sexta-feira, 17 de maio de 2013

Entrevista com Sergio Mazul - Semblant

Sergio Mazul é vocalista da banda curitibana SEMBLANT, considerada um dos expoentes do Dark/Gothic Metal no país, com uma sonoridade extremamente pesada (conduzida por duas guitarras de 7 cordas e bateria rápida, quebrada a precisa) e extrema versatilidade nos vocais comandados por ele e por Mizuho Lin.
Já passou por 5 estados brasileiros promovendo suas músicas, inclusive aqui o Rio, por ocasião da Final Nacional Wachen Metal Battle 2009 em Campo Grande.
Dentre outros assuntos, perguntei a ele sobre uma possível vinda ao Rio. Confiram!



Gostaria que falasse sobre o novo trabalho da banda, o EP Behind The Mask.
Olha, eu prefiro chama-lo de “último registro” (rs) porque ele já está um pouco defasado. Lançamos ele no dia 11 de novembro de 2011 pelo emblemático 11-11-11, tema tão místico e rico, inclusive explorado em nossa música “11:11 – The Door is Open” que está registrada neste EP.
O “Behind the Mask” é o maior marco e divisor de águas na história da Semblant desde que começamos a banda, devido a estrear uma nova formação e marcar o primeiro registro com Mizuho Lin dividindo os vocais comigo e assumindo as vozes femininas da banda.
Não apenas ela, mas os demais músicos Sol Perez e Juliano Ribeiro, ambos guitarristas da Semblant, hoje assinam uma grande parcela das criações da banda, envolvendo letras, composições instrumentais e inclusive, o planejamento do andamento da mesma.

Semblant em Campo Grande, RJ, na Final Nacional do Wachen Metal Battle 2009

O que você tem escutado, de fora e daqui do Brasil? Desses sons, o que tem influenciado seu trabalho musical?
Olha, eu sempre fui um fã inveterado de todas as vertentes do rock e do metal. Sou inclusive um grande colecionador de CD’s, tenho quase 3.000 peças originais na coleção e me mantenho ativo, comprando mais e mais lançamentos de bandas que me interessam e/ou que coleciono a discografia.
Vamos lá: de fora do Brasil, tenho ouvido diversos lançamentos como os últimos álbuns das bandas Soilwork, Hypocrisy, Cradle of Filth, Testament, Hardline, Rob Zombie, Saxon, The 69 Eyes, Killswitch Engage, Ghost e estou bem ansioso, esperando alguns lançamentos que pretendo adquirir no ato e que sairão nos próximos dias: novos do Amorphis e Alice in Chains.
Lógico, existem as que sempre escuto, como Black Sabbath, Morgana Lefay, Moonspell, Savatage... eu escuto muita música dentro do meio que sempre amei fazer parte. Seja no carro, em casa, trabalhando, sou um ser humano musical 24 horas por dia.
No Brasil, tenho ouvido grandes bandas como: Imago Mortis, Unearthly, Doomsday Ceremony, Holiness, Command 6, Necropsya, Krisiun, Trayce, In Torment, Distraught, Symbolica, Genocídio e tenho conferido vários lançamentos excelentes como os das bandas Wigand, Unblack Pulse, Painside, Liturgy of Suffering, enfim, acho que há muita coisa boa surgindo no Brasil e com qualidade suficiente para fazer frente a qualquer banda de fora.
Pode acreditar, fica impossível dizer o que mais anda me influenciando em meio a tantos exemplos, pois acho que tudo com o que seu cérebro entra em contato – ainda mais o assunto é música, acaba abastecendo suas fontes de inspiração.

E do Estado do Rio, vocês destacam algum trabalho?
Sem dúvida! Conheço ótimas bandas do Rio, como o já citado Unearthly, Dark Tower, Lacerated and Carbonized, Imago Mortis e lembro do Venin Noir, ótimo doom/gothic que acho não estar mais em atividade. Tempos atrás, dividimos o palco com o Unearthly e pude atestar o quanto eles estão integrando as bandas que firmaram sua bandeira no topo do metal nacional. Já dividimos o palco com a Dark Tower também, em uma final do Wacken Metal Battle que aconteceu no próprio RJ. O Rio tem grandes bandas!
E claro, não posso de citar o vocalista Gus Monsanto, grande amigo meu e que tem tantos projetos renomados mundialmente.

