sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Garage Odisseia - Vociferatus, Gangrena Gasosa, Apokalyptic Raids, Whipstriker - uma resenha não autorizada
Numa conversa recente, soube que esse show do Garage, do da 29, foi excepcional. Minha fonte, que foi lá assistir de maneira totalmente despretensiosa, foi sem câmera, não tirou fotos sequer de seu celular e se recusou a me fazer uma resenha. Pois bem: é assim, em tom de fofoca, que vou contar o milagre mas não vou revelar a santa. Ou o santo! :-D
Pra começar... Vociferatus entrou com seu metal extremo muito bem ensaiado. Tocaram muito, já abrindo a noite com qualidade.
Mantendo o nível lá em cima, tocou também Whipstriker, com seu som inspirado em Mötorhead. E Apokalyptic Raids, cultuada, fazendo jus à sua reputação.
Mas a surpresa, pra mim, foi o que minha fonte contou sobre a Gangrena Gasosa... Até o dia em que a fofoca chegou até mim, eu tinha a imagem da época em que a banda começou, lá pelos idos 1990, retratada no livro Esporro, do Eduardo Panço: "Segundo eles, qualquer idiota pode tocar heavy metal - só que eles assumem." Mas agora, tenho uma visão bem diferente. Primeiro de tudo, soube que os integrantes tocaram muito, muito bem. Segundo, que eles tem uma puta presença de palco: figurinos, atitude, timing. Minha fonte disse que o show foi uma verdadeira festa, muito divertido.
E, claro, que os shows do Garage andam a cada dia melhores. Com certeza, os equipamentos e a ambiência contribuem para uma experiência sonora muito acima da média.
Na esperança de que essa pessoa continue minha amiga, encerro aqui esta resenha não autorizada. E na próxima oportunidade, seguramente vou querer assistir a Gangrena!
Aproveitem para conhecer o lindo site da banda: www.gangrenagasosa.com.br/
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Resenha de show - Rise of Hestia, Tamuya Thrash Tribe, Possessonica
Rise of Hestia
A banda, que foi a primeira a subir no palco, apresentou musicas longas e bastante elaboradas, com qualidade na execução. Seu setlist foi exclusivamente autoral, coisa rara. Destacou-se o tema conhecido como "Marrocos" pelos mais íntimos com a banda. Tem uma interessante mistura de um riff inspirado no Oriente médio com blues, marcando sua veia experimentalista.
Conheça mais da banda:
www.facebook.com/riseofhestia
www.myspace.com/riseofhestia
TTT - Tamuya Thrash Tribe
Segunda banda a se apresentar, estava divulgando pela primeira vez o clipe de sua música de trabalho, Immortal King. Muito bem produzido, foi bem recebido pelas pessoas que assistiram, o que ajudou a levantar o início do show. Apresentaram 2 músicas novas em seu repertório. Ao final, na tradicional cover de Roots, do Sepultura, o vocal convidado "Toquinho do Mal" mandou ver no microfone, levantando novamente a platéia. Encerraram o show com a música do clipe, que pode ser conferido aqui: http://www.youtube.com/watch?v=y6bA4iBzN6o.
Conheça mais da banda:
www.facebook.com/TamuyaThrash
www.myspace.com/tamuyathrashtribe
twitter.com/tamuyathrash
www.reverbnation.com/tamuyathrashtribe
Possessonica
Sinto pena de quem teve de sair mais cedo essa noite, pois acabou perdendo um show de grande qualidade. No seu repertório estavam covers que influenciaram o estilo da banda. Encerrariam com War for Territory, do Sepultura, se a platéia não tivesse pedido "mais um" duas vezes. Foi prontamente atendida, criando um clima perfeito para fechar a noite.
Conheça mais da banda:
www.myspace.com/possessonica
tramavirtual.uol.com.br/possessonica/
https://twitter.com/possessonica
www.reverbnation.com/possessonica
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quarta-feira, 25 de julho de 2012
Apresentando... O calendário do Rio de Metal!
Já falei do calendário do Rio de Metal? É uma ferramenta que criei há muito tempo, desde o surgimento do blog, na verdade. Minha intenção era (e é, ainda) divulgar os eventos de rock/metal autorais das bandas cariocas, no estado do Rio de Janeiro. Por um tempo, andou meio tímido, mas agora quero usá-lo mais. Ele aparece na coluna da direita do blog e desde semana passada aparece também na página do Facebook: http://www.facebook.com/ riodemetal/ app_190322544333196.
