sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Resenha de álbum - Nos Bastidores da Falácia - Figurótico


Entregue, cativada, dependente. É assim que eu me sinto, em relação ao novo CD do Figurótico. Se eu exagero? Bom, cada qual tem um gosto pra música, e "Nos Bastidores da Falácia" se encaixou perfeitamente no meu.
Peço licença a quem gostaria de ler uma resenha sobre um álbum de metal ou rock pesado, mas desse aqui eu tenho que falar. Até porque os temas das músicas e a forma de abordagem é tão Rock 'n Roll que transcendem a questão das vertentes dentro do estilo.
Quando ouvi o primeiro álbum do Figurótico (nome da banda e de um de seus integrantes, pra quem não conhece ainda), "Mamãe, Eu Quero Voltar no Tempo", gostei muito. Tanto que me deu até uma pontinha de medo de ouvir o segundo e não gostar tanto assim. Acabei preferindo esse.
O álbum é atrevido e desbocado na medida, com letras deliciosamente ácidas. Fala, entre outros temas, de questões políticas da cidade de Barra Mansa, local de origem da banda, mas podia ser de qualquer outra do Brasil,  já que as situações descritas nas letras se repetem em todas as cidades do interior.
Tenho certeza de que a experiência do Figurótico (integrante - ver seu blog no Rio Sul Net) com as palavras, oriunda do trabalho paralelo como jornalista, contribuiu para a construção de versos como os de "EnTerra Brasilis" e "Quero Ver Bitus de Novo", com seus trocadilhos, inversões e figuras de linguagem. Divertidíssima também é a letra de "Livros", com a qual diversos viciados em música irão se identificar.
Mas é claro que a razão de eu escutar esse disco todos os dias não é só o cuidado com as letras, que ultrapassa as palavras e chega à minúcia das sílabas. As melodias, tanto da guitarra quanto do baixo (Eduardo Pança) são caprichadas, bem construídas e executadas. A bateria (gravada por Erick Leal) também dá o seu show, fechando esse conjunto pulsante com veia oitentista muito bem explorada.
Uma das coisas mais bacanas de uma banda de três é o quanto isso exige dos músicos: não dá pra disfarçar, apoiar uma execução mais ou menos num outro instrumento. E todos ali são extremamente competentes, quem já assistiu a um show deles pode confirmar. Só não falo mais deles aqui neste blog porque o tema é música autoral, e a maioria de seus shows são com músicas de outros artistas. Mas se tudo der certo, ainda terei a oportunidade de fazer a resenha de uma apresentação deles; por enquanto, falo apenas do álbum.
Poderia escrever um texto imenso com cada detalhe de "Nos Bastidores da Falácia", que foi feito com muito cuidado: da capa, pintada por um artista plástico local, retratando um ambiente da Câmara dos Vereadores da cidade; da faixa "Amanheceu", com quarteto de cordas; da participação da Tay Dantas na faixa bônus... Mas vou parar por aqui e deixar o leitor imaginar ou descobrir por si mesmo.
Pra fechar com chave de ouro, quero compartilhar meu novo vício com os leitores: estou sorteando um exemplar de "Nos Bastidores da Falácia". Pra participar, não poderia ser mais fácil: basta deixar aqui neste post quantos comentários quiser, até o dia 25. Eles são numerados (exceto as respostas, que têm letras); irei sortear um deles e enviar o CD ao contemplado(a). Avisarei ao felizardo(a) por aqui e pela fanpage no Facebook.
Boa sorte!

Pra conhecer mais da banda
Site: http://www.figurotico.com - aqui tem o primeiro álbum na íntegra pra baixar.
Soundcloud: https://soundcloud.com/figurotico - ouça "Pátio", faixa 2 e "Amanheceu", faixa 7 do álbum novo.

Hoje, dia 26/01/2013, fiz o sorteio às 10 da manhã. E quem ganhou foi.... A Naty, que fez o comentário nº 2! Parabéns! Vou entrar em contato com vc via MP, pelo FB. Blz?

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Banda AdVerita: perfil e entrevista exclusiva


A banda AdVerita é de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. Pros leitores de fora do Estado, vale explicar que é um dos maiores municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, pertencente à região da Baía de Guanabara. Essa informação começa a ganhar importância na música pelo fato dessa região ser um celeiro de bandas boas, algumas delas com matérias publicadas aqui pelo Rio de Metal.