O trabalho vocal da Semblant é bastante rico, com vocais limpos mesclado com vozes "arranhadas", guturais... Exige um bocado de técnica. Que exercícios gosta de fazer? E para aquecer antes de ensaios, shows...
Olha, gosto de fazer alguns vocalizes para poder aquecer a voz limpa, deixa-la com o alcance e potência necessários para executar bem as linhas desta característica, em nossas músicas. Alguns gritos estridentes curtos, pra achar a “posição” durante os mesmos no meio das linhas de voz, também.
Por fim, carrego no drive à là Sepultura/Testament, que já me condiciona a executar guturais e rasgados mais facilmente.
É um ritual e rotina de no máximo, 3 minutos antes de entrar no palco ou gravar, hahaha... não tenho paciência para muitas delongas, até por ser um cara 100% prático e 0% teórico no que diz respeito a música.
A Mizuho, mesmo com sua formação erudita, é bem objetiva quanto a seus aquecimentos vocais também... somos uma dupla de cantores de ação!
Fora que costumamos ordenar o set-list de uma maneira que as primeiras músicas sirvam igualmente, como bons aquecimentos para o restante do show.


Como anda a agenda de shows? Têm algum show em vista pelo Rio de Janeiro?
Olha, no momento, temos mais um show ao lado do Matanza no próximo dia 10 de maio e estamos agendando nossa primeira ida ao Amapá. Queremos muito marcar algo no Rio, espero que com o próximo álbum os produtores cariocas achem uma boa oportunidade para incluírem a Semblant em algum evento legal! Vai ser incrível poder tocar por aí!
Paramos um pouco com a intensidade da agenda de shows devido ao nosso trabalho de pré-produção do novo álbum e ensaios com nosso novo baterista Thor Sikora. Como só entraremos em estúdio para a gravação oficial do disco no segundo semestre, estamos otimizando o tempo que temos para deixar tudo o mais impecável possível, para refletirmos no estúdio.
Serão 11 músicas totalmente novas, então é um trabalho árduo. Nosso primeiro trabalho (“Last Night of Mortality”) tinha 10 composições inéditas; o EP “Behind the Mask”, 4; lançamentos uma faixa inédita chamada “Throw Back to Hell”, para a trilha de um evento de MMA em 2012 e agora, serão 11 sons inéditos. É o nosso trabalho com maior volume criativo até hoje, fora algumas composições extras que deixaremos de fora por enquanto.

Gostaria que falasse sobre a infraestrutura que encontram nos eventos em que a banda participa: som, luz, instalações pra banda e pro público, mas especialmente a segurança.
Já tocamos em locais e infraestruturas muito limitados. Ultimamente temos sido mais seletivos, pois se não há como fazer um bom show e dar ao público o que eles merecem e achamos que podemos, logicamente não vejo razão para subir ao palco.
Pior estrutura e organização até hoje? A do Metal Open Air, onde acabamos nem tocando.
Mas sem dúvida, os produtores brasileiros tem tido uma visão bem mais profissional nos últimos anos e desde 2010, temos tocado em locais com estrutura excelente!

Bate-Volta
Metal no Brasil Elevando o nível cada vez mais rápido!
Rock in Rio Sendo generoso e mesclando as vertentes do rock/metal: Iron Maiden, Metallica, Slayer, Alice in Chains, Bon Jovi, Destruction, Krisiun, Helloween, Sepultura, André Matos, Shaman, Almah, Hibria, Kiara Rocks. Focar nestas! O resto, não tem nada a ver com o Rock in Rio e nem dá pra chamar assim.
Shows Underground Cada vez melhores. Basta vocês aí do Rio conferirem o Unearthly ao vivo!
Show inesquecível Vários. Nevermore, Savatage, Slayer e Dio são os tops da lista.
Ama Rock ‘n Roll/Heavy Metal, tattoos, games, HQs/livros, artes marciais e filmes de horror.
Detesta Política brasileira, Radiohead e Legião Urbana.
Te inspira Aleatório: boa música, bons livros, bons filmes, Bushido, Clive Barker, Stephen King, dias de ócio criativo.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Planet Rock Festival Edição Especial: METAL - resenha de show