Costumo preenchê-lo com informações que me mandam por email (riodemetal@gmail.com), ou via convite do FB, ou o que recebo de alerta do Eventful. Procuro colocar o máximo possível de eventos, mas sei que algum sempre me escapa e acabo não colocando. Gostaria de marcar todos os shows autorais de rock/metal do estado.
Quer me ajudar? Pode mandar informações sobre seu evento de rock/metal autoral! Basta enviar informações sobre ele e eu publico. Pode ser colocando um post na página do FB ou um comentário em algum post do blog (http:// riodemetal.blogspot.com/), ou por email, ou por mensagem do FB... Meios não faltam, nem a vontade de divulgar!
\,/ Abraços a todos! \,,/
Costumo preenchê-lo com informações que me mandam por email (riodemetal@gmail.com), ou via convite do FB, ou o que recebo de alerta do Eventful. Procuro colocar o máximo possível de eventos, mas sei que algum sempre me escapa e acabo não colocando. Gostaria de marcar todos os shows autorais de rock/metal do estado.
Quer me ajudar? Pode mandar informações sobre seu evento de rock/metal autoral! Basta enviar informações sobre ele e eu publico. Pode ser colocando um post na página do FB ou um comentário em algum post do blog (http://
\,/ Abraços a todos! \,,/
domingo, 15 de julho de 2012
Levantamento de bandas o Rio de Janeiro
O MUC - Movimento Undergroud Carioca - iniciou um levantamento das bandas de Rock e Metal do Estado do Rio de Janeiro por gêneros e cidades. O objetivo é buscar um maior conhecimento da cena fluminense, conhecendo melhor a sua dimensão e como ela se divide pelas regiões.
Para participar, basta preencher um rápido formulário com 5 perguntas, que está aqui.
Para conhecer mais detalhes, acesse o post do MUC que trata deste assunto.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Metal e superação - um caso pessoal e duas histórias pra contar...
Foram três meses desde a última postagem, em 13/04. Na ocasião, ainda estava me recuperando da primeira peça que a vida me pregou no início deste ano particularmente difícil.
No dia 1º de maio fui surpreendida com a maior infecção que já tive: um cortezinho idiota na ponta do dedo médio da minha mão direita me fez parar no hospital por quase 20 dias. Tomei antibióticos e analgésicos fortíssimos, todos venosos. O ápice foi a necessidade da amputação de todo o terceiro raio da mão.
Se fiquei triste? Claro! Quem gosta de perder um pedaço do corpo? Ainda mais sendo vaidosa como eu. E se quer saber, ainda dói no corpo e na alma. Tenho um longo caminho de recuperação pra trilhar, com sessões de fisioterapia a perder de vista. Mas ainda bem que eu posso fazer isso, pois o bom mesmo é estar viva e fazer o que gosta.
Exemplos pra eu seguir é que não me faltam. Só pra mencionar dois exemplos do metal, selecionei as histórias de Rick Allen, do Def Leppard e Tony Iommi, do Black Sabbath. Aliás, se não fosse o Iommi, será que teríamos esse estilo musical, hoje?
Ainda na juventude, Tony sofreu um grave acidente na metalúrgica onde trabalhava, quando foi chamado para operar uma máquina compressora de metais. Sem qualquer experiência com a máquina, Iommi ficou com os dedos médio e anelar da mão direita nas engrenagens do equipamento, decepando a ponta desses dedos. Tony consultou vários médicos, e todos o desencorajam de poder voltar a tocar o instrumento.
Porém, um dia, ainda desanimado, Tony vai até a casa de um amigo, que lhe apresenta gravações de Django Reinhardt, um guitarrista de jazz belga de origem cigana, que interpretava músicas apenas com os dedos indicador e médio. Ao ouvir aquilo, sentiu - se encorajado novamente, e resolveu tocar de novo. Para isso, Tony derreteu a ponta de duas garrafas plásticas, as modelou para encaixarem nos dedos, e assim pode tocar de novo. O equipamento logo foi substituído por próteses plásticas. (fonte: Wikipedia - Tony Iommi).
Foi considerado o 25º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone, em artigo publicado no final de 2011.
