volume 8 contribuindo com este projeto!
*Nuclear Blast é nosso novo Distribuidor na Alemanha para promover na loja e mail-order catalogue deles.
100 Promos enviados para Imprensa e Gravadoras Internacionais mais importantes!

Obrigado!

EMAIL: imperativemusicagency@gmail.com
FACEBOOK: https://www.facebook.com/imperativemusic

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Entrevista: Plastic Fire

O quarteto surgiu há uns 7 ou 8 anos, no subúrbio carioca, em Madureira. Nesse tempo, já rodaram um pedação do país, com seus shows enérgicos, da perfeita comunicação público-banda e seus registros. Atualmente a formação conta com Reynaldo (voz), Daniel (guitarra), Felipe (bateria) e Marcelo (baixo).
Conversamos sobre suas andanças, a interação com os divérsos públicos que encontraram, crowdfunding... Confiram a entrevista exclusiva pro Rio de Metal! :)

Imagem copiada daqui.
1- São 7 anos de estrada e aparentemente a banda permanece com a mesma formação, certo? Isso é muito legal! Deve ter muita história pra contar... Quer partilhar alguma?
(Daniel): Isso, 7 para 8 anos de muita intensidade,  de inúmeros momentos bacanas e outros nem tanto, mas tamu aí, firmes a fortes! Sobre a formação, essa é a quinta e melhor até agora na minha opnião !! É que esta durando mais tempo também, já fazem praticamente 4 anos que o Felipe e Marcelo entraram pro time! Tocar e estar junto todo esse tempo ajuda e muito, estamos nos entendendo muito bem (em todos sentidos, de pessoal a musical), espero que isso dure por muitos anos ainda. Agora as histórias são inúmeras até pelo fato de sempre estarmos viajando bastante. De interessante, destaco nosso última passagem pelo Nordeste, aonde além dos ótimos shows, fizemos uma ótima tour gastronômica também, trouxemos nas malas mais amigos e mais uns 5kilos também. Destaque para o rubacão com fava.
(Marcelo): A nossa primeira vez em Curitiba (março de 2011) foi inesquecível. A recepção que tivemos por lá nos surpreendeu muito, não imaginávamos aquilo, já que ainda tínhamos aquela ideia errada de se levar pela "fama" das pessoas da cidade serem frias, fechadas, além de ser uma Verdurada (evento de hardcore ligado a cultura straight-edge e vegan). Não somos nem um nem outro, respeitamos muito, porém ficava aquela interrogação de como seríamos tratatos - e era nossa primeira vez nesse tipo de evento também. No fim, deu tudo certo, fomos muito bem recebidos, o show foi mais que especial e fizemos bons amigos que duram até os dias de hoje. (obs: há no youtube um vídeo desse dia)


2- Para o álbum mais recente de vocês, foi promovida uma ação de crowdfunding. Conte sobre a experiência.
(Marcelo): Após muita conversa sobre gravar/lançar um disco novo, percebemos que seria inviável fazer por nossa conta. Uma vez que CD não vende mais como antes, hoje em dia os selos independentes não investem mais do que a prensagem do disco. Os mesmos selos que acabaram lançando o disco (Urubuz Records, Burning London e Spidermerch) já tinham demonstrado interesse antes mesmo de começarmos a gravar. Mas é aí que veio o problema: selo pra lançar já temos, mas onde iremos arrumar dinheiro para a gravação/mixagem/masterização (repetindo a parceria que deu certo no último disco: Estúdio Superfuzz com Gabriel Zander na produção)? O Felipe (baterista) foi o primeiro a comentar sobre fazer um crowdfunding. Eu já tinha visto alguns projetos do tipo, como os dois que o Autoramas fez com sucesso para lançar um CD e posteriormente um DVD de uma turnê internacional. Por fim, decidimos que essa era a única saída, sendo a primeira banda de hardcore a fazer isso no Brasil, se não me engano. Fizemos tudo com a maior clareza possível para as pessoas entenderem como é o processo de lançar um bom disco, deixando claro que somente isso nos interessava: gravar. Nenhum centavo viria pro nosso bolso, tudo foi especificado para onde ía. Fizemos pacotes bem acessíveis, indo de 10 à 300 reais, e “recompensas” de acordo com o valor dos pacotes, entre elas: nome no encarte, CD, camiseta, poster... tudo exclusivo para os participantes do projeto. A galera comprou a briga e, faltando 1 dia para encerrar, conseguimos atingir a meta.