Uma das bandas que se apresentou foi a Baroni; formada em 2011 por Nabugo (Vocal), Dinho Moura (Guitarra), Marlon Dani (Baixo) e Bruno Quack(Bateria). Não consegui conferir a performance dos caras ao vivo, mas fui curtir o som deles na web, pra conhecer. Vale a pena dar uma conferida em suas músicas com letras em português: https://www.facebook.com/baronioficial/app_178091127385. Espero poder vê-los ao vivo qualquer dia.

Participou também a Stigma Burn, que iniciou em 2010, com um som mais agressivo. Conferi via web (https://www.facebook.com/stigmaburn/app_178091127385) e pretendo curtir ao vivo assim que tiver uma nova oportunidade! Suas composições são em português e inglês. Os integrantes são Shood Macêdo (Vocal, William Vieira (Bateria), Victor "Bitch" Matos (Guitarra), Tiago Barros (Baixo) e Igor Figueiredo (Guitarra).

Quando cheguei, a banda que estava no palco era a Demolishment. Aliás, fizeram jus ao nome apresentando um som demolidor. Os membros Thiago Barbosa, Diego Sandiablo, Elias Oliveira, Diogo Barbosa e Bruno Tavares mandaram ver em composições próprias e covers. Bom show! Me fez procurar as músicas deles depois, que aliás, estou ouvindo enquanto escrevo a resenha (https://www.facebook.com/Demolishment/app_2405167945).


A segunda banda que vi foi Absolem. Apesar de ter sido formada há apenas dois anos atrás, os integrantes Marcelo Coutinho (vocal), Fabio Azevedo (baixo), Antonio Djafre (bateria) e Marcus Fraga (guitarra) têm história no underground fluminense. A banda apresentou um som interessante, fazendo um metal extremo com inspiração no Rock Progressivo e no Heavy Metal tradicional. Aqui o link, pra quem quiser conferir o som dos caras: https://www.facebook.com/Absolembr/app_2405167945



Depois veio a já conhecida Ágona, com nove anos de estrada e muita agressividade. Alan Muniz (Vocal), Leonardo Milli (Guitarra), Rafael Ferraz (Baixo) e Vinícius Bhering (Bateria) apresentaram seu som, um Death/Thrash Metal (https://www.facebook.com/agonaofficial/app_178091127385), influenciado pelas bandas Pantera, Lamb of God e Mastodon. A presença no palco foi bastante marcante: dentre outras façanhas, latinhas de alumínio voaram do palco pelos pés do vocalista, que deu uma interpretação teatral às composições, com letras em português. Chamou os espectadores pra perto, questionando se estavam com medo do metal. Conseguiu o que esperava, pois aos poucos foram chegando.




Quando a apresentação do Ágona acabou, a maior parte dos presentes se fez ausente. Mas parecia que a brincadeira ainda estava começando...

Não conhecia o Visceral Leishmaniasis (https://www.facebook.com/VisceralLeishmaniasisBrutalDeathMetal?fref=pb&hc_location=profile_browser) e devo dizer que foi a primeira vez (fora o baterista da Unmasked Brains) que vi um baterista aquecer antes de um show. Gostei! Obviamente isso se reflete na sua forma de tocar. Como a banda tem apenas um ano, é de se esperar que Darlan Oliveira só melhore com o tempo! Curti o som da banda como um todo. A guitarrista Mafe com seus dedos de aranha subindo e descendo pelo braço da guitarra está perdoada por todas as falhas que a vocalista dedurou. A propósito, Luanna é dona de um gutural de respeito! Ali, descalça, despretensiosa, mandou ver em cima do palco para um público tão pequeno. Ou melhor, seleto.





Seleto porque quem ficou ali firme até o final devia  querer mesmo conhecer ou apreciar as bandas daquela noite. Estão de parabéns todos os que resistiram até o fim do show e foram brindados com mais uma dose de boa música.