Gosto de avaliar a qualidade da banda por sua performance ao vivo. Como ainda não tive a oportunidade de ir a um show deles, procurei material no Youtube. Vi apenas um vídeo gravado ao vivo - uma compilação de covers do Dream Theater, do Angra e do Rhapsody, mas tive muito boa impressão da qualidade dos músicos. Quero vê-los executando suas próprias composições!
Ainda no canal do Youtube, ouvi as músicas do seu EP, que impressiona pela qualidade.


Foi uma boa surpresa saber que um dos integrantes da banda é professor de matemática. Sempre ouvi falar da relação entre a música e os números, mas no caso desta banda ela é bastante próxima!
 Depois de ler o release (no final do post), ouvir as músicas e entrevistas e os ver ao vivo, enviei umas perguntinhas pra banda, por email. Confiram:

Muito legal, vocês serem uma banda de amigos, que conheceram música juntos na infância. Conte um pouco mais sobre os primórdios da banda: aquelas primeiras influências, como o som de vocês foi se transformando... A banda já teve outro nome, outra identidade sonora?
A banda começou a tocar as musicas que gostava de ouvir, no inicio nem pensávamos em sair para tocar, era mais estar com os amigos tirando um som. Antes de se firmar mesmo houve uma troca de guitarristas que influenciou um pouco no rumo da banda.
No rock começamos ouvindo Iron Maiden, depois conhecemos o Angra e ficamos fascinados por uma banda brasileira ser tão boa, sempre escutamos Dream Theater, Kamelot, Hangar, Rhapsody, Adagio,Led Zepelin, Deep Purple e muitas outras bandas.
E como estudantes de música estamos sempre ouvindo de tudo para que a identidade e qualidade de nossas musicas sempre seja a mais rica possível, como músicos nosso lema é  que se a musica é boa estamos lá ouvindo e aprendendo e absorvendo o que é bom.
Nosso som, nossas musicas são o resultado de uma síntese entre a nossa formação musical e as nossas influências, por isso nosso som está em constante transformação, sempre estamos aprendendo algo novo, escutando coisas novas também, então nosso som também estará sempre em movimento eu espero.

Vocês foram destaque da casa de shows onde se apresentaram ano passado, lançaram um EP bem recebido... Façam um balanço de 2012.
Quando a banda começou a tocar não tínhamos nome, éramos um grupo de amigos fazendo musica, simples assim. Depois surgiu a necessidade de um nome, pensamos em vários nomes mas por obra do destino os nomes já existiam em outras bandas, e assim surgiu AdVerita (leia-se AdVérita).
Queríamos tocar em uma casa que fica aqui na nossa região, uma casa muito boa chamada Studio B, conseguimos o contato do senhor Marcos Calafalas que produzia um evento chamado METAL KOMBAT nessa casa. Entramos em contato com ele, e ele sugeriu que nós lançaremos musicas nossas, musicas autorais em um evento dele. Ficamos muito animados com a oportunidade, porem na época ainda não tínhamos musicas autorais. Então em mais ou menos dois meses fizemos a nossa DEMO: UZ para poder lançar no evento, tudo foi muito corrido, as composições, arranjos, letras e gravação da demo tudo feito as pressas. No final das contas deu tudo certo à aceitação foi incrível, muito maior do que esperávamos, o evento foi memorável, as criticas a nossa demo foram boas considerando as circunstancias na qual ela nasceu.
Fizemos muitos shows para divulgar nosso som autoral, tocamos em cassas bem fortes no cenário do RJ, tivemos a oportunidade de tocar no  Espírito Santo onde também fomos recebidos muito bem e fechamos o ano de 2012 com chave de ouro.
Atualmente estamos trabalhando nas composições de um álbum full, e estamos fazendo com muita calma, em breve teremos grandes e boas novidades em relação a produção do nosso primeiro cd que deve ser lançado no segundo semestre de 2013.