3- E o processo de criação, execução e distribuição desse ultimo álbum, o CidadeVelozCidade?
(Marcelo): O processo de criação de CidadeVelozCidade começou logo depois do lançamento do álbum anterior (A Última Cidade Livre), no fim de 2010, época que entrei pra banda. Mesmo com as constantes turnês de divulgação desse disco e posteriormente do split Chumbo (2012), nunca paramos de compor.
Como adiantei na pergunta anterior, repetimos a dose do útlimo disco produzindo, gravando, mixando e masterizando no Superfuzz com nosso amigo Gabriel Zander, também membro do Barizon, no qual eu e Felipe fazemos parte. O projeto gráfico também foi feito pelo Flavio Flock (Jason), e a distribuição por conta dos selos Urubuz Records, Burning London e Spidermerch.

Foto daqui.

4- Assisti a um show da Plastic Fire na Audio Rebel e me chamou muita atenção a forma de dialogar e interagir com o público: pareciam todos uma grande família. É sempre assim com vocês, é? :)
(Daniel): Os shows na Audio Rebel sempre são especiais, não só pela representação que o local tem para o cenário independente local, digo, quando fazemos algo especial também ajuda e muito para tornar a data única e marcante. Posso citar como exemplo a gravação do registro ao vivo (2011), um clipe ( já em 2012, que acabou não dando muito certo) e o primeiro show pós-lançamento do novo álbum (último e mais recente). Não sei se a definição ao certo seria de família, mas a maioria é amiga sim, uns conhecemos bem e somos mais chegados, outros não! É prazeroso demais saber que pessoas se conheceram em um show nosso e a partir dali desenvolveram um vínculo de amizade, saber que alguns tiveram o primeiro contato com o underground de verdade através de um evento organizado por nós, isso significa muito, é tão importante quanto o show em si, até pq aqui não tem essa de '' fã'' não! A gente sabe (pq faz questão de saber) quem cola nos shows,  seja em Belém, Curitiba, São Paulo, Fortaleza ou RJ por exemplo, a idéia é nos aproximar-mos ainda mais de todos que se identifiquem com a parada. Acho que quanto mais próximos estivermos da galera, melhor, vide a vitória que obtivemos no projeto do financiamento coletivo de CidadeVelozCidade.

Foto daqui.
5- E os shows fora do estado do Rio, como são? Há uma relação diferente com o público ou é por aí?
(Marcelo): É bem parecida, principalmente com quem já conhece a banda. A galera chega junto, canta, agita, da stage dive... assim como é aqui. O que muda um pouco é a reação de quem ainda não conhecia a banda. Dependendo do tipo de evento e da cidade, sempre tem aquela turma de jovens que ta começando no rock e aí qualquer coisa rápida e pesada que tocar eles vão agitar. Isso acontece geralmente em eventos que mesclam vários estilos de rock ou em cidades de interior, que não costumam ter tantos shows. Já na grandes capitais, como São Paulo – apesar de já termos um público legal por lá -, a reação de quem não conhece é um pouco diferente. Ficam mais sérios, braços cruzados, analisando. Mas é normal, estamos acostumados, principalmente se for num show com bandas um pouco diferente da gente. Mas as vezes, num caso desse, a pessoa tá lá toda séria, aí chega no fim do show e vem falar com a gente, elogia, troca ideia.
E em relação a nossa postura não muda nada, é a mesma coisa sempre. Como você viu, o Reynaldo tem uma grande presença de palco, é muito comunicativo, virou uma marca da banda.