Depois do Leishmaniasis veio Unmasked Brains. Quem conhece sabe, a técnica e a virtuose de Reinaldo Leal (vocal/guitarra), LGC (guitarra), Denner Campolina (baixo) e Elcio Pineschi (bateria) dispensam maiores apresentações. Parecia que o palco tinha se transformado em estúdio, de tão à vontade que eles estavam. Era um deleite ouvir e ver cada nota habilmente executada num clima tão intimista. Desta vez, trocaram a habitual Little God Ivory do início pela Controversies of The War e mandaram muito bem. Fizeram também uma brincadeira com o andamento no começo de New Order of Disorder que ficou muito legal! E dispensaram as covers, o que pra mim é um bônus. Não que eu não goste, nada disso! Eles as fazem com perfeição e fidelidade, mas a meu ver, as músicas que eles criaram são bem mais interessantes e elaboradas que as que influenciaram o som deles.






Foi muito bom! Valeu cada segundo. Quem quiser, pode conferir mais fotos, abaixo está o álbum do blog!

Planet Rock Festival Edição Especial: METAL

terça-feira, 7 de maio de 2013

Banda Kaliburn - Perfil e entrevista exclusiva

Rio de Metal - Banda Kaliburn - Maricá, RJ

Kaliburn é de Maricá, cidade fluminense cheia de praias e com um complexo sistema lagunar que torna o ecossistema da região bastante especial. Além disso, é um caldeirão político e social fervilhante, com histórias pipocando a cada momento: um porto aqui, uma questão política ali, mais adiante uma questão ambiental pra resolver e por aí vai.
Esse é o cenário (bem resumido) do local onde nasceu essa banda de Heavy Metal com influências de Hard Rock e Rock Progressivo Setentista, que está na estrada desde 2005. Os caras lançaram uma demo em 2012 com três músicas e no momento estão preparando novidades.


Rio de Metal - Banda Kaliburn - Maricá, RJ

De onde veio o nome Kaliburn?
O nome Kaliburn é uma derivação de Calibur, o nome arcaico da famosa espada Excalibur do Rei Artur. Esse nome veio da minha paixão pela literatura de cavalaria e por temas medievais, paixão essa que me levou a fazer faculdade de história. Porém, não somos do tipo de banda que explora essa temática nas nossas composições, para nós o nome foi ideal para representar a filosofia da banda. Procurávamos um nome forte que carregasse valores como união, honra, amizade, então pensando na távola redonda e na união daquelas caras em torno de uma causa comum e como isso se encaixava para o que queríamos com a banda. Chegamos a Kaliburn!

Rio de Metal - Banda Kaliburn - Maricá, RJ

Como são criadas as composições autorais da banda?
Está cada vez mais difícil nos reunirmos com calma para fazer improvisar e criar juntos na sala de ensaio, infelizmente pois é algo que curtimos muito fazer. Ainda fazemos isso, mas com as outras ocupações que cada integrante tem ficou algo mais raro. Porém, temos a facilidade de há muito tempo usar as novas tecnologias, como programas de editoração musical, assim podemos criar algo, escrever as idéias principais e mandar para os demais integrantes. A maioria das nossas músicas surgiram assim, e as que não surgiram foram desenvolvidas dessa forma. Então, de uma forma ou de outra, em alguma parte do processo temos a música inteira escrita com a parte de todos os integrantes. Isso de certa forma ajuda a todos colocarem sua cara na música.
A parte das letras tem ficado comigo. As vezes a galera sugere algum tema e eu desenvolvo ou então vou coletando idéias no dia a dia, tudo vai somando para o resultado final ficar no mesmo clima do instrumental, pois geralmente é o que fazemos primeiro. Tem dado certo, pois temos grande afinidade, conversamos muito sobre tudo e acaba tudo refletido nas letras e na temática da banda no geral. Tudo nos inspira, séries, filmes, livros, a vida.

