Foram três meses desde a última postagem, em 13/04. Na ocasião, ainda estava me recuperando da primeira peça que a vida me pregou no início deste ano particularmente difícil.
No dia 1º de maio fui surpreendida com a maior infecção que já tive: um cortezinho idiota na ponta do dedo médio da minha mão direita me fez parar no hospital por quase 20 dias. Tomei antibióticos e analgésicos fortíssimos, todos venosos. O ápice foi a necessidade da amputação de todo o terceiro raio da mão.
Se fiquei triste? Claro! Quem gosta de perder um pedaço do corpo? Ainda mais sendo vaidosa como eu. E se quer saber, ainda dói no corpo e na alma. Tenho um longo caminho de recuperação pra trilhar, com sessões de fisioterapia a perder de vista. Mas ainda bem que eu posso fazer isso, pois o bom mesmo é estar viva e fazer o que gosta.
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Há 2 meses atrás, recém saída do hospital: hematomas,
olheiras e metal! |
Exemplos pra eu seguir é que não me faltam. Só pra mencionar dois exemplos do metal, selecionei as histórias de Rick Allen, do Def Leppard e Tony Iommi, do Black Sabbath. Aliás, se não fosse o Iommi, será que teríamos esse estilo musical, hoje?
Ainda na juventude, Tony sofreu um grave acidente na metalúrgica onde trabalhava, quando foi chamado para operar uma máquina compressora de metais. Sem qualquer experiência com a máquina, Iommi ficou com os dedos médio e anelar da mão direita nas engrenagens do equipamento, decepando a ponta desses dedos. Tony consultou vários médicos, e todos o desencorajam de poder voltar a tocar o instrumento.
Porém, um dia, ainda desanimado, Tony vai até a casa de um amigo, que lhe apresenta gravações de Django Reinhardt, um guitarrista de jazz belga de origem cigana, que interpretava músicas apenas com os dedos indicador e médio. Ao ouvir aquilo, sentiu - se encorajado novamente, e resolveu tocar de novo. Para isso, Tony derreteu a ponta de duas garrafas plásticas, as modelou para encaixarem nos dedos, e assim pode tocar de novo. O equipamento logo foi substituído por próteses plásticas. (fonte:
Wikipedia -
Tony Iommi).
Foi considerado o 25º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone, em artigo publicado no final de 2011.
O caso de Rick Allen é ainda mais dramático: no auge do sucesso da banda, prestes a participar do Rock in Rio, sofre um terrível acidente de carro e tem o braço esquerdo amputado. Os médicos tentam o reimplante do membro, mas sem sucesso. Todos os compromissos profissionais, inclusive o concerto na Cidade Maravilhosa, são imediatamente cancelados e a banda se retira por quatro anos.
Após cinco anos sem gravar, o Def Leppard retorna com o álbum Hysteria em 1987. É o disco de maior sucesso da banda, com mais de vinte milhões de cópias vendidas (principalmente nos Estados Unidos e Inglaterra). Rick Allen participa das gravações com uma bateria especial na qual os controles de ritmo estão todos nos pés (fonte:
Wikipedia -
Def Leppard).
Além de ter superado sua limitação, ele é um dos fundadores da Raven Drum Foundation, entidade que fornece programas educacionais para inspirar o crescimento pessoal em tempos de adversidade.
Sendo assim, estou voltando com o blog. Eu amo escrever e amo metal. Amo conhecer bandas novas e vou apoiá-las sempre, especialmente as daqui do Rio, que é onde moro e posso prestigiar novidades em primeira mão, em termos de som. E assim como o Tony Iommy e o Rick Allen, que tiveram a força dos amigos nos momentos mais difíceis, conto com o apoio dos leitores e das bandas para continuar, seja enviando material, sugestões de matérias e comentários.
Hail to the metal forever!
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Em qualquer condição... |