Foto daqui.
6- O espaço é de vocês, se quiser acrescentar mais alguma informação, fique à vontade!
(Marcelo): Só temos a agradecer por você e pelo Blog abrirem espaço para todas as vertentes do rock aqui no Rio, principalmente às bandas autorais. É de pessoas assim que a cena precisa, das que ajudam a somar e não segregar. Já estive aqui com o Barizon e agora com o Plastic Fire. Espero voltar outras vezes. Vida longa ao Rio de Metal.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Resenha de show - Mesquita Club

Durante o trajeto, estava pensando: "putz, a essa altura, já perdi o show do Maieuttica". Esta seria a primeira banda; já tinha visto o clipe deles e ouvido os comentários sobre o seu público, muito animado e que acompanha casa movimento do palco, canta junto as letras e tudo mais. Saí da van quase em disparada na direção do palco: "preciso tirar nem que seja umas fotos do final do show". E me surpreendi ao ver que ainda estavam fazendo os últimos ajustes no palco.

Depois de mais um pouco de espera, conferi a galera do Prophecy agitando a platéia, com o thrash metal de qualidade que não deixou ninguém parado. Essa foi a primeira das trocas na ordem das bandas, necessária pelo fato deles terem mais um compromisso naquela noite.

Rio de Metal - Prophecy

Rio de Metal - Prophecy

Em seguida, Maieuttica apresentou seu metal core com dois vocais, agitando bastante a platéia. Foi muito legal ver a energia deles no palco.

Rio de Metal - Maieuttica

Rio de Metal - Maieuttica

Após alguma espera, rolaram sorteios e distribuição de vários brindes de parceiros do evento. Depois, subiu ao palco Krisiun, levando o púbico ao delírio. Os primeiros moshes da galera foram reprimidos por um segurança que, ao que parece, nada entendia dos hábitos dos metalheads. Depois que ele saiu de cena, a platéia deu um show à parte, acompanhando cada instante da apresentação do Krisiun com um dive... Quase uma cachoeira humana! :D

Rio de Metal - Krisiun

Rio de Metal - Krisiun

Rio de Metal - Krisiun

Como esperado, a maior parte da platéia foi embora logo após.
Em seguida, veio No Remorse, entremeando seu trabalho autoral com covers de bandas que os influenciaram.
Rio de Metal - No Remorse

Rio de Metal - No Remorse
A essa altura, o público se resumia praticamente àqueles que faziam questão de assistir Forkill e Unmasked Brains. Esta fez a penúltima apresentação da noite, gerando um novo festival de moshes e com a galera subindo e permanecendo no palco junto com os músicos.

Rio de Metal - Unmasked Brains

Rio de Metal - Unmasked Brains

Quem fechou a noite acabou sendo o Forkill, com os heróis da resistência que permaneceram na platéia para vê-los. Como disseram em seu post de agradecimento, não importa se tem 2.000, 200 ou 20 na platéia, a energia tem que ser a mesma.

Rio de Metal - Forkill

Rio de Metal - Forkill

Confira o álbum completo clicando aqui.

domingo, 29 de junho de 2014

Dynamo Fest: resenha por Luciano Paz

Aproveitei o texto bem escrito do produtor Luciano Paz para registrar o evento aqui no blog. Quem não foi, leia aí abaixo o que perdeu! :D


O evento foi foda. Só show absurdo do inicio ao fim.
Underfection abriu os trabalhos mostrando a nova cara do metal de Caxias. Death metal na linha old school muito bom, baterista que ainda vai dar muito o que falar na cena, geral bem entrosado, músicas com algumas quebradas e criativas. Ainda vão melhorar e crescer muito como músicos e banda.



Forkill mandou bem pra caramba. Thrash metal furioso, brutal, rápido e destruidor. Simplesmente uma das melhores bandas de thrash metal do rio de janeiro. Ter o Forkill em meus eventos em Cascadura sempre foi um prazer, mas em Caxias, na minha casa, foi muito mais foda.



O Surra que veio da cidade de Santos veio ao Rio pra uma tour de 3 shows. Fico feliz de ter encerrado a tour dos caras em um show com som legal, boa luz e uma galera cantando suas músicas. Muito bom poder cantar "SE LIGA QUE QUANDO VOCÊ CAGA PRA CIMA É TÚ QUE ACORDA CHEIO DE MERDA!!!"



Unmasked Brains foi o show mais empolgante da noite botando geral pra se matar na roda, e fazer headbangers e mosheiros pulando pra kct. Visual foda dos caras que trazem uma inovação, critavidade pro tão cheio de regras mundo do metal. Tem muita banda com visual que não tem nada de som pra mostrar. O Unmasked Brains mostra que o visual é só um detalhe mesmo!!!