Falem um pouco da cena metal da sua região.
Somos de Maricá, interior do Rio de Janeiro. Acredito que passamos por um momento de transição aqui na cidade. Já houve uma cena mais ativa e numerosa, mas com o tempo a coisa foi amornando. Agora muitas bandas novas tem surgido, algumas inclusive com a galera das bandas mais antigas, com novos projetos, mas também muita galera nova dando um novo gás. Acredito que em breve teremos novos festivais como o "Outono Rock Fest" que era uma grande vitrine para as bandas da região, além é claro dos eventos de menor porte que são sempre importantes para qualquer cena. Estamos empolgados por participar desse recomeço, já como velhos veteranos com 8 anos de estrada... (Risos).


Falem sobre o Rehearsals of Life.
Essa demo foi fruto de muito trabalho, um sonho que alimentamos durante anos e de certa forma reflete o que foi a banda até aquele momento da gravação. É composta de composições que já vinham sendo trabalhadas desde os primeiros anos de Kaliburn, talvez por isso seja um trabalho mais direto e, de certa forma, cru em seu instrumental. A parte lírica das três músicas que compõe a demo abordam a vida após a morte, três formas diferentes de ver esse mesmo tema, até por isso a brincadeira com o nome da demo, como se a vida fosse apenas um eterno ensaio para algo maior.

Acredito que com essa demo fechamos um ciclo e agora já temos músicas suficientes para nosso primeiro full length, já estamos trabalhando na pré produção dele e acredito que em breve teremos novidades quanto a isso, quem sabe um single, estamos maturando essa ideia. Mas, o principal é que agora temos músicas que refletem mais o atual estágio da banda, com a cara dessa formação!  


Vocês tiveram mudanças recentes de integrantes. Como isso influenciou no som de vocês?
Infelizmente a mudança de formação é algo com o que uma banda fatalmente acaba esbarrando ao longo de sua trajetória. No nosso caso já houveram algumas nesses 8 anos, no passado perdas que nos deixaram meio que sem rumo por um tempo, quase estagnados. Mas, dessa vez, foi bem diferente, a Kaliburn tem uma base sólida, uma formação que já está junta a mais de 3 anos, se não me falha a memória (Allan Anjos - Guitarra, Romulo Martins - Teclados e Sintetizadores, Pedro Szigethy Baixo e Cello, Marcel Oluap - Bateria). Houve a saída do nosso irmão Thiagão "Ripper" Ribeiro, que sempre será um grande amigo para todos nós, porém musicalmente não estava mais dando certo para as novas músicas e temáticas da banda, ele canta muito, mas a praia dele é algo mais no estilo que gravamos na demo, um metal mais tradicional. Agora estamos com o Gabriel Santarozza nos vocais, estamos muito empolgados com a voz dele nas linhas das novas músicas, além do que ele tem criado para as músicas mais recentes que estão saindo. Acreditamos que agora temos um grupo coeso e pronto pra batalha!


Querem deixar uma mensagem pros leitores?
Em primeiro lugar gostaria de agradecer a toda atenção do Rio de Metal e aos seus leitores, espero que tenham curtido conhecer um pouco mais da Kaliburn. Convidamos vocês para conhecerem nosso som, nossa demo está disponível em todos os grandes sites de compartilhamento, fácil de achar através do facebook.com/hail.kaliburn . Acompanhem nosso trabalho, em breve nosso novo material estará disponível. Grande abraço e Hail Kaliburn!!!

Release
Ter uma banda era o antigo sonho de um grupo amigos, motivados pela vontade de homenagear seus ídolos, expor suas idéias e sentimentos, mas principalmente pela amizade que os unia. Começaram na música alimentando esse sonho e formaram a KALIBURN em abril de 2005. Após alguns anos de tentativas frustradas e algumas mudanças na formação a banda se estabiliza com a formação ...atual e passa a galgar novos objetivos, mantendo sempre acima de tudo a amizade como principal filosofia. Banda e fãs fazem parte de um só grupo: a Confraria KALIBURN. Hail KALIBURN!!!
Black Label Society, Iron Maiden, Ayreon, Type O Negative, Star One, Amorphis, Pain of Salvation