Se quiser falar um pouco sobre a relação entre a matemática e a música da banda, fique à vontade. Ou outro assunto que ache importante para que as pessoas conheçam melhor a banda.
Israel (vocalista e fundador da AdVerita) - Quando a AdVerita nasceu eu estava na faculdade de matemática, sempre tive muita facilidade com os números seus padrões e aplicações. E que é a musica se não uma das mais belas aplicações da matemática?
Hoje em dia inclusive quando estou em sala de aula lecionando tento fazer uma interdisciplinaridade entre matemática e musica em varias situações, além de sempre estar aconselhando aos meus alunos estarem atentos a músicas de qualidade, estarem abertos a ouvir coisas novas.
Todos nós da banda sempre tivemos um interesse pela formação musical e estudar música para nós é um prazer enorme, devo dizer que a matemática ajuda muito na compreensão de alguns tópicos para quem estuda teoria musical.
Somos da Baixada Fluminense (RJ) e como qualquer banda de Metal no Brasil estamos na estrada enfrentando as dificuldades naturais que aparecem, mas também estamos focados e com uma determinação muito grande de levar nosso som, nossa energia para todo Brasil  e para todo mundo; estamos nos dedicando muito para que isso aconteça.
Nós da banda AdVerita contamos com todos que apóiam e curtem as bandas nacionais!
Valeu aí galera do Rio de Metal pelo espaço!


Release
AdVerita é uma banda brasileira de metal, formada na cidade de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro em 2010, pelo vocalista Israel Pinheiro, o guitarrista Gustavo Pinheiro e o baixista Mateus Machado, como amigos de infância e apaixonados pelo heavy metal a banda surgiu naturalmente com a vontade de criar musica de qualidade. Também participou do processo de formação da banda o musico e amigo Rodrigo Kruguer (Bateria). No final do ano de 2011 completando perfeitamente a banda Kleyton Dionizio (guitarra).
Em abril de 2012 a banda AdVerita faz seu primeiro show em um festival de bandas em Campo Grande - RJ (mondoo live) de onde saiu vencedora e ganhando patrocínio para mais dois shows pelo estado do RJ.
A banda AdVerita passou nos principais palcos do cenário Underground Carioca e teve uma excelente receptividade do publico.
Buscando uma sonoridade diferente do que as bandas de power metal progressivo vem apresentando a banda AdVerita entra em estúdio (ESTUDIO LUX) para a gravação da sua Primeira EP intitulada UZ com quatro musicas autorais.

Influências: Dream Theater, Angra, Symphony X, Kamelot, Rhapsody, ..etc..

Formação:
Israel Pinheiro - Vocais
Gustavo Pinheiro - Guitarras
Kleyton Dionízio - Guitarras
Matheus Machado - Baixo
Rodrigo Víctor "Kruguer" - Bateria

Para conhecer mais da banda:
Soundcloud:  http://soundcloud.com/adverita
Reverbnation: http://www.reverbnation.com/adverita
site: http://www.adverita.com.br
Youtube:  http://www.youtube.com/user/AdVeritaChannel
Facebook: http://www.facebook.com/pages/AdVerita/286895408014819

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Resenha - Tributo a Fabio Costa - Garage Odisseia

Poucas vezes na história do Garage, que eu me lembre, um show começou na hora: os atrasildos como eu sempre ganhavam uma colher de chá, pra não perder o show da primeira banda. Desta vez, como de costume, cheguei atrasada e não consegui ver a Bala n'Agulha. É, quem me deu carona certamente não contava com isso também. E sinceramente, nem eu! Senão, teria sido mais chata com essa questão de horário.

Z1bi do Mato
Quando cheguei, estava no palco Z1bi do Mato, com seu som altamente enlouquecedor. O teatro ainda não estava cheio, mas a galera presente se divertia com as maluquices de Löis e companhia. Ele tinha anunciado uma surpresa no fim do show e ela era... O fim da banda. Após a plateia manifestar alguns lamentos, ele usou seu jeito leve e divertido para encerrar com um clássico "hino" que sempre fecha os shows da banda.

Z1bi do Mato
Logo depois veio a igualmente insana Sex Noise, que agitou a galera com sua performance visceral. Enquanto o show rolava, mais gente aparecia e ia se embalando no ritmo intenso das composições da banda e na expressiva interpretação das letras, por parte do vocalista Larry Antha.

Sex Noise

As primeiras bandas, com seu jeito louco, deixaram o público pronto pra mais. Com a casa ainda enchendo, começou o show da banda Unmasked Brains. E devo dizer que, desde que voltaram aos palcos, seus shows só têm melhorado. Fora alguns percalços resolvidos "sem perder a pose", como disse o vocalista Reinaldo Leal (o baixista conseguiu arrebentar uma das cordas do seu baixo; a mais grossa, por sinal, e a correia da guitarra do próprio Reinaldo também arrebentou), a performance deles foi excelente.