O caso de Rick Allen é ainda mais dramático: no auge do sucesso da banda, prestes a participar do Rock in Rio, sofre um terrível acidente de carro e tem o braço esquerdo amputado. Os médicos tentam o reimplante do membro, mas sem sucesso. Todos os compromissos profissionais, inclusive o concerto na Cidade Maravilhosa, são imediatamente cancelados e a banda se retira por quatro anos.
Após cinco anos sem gravar, o Def Leppard retorna com o álbum Hysteria em 1987. É o disco de maior sucesso da banda, com mais de vinte milhões de cópias vendidas (principalmente nos Estados Unidos e Inglaterra). Rick Allen participa das gravações com uma bateria especial na qual os controles de ritmo estão todos nos pés (fonte: Wikipedia - Def Leppard).
Além de ter superado sua limitação, ele é um dos fundadores da Raven Drum Foundation, entidade que fornece programas educacionais para inspirar o crescimento pessoal em tempos de adversidade.
Sendo assim, estou voltando com o blog. Eu amo escrever e amo metal. Amo conhecer bandas novas e vou apoiá-las sempre, especialmente as daqui do Rio, que é onde moro e posso prestigiar novidades em primeira mão, em termos de som. E assim como o Tony Iommy e o Rick Allen, que tiveram a força dos amigos nos momentos mais difíceis, conto com o apoio dos leitores e das bandas para continuar, seja enviando material, sugestões de matérias e comentários.
No dia 1º de maio fui surpreendida com a maior infecção que já tive: um cortezinho idiota na ponta do dedo médio da minha mão direita me fez parar no hospital por quase 20 dias. Tomei antibióticos e analgésicos fortíssimos, todos venosos. O ápice foi a necessidade da amputação de todo o terceiro raio da mão.
Se fiquei triste? Claro! Quem gosta de perder um pedaço do corpo? Ainda mais sendo vaidosa como eu. E se quer saber, ainda dói no corpo e na alma. Tenho um longo caminho de recuperação pra trilhar, com sessões de fisioterapia a perder de vista. Mas ainda bem que eu posso fazer isso, pois o bom mesmo é estar viva e fazer o que gosta.
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| Há 2 meses atrás, recém saída do hospital: hematomas, olheiras e metal! |
Exemplos pra eu seguir é que não me faltam. Só pra mencionar dois exemplos do metal, selecionei as histórias de Rick Allen, do Def Leppard e Tony Iommi, do Black Sabbath. Aliás, se não fosse o Iommi, será que teríamos esse estilo musical, hoje?
| Tony Iommy. Fonte: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Tony_Iommi _at_the_New_Haven_Coliseum.jpg |
Porém, um dia, ainda desanimado, Tony vai até a casa de um amigo, que lhe apresenta gravações de Django Reinhardt, um guitarrista de jazz belga de origem cigana, que interpretava músicas apenas com os dedos indicador e médio. Ao ouvir aquilo, sentiu - se encorajado novamente, e resolveu tocar de novo. Para isso, Tony derreteu a ponta de duas garrafas plásticas, as modelou para encaixarem nos dedos, e assim pode tocar de novo. O equipamento logo foi substituído por próteses plásticas. (fonte: Wikipedia - Tony Iommi).
Foi considerado o 25º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone, em artigo publicado no final de 2011.
| Rick Allen. Fonte: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:RickAllen.JPG |
Após cinco anos sem gravar, o Def Leppard retorna com o álbum Hysteria em 1987. É o disco de maior sucesso da banda, com mais de vinte milhões de cópias vendidas (principalmente nos Estados Unidos e Inglaterra). Rick Allen participa das gravações com uma bateria especial na qual os controles de ritmo estão todos nos pés (fonte: Wikipedia - Def Leppard).
Além de ter superado sua limitação, ele é um dos fundadores da Raven Drum Foundation, entidade que fornece programas educacionais para inspirar o crescimento pessoal em tempos de adversidade.
Sendo assim, estou voltando com o blog. Eu amo escrever e amo metal. Amo conhecer bandas novas e vou apoiá-las sempre, especialmente as daqui do Rio, que é onde moro e posso prestigiar novidades em primeira mão, em termos de som. E assim como o Tony Iommy e o Rick Allen, que tiveram a força dos amigos nos momentos mais difíceis, conto com o apoio dos leitores e das bandas para continuar, seja enviando material, sugestões de matérias e comentários.