Rio de Metal - Banda Kaliburn - Maricá, RJ


Kaliburn é:

Gabriel Santarozza – Vocais /Allan Anjos – Guitarras / Pedro Szigethy - Baixo
Rômulo Martins – Teclados / Marcel Oluap – Bateria


Link para demo Rehearsals of Life - http://www.mediafire.com/?oqpc5of7kjckpq4
Link para o canal no Youtube - https://www.youtube.com/KaliburnChannel
Link paraa fanpage da banda - https://www.facebook.com/hail.kaliburn

quarta-feira, 10 de abril de 2013

4º Piabetá Rock Fest: resenha de show

É claro que cheguei quando o show já estava rolando... Mas consegui estar presente a tempo de assistir ao final do show da primeira banda que vi foi a 4Change, mandando ver nas covers de Red Hot Chili Peppers, Creed, Pearl Jam e Rage Against The Machine.

4Change

A segunda banda a se apresentar foi Opala de Prata, prata da casa (são de Magé, ali pertinho) que anda causando boa impressão por onde passa. Com várias composições originais de hard rock apimentadas por heavy metal, entremeadas a covers, teve realmente uma reação bastante positiva da platéia, que ficou grudada no palco.

Opala de Prata
Opala de Prata

Em todos os intervalos, o Dj Spike Minoda deixava a galera bastante animada, com uma seleção musical muito boa.


Rolou um pequena troca de posições na programação original do evento e a terceira banda a subir ao palco foi a Örror. Tocam um grindcore mega agressivo e brindaram o público com músicas curtíssimas e furiosas, tais como "Dengue", "Paes" e por aí vai... Muito legal!

Örror



Örror

Örror


Entre uma banda e outra, aproveitei pra curtir o público e as banquinhas, que faziam seu show à parte. Tinha uma galera andando de skate, pulando inclusive sobre obstáculos humanos; as banquinhas vendiam camisetas e CDs diversos, pastel, bijoux... Quem é chegado a uma comprinha podia matar a vontade ali.




E chegou a vez da quarta banda, Unmasked Brains. Por conta do horário, o show deles acabou sendo bem curto. Foi uma pena, pois a platéia parecia ter curtido bastante! Imagina se eles tivessem apresentado todo o setlist preparado pro show... Ficaram faltando algumas músicas do EP virtual que estavam divulgando, como A Máquina. De qualquer forma, a galera ficou animadíssima, no ponto para receber a banda que fechou a noite, a Gangrena Gasosa.

Unmasked Brains

Unmasked Brains

Unmasked Brains

Unmasked Brains
 Há muito estava curiosa para assistir a um show deles. Devo dizer que era tudo o que esperava ou ainda mais. Apesar de a banda ter mudado um bocado desde sua formação há anos e anos atrás, ao ouvir as músicas, parece que fui imediatamente transportada ao Garage, onde eles tocavam com todas aquelas bandas loucas como Sex Noise, Poindexter, Sutiã Xiita, Piu Piu, Z1bi do Mato... Ao detonar suas composições como Eu Não Entendi Matrix e Se Deus é 10 satanás é 666 mostraram que andam melhores do que nunca: presença de palco, qualidade na execução das músicas, timing, humor. Os caras estão mesmo de parabéns.

Gangrena Gasosa

Gangrena Gasosa

Gangrena Gasosa

Gangrena Gasosa

Gangrena Gasosa

Gangrena Gasosa

Então, produção! Que venham os próximos! Vi que a quinta edição já está sendo preparada e aposto que será ainda melhor.
Pra quem quiser conferir mais, abaixo está o álbum com quase 300 fotos do evento.

Álbum de fotos 4º Piabetá Rock Fest!

quarta-feira, 13 de março de 2013

Banda Stodgy - Perfil e entrevista exclusiva

 
Stodgy formou-se em 2008. É de Barra do Piraí, perto de Volta Redonda. A cidade, com belos cenários e cortada pelos trilhos do trem, já teve o maior entroncamento ferroviário da América Latina, dando acesso ao Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, formando as linhas mais importantes do Brasil. Antes disso, fazia parte da rota dos Bandeirantes. Essa vocação para transportes se confirma com o projeto do Aeroporto Regional do Vale do Aço, que surgirá por lá em breve.