Handsaw fez um dos shwos mais brutais no Mosh Pit Never Die de semana passada. E hoje no dynamo Fest tbm não foi diferente. Ogrisse em escala maior, agressividade paquidermiana e um som e show perfeito.



Deus Castiga fechou com chave de ouro o evento. As músicas do novo cd são muito mais rápidas e bem trabalhadas como sempre. Show dos caras é uma obra de arte de tão rápido e violento. E ainda possuem o mais rápido baterista do Rio.



O evento todo foi foda. Do inicio ao fim só bandas que representaram muito bem a cena underground. 6 bandas excelentes, 6 espetáculos no palco e 6 aulas de metal por apenas 10 reais. Quem pediu pra entrar de graça na porta do show devia sentir vergonha. O evento valia pelo menos o dobro.


Não vou agradecer a todos que foram, mas sim PARABENIZAR a todos que foram, que largaram seus cobertores e edredons em casa pra curtir uma boa tarde/noite de metal conosco, a todos que largaram maravilhosos jogos da Copa pra baterem cabeça com a gente. Parabéns!!! Interessante não ver caras velhas que antigamente estavam presentes em todos os shows de metal que rolavam na cidade. Ao menos sei que quando as bandas dos amigos deles tocarem no evento os mesmos irão pra prestigiar os que são de suas panelinhas.


É dificil acreditar que tantos velhos amigos de tantas bandas de metal da cidade só colam nos shows em que suas bandas tocam. O tempo muda e as coisas também. Mas em contrapartida foi muito legal ver caras novas no metal de Caxias, vocês são o futuro do metal!!! Bom ressaltar aqui a presença de músicos de bandas que não tocaram no evento, mas que foram prestigiar os shows das que lá estavam, cito aqui Rocha, Oblivius Machine, Aço Negro, Impacto Profano, Holy Lies e Confronto.


Dia 17 de agosto o evento Dynamo Fest volta com show do Unearthly!!!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Entrevista: Barizon

Barizon é uma banda novíssima da capital, formada por cinco amigos já conhecidos na cena underground carioca. Começou de forma despretensiosa, mas acabou evoluindo para um trabalho consistente que até o momento resultou num álbum full length e muito provavelmente diversos outros no futuro.
No meio da grande mistura sonora que vai do heavy metal tradicional ao grunge, o stoner se sobressai.
Confiram abaixo a entrevista!


Então, como se reuniram os "guerreiros da noite", para formar essa banda?
Vocês mencionam como infuências as bandas Pantera, Anthrax, Down, Alice in Chains, Red Fang e Mastodon.
Resposta (Marcelo): Tudo começou no fim de 2011, inicialmente comigo (Marcelo), Gabriel "Bil" Zander e Alexandre Barbosa, no Estúdio Superfuzz (de propriedade do Bil). Eu no baixo e eles nas guitarras. Foi sem pretensão nenhuma, era só um encontro pra tocar alguns covers de metal que sempre gostamos mas nunca havíamos tocado, devido a nossas bandas (Plastic Fire, Zander, StripClub) serem autorais e voltadas ao hardcore/punk rock/alternativo. Começamos com Metallica e Pantera. Mas foi em 2012 que a banda tomou forma, quando Bil convidou seu amigo de infância e ex-parceiro de Noção de Nada (banda que formaram nos anos 90), o guitarrista Eduardo Sodré (Nipshot), vulgo "Palhaço". Sendo assim, Barbosa passa para o vocal (função que já desempenhava muito bem no StripClub) e Felipe, meu parceiro de Plastic Fire, naturalmente ocupa o posto de baterista. Nâo imaginávamos que tomaria a forma que tomou.

