terça-feira, 29 de novembro de 2011

Resenha de vídeos - Elcio Pineschi, baterista do Unmasked Brains

Anuncio a primeira matéria colaborativa do Rio de Metal! Uma seleção de Elcio Pineschi - banda Unmasked Brains - de vídeos do Youtube mostrando os três bateristas que mais influenciaram seu estilo: Dave Lombardo, Tommy Aldridge e Deen Castronovo. Fiquei muito feliz com a parceria, apesar da dificuldade em obtê-la... Mas o resultado, pelo menos na minha opinião, foi de primeira. Confiram!




Ola á todos, eu me chamo Elcio Pineschi e toco bateria numa banda de Trash Metal chamada Unmasked Brains. Nós fizemos muito barulho nos anos 90, ficamos mais de dez anos parados e, no meio deste ano, decidimos voltar a tocar.



Um dos motivos pelo qual escrevo aqui é que a dona deste blog (por acaso é minha mulher), me pediu de maneira bastante enfática, que eu fizesse uma pequena resenha sobre três bateristas de metal da minha preferência, e incluísse um vídeo pra cada um deles. O outro motivo é que, para mim, se tratam de clássicos. E como a última palavra lá em casa é sempre minha, aí vamos nós...


O primeiro baterista da minha lista é o lendário Tommy Aldridge. Eu o vi tocando pela primeira vez no primeiro Rock in Rio de 85 com o Ozzy e fiquei de queixo caído. Foi ele quem despertou meu interesse em tocar com dois bumbos (no meu caso, pedal-duplo). Ele hoje tem mais de 60 anos e ainda me mata de inveja. O vídeo que escolhi é da música Journey to the Center of Eternity do Ozzy ao vivo em 1984, ao final da qual ele faz o solo que ainda faz até hoje em suas apresentações. Tommy – A lenda!


O segundo da lista é o selvagem Dave Lombardo, baterista do Slayer, que recebeu o título de “the godfather of double bass” e dispensa mais apresentações. Com o Lombardo eu descobri que existia uma coisa ainda mais legal que tocar com dois bumbos, que era tocar com dois bumbos rápido! Muito rápido! E ele não é rápido apenas com os pés. A velocidade e a ferocidade com as mãos também é fantástica. Como todo mundo já tá careca de conhecer Slayer, estou incluindo aqui um vídeo que resume o Lombardo em 32 segundos.



O terceiro da lista é o Deen Castronovo. Eu o conheci tocando no disco instrumental Dragon´s Kiss, que foi o primeiro do guitarrista Marty Friedman. Eu nunca tinha ouvido nada igual em toda minha vida. Quem curte musica virtuosa, e por acaso não conhece o disco, vale a pena dar uma conferida. Considero o Deen Castronovo um dos bateristas de rock mais criativos que já vi tocar. O vídeo que eu selecionei pra ele foi do solo que ele fez no seu vídeo aula há alguns ... muitos anos atrás.


Sumarizando, acredito que o ponto comum entre esses bateristas é o vigor, a velocidade e a precisão. Ter apenas duas dessas características não é tão difícil, mas ter as três juntas é que faz a diferença.

Só pra finalizar, eu gostaria de mencionar que existem muitos outros bateristas que eu admiro muito tanto no mundo do rock e do metal, como em outros estilos musicais, e por essa razão foi bem difícil escolher apenas três pra citar. Essa lista é bem pequena e bastante pessoal, mas espero que tenham gostado.

Um forte abraço a todos,
Elcio.





Gostou? Bom, o Elcio é o único cara a quem eu posso intimar... :-D Mas convido você a compartilhar também um pouco do seu trabalho musical! Envie seu material para sigried.nb+riodemetal@gmail.com.

Para conhecer um pouco mais do trabalho musical do Elcio, veja os vídeos:










Para conhecer mais sobre a banda Unmasked Brains, veja:
http://www.myspace.com/unmaskedbrains
http://www.reverbnation.com/unmaskedbrains
http://www.youtube.com/user/UnmaskedBrains
http://www.twitter.com/unmaskedbrains

Mande sua resenha, também! Conte sobre os músicos que influenciaram seu estilo e veja-a publicada aqui! sigried.nb+riodemetal@gmail.com.br. É claro que todos os links que desejar, relacionados a seu trabalho musical, serão colocados no post.

sábado, 26 de novembro de 2011

Quarto metal


Como arquiteta, não poderia deixar de falar sobre decoração e rock...
Afinal, o rock e o metal têm uma linguagem estética própria, como se pode conferir nesse livro aqui: Getting it on: the clothing of Rock n' Roll. E também no visual das diversas bandas que já foram divulgadas por aqui!
Fiz uma pequena seleção de ambientes e acessórios interessantes sobre o tema. Confiram!