É justo então que Paulo Bettencourt e Daniel Tiago fizessem no início um som no estilo rock n' roll, para um público de "motociclistas" com sua antiga banda "A ROTA", como os leitores poderão conferir no release abaixo, depois da entrevista.
Conferi o som dos caras pelo Myspace e pelo Youtube, thrash/death de qualidade! Tive a oportunidade de prestigiá-los ao vivo na festa da Quality Music Web Radio (confira a matéria) e confirmei minhas expectativas. Leitores, não deixem de ouvir essa banda de riffs pesados e vocais agressivos!



Ouvindo suas músicas pelo Myspace, percebi uma grande diferença nas gravações de 2010 pra 2011. Gostaria que falassem sobre isso.
Saudações! Bem respondendo a pergunta, em 2010 já estávamos com muitas composições e muitas outras surgindo e tínhamos a necessidade de apresentar algum material para a rapaziada poder ter uma noção do que viria pela frente. As gravações de 2010 foram feitas em um ensaio gravado e as de 2011 já eram musicas da gravação do CD antes da masterização.

Depois que pesquisei o significado da palavra "stodgy", achei muita graça no nome. Cara, de onde veio a idéia de batizar a banda assim?
Hahaha... A ideia do nome da banda surgiu de um fato engraçado que já aconteceu com todos os integrantes. Antes da banda todos já haviam tocado em outros projetos e como todo mundo já havia acontecido de ensaiar na casa de amigos e expulsarem a rapaziada por causa do barulho, hahaha! E quando já estávamos com a banda formada aconteceu de novo de termos de nos “retirar”, pois o som era muito barulhento e como na época não tínhamos grana para pagar estúdio, perturbávamos os vizinhos onde dava para ensaiar, daí o nome “Indigesto”!

Me falem sobre as infuências sonoras e o processo de composição. O que teremos do Stodgy pela frente?
Nossas influencias são bandas como Slayer, Sepultura, Kreator, Sarcofago, Korzus, Destruction e mais algumas desgraceiras.
Já no nosso processo de composição, nosso guitarrista Paulo Bettencourt apresenta seu arsenal de riffs, Bruni Fidelis suas letras e todos juntos terminamos o processo de criação até ver a podreira que sai e alcançar o que desejamos.
Para 2013 a rapaziada pode esperar novas composições a caminho e muita porradaria pela frente, hehehehehe!

Fiquem à vontade pra falar o que mais quiserem pros leitores!
Primeiramente gostaríamos de agradecer ao Rio de Metal pelo espaço e parabenizar o trabalho feito, o apoio à cena e a cobertura dos shows no aniversário da Quality Music Web Radio onde tivemos orgulho em ter tocado.  Gostaríamos de agradecer a todos os bangers e amigos pela presença nos shows e o suporte ao nosso insano trabalho. Aguardem, pois vem muito mais “Indigestão” pela frente!

Release
 Banda formada em 2008, com intuito de fazer composições próprias e de tentar resgatar a cena do Metal na cidade de Barra do Piraí - RJ.

A idéia de formar a STODGY surgiu dos integrantes Paulo Bettencourt e Daniel Tiago, quando ainda, faziam um som com sua antiga banda "A ROTA". Era um projeto que focava o estilo rock n' roll, para um público de "motociclistas".

No entanto, por mais que ambos gostassem do estilo tocado, não estavam mais animados em continuar e decidiram tocar o que realmente rolava em suas veias. Ambos haviam tocado em bandas de “Thrash Metal” antes e sabiam como era a diferença.

Então convidaram Junin para a bateria e por intermédio dele conheceram Neive. Com muito peso, velocidade e precisão, Neive impressionou a todos no 1º ensaio. Com o quarteto montado, Paulo bolava suas bases acidas, agressivas e extremamente pesadas, do mesmo nível de sua antiga banda (Smashing Noisy) que foi ícone do cenário Thrash dos anos 90, mas como nem tudo é perfeito, ainda faltava a voz.