Como se dá essa mistura?
Me chamou muito a atenção a forma inusitada com que o álbum inicia, parece que a música está no meio.
Resposta (Marcelo): Além dessas bandas já citadas, também tocávamos Motorhead, Black Sabbath e AC/DC... mas a influência não se resumia somente à essas bandas mais conhecidas. Piramos muito em stoner/sludge/doom metal. Talvez seja essa a diferença, aliado ao thrash metal, que ajudou a moldar nosso som. Outras bandas, relativamente novas, como Hellacopters, Airbourne e Turbonegro também podem entrar nessa mistura aí. Mas acredito que o fator principal seja mesmo a influência particular de cada um e a liberdade que tivemos para criar, que resultou num processo muito aberto, democrático, sem egocentrismo, sem 'liderança'. Não fixamos nenhum padrão a seguir na hora de compor e todos participaram efetivamente de todo o processo, que no final agradou em 100% todos nós. Creio que o Mastodon seja um grande exemplo, não só como influência, mas como uma banda difícil de se classificar em um estilo só.
(Barbosa): Gostamos da idéia de começar com a pressão da banda inteira tocando junta. E essa introdução me soa como uma pregação, um anúncio, tanto pela letra quanto quanto pelo vocal. Na hora que gravamos, já imaginei como sendo uma boa abertura pro disco.

Isso tem a ver com o que foi escrito no release de vocês, sobre o cenário de caos, onde "selvagens armados de riffs explosivos ditam o ritmo do que parece ser uma guerra nas ruas, onde o único objetivo é manter-se vivo"?
Resposta (Marcelo): (Risos) Na verdade isso é uma versão "épica" do nosso release feita pelo amigo Cyro Sampaio (menores atos, Incendiall) que acompanha a banda desde o início. É uma piada interna que sempre fizemos nos ensaios, principalmente no início quando só tocávamos cover e os ensaios eram regados a muita cerveja e quase sempre tinha algum/alguns amigo(s) por lá, era quase como um show. Brincávamos com clichês do metal, imaginávamos tocando em grandes festivais, essas coisas. Além de sermos fãs do filme The Warriors (Guerreiros da Noite) e sua versão dublada à la Sessão da Tarde. Tanto é que na música "Streets of Rage" colocamos trechos do filme no meio da música.



Outra coisa inusitada foi disponibilizar as faixas do álbum integralmente na Internet antes de lançar o álbum físico. Por que essa decisão?
Resposta (Marcelo): Simplesmente pela demora em sair o disco físico e por termos finalizado tudo ainda em 2013. Tanto é que os primeiros singles, "Summertime" e "Streets of Rage", foram lançados a partir de setembro. Nessa época assinamos com a Monstro Discos e iniciamos as conversas sobre o lançamento. Mas como todos sabem, fim de ano o Brasil não funciona, muito menos pra lançar CD. Resolvemos fazer com calma. Nós mesmo nos damos "férias", a Monstro entrou em um pequeno recesso...
No fim de janeiro o disco foi pra fábrica. Já cientes da demora pra chegar, resolvemos acabar logo com a ansiedade do público - e nossa também - e fizemos uma parceria com o site Tenho Mais Discos Que Amigos para lançar um novo single e logo em seguida o disco todo. Já estávamos em negociações para o show de lançamento, então era importante o público ouvir o disco com antecedência. Ainda mais tendo em vista que hoje em dia não se vende mais cd como antes. O importante era a galera conhecer o som.

Conte-me sobre a gravação, feita durante o Carnaval e sobre o lançamento do álbum físico.
Resposta (Marcelo): A gravação foi toda feita no Estúdio Superfuzz, o QG ofical da banda, no Humaitá. Teve inicio no carnaval de 2013. Enquanto rolava a festa da carne, lá estava Felipe gravando a bateria, cujo técnico foi Pedro Garcia (baterista do Planet Hemp e produtor do estúdio Canto dos Trilhos em Santa Teresa). Logo após vieram as guitarras e o baixo. A fase inicial de gravação também contou com a assistência dos paulistas Dan Souza e Fernando Uehara (ambos do Bullet Bane e TOTH Estúdio/SP). Outra pessoa importante foi Fellipe Mesquita, o assistente que participou de todo o processo de gravação.
Foram ótimos momentos, sempre tranquilos e com muita entrega de todos. Nesse processo, algumas músicas tomaram novas e fundamentais formas, principalmente na bateria e no vocal. A produção ficou por conta da própria banda.