Texto extraído na íntegra, do site Casa:

"A Garagem do Rock mistura materiais reciclados e produtos modernos. Ao fundo, uma parede com mais de mil garrafas pets é usada como isolamento acústico. Os tapetes foram costurados com peças de jeans. Pufes de led aliados a painéis e vários objetos com referências do estilo completam o espaço. O projeto é das arquitetas Christiane Coimbra e Cristiane Sotto Mayor."

O Diário da Joaquina apresentou em 07/09/2010 uma série de cabideiros. Os mais rock n' roll estão aqui:




A Decortop homenageou o dia do roqueiro, 13/07/11, com um quarto inspirado em um roqueiro:




Esse projeto foi desenvolvido pelas lojas KD e exposto em seu blog.

No blog Putsgrilo e na página da Revista Casa e Jardim, há , matérias sobre as luminarias e abajures feitos com guitarras pela Guitarlamp. Mas pelo que sei, custam bem caro...

Imagem da revista casa e jardim.
 Uma das formas mais econômicas de dar um toque musical é usar adesivos de parede, como os da Adesix.

Pra fechar com chave de ouro, clique aqui e conheça o trabalho de Jobert Mello, designer de arte para bandas. Abaixo está uma de suas ilustrações, só pra dar um gostinho.

Esse foi um dos trabalhos desenvolvidos pela
Sledgehammer Graphix, leia a matéria aqui.


E agora, o que está faltando pra você "metalizar" o seu espaço? ;-)

domingo, 20 de novembro de 2011

Arriscando novos sabores sonoros...

Para todo grupo autoral ou artistas individuais de sucesso, deve haver algumas dúzias de covers. Não há como escapar: vai sempre haver gente querendo imitar os bem sucedidos. De vez em quando aparecem em programas de televisão, artistas mostrando quão perfeitas são suas imitações, o que deixa o público embasbacado. Passado o momento da curiosidade circense, segue a programação normal.

Tem também aqueles artistas que interpretam trabalhos de outros, às vezes se arriscando a fazer isso pelo resto da vida. Para que possam viver só de música, passam muito mais tempo executando obras alheias que criando as próprias. Às vezes, seus trabalhos autorais são excelentes, mesmo superando as interpretações que fazem, mas não têm muita chance de mostrá-lo se querem agradar o grande público e ganhar seu dinheiro fazendo o que gostam, ou seja: tocando ou cantando.

E o grande público procura o entretenimento com o qual se identifica. Ou acha que se identifica. Vendo na TV e ouvindo na rádio, faz uma seleção daquilo que supõe que gosta. Digo que se trata de uma suposição porque normalmente não procuramos saber o que mais existe. Ao ver apenas covers e iterpretações do mainstream, perdemos a chance de expor nossos ouvidos e mentes ao verdadeiramente novo.

Ousei resumir no quadro abaixo as sensações causadas por trabalhos autorais novos e covers. Não sou nenhuma autoridade no assunto, mas imagino o seguinte:

 
Covers Autorais
Shows Você sabe exatamente o que vai ouvir. Pode ser bom para levar alguém que ainda não conhece um determinado estilo de música, nunca foi a um show ao vivo. Se é a primeira vez que está assistindo a banda, pode não gostar do que irá ouvir... Afinal, o grupo está tentando produzir novidades, você é a "cobaia".
Criatividade A não ser que a banda ou o artista dê seus toques pessoais na música (o que duvido muito, pois o público de cover quer uma reprodução fiel), será ZERO. Aí depende da banda ou do artista. Mas tenha certeza: qualquer coisa que eles fizerem demandará mais criatividade que uma cover. Afinal, eles criam o próprio som!
Satisfação A não ser que toquem mal, ela é garantida. Afinal, você sabia muito bem o que iria ouvir! Não dá pra garantir que você vá gostar, mas... Sinceramente? Como vai saber se não tentar?

Estamos sempre em busca de prazer. Quando vamos a um show, é isso que buscamos: satisfação, entretenimento. Queremos aquilo que sabemos que nos trará uma sensação boa, como quando comemos. Comemos feijão com arroz todo o dia, é muito saboroso. Mas às vezes é bom variar. Com música não deveria ser diferente.