Unmasked Brains

Se você perguntar a algum dos integrantes, vão sempre dizer que faltou alguma coisa, que tocaram uma ou outra música um pouco diferente do que gostariam... Faz parte do jeito preciosista deles, sempre querendo algo mais. O que eu vi, no entanto, foi o público erguendo as mãos muitas vezes, gritando e aplaudindo ao final de cada música, formando rodas e pulando ao som de New Order of Disorder (vulgo "Pula Porra"), Break my Will e a clássica A Máquina, numa impressionante resposta ao metal energético da banda. Apesar dos pedidos da plateia, a tradicional cover de Holy Wars não rolou. Pessoalmente, prefiro assim: gosto quando resolvem fazer um show 100% autoral, sem se apoiar em nenhuma música de outra banda mais conhecida; eles podem fazer isso. Vi também todos os integrantes bem à vontade no palco, interagindo com a platéia, curtindo o momento. E vi muita gente se  emocionando ao assistir o vídeo preparado especialmente para a ocasião.

Unmasked Brains

Como se a galera já não estivesse quente, a coisa pegou fogo quando entrou a Mc's HC. Com sua potente mistura de Funk e Hardcore (também conhecido como Miami Rock), fizeram o público vir abaixo. Nem  os poucos que estavam no bar conseguiram ficar parados. Atenção, desavisados, neste som está contido o verdadeiro Funk: tocado ao vivo e no fundo da alma, com o som de instrumentos reais e pessoas cantando. Aqui não tem pedaços de música dos outros, recortados, colados e exaustivamente repetidos, tampouco batidas eletrônicas acompanhadas de gritos desafinados e sem sentido. Até podia, como complemento da música, mas não: ali estavam baixo, guitarra, bateria e backing vocals de verdade.

Mc's HC
E estava também BNegão, que fez todo mundo pular ao som da Dança do Patinho. Ao final, a subida de Jennyffer Costa ao palco também emocionou bastante. Muito legal ver ali a filha do Fabio, participando de algo que o pai dela tanto amava e sendo recebida por todos de braços abertos.

Mc's HC

Já estaria uma noite perfeita, mas tinha mais. Quem lê o Rio de Metal sabe que este não é um blog que fale muito de cover, tributo... Mas tenho que dar o braço a torcer: os rapazes do The Trooper mandam muito bem: deixaram a platéia muito animada e descontraída, especialmente o Luiz Syren. As fotos desta resenha não me deixam mentir.

The Trooper

Gostei muito de ter visto todo tipo de pessoas ali: várias idades, várias tribos, tudo misturado: do mais velho ao muito mais novo, do aparentemente normal ao declaradamente insano. Se querem saber, até uma fada encontrei!
Foi bom demais. Tudo. As bandas, as pessoas, o astral pra lá de positivo... Contudo, não pude evitar uma pontinha de tristeza ao olhar pro lugar onde o Fabio costumava ficar, sempre rodeado de pessoas. Ele não estava mais ali. Mas deve estar feliz por ter recebido como homenagem uma noite tão especial.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Antes tarde do que nunca - (finalmente) a resenha do Hellveillon!

Primeiro de tudo, peço desculpas pela pausa tão longa... Tirei férias do meu trabalho e resolvi me desligar um pouco do blog, também: dar uma refrescada nas idéias, fazer umas coisas diferentes... Deixei tudo aqui paradão.
Estou cheia de dívidas e começo pagando esta aqui: uma resenha do evento que aconteceu há quase um mês atrás. Bom, antes tarde do que nunca, né? Rs!

Este blog sorteou um ingresso para o evento, e o vencedor nos enviou suas fotos. Além disso, a Vanessa Muzy foi pra lá só pra contar pra gente como foi.


O lugar era bastante amplo, o que era positivo, mas tinha uma certa reverberação. O bar foi fechado algumas vezes, segundo a produção por causa do calor infernal que impedia que as bebidas ficassem geladas rápido. Mas vamos combinar que, com tanta banda boa, nem era ruim parar de focar só na bebida e curtir o som das bandas que se esforçam tanto pra estar lá. Segundo nossa correspondente foi uma medida drástica mas quem sabe um mal necessário até pra mudar esse tipo de postura.


De qualquer forma, o evento teve muito mais pontos possitivos. Um deles foi a escolha das bandas, muito bem feita pela produção. Segundo nossa correspondente, os destaques ficaram pra:
  • Innocence Lost, que ganhou a noite representando o metal com o vocal forte de uma menina estonteante e o peso de uma banda que ainda vai surpreender e muito e só tem a ganhar com os anos de estrada que virão; é o tipo de banda que ela gostaria de rever em breve;
  • Cara de Porco, como sempre levantando a galera!
Mas é lógico que todas as bandas detonaram. Mostraram no evento sua qualidade sonora e atitude de palco Gambrinus74, Filhotes e Gangrena Gasosa.