Começaram a pedir ajuda a todos os amigos, quando estavam quase desistindo, aparece um recado na “rede social” de Daniel Tiago. Por meio da internet, conheceram Bruni Fidelis com a voz mais suja e agressiva que tinham visto nos últimos tempos. Daí começaram a ensaiar e as musicas foram saindo.

De acordo com as influências musicais de cada integrante a STODGY foi adquirindo sua sonoridade pesada, agressiva, rápida, precisa e técnica. Tendendo entre os estilos Trhash/Death/Metal.

Com esta formação, Bruni Fidelis no vocal, Neive Rodrigues e Paulo Bettencourt nas guitarras, Daniel Tiago no baixo e Junin na bateria, a banda produziu seu primeiro CD “Rain of Hate”, uma produção independente com 10 musicas que foi lançado em Abril de 2012.

Por motivos profissionais, Neive Rodrigues pediu licença temporária até Julho de 2012, onde Varejão, um grande amigo da banda assumiu seu lugar na guitarra..

Após seu tempo de ausência, Neive re-assume seu posto de origem, fazendo com que a Stodgy tenha de volta sua formação original...

Para conheceir mais da banda:

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dreadnox - perfil da banda e entrevista exclusiva


A banda carioca de metal Dreadnox está na estrada desde 1993. No ano de 1998 lançou seu primeiro álbum chamado “Divine Act”, que recebeu críticas muito positivas da mídia especializada brasileira e dos fãs. Em sua formação estão por Fabio Schneider (vocais), Kiko Dittert (guitarra), Dead Montana (baixo) e Felipe Curi (bateria).
Ficou uns 5 anos longe dos palcos, desiludidos com a falta de perspectivas da cena underground brasileira. Mas como música é tipo m vício, em 2010 apareceram com o álbum “Dance of Ignorance” (2010 / DieHard Records), produzido por Renato Tribuzy e mixado por Alex Macedo no Full Sound Studios, marcando o retorno do grupo ao cenário underground.

Abaixo está a lista de faixas do CD, do qual pretendo fazer uma resenha em breve:

01. Fight With The Light
02. Survive
03. Echoes Of Midnight
04. Go On
05. Miracle
06. All Is Not Lost
07. Dance Of Ignorance
08. Annie
09. Sinners In Paradise
10. Impromptu
11. Waiting For The Sun
12. Battle & Honor (Bonus Track)

A DREADNOX possui uma combinação bastante interessante enre peso e melodia. Pra mim, duas das influências mais claras são Iron Maiden e Metallica, mas é claro que eles passeiam por diversas outras. Só que isso vou deixar pra falar mais na resenha...



Como não podia deixar de ser, fiz mais algumas perguntas.
Gosto muito de games e em minhas pesquisas sobre vocês, vi que criaram em 2011 uma música para um evento relacionado ao tema, o Jogo Justo. Como foi? Vcs curtem games, tem alguém da banda que é viciado em jogos eletrônicos?
 O Fabio conheceu o Moacyr Alves, idealizador do projeto, que convidou o Dreadnox a fazer a música oficial Jogo Justo. Ele e o Kiko foram pra São Paulo participar do lançamento do evento. Foi uma grande experiência! Todos na banda gostamos muito de games. O Fabio, além de jogar, é um grande conhecedor do assunto.



Vocês mencionaram que o ano de 2012 foi muito bom pro Dreadnox. Dentre as apresentações que vocês fizeram estavam os shows de abertura para a Tarja Turunen no Vivo Rio em abril, para a banda Epica na Fundição Progresso em setembro e tocaram com o Kiko Loureiro e o Detonator em um evento em Caxias em junho. Conte como foram essas experiências.
 Foram ótimos shows. Foi, também, uma grande oportunidade de mostrar nosso último trabalho, Dance of Ignorance, para o público fã de Tarja, Epica, Kiko Loureiro e Detonator. A resposta foi muito boa, foi sold out na venda dos cds.


Pra conhecer mais da banda:
http://www.dreadnox.com
http://www.youtube.com/user/DreadnoxBrazil
https://www.facebook.com/dreadnox.brazil
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