Conte-me sobre os seus shows recentes.
Resposta (Marcelo): No caso, foi só um show até agora. O de lançamento oficial do disco e nosso primeiro na cidade. Ocorreu no Saloon 79 em Botafogo e fez parte da "Evil Nights#1", novo projeto da Abraxas Produtora em parceria com o Superfuzz que vai rolar uma vez por mês às quartas-feiras. Contou também com o Son of a Witch, de Natal (RN), excelente banda de stoner. No geral, foi muito bom. Estávamos louco pra tocar logo, e o público respondeu muito bem. Que venham outros mais!

Vocês vão escolher alguma das músicas desse primeiro álbum para um clipe?
Resposta (Marcelo): Perfeitamente. Adianto em primeira mão aqui no blog que já está em fase final de produção o clipe de "Entertainment", primeira música do álbum. Será todo em animação. Em breve divulgaremos a data do lançamento.



Links:
facebook.com/barizonofficial
barizon.bandcamp.com
e-mail: contactbarizon@gmail.com

Open way for the night warriors!

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Resenha: Terror Zone

Foto por +Rio de Metal 

Neste último domingo rumei para o Cassino Bangu, onde rolou o primeiro Terror Zone.

Foto por +Rio de Metal 

O evento contou com uma estrutura bem montada: o local era amplo e, para um ginásio, até que não reverberou tanto: quem estava perto do palco pôde escutar as músicas com clareza.
A noite começou com uma inversão na ordem dos shows: Forkill abriu os trabalhos com um repertório que incluía as músicas de seu primeiro álbum, Breathing Hate, algumas já do próximo e umas poucas covers. O público não era muito grande, em torno de umas 70 a 80 pagantes, mas seu entusiasmo compensava: com aquela animação, estava valendo. A quantidade de pessoas se manteve a praticamente a mesma durante todo o evento, o que considero um ponto positivo.

+Forkill Thrash , foto por +Rio de Metal 

+Forkill Thrash , foto por +Rio de Metal 

+Forkill Thrash , foto por +Rio de Metal 

Forkill Thrash, foto por +Rio de Metal 

+Forkill Thrash , foto por +Rio de Metal 

Em seguida veio Unmasked Brains, estreando seu figurino inspirado na temática da banda. Se o show deles não foi tão bom assim nesse dia, em termos de som (a performance sofreu por conta de alguns percalços), o visual parece ter agradado bastante, dado o número de pessoas querendo registrar imagens e vídeos dos integrantes, especialmente de LGC, com máscara e guitarra iluminadas.

+Unmasked Brains Banda , foto por +Rio de Metal 

+Denner Campolina , +Unmasked Brains Banda , foto por +Rio de Metal 

+Reinaldo Leal , +Unmasked Brains Banda , foto por +Rio de Metal 

Unmasked Brains - imagem por Euter Mangia: Cel/WhatsApp:(21)97214 0412
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+Unmasked Brains Banda , foto por +Rio de Metal 

A terceira banda foi Hicsos, que está comemorando 24 anos de estrada. Seu repertório contou com músicas autorais de seus diversos álbuns, incluindo o mais recente, Circle of Violence.

Hicsos - imagem por Euter Mangia: Cel/WhatsApp:(21)97214 0412
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Hicsos - imagem por Euter Mangia: Cel/WhatsApp:(21)97214 0412
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Quem fechou a noite foi No Remorse, com músicas de seu álbum Demohate no setlist.

No Remorse - imagem por Euter Mangia: Cel/WhatsApp:(21)97214 0412
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No Remorse - imagem por Euter Mangia: Cel/WhatsApp:(21)97214 0412
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No Remorse - imagem por Euter Mangia: Cel/WhatsApp:(21)97214 0412
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No Remorse, foto por +Rio de Metal 

Além das bandas, o evento contou com barraquinhas de produtos diversos: merch das bandas que se apresentaram, bijuterias e roupas.
Gosto quando tem produtos pra vender. Entre um clique e outro dei uma conferida nas bijus, espero que da próxima vez eu consiga parar calmamente e adquirir algumas peças! :)
Pra mim, o formato do evento tem que ser por aí, só senti falta de uns petiscos pra acompanhar a bebida. E torço para que a divulgação consiga alcançar mais pessoas, pois o Terror Zone merece!
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