Sendo assim, se rolar mais uma edição, o Rio de Metal certamente vai querer estar lá!


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Banda Levante: perfil e entrevista exclusiva


A banda carioca Levante tem um som influenciado pelo movimento grunge de Seattle, lembrando grupos como Alice in Chains e Pearl Jam. Passeia também por vertentes brasileiras, bebendo de Chico Science e Nação Zumbi. E tem também um pezinho no punk, não só na pegada como também nas letras. Suas letras, aliás, são fortes e carregadas de inconformismo, expondo as deficiências estruturais da sociedade, num grito de protesto contra atual lógica social: é o rock utilizado para o que ele serve de melhor.
Destaca-se a versatilidade do grupo que toca suas músicas em versão amplificada e acústica; o baixista, por sua vez, vi tocar três instrumentos diferentes nos vídeos disponíveis no YouTube. Show!

E é claro que o Rio de Metal quis saber um pouco mais sobre a Levante... Depois de ler o release da banda, que pode ser lido no final desse post, rolaram umas perguntas:

Vocês moram bem longe uns dos outros, certo? Conta como foi que se encontraram, como é a logística pra ensaios, gravações, essas coisas...
Nós militamos no movimento estudantil da UFF e UFRJ. Fazíamos parte do mesmo coletivo, o Construção, trocávamos ideia sobre música e tal. O LEVANTE já tocava, mas só eu e o Bim éramos da banda. Mas com a saída de um guitarrista e depois do baixista entrou o Mayco (guitarra) e o Paris (baixo).  Já o Bim (baterista), ainda na primeira formação da banda, em 2006, encontramos na internet nesses sites de procura de músicos. Fizemos um teste com ele e foi aprovado com louvor.  Acabou que a banda ficou com metade de Niterói e a outra metade do Rio de Janeiro.
Como temos outros empregos, temos que ser muito organizados pra dar conta de tanta coisa pra manter uma banda underground. Ensaiamos em estúdios em Niterói, o Cativeiro ou no Estúdio do Cadu. Cada um tem tarefa na banda: marcar ensaio, fazer as artes gráficas, alimentar o site, agendar shows, os que tem carro transportam as coisas e leva a galera pros shows. É tudo bem coletivo.

O grande mote da música de vocês é a contestação do sistema, da sociedade, certo? Tem a agressividade do grunge, do punk, o tempero das músicas nacionais... Como foi chegar a esse formato?
O LEVANTE é uma proposta antiga e já tinha basicamente a ideia de produzir músicas críticas, ácidas e bem agressivas, tanto na letra, quanto na música. Com as idas e vindas de integrantes a sonoridade variou um pouco. Atualmente estamos mais pesados, percussivos, sem abrir mão de elementos da música nacional. Nós quatro temos muita proximidade musical, raramente temos grandes discordâncias, por isso, os rumos do nosso som foi surgindo aos poucos dialogando com a proposta inicial. Acabou que chegamos a essa ideia básica de uma releitura do grunge à brasileira com músicas próprias.

Até agora ouvi quatro músicas autorais. Vocês pretendem lançar mais em breve? Um CD, Um EP...
Temos um EP chamado LEVANTE com 3 músicas, lançado em 2010. Neste ano terminamos de gravar o nosso Cd chamado "Pessimismo da Razão Otimismo da Vontade". São 8 músicas gravadas no estúdio Superfuzz. Lançamos on line 4 músicas e o Cd está endo prensado para venda neste momento. Além disso, vamos lançar no fim de dezembro o nosso primeiro clip da música "O Filho Pródigo que Pensava Demais". Temos muitas músicas ainda pra serem gravadas, mas vamos tirar o ano de 2013 pra lançar  nossas músicas pelo mundo.