Hail to the metal forever!
| Em qualquer condição... |
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Festival Rock na Caveira - Zombie Edition
Eu não conheço nada de São Gonçalo, só de ouvir falar. E uma das coisas que eu escutava é que era difícil transitar por lá. E tinha o tal Rock na Caveira, no Conecta Pub, na Estrada do Pacheco (essa sim, não tinha a menor idéia onde era). Então, como fazer pra chegar lá? Queria ir de qualquer jeito... E já sabia que seria de carro.
Uma espiada no Google Maps já me deixou bem mais tranquila. Não parecia difícil de chegar, pelo contrário. E realmente o trajeto foi tão fácil quanto eu esperava.
O local era bastante simples, mas espaçoso. Os palcos não eram muito grandes, mas pareceram atender bem a todas as bandas que assisti. O festival foi bem conduzido e organizado, minimizando os inevitáveis atrasos inerentes a uma programação tão longa. Gostei de ver como as bandas foram convocadas e como elas prontamente atenderam, também. Ter dois palcos foi fundamental para que tudo transcorresse bem.
Claro que não foi perfeito: houve alguns problemas no som e na luz. E com tantas bandas programadas, era também inevitável que algumas não pudessem se apresentar: Hatefulmurder e LOKO infelizmente não subiram ao palco.
Mas, sinceramente, quem não esperaria isso de um evento com baixo orçamento? Na minha opinião, o que aconteceu lá foi quase um milagre: precinho camarada, uma boa variedade de bandas, muita gente assistindo e todos de boa paz. Pra não dizer que todo o evento foi um mar de tranquilidade, houve apenas uma pequena discussão no final. Vamos torcer para a próxima edição ter um patrocínio, porque a organização do evento merece.
A equipe era empenhada, organizada e tinha boa vontade para resolver uns assuntos de última hora. Como, por exemplo, permitir acesso a lugares antes não autorizados para melhorar a qualidade do registro do evento. Eu aproveitei para subir numa escada antes com acesso vedado ao público para poder filmar. Quer conferir? O vídeo abaixo tem tomadas minhas, da platéia.
Confesso que senti falta da água mineral no barzinho. Mas acho que só eu, a careta, que me dei conta... Todos os outros participantes estavam satisfeitos com a oferta de vinho e cerveja geladíssimos.
Gostei da variedade de sons: havia bandas de heavy metal tradicional, trash e black metal, além de metal melódico e diversas outras vertentes. Acho que qualquer banger sairia de lá satisfeito inclusive pela qualidade técnica apresentada. Aí embaixo está todo o material que consegui reunir sobre o evento: os vídeos, setlists, fotos... Quem quiser enviar mais material, ou notar algum erro nas informações, por favor escreva: riodemetal@gmail.com. Com certeza irei acrescentar aqui neste post!
Metal Sucata
Fórum 01
Dievas
Arrota 26
Carlos Sphiler
Outcore (blog oficial - http://
- Eu Sou Normal
- Eu quero saber
- Pra Alguém
- Menina
- Burrocracia
- Funk do Protesto de um Sertanejo
Magnetron
Sevciuc
Necrowar
Khaos Inside
Unmasked Brains
- Little God Ivory
- Lost Control
- Corrupt
- New Order of Disorder (Pula, Porra)
- Life Has No Meaning
- Holy Wars (cover do Megadeth)
Ignus
I Need Scream
Atomic Thrash
Obscuriun Soul
- Nymphetamine
- English Fire
- Enjoy the Silence
- First Light
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segunda-feira, 9 de abril de 2012
Banda - Innocence Lost
| Formação atual. |
Faixas do Álbum Human Reason:
|
Os integrantes da banda são Rodrigo Tardin (baixo), Aloisio Ventura (teclado), Mari Torres (vocal), Juan Carlos (guitarra) e Heron Matias (bateria).
Com composições melódicas e bem produzidas, o som da banda tem influências de bandas como Symphony X, Nightwish e After Forever. Da primeira, aliás, a banda chegou a fazer alguns covers, no início, conforme entrevista cedida ao blog Polemico Rock.
Para conhecer melhor a banda:
Reverbnation: http://www.reverbnation.com/ innocencelostbr
Band profile: https://www.facebook.com/ InnocenceLostBr
Twitter: https://twitter.com/#!/ InnocenceLostBr
Mais:
MSMetalpress: entrevista
Polemico Rock: entrevista
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Polemico Rock: entrevista
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