Imagem daqui.
Experimentar um alimento novo causa uma certa ansiedade, uma certa tensão: "Puxa, e se eu não gostar? Vou ter que engolir esse negócio assim mesmo." É, vai. Pode ser ruim, mas pode ser muito bom. Um dia, me fizeram provar chocolate, e não parei de comer até hoje...

Assistir shows de bandas ou artistas autorais é estar livre pra gostar daquilo que a mídia não te impõe. É a chance de descobrir seu verdadeiro gosto musical, sem influências externas. Mesmo que aquele teu amigo integrante de uma banda insista em dizer que o som dele é maneiro, irado, no íntimo você sabe como se sentiu ali na platéia. Se não gostar, vai arrumar umas desculpas e depois não vai mais ao show. E vai perder o quê? Um pouco do seu tempo e uns 10, 20 reais. Se gostar, será um dos primeiros a descobrir aquela banda, e se um dia ela chegar ao mainstream, poderá dizer: "É, já conheço eles faz um tempo... Você não?"

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Show da semana

20/11 (domingo), às 19:00h
No CALABOUÇO ROCK BAR tocam as bandas:
 - Vociferatus estreando a nova formação e divulgando seu novo EP "Blessed By the Hands of Flames". https://www.facebook.com/vociferatus
 - As Dramatic Homage, tocando as músicas que estatão em seu novo álbum, "Crown", previsto para o inicio de 2012. https://www.facebook.com/pages/As-Dramatic-Homage/158699820850529
 - Amnesia, divulgando o seu EP, "Inside My Head" https://www.facebook.com/AmnesiaMetal
 
 
O bar fica na Rua Felipe Camarão, 130, Vila Isabel - Rio de Janeiro
imagem Google Maps
 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Shows da semana

Domingo (13): Garage + Odisseia - Sunday Bloody Sunday com as bandas Unearthly (Lançando seu novo álbum "Flagellum Dei") e mais as bandas Castifas, Exhumed Christ, Horrificia e Peristaltic Movement.



Imagem do Google Maps
Av. Mem Sá, 66 - Rio de Janeiro - RJ - (0xx)21 2224-6367

Imagem do Panoramio


Sábado (12): Calabouço Rock Bar  - Shadowside (São Paulo), divulgando o album "Inner monster out", Possessônica e Statik Majik

Imagem do Google Street View
Rua Felipe Camarão, 130 - Tijuca
 
Underground Cultural: Madame Sataan (Belém do Pará), Primícia e Ágona.
 


Sexta (11): Underground Cultural - Syren, Hatefulmurder e Lost Forever.



Imagem Google Street View

O endereço é R. do Senado, 208 - Centro.

Imagem do Google Maps

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Produzir pra valer

Edu Falaschi (Almah, Angra), no festival do Metal Nacional, fez um depoimento polêmico, pra dizer o mínimo, sobre a situação do Heavy Metal no Brasil. Falou da ausência de fãs nos shows nacionais, no círculo vicioso que faz decair a qualidade do trabalho dos músicos, etc. É verdade, não há muitos lugares onde se apresentar, e esses poucos nem sempre podem oferecer uma infraestrutura ideal para receber músicos e ouvintes. Os músicos ganham cada vez menos (quando ganham) e sobra pouco dinheiro para a compra de equipamentos e ensaios em estúdio. Diz ele que a culpa é dos fãs, que não frequentam esses lugares, não investindo no cenário local. E que não compra os CDs. Serão mesmo apenas os fãs, os culpados? Aliás, será que dá pra apontar o dedo na cara de alguém e dizer que essa ou aquela pessoa é culpada pelo atual estado do cenário underground?

Quem gosta de som pesado tende a ser um pouco mais exigente que a média, e não necessariamente dispõe de dinheiro pra sair todo fim-de-semana. Quando pode, economiza uma grana para ver um show de maior estrutura, e aí fica um tempo sem ver os shows menores. Fora isso, não é um público muito grande. Pense: a não ser que você esteja diretamente envolvido com o meio, a maioria das pessoas em sua volta gosta de outros gêneros musicais, como o pop, a MPB, o rock, o samba, o axé... Poucos curtem metal e menos ainda o jazz, o clássico...

Por que temos que gostar de um tipo de música que não se manifesta em cada esquina, através de batucadas e melodias simples, de um pouco de descolorante no cabelo, pandeiro e cerveja na mão? Não, temos que ouvir guitarra, baixo e bateria a 180 BPM, bem alto e preferencialmente bem tocado, num lugar que preserve a integridade de toda a parafernália envolvida. O resultado é um programa cultural qeu atinge poucas pessoas. Difícil concorrer, né? E como já mencionei, não é "privilégio" do metal. É uma dificuldade que várias vertentes musicais têm para atingir as massas.

Dia desses, esbarrei com o anúncio desse programa no blog de um Instituto chamado Cidade Viva (http://www.institutocidadeviva.org.br). Inevitável pensar sobre o cenário Underground e seus percalços, caminho difícil a ser trilhado.

Me inscrevi no curso gratuito e estou gostando.

Óbvio que um programa de cursos por si só não resolve o problema de um cenário que não consegue se firmar e alcançar um público fiel. Mas quem sabe pode dar algumas dicas de como fazer vender o som que gostamos de ouvir e produzir. São oferecidos diversos cursos; como já disse, um é deles gratuito. Também são oferecidos: um fórum de discussão e um ambiente wiki, onde se pode criar páginas sobre manifestações culturais diversas. Dica: ainda não tem os verbetes Heavy Metal e Underground...

Vale a pena a visita.

http://produzirparavaler.com

Cursos
Produtor Cultural - Quem é este personagem? - Gratuito
Ambiente Cultural - Onde, como e quando a cultura acontece
O mapa da mina - Como obter sucesso com o empreendimento cultural
O projeto - A invenção de um evento, produto ou serviço
O Marketing é o seu negócio
Organização de Eventos

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ruído de impacto

Lembra do post Impedindo seus vizinhos escutem a bateria?
Era preciso explicar melhor sobre o ruído de impacto, e aí está. Fiz uma compilação (bem) livre de dois trabalhos: um intitulado "Ruido de impacto en forjados" e outro "El ruido de impacto en forjados". Um deles foi obtido no endereço http://www.conarquitectura.com/pdf%20NA/reducidos/na%203.pdf; o outro, infelizmente, não lembro mais... Desculpem, não copiei o endereço.

O ruído de impacto ocorre quando há um golpeio direto sobre o elemento divisor (seja ele uma laje ou uma parede), e transmitido pelo mesmo também por vibrações, que podem alcançar outros elementos que estão de alguma forma ligados a ele. Trata-se por exemplo do som de passadas, quedas de objetos, arrasto de móveis, obras e, claro, alguém tocando bateria...
Um impacto sobre o piso produz uma deformação que se manifesta como uma flexão, que desloca o material das áreas vizinhas; as partículas do material solicitadas ao deslocamento, o fazem apenas em uma quantidade infinitesimal ao redor de sua posição de equilíbrio, por causa das forças elásticas restauradoras;
a única energia que é transmitida, é aquela causada pela perturbação do impacto, que se manifesta como uma vibração na laje que se move a uma velocidade específica para cada material; todo o piso vibra e se comporta como fonte geradora de ruídos aéreos (aí a desgraça está feita!). Assim, a vibração do piso se transmite ao espaço receptor subjacente, pondo em movimento as partículas de ar que por sua vez transmitirão a perturrbação através do espaço aéreo superior, criando portando um ruído aéreo induzido.
A energia fornecida pelo impacto sobre o solo, tem a desvantagem de ser mais forte que aquela correspondente a um ruído aéreo, sendo portanto muito mais difícil de atenuar satisfatoriamente para não perturbar seu vizinho;
outro grave inconveniente do ruído de impacto em relação ao aéreo, é que enaquanto o segundo só perturba as habitações imediatamente próximas ao local de excitação, o primeiro pode ser ouvido em todo o imóvel, por causa da propagação da energia por vias secundárias distribuindo-se por todos os elementos construtivos rigidamente apoiados à estrutura inicialmente excitada.

Esse vídeo aqui mostra os possíveis efeitos de ruídos num edifício residencial multifamiliar. Torço para que seus vizinhos sejam mais pacientes ;-)

 

Se quiser saber mais sobre acústica, recomendo ainda:
http://www.cvidr.org/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Acustica

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Shows da semana

4/10 (sexta) - Brazilian Maiden; Birthday Of The Beast, no Calabouço Bar - a partir das 19:00h.
Imagem do Google Street View

Rua Felipe Camarão, 130 - Tijuca
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6/10 (domingo) - Audio Rebel
Imagem do Google Street View


Visconde Silva, 55


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Tem uma foto melhor do dugar? Quer enviar fotos da banda que vai tocar, etc? Se quiser divulgar seus shows, é só mandar as informações: sigried.nb+riodemetal@gmail.com. Será um prazer publicar!


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