Para conhecer mais da banda:
http://bandalevante.com.br/
http://br.myspace.com/bandalevante1
http://www.facebook.com/bandalevante
http://tramavirtual.uol.com.br/banda_levante
http://twitter.com/bandalevante
http://www.youtube.com/user/bandalevante

Release
O LEVANTE surgiu da colisão entre o grunge e a quebrada da favela. Desde 2006 na estrada, a formação passou por algumas mudanças. Depois de idas e vindas pelo underground e pelas lutas do movimento popular, acabou que a Ponte Rio-Niterói uniu os integrantes: Bim (bateria), Paris (baixo), Mayco (Guitarra) e Reginaldo (guitarra e vocal). Trazendo na bagagem uma forte influência de Alice in Chains, Pearl Jam, Chico Science e Nação Zumbi a banda faz uma mistura sonora com o peso de Seattle, mas passeando pelos caminhos urbanos brasileiros. Com letras que tratam da opressão, mas também da luta por liberdade o LEVANTE dá o seu recado sem pedir licença. Bim, o baterista, traz no sangue suas influências do grunge e do punk com levadas sinuosas e violentas. Paris, o baixista, revela em suas notas a agressividade do punk do ABC paulista, sempre mencionando a quebrada do samba. Mayco é o guitarrista criado nas vielas do Underground de Niterói, sempre fiel ao grunge e ao metal com pitadas de Cartola. Reginaldo, guitarrista e vocalista, juntou a distorção da guitarra e o vocal rasgado, às influências de música brasileira. O LEVANTE lançou o seu primeiro EP independente: LEVANTE!, em 2009. De lá pra cá já rodaram por diversos eventos de expressão no underground do Grande Rio: Bizarre Fest (2006); Cinemaconhaque (2007); Submundo (2008); Maré de Rock (2010); Festival Araribóia Rock e Rock em Movimento (2011). Atualmente a banda está concluindo seu próximo álbum: Pessimismo da Razão; Otimismo da Vontade. O LEVANTE! expõe em suas letras as feridas da sociedade e avança contra a monotonia da normalidade da arte do "possível" e exige a novidade: a revolução! O LEVANTE! é movimento. A necessária ambição de ser livre.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Morre Fabio Costa, um dos fundadores do Garage Art Cult

Foto: Reinaldo Leal.

Fabio Costa, que dedicou uma boa parte da sua vida à cena do metal carioca, criou junto com  Paulo ”Hans” Jr mais que um lugar; uma lenda.

O Garage Art Cult, que funcionava num antigo casarão na Rua Ceará, abriu espaço para diversas bandas florescerem no cenário da música independente carioca, várias delas alcançando um espaço no mainstream. Em seu palco, construído pelas próprias mãos do Fábio, subiram bandas como  Ratos de Porão, Matanza, Gangrena Gasosa e Planet Hemp. Lá também morou Marcelo D2, como relatado no livro Esporro, de Leonardo Panço:  "muito pouco (ou quase nada) teria acontecido sem o clube escuro e quente da Rua Ceará, na Praça da Bandeira, perto do Centro do Rio. (...) Pra se ter uma noção da importância do Garage, quando Marcelo D2 marcou o primeiro show do Planet Hemp por lá, o grupo nem existia. Ele foi forçado a arrumar pessoas para tocar. Quer dizer, quem sabe se sem o Garage, Marcelo nem teria montado o grupo. No caso específico de D2, a importância do Garage vai bem mais longe. Foi no palco do clube que ele morou, em tempos de vacas bem magras."


Guerreiro e idealista, não há como esquecer o quanto ele se dedicava ao Garage, o quanto curtia cada banda nova que entrava lá. Nem as críticas pesadas que fazia a quem lhe pedisse determinadas concessões na programação ou no espaço do Garage, caso ele não concordasse...

Fabio estava lutando contra o diabetes, problemas cardíacos e renais. Ficou meses hospitalizado por conta destes males e também de uma calcinose cutânea. Nem por isso deixou de frequentar tantos shows quanto pôde, da marca do Garage no Odisseia, assim que saiu do hospital.

Com seu jeito irreverente e opiniões fortes vai deixar os bangers cariocas com muitas saudades...

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

ReciclaRock - Mesa de centro feita de peça de bateria

Vai aposentar alguma peça da sua bateria? Dependendo de qual for, dá pra criar uma peça de decoração bem interessante...
A Karla Paslay, que edita o blog http://karapaslaydesigns.blogspot.com, criou a mesa de centro iluminada da foto abaixo.
Dá à decoração de qualquer ambiente uma atmosfera rock pra não botar defeito!






Repare no brilho suave da parte de baixo... Ela colocou
luzes para dar um efeito de "flutuação". Show! :-D

Confira o tutorial no post dela: http://karapaslaydesigns.blogspot.com.br/2012/01/diy-drum-coffee-table_